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H . : Concours de couverture.\n                                       P R O S P E R R O ID O T : Une très courte histoir e\n                                                       d'amour.\n                                       G IS B E R T G O M B A Z : Notes sur la faune au\n                                                      point de vue décoratif.\n                                       E U G È N E H E R D IE S : A la Dame a u x Irènes\n                                                      d'or.\n                                       T . R IA U : T ravaux d 'a rt moderne.\n                                       G E O R G E S R A M A E K E R S : Des origines reli-\n                                                       gieuses de l’architecture.\n                                       JE A N D R È V E : Chanson d'aimer,\n                                       P O L A M : Corporation d’architecture et d 'a n\n                                                     appliqué.\n                                       P , R . : Concours de boites aux lettres.\n                                       L É O N B O C H O M S : Note sur l'ameublement,\n                                       A . V . W . : Concours pour la construction d ’une\n                                                      école à-Etterbeck.\n                                         Chronique musicale — Les Livres, — Les Revues.\n\n\n\n                                                      ILLUSTR ATIO N S .\n                                       de M M . P a u l H a n k a r , A d o l p h e Cre spin\n                                           Léon G o v a e r t s , L é o n B o c h o m s\n                                                   A rm an d V an W a e s b e rg h e\n                                            E l i c R o id o t, G u s ta v e S t r a u v e u\n                                                      L o d e w ij k S t e y a r t\n                                             P a u l H a me s s e , W i l l e m H o l s\n                                                           A le x is C r a p s\n\n\n\n\n                           CE NUMERO CONTIENT QUATRE HORS-TEXTE\n          de     P a ul   H ankar,   Léon     G ovaerts,                A dolphe               Crespin,   É lie    R oidot\n\n\n\n       Le numéro : 1 franc\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-003", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": null, "page_fin": null, "titre_corps": "Comité de direction, collaborateurs, abonnements, administration et rédaction", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "LA GERBE Revue mensuelle d’A rt décoratif & de Littérature Directeur", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 7, "page_imprimee": null, "debut_caractere": 13, "fin_caractere_exclue": 3715, "texte": "LA GERBE\n                                         Revue mensuelle d’A rt décoratif & de Littérature\n     Directeur : P ro s p e r R O ID O T , 2 1 2 , Chaussée de W aterloo.\nSecrétaire de Rédaction : E ugène H E R D IE S, 31, Rue de la Commune.\n                                                 BRUXELLES\n\n                                C O M IT É          DE       D IR E C T IO N :\nL é o n B o c h o m s , rue de la Pépinière, 7. —             E u g è n e H e rd ie s. — G e o r g e s R a m a e­\n     k e r s , rue F ra n klin , 114 . — P r o s p e r R o i d o t . — G u s t a v e S t r a u v e n , ch a ussé e\n     de Louvain, 304. — A r m a n d V a n W a e s b e r g h e , rue d’ Irlande, 99.\n                                             B R U X E L L E S\n\n                      P R IN C IP A U X             COLLABORATEURS :\nA l l a r d . — E d g a r B a e s , — F ir m in B a e s . — A l b e r t B e r t h e l . — P. B r a e c k e . —\n  M.-J. C a n e e l . — C a s t i l l e . — A l b e r t C i a m b e r l a n i . — M a r i e C o l l e t t e . — Gis-\n  B E R T C O M BAZ     — O M ER CO PPEN S. —            A L E X IS   CRAPS. —       PO L CR APS, —        A DOLPH E\n  C r e s p i n . — E r n s t D e l t e n r e . — D e V r i e s . — Je a n D r è v e . — A l b e r t D u e s b e r g .\n  — O M ER D lE R IC K X . —         F I C H E F E T . — M A U R IC E   G OO SSEN S —       LÉON G OVAERTS. —\n  A . G r o o t h a e r t . — P a u l et G e o r g e s H a m e s s e . — P a u l H a n k a r . — A l e x a n d r e\n  H a n n o t i a u . — H e n r y H e n g e ; — W i l l e m H o l s . — Ja c o b l — P i e r r e K e s s e l .\n  — Georges L emmen.               G e o r g e s M a r l o w . — L o u is M a s u r e . — O c t a v e M a u s .\n  — P a u l M u s s c h e . — E d o u a r d N e d . — H e n r i O t t e v a e r e . — E. P e l s e n e e r . —\n  E d g a r R i c h a u m e — E l i e et H e n r i R o i d o t . — A r t h u r R o g i e r s . — F r i t z S e e l ­\n  d r a y e r s . — S t r e b e l l e . — L o d e w i j k S t e y a e r t . — L o u i s St r u y s . —   E rnest\n   Va n d e r o o s t . — A r m an d      Va n    W aesbergh e. —            F é lix V e r s c h a v e . —       Via n -\n  d ie r . — Ju l e s N a d i .\n\n\n             ABONNEM ENTS\n     B E L G I Q U E : U n a n , 10 f r a n c s . — E T R A N G E R : L e p o rt en su s.\n    A dresser les abonnements à la Direction de la R evu e, 212, ch a u ssé e d e W a te r lo o , B r u x e lle s .\n\n\n             A D M IN ISTR A TIO N\n    Toutes les com m unications concernant le service de la revue (règlem ents, ch a n gem en ts d’adresse, e tc .)\ndoivent être adressées à l’éditeur, M. P . L . M O L I T O R , 36, R u e L o n g u e - V ie , B r u x e lle s .\n\n\n             R É D A C TIO N\n    T outes les communications concernant la Rédaction de la revue (rectifications, manuscrits, documents,\ndessins, photographies) doivent être adressées à la D irection, 212, ch a u ssé e de W a t e r lo o , B r u x e lle s . —\n    L es manuscrits non insérés ne sont pas rendus. — Il sera donné un com pte rendu de tout ouvrage dont un\nexem plaire parviendra à la D irection.\n\n\n             R E P R O D U C T I O N D ’A R T I C L E S & D E G R A V U R E S\n    L a reproduction des articles, dessins et gravures est absolument interdite, même avec indication de\nsource de provenance, à moins d ’une autorisation de la D irectio n .\n    N . B . — Les auteurs sont seuls responsables de leurs écrits.\n\n\n              PU B LIC IT É\n   Pour les annonces, réclames, etc., à insérer dans la R evu e, demander les tarifs spéciaux et rensei­\ngnem ents à l'Éditeur, M . P . - L . 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Nos villes atroces\n       façades plâtrées, nos monuments platement pastichés, tout annonçai\n    p\n    ércditude, l’impuissance finale et irrémédiable.\n             Chose étrange : des Ecoles se créaient et polémiquaient à savoir\n       : copier, plagier le plus servilement telle ou telle Architecture, et nul\n         ait que ces anciens, si justement admirés, avaient pour grand princiep\n       a\n       v nt tout, pour être artiste, il faut être créateur. Ce siècle aura eu de bons\n         es peut-être, mais pas ou presque pas d'artistes.\n             Mais heureusement, il s’en va, tout cahotant, vers sa fin, prendre pite\n          auprès de ses grands aînés, qui auront peut-être la charité de le faire\n       oublier, caché qu' il sera par la grande ombre de leurs Merveilles d ’Art\n             Et déjà des artistes vrais se révèlent, s’orientent, secouent le fatras\n       n\n       evo\n         c tions, et, confiants en l’avenir, sachant bien q u ’en Art il n ’y a pas\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-006", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": null, "page_fin": null, "titre_corps": "Annonces", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "P. 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MOLITOR, Editeur\n                                36, Rue de Longue-Vie, B R U X E L L E S\n\n\n        la L u t t e\n                                                   R ev u e     C a t h o l iq u e           d ’A r t\n\n             Directeur:    G eorges     RAMAEKERS,            114 , R ue F r a n k l i n .\n         Secrétaire   de Rédaction : E d o u a r d      NED.     34 , rue du Conseil.\n                                  B R U X E L L E S\n\n\n\n                            P   r o s p e r         R   o i d o t\n\n\n\n\nAUBES & CREPUSCULES                     ( P o è m e s )\n\n Beau volume in-12 carré, sur papier fort, avec titre et frontispice par E l i e R o i d o t\n                                   Pr ix   : 2 FRANCS\n            On souscrit chez l'Auteur : 212,   Chaussée de Waterloo, B R U X E L L E S\n\n\n\n\n                  A r t & Décor a t io n\n             Revue mensuelle d’Art moderne, 13, rue Lafayette, P A R I S\n\n\n\n        L ’ E f f o r t                                         D irecteur :       JEAN         VIOLLIS\n\nREVUE   M EN SU ELLE      D'ART\n                                        3, R U E    SAINTE-GERMAINE,              TOULOUSE\n\n\n\nLA        PROVINCE                         NOUVELLE\n                                               Directeur: L A U R E N T S A V I GN Y\n        RUE     DE    PARIS,      43,   AUXERRE\n\n\n\n     L ’EIRMITAGE\n                                                     Di rec teur   :   EDOUARD          DUCOTÉ\n        R u e Som m erard, 16, P a r is\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-007", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": null, "page_fin": null, "titre_corps": "Pourquoi fonder une Revue d’Art décoratif ? (suite)", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "formules définitives, fermement convaincus", "ancre_fin": "souscrivant avant le 1er février 1898.", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "BU LLETIN DE S O U SC R IP T IO N", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 11, "page_imprimee": null, "debut_caractere": 1, "fin_caractere_exclue": 2554, "texte": "formules définitives, fermement convaincus que l ’on peut rêver encore ajouté\nune pierre au grandiose m onum ent de l’A rt, cherchent, retournent au x sources\nvives de l'Inspiration, la Nature, créent des oeuvres fortes, émeuvent et s’imposen     t\nà l ’admiration.\n           A ceux-là, L A G E R B E sera fière, toujours, de crier son admiration et\nses bravos.\n           Puisse sa clameur enthousiaste couvrir les grognements jaloux des pontifes\nobèses, dérangés dans leur laborieuse digestion de théories apprises et d ’originalité\ntoute faite.\n          Donc, et pour nous résumer, nous dirons que : Grouper, souten            ri\nencourager les jeunes talents, quels q u ’ils soient, donner un organe actif, véritab le\nlibre tribune de notre renouveau d ’A rt décoratif, à nos jeunes décorateurs\narchitectes, isolés et si complètement livrés à leurs propres forces et initiatives\nalors q u ’un organe les renseignant sur tout événement les concernant leur serta   i\nde si profonde utilité, unir tous les Arts et non seulement en parler, mais\nfaire les éléments mêmes de la revue ; grouper ainsi les nom breux mouvemen         ts\nmodernes d ’Arts différents, se les faire connaître mutuellement en même ter\nq u ’au public, en un mot, faire Gerbe, tel est et sera toujours le but de la revue\n                        L A G E R B E étendra son programme à tous les domaines de l’A rt\n           architecture, ameublements, poterie, vitrail, ferronnerie, dessin uniquement d\n           (croquis, paysages, études), sculpture et, en partie importante, littérature. Il sra       e\n           parlé de tout, tout sera annoncé, discuté, présenté.\n                        L A G E R B E contiendra annuellement, outre ses 32 pages mensuelles de teste\n           plus de 200 planches et illustrations, dans et hors texte, accompagnant et expliqua       tn\n           les articles, reproduisant des oeuvres originales et inédites de nos meilleurs artistes\nlu\n a\n rsctn\n     'd\n     oeb\n       éivgb e l g e s p a r l e s procédés les plus artistiques, et. quoique s’occupant surtout d ’A\n                                                                                                    tr\n\n\n\n\nN.-B. Le prix de l’abonnement sera réduit à 8 fran cs pour tout abon\n                                                                   t\n                                                                   em\n                                                                    n\n                    souscrivant avant le 1er février 1898.\n\n                            "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-008", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": null, "page_fin": null, "titre_corps": "Bulletin de souscription", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "BU LLETIN DE S O U SC R IP T IO N (1) Je soussigné", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 11, "page_imprimee": null, "debut_caractere": 2554, "fin_caractere_exclue": 3558, "texte": "BU LLETIN                                      DE                S O U SC R IP T IO N (1)\n\n              Je soussigné............................................................                                    ,..............................................\ndéclare souscrire à                          un abonnement de                               un        an        à la           revue           LA             GERBE,\np r ix de 8 fran cs (*), payables après réception de la 1re livraison.\n\n                                                    ,le.................. 189 .\n                                                                                                                               S IG N A T U R E E T A D R E S S E :\n\n\n\n\n    ( 1 ) P r iè r e d e r e n v o y e r c e p r é s e n t b u lle t in c h e z M . R o id o t, 2 12 , C h a u s s é e d e W a t e r lo o , S t -G ille s .\n     (   Apr ès l apparition du 1 er numéro, le p rix de l 'abonnement sera porté à 1 0 f r a n c s .\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-010", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 1, "page_fin": 1, "titre_corps": "Notre but", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "LA DIRECTION", "ancre_debut": "Notre but m aîtres passés nous sera faite sans doute.", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 14, "page_imprimee": 1, "debut_caractere": 255, "fin_caractere_exclue": 3605, "texte": "Notre but                             m aîtres passés nous sera faite sans doute.\n                                                      N ous le dîmes déjà dans notre manifeste :\n        C que n ou s dision s clans n o tre m an i­\n        E\n                                                      N ous croyons être plus respectueux et plus\n         feste, nous le répéton s ici :\n                                                      adm iratif des maîtres en nous im prégnant du\n              « Grouper, soutenir, encourager\n                                                      principe m ême qui les rendit grands et qu’on\n» les jeunes talen ts, quels qu’ils soient,\n                                                      lit si clairem ent dans leurs œuvres : P ou r\n» donner un organe actif, véritable libre\n                                                      être artiste, il fa u t être créateur ; plutôt que\n» tribune de notre renouveau d’art décoratif,\n                                                      ceux qui les copient, les pastichent — m ala­\n» à nos jeunes décorateurs et architectes,\n                                                      droitem ent souvent — et feraient volontiers\n» isolés et si com plètem ent livrés à leurs\n                                                      prendre en grippe les belles choses léguées,\n» propres forces et initiatives, alors qu’un\n                                                      par ceux-là m ême qu’ils veulent défendre.\n» organe les renseignant sur tout événem ent\n                                                         N ous admirons et nous vénérons ces beaux\n» les concernant leur serait de si profonde\n                                                      chênes vigoureux - toujours — mais ne faudra-\n» utilité, unir tous les arts et non seulem ent\n                                                      t-il pas d’autres chênes pour peupler les forêts\n» en parler, mais en faire les élém ents même\n                                                      nouvelles.\n» de la revue ; grouper ainsi les nom breux\n» m ouvem ents m odernes d’a r t , se les faire                                    L A D IR E C T IO N .\n\n» connaître m utuellem ent en m ême temps\n» qu’au public, en un m ot faire gerbe, tel est\n» et sera toujours le but de la revue. »\n    C ’est dire nettem ent notre intention de ne\npas nous spécialiser. Bien au contraire, à L a\nGerbe, l ’art, proprem ent dit, coudoiera fra­\nternellem ent l’art décoratif et appliqué ; la\nlittérature — ainsi que l’indique le sous-titre\nde la revue — y aura sa place marquée et\nim portante, com m e aussi la musique, dans\ndes proportions forcém ent moindres, mais\nqu’il nous sera permis sans doute, dans la\nsuite, de rendre plus vaste.\n    Peut-être nous reprochera-t-on de vouloir\nunir ainsi des arts qui n ’ont que faire ensemble,\net l’on nous criera au « casse-cou ».\n    Très peu nous importera. L ’art est univer­\nsel et hom ogène, il n ’est pas susceptible de\nspécialisations intem pestives et brutales. L a\npeinture et la sculpture s'unissent naturelle­\nm ent à l’architecture en un même but esthé­\ntique; la musique et la poésie doivent élever\nl ’âme de l’artiste, lui donner, com plète, la\nconception du beau.\n    Certains, peut-être, nous traiteront d’icono­     couverture                          P a u l H a m esse\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-011", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 2, "page_fin": 3, "titre_corps": "Concours de couverture", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "E. H.", "ancre_debut": "Concours de couverture étant très restreint", "ancre_fin": "il s’est pourtant distingué, comme ce dernier, par l’élancement de ses tiges.", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "Une très courte histoire d’amour", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 15, "page_imprimee": 2, "debut_caractere": 153, "fin_caractere_exclue": 5339, "texte": "Concours de couverture                      étant très restreint de com position (nous\n         a  G e r b e a mis au concours un        disaient quelques stationnaires). C ’est une\n\n\n L         projet de couverture. Quelques erreur, l ’art m oderne est un art jeune, et\n           m embres de la « Corporation d’A r­ tout art jeune fait souvent abus des m otifs\n         chitectu re» y ont participé. Ce sont convenus.\nsieurs H am esse, Canneel, H ols, Seeldrayers,\n                                                   M es­\n                                                     Chacun a réussi à styliser la fleur, l ’avenir\n                                                                            de la décoration, tout\n                                                                            en gardant sa propre\n                                                                            tonalité, son origina­\n                                                                           lité , ses a p titu d es,\n                                                                            quoique les ennem is\n                                                                           du n éo-style en veu ­\n                                                                           lent voir l’originalité\n                                                                           personnelle im possi­\n                                                                           ble.\n                                                                               C e concours en est\n                                                                           un dém enti. M . Van\n                                                                           W aesberghe (proje t\n                                                                           exécuté ) interprète\n                                                                           une gerbe de perce-\n                                                                           n eige ; belle stylisa ­\n                                                                           tion dans les tiges,\n                                                                           qui s’élancent entre­\n                                                                           lacées, avec une belle\n                                                                           harm onie.\n                                                                               M . H am esse s ty ­\n                                                                           lise peut-être trop peu\n                                                                           l'iris, qui, dans son\n                                                                           projet, est d’une jo ­\n                                                                           lie grâce. L ’ensem ble\n                                                                           présente une b elle li­\n                                                                           gne.\n                                                                              L es silhouettes om ­\n                                                                           brées bien réussies,\n                                                                           m ais le soleil du fond\n                                                                           un peu vieu x.\n                                                                              J’insiste surtout sur\n                                                                           de ravissants nénu­\n                                                                           phars qui em plissent\n                                                                           la bande du bas et\n                                                                           qui, sans nul doute,\n                                                                           n ’ont pas été rem ar­\n                                                                           qués.\n                                                                               M . Strauven inter­\n                                                                           prète une gerbe aux\ncouverture                                            G u stave Strau ven\n                                                                           lignes belles, hardies,\n                                                                            et bien m odernes, qui\nStrauven et V an W aesberghe. L e sujet était nous sem ble plu tôt destinée à la ferronnerie;\nbien à la portée de tous les m embres de la j ’adm ire l’envolée gracieuse de la gerbe qui,\nCorporation, qui, d’ailleurs, ont réussi au- sans interpréter une fleur quelconque, a\ndelà de toute attente.                            cependant pris l’âme de la fleur.\n  A près toutes les belles œ uvres des A n glais,   M . S eldrayers s’inspire du bluet. D e belles\ndes Français, il était difficile, presqu’im pos­ lignes, mais, com m e M . H am esse, m anque de\n"}, {"page_pdf": 16, "page_imprimee": 3, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 252, "texte": "                            RE V U E D’A R T E T DE L IT T É R A T U R E                             3\n\nstylisation; il s’est pourtant distingué, comm e\nce dernier, par l’élancem ent de ses tiges. D e\n                                                   "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-012", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 3, "page_fin": 4, "titre_corps": "Une très courte histoire d’amour", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "PROSPER ROIDOT.", "ancre_debut": "Une très courte histoire d’amour gracieux ornem ents aux", "ancre_fin": "p r o s p e r R O ID O T .", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "Notes sur la faune", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 16, "page_imprimee": 3, "debut_caractere": 252, "fin_caractere_exclue": 5280, "texte": "Une très courte histoire d’amour\ngracieux ornem ents aux côtés, de bien belles                        I. P R IN T E M P S\nlignes, et surtout de simples mais jolies\nfeuilles term inant chaque m ot du titre.                    ANS     la très vieille allée, sous les\n   M . M .-J. Canneel présente un projet man­                    sapins, l’allée verte de mousse.\nquant d’ensem ble, certaines lignes d’élance­                      Il fait bon ; du soleil et des chan­\nm ent gracieux font presque oublier ce défaut.      sons, et des senteurs bonnes de résines qui\nM . Canneel a stylisé les soleils, les iris et      pleurent leurs larm es claires, et des refrains\nles roses trém ières, ces m otifs sont peut-être    d’oiseaux, et des bruissements dans les hautes\nun peu usés, mais certaines fleurs et feuilles      feuil l ées.\nne m anquent pas de beauté.                            L e long des arbres rigides et roux le soleil\n   N ous croyons que M . Canneel, qui est           m et des coulées d’or, qui rayonnent et où des\nd’ailleurs un des plus jeunes membres de la         insectes aux ailes vertes et claires tourbil­\nCorporation, n'a pas assez étudié nos grands        lonnent, atom es enivrés de soleil...\ndécorateurs antiques et la décoration.                 T u fus très belle, d'une beauté étrange, g lo ­\n    M . H o ls présente un projet d’une beauté      rieuse et superbe dans tout ce soleil qui allu­\nrem arquable et assez peu remarqué, son             m ait tes ch eveux d’or sur tes épaules, comm e\nprojet ayan t été présenté inachevé. Je l ’ad­      si des rayans de soleil y étaient em m êlés ; très\nm ire par sa beauté de ligne et surtout par         belle avec tes y e u x clairs, bleu-vert, reflet de\nson in terprétation de com position toute per­      c iel et de verdure, et des fleurs en tes mains\nsonnelle. Son projet a une portée d’art, je         blanches, et des fleurs en tes cheveux, et des\ndirais peut-être philosophique.                     rires à tes lèvres, avec ta m arche de fée\n   A droite, M . H ols nous m ontre le m auvais     légère et le reflet d'or de ta chevelure à ton\ngoût sous la form e de m onstres batraciens,        front pur, oh! tu m e fus un éblouissem ent\nauxquels il a réussi à donner une expression        sans pareil.\nde hideur, tels les gothiques avilissant le             E t ce me fut une fête très simple et très\ndiable en le représentant dans leurs gar­           douce de m archer en ton sillage, de me sentir\ngouilles sous des form es grotesques et             frôler par la brise très légère qui te frôlais, de\neffrayantes.                                        suivre le sentier que tu suivais, et aussi de\n   L e m auvais goût écrase l ’art, représenté      t’être inconnu, et rêvant presque de rester\npar des colonnes d’ordre dorique, égyptien,         toujours m êm e, pour ne jam ais avoir la tris­\nm auresque et assyrien.                             tesse de te savoir trop femm e, après t ’avoir\n   A gauche, s’élève une nouvelle florescence       trop rêvé fée et de ne plus pouvoir t ’aim er !\nd’art, des pétales s’entrem êlent avec grâce,          T ’aim er? t ’aimais-je déjà? ou n ’aimais-je\net il en sort une femme au buste puissant et        en toi que la synthèse de printemps et de\nbien cam pé : « L ’A rt nouveau ».                 rêves que tu étais en cette belle m atinée de\n   A u m ilieu du projet se dessinent des flûtes    soleil; t’aimais-je à travers le voile diaphane\nd’orgues, d’où sortent de fines lignes barrées     des illusions éternelles, ou t’aimais-je parce\nde nuages légers représentant l’harmonie,           que tu étais femme et que m on cœ ur s’é v e il­\nsans la finesse et le fouilli de détails (ce qui   lait? je ne sais, mais cela était doux et frêle,\nn ’est pas un défaut, mais ce qui est peu           et je fus heureux en cette heure-là.\npropice à le faire servir de couverture).              T u allais toujours, légère et souple, dans le\n   J’adm ire le projet de M . H ols et le trouve   chem in creux, sous la voûte d’ombre et de\nsupérieur à to u t autre, en dessin, et surtout    fraîcheur verte, entre les deux talus où des\nen com position.                                   coulées de sable d ’or éblouissaient entre des\n                                       E. H.       traînées de mousses dorées et fraîches, où de\n                                                   hautes gram inées balançaient leurs épis frêles,\n                                                   jaunes, roses, violets et vert?, que des m ou­\n                                                   ch es, toutes petites et som bres, laisaient\n                                                   p loyer, où de larges parterres de véroniques\n                                                   étalaient l’azur de leurs fleurs, où des grillons\n                                                   cachés stridaient leurs chansons m étalliques,\n                                                   claires et frêle s; on eut dit deux rayons de\n"}, {"page_pdf": 17, "page_imprimee": 4, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 3558, "texte": "4                                             LA G ERBË\n\n soleil qui se heurtaient connue des tim ­            qu’on ne sait pas prononcer avec des m ots...\n bales.                                               C ’était l ’été, c ’était la fleur devenue fruit, la\n    T u allais; m aintenant le bois fini, c'était     jo lie fleur dont les pétales sont tom bés, m ais\n parm i les blés verts que l'allée, devenue sen­      non flétris, et qui se dore à la vie.\n tier serpentait son ru isse le t de sable chauffé,       E t puis ce fut l ’heure du crépuscule qui res­\n et autour de toi c ’était la grande surface des      plendit en l ’horizon, en les bois qui devenaient\n blés m ouvants, m er fraîche aux vagues silen­       bleus et vagues com m e des forêts qui seraient\n cieuses, où le soleil sem blait se refléter en des   en brouillard et vers lesquels s'en allaien t des\ntraînées de lum ière pâle.                            sentiers de sable v io le t et des ruisseaux et des\n    E t là-bas, dans la va llée que nous dom i­       sources qui filtraient des eaux d ’or.\nnions, c ’était le villag e perdu dans un vallon          E t les nuages allaien t leurs lourdes ch evau ­\nd’arbres, de vergers blancs, de collines et de        chées, frangés d ’argent et sem blant de vastes\njardins en fleurs, et lointaine, im m uablem ent      ailes grandes ouvertes, je ta n t de la lum ière\npieuse et belle, la chanson des cloches qui           pourpre à chaque battem ent.\nsem blaient sonner les m atines de m on cœur.             E t des oiseaux blancs passaient en rapides\n    D es souffles parfum és ven aien t de là, sur     tourbillons, avec des reflets d’or à leurs ailes,\nles ailes du grand oiseau d’airain et sem ­           tandis qu’à l ’autre côté de l ’horizon une toute\nblaient descendre sur toi en une avalanche de         blanche lueur annonçait la lune claire, qui\npétales blancs et diaphanes, qu'on n e v o y a it     errait en les sapins.\npas tant ils étaient im m atériels O h ! que              E t dans l’om bre grandissante, nous restions\nn ’était-ce l'encens de m on am our!                  encore à rêver, tandis qu’une très pâle auréole\n    E t en ce m om ent tu te retournas et tes         s’attachait dans tes ch eveux.\ny e u x , tes grands y e u x clairs, m ’em plirent       M ais vo ici soudain qu’une feuille vien t de\nd ’une rayonn an te lum ière com m e en une           tom ber près de nous, une feuille m orte... déjà?\naube l’on se trouve ébloui soudain par le             c ’est l’autom ne !\nsoleil qui resurgit de l’ombre.                           O ! com m e l’été passe vite, et j ’ai frissonné\n                                                      à te voir prendre en souriant la feuille jaunie\n                       ÉTÉ\n                                                      dans tes doigts blancs.\n                                                          O h ! chère, chère fiancée, les feuilles tom ­\n    C ’est dans le verger, le verger aux arbres       bent et m eurent, m ais... d is... notre am our\nvétustes, aux grands bras tordus, aux fruits          ne mourra ja m a is..., ja m a is..., n ’est-ce pas?\nrouges et mûrs, qui brillen t savoureux au            (A suivre)                    p r o s p e r R O ID O T .\nsoleil. C ’est dans le verger, à l ’ombre de la\nhaie d’aubépines et de ronces, aux m ille\np etits fruits noirs com m e du jais, dont tu\ntachais tes lèvres rouges et tes doigts blancs,\nque nous fûmes de longues heures ensem ble.\n    A utour de nous, c ’était la m aturité de la                 "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-013", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 4, "page_fin": 6, "titre_corps": "Notes sur la faune", "titre_sommaire": "Notes sur la faune au point de vue décoratif", "rubrique": "", "signature_source": "GISBERT COMBAZ.", "ancre_debut": "Notes sur la faune nature, la pleine force d", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 17, "page_imprimee": 4, "debut_caractere": 3558, "fin_caractere_exclue": 5274, "texte": "Notes sur la faune\nnature, la pleine force de vie prodiguée en\nfruits mûrs, en hautes gerbes d’épis roux, en                          A U P O IN T D E V U E D É C O R A T I F\nchansons vibrantes, en fleurs, en am our...\nC ’était la m aturité des songes, de nos songes                  ANS  ce m ouvem ent de rénovation\nà nous plus beaux et plus fêtés, pour être\nconfondus en un seul, le nôtre, d’amour, en\nla jo ie qui était autour de nous.\n    C ’était le rêve printanier qui s’ébauchait\n                                                       D         des industries d’art, où toutes les\n                                                                 jeunes énergies s’orientent vers le\n                                                                très louable but d’em bellir l’utile plu tôt que\n                                                      de stagner en de serviles copies, photographi­\nen réalité, c ’était la fée m ignonne qui d e v e ­   ques le plus souvent, de la nature, il sem ble\nnait m ignonne fiancée; et qui souriait de ses        utile d’attirer l ’attention des décorateurs sur\ny e u x bleus en des tim idités fraîches com m e      une source de décors aussi variée, aussi riche\ndes fleurs d’aube, avec des paroles très douces       que la flore et relativem en t m oins exp loitée\net rieuses, et un peu craintives.                     qu’elle jusqu’ici : la faune. Com m e en tout\n    C ’était la prem ière griserie à deux, c’était    com m encem ent d’art, l ’artisan m oderne s’est\nla jo ie de cueillir des fleurs et de leur faire      surtout inspiré de la flore, n ’osant encore\ndire des secrets blancs com m e leurs corolles,       s’attaquer à interpréter chose plus difficile ;\n"}, {"page_pdf": 18, "page_imprimee": 5, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 5111, "texte": "                              R E V U E D’A R T ET DE L IT T É R A T U R E                             5\n\n  car il est hors de doute que s’il est plus ou       E n se bornant à l’étude des anim aux sym ­\n m oins aisé de dégager le caractère essentiel boliques, on se prive volontairem ent d’une\n d’une plante, d’en préciser l’allure décorative, ressource précieuse; en com m ençant, d’autre\n il n ’en est pas tout à fait de m êm e lorsqu’il part, par interpréter décorativem ent cette\n s’agit de représenter des anim aux. Depuis m ême partie de la faune, on s’expose à\n l’époque de la Renaissance, les artistes ont bien des m écom ptes, car il ne faut pas se le\n cherché avant tout à rendre l’aspect nature dissim uler, un style ne se crée pas en un jour,\n des anim aux, n égligean t le côté interpréta­ pas plus qu’une tradition ne s’établit de prime\n tion, et nous nous trouvons aujourd’hui tota­ abord.\n lem ent dépourvus de traditions à ce point de       L ’étude de la faune dans l’antiquité peut\nvue. D ’autre part, nos y e u x habitués depuis nous fournir plus d’un jalon dans ces recher­\nlongtem ps à des représentations trop sou­ ches d’interprétation. C ’est ainsi, par exem ple,\ncieuses de l ’anatom ie et plus encore de l’ap­ que les E gyp tien s furent de m erveilleux ani­\nparence de réalité, se peuvent difficilem ent m aliers : les représentations de la faune de\ncontenter d’une interprétation simplifiée, ce leur p ays sont em preintes d’une grande sin­\nqu’ex ige pourtant la décoration. A force de cérité d’accent, encore que d’une très belle\nvo ir les anim aux représentés le plus exac­ com préhension de leur fonction décorative.\ntem ent possible, nous en sommes arrivés à ne        « L es artistes de l’E g y p te, disent M M . P e r­\npas pouvoir concevoir d’autres représenta­ rot et Chipiez dans leur H istoire de l’ art\ntions.                                             dans l’ antiquité, se sont sans aucun doute\n    L a sim plification, la généralisation de la appliqués à observer la vie, à étudier la\nform e choquent l’œil du vulgaire trop habitué nature : ils sont arrivés à se faire un style,\nà l’exactitude du détail, et pour cette m ême c ’est-à-dire qu’ils ont adopté une certaine m a­\nraison sont difficiles à réaliser par l’artiste.   nière de com prendre et de traduire la nature,\n    Il est encore un mal dont nous souffrons un certain m ode d’interprétation qui est le\ndans nos conceptions décoratives et contre m êm e pour tous. U n des caractères par les­\nlequel une réaction s’impose : c’est l’excès de quels ce style se distingue et se définit, c ’est\nsym bolism e. L e sym bolism e est une très belle le plaisir qu’il semble prendre à dégager la\nchose quand il est clair, c ’est-à-dire quand il form e de tout ce qui est accidentel et particu­\nest universellem ent connu et admis, quand il lier pour la rendre aussi simple et aussi gén é­\nne faut pas une initiation préalable pour en rale que possible. C ela s’explique sans doute\ncom prendre le sens caché ; mais transform er par ce fait que l’œ il égyp tien , accoutum é par\nl’art décoratif en un lan gage des fleurs ou des son écriture idéographique à ces procédés\nanim aux, c’est là une exagération d’autant abréviatifs, continuait à voir les objets sous\nplus regrettable qu’au point de vue de la cet aspect, à se dépouiller ainsi par une sorte\nfaune, les anim aux qu’en nos p ays nous con­ d’abstraction rapide, de tous ces détails, dont\nsidérons com m e sym boles, les grands ani­ la m ultiplicité les différencie dans la vie et fait\nm aux, le lion, le cheval, le tigre, etc., sont la variété individuelle des choses. »\nd’une interprétation difficile et d’un emploi        L es artistes égyptiens ont le m êm e culte de\nassez restreint. N ous négligeons ainsi toute la form e dans leurs interprétations de la faune,\nune partie de la faune peut-être beaucoup mais ils ont donné plus de variété dans l’al­\nplus féconde pour l’art décoratif : la petite lure et le m ouvem ent de leurs anim aux. Celui\nfaune — les poissons, les crustacés, les qu’ils ont étudié avec le plus d’amour, c ’est, le\ninsectes, les oiseaux — tous anim aux que lion, et l’interprétation qu’ils nous en ont\nnous avons facilem ent à notre disposition et laissée peut passer pour la m eilleure qu’on ait\nque nous pouvons étudier à l’aise.                jam ais faite. L es Grecs, par exem ple, lui ont\n    D ’aucuns sont très beaux com m e forme et donné des formes rondes et pleines que le\ncom m e couleur et donneraient des interpré­ lion ne peut jam ais avoir. L e caractère ner­\ntations décoratives pleines d’intérêt Quelque veu x du carnassier, qui n ’engraisse point,\nsoit la surface à décorer, la prem ière qualité quoiqu’il m ange, sa puissante m usculature,\nrequise d’une bonne décoration est de char­ sont beaucoup plus fidèlem ent rendus et ac­\nm er les y e u x , et il n ’est point nécessaire centués dans l’art assyrien. Il en est d ’ailleurs\nd’évo quer pour cela de grands problèm es de de m êm e de presque toute la faune grecque.\nsociologie ou de m orale.                         L ’art grec a appliqué à l’interprétation des\n"}, {"page_pdf": 19, "page_imprimee": 6, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 3420, "texte": "6                                              LA GERBE\n\n anim aux son amour de la belle form e et des          des êtres. L es grands anim aux classiques\n belles proportions, com m e il le faisait pour la     pour nous, ne sont presque pas représentés\n figure hum aine, et cela lui a réussi pour cer­       et certes ce n ’est p oin t au artistes du N ippon\n tains animaux, com m e le cheval, dont les            que l’on pourra adresser le reproche de pau­\n lignes harmonieuses et souples p euvent lutter        vreté dans leurs m otifs décoratifs.\n avec celles de la figure hum aine.                       Il y a donc là un vaste cham p d’étude qui\n    Pendant la période du m oyen âge la déco­          vaut la peine d ’ê tre défriché : et le m ouve­\nration des édifices religieu x et civils com porte     m ent d’art d écoratif en B elgiqu e déjà si\nune variété infinie d’anim aux le plus souvent         apprécié à l ’étranger, pourrait y trouver une\nfantastiques. Toutefois, « ces anim aux, dit           nou velle source d'inspiration pour la décora­\nV iolet-le-D u c, tout en sortant de la nature         tion extérieure et intérieure de nos édifices,\nont cependant une physionom ie à eux, quel­            pour l’ornem entation des objets usuels, pour\nque chose de réel qui frappe l’im agination :          tout ce qui, de près ou de loin, peut charm er\nc ’est une histoire naturelle à part dont tous         nos y e u x par le rappel de la V ie.\nles individus pourraient être classés par espè­                                                 G IS B E R T C O M B A Z .\nces... Ils sont tous em preints d’un sentim ent\nd’observation de la nature très remarquable.\nL es m embres de ces créatures bizarres sont\ntoujours bien attachés, rendus avec vérité :\nleurs contours sont simples et rappellent la\ngrâce que l’on ne peut se lasser d’adm irer\ndans les anim aux de la race féline, dans les\noiseaux de proie, chez certains reptiles. »\n    A partir de la R enaissance, les artistes n ’ont\nplus qu’un objectif : rendre la nature de la\nfaçon la plus com plète, sans y m ettre l ’accent\nque l’art réclam e im périeusem ent. Perdant\nde vue le but de la décoration, ils n ’ont plus\nguère représenté que les anim aux qui par leur\ncôté sym bolique, par leurs attaches avec la\nm yth ologie, devaient paraître dans leurs\ncom positions.\n    U n art qui peut nous servir d’exem ple au\npoint de vue de l’interprétation décorative de\nla faune, c ’est l’art japonais : l’artiste jap o­\nnais est-il en quête d’un sujet, sans nul souci\nde sym bolism e, il regarde autour de lui e t\nbien souvent il le trouve à ses pieds. Jamais\nnos artistes n ’oseraient tirer parti des bes­\ntioles qui grouillent autour de nous et qu’ils\nign orent totalem ent, com m e si les eaux ne\ncontenaient pas de poissons, les herbes ne\ncachaient pas d’insectes, les arbres n ’abri­\ntaient pas d’oiseaux.\n   T ou s ces anim aux les japonais les ont inter­\nprétés svec une science profonde de leur\nanatom ie, de leurs m ouvem ents, avec un réel\nsouci de rendre leur allure et leur caractéris­\ntique, et l ’ont peut dire qu’ils ont créé des\nm odèles en cette m atière. A rebours de ce\nqu’on fait les artistes européens, ce sont les\npetits anim aux qu’ils ont étudié avec le plus\nd’am our, au point qu’il semble que leur obser­\nvation croit en raison inverse de la grandeur          v i t r a i l d ’a p p a r t e m e n t       L o d e w ij k S t e y a e r t\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-014", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 7, "page_fin": 7, "titre_corps": "A la Dame aux tresses d’or", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "EUGÈNE HERDIES.", "ancre_debut": "A la Dame aux tresses d’or Mon cœur est une viole d'am", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 20, "page_imprimee": 7, "debut_caractere": 6, "fin_caractere_exclue": 1674, "texte": "A la Dame aux tresses d’or\n\n        M on cœur est une viole d'amour,\n            Les cordes en sont cassées,\n        I l en reste une qui n'est que fê lé e\n            Celle qui chante l'amour.\n\n\n      A h ! mon cœur est vieux de souffrance.\n      I l a parfois d'étranges souvenances ;\n De roses mortes, ou de chrysanthèmes défunts,\nD'étranges souvenirs montant comme un parfum ,\n          Des parfum s de choses rêvées\n          Dans l'illusion de nos espoirs,\n           Rêvances de choses brisées\n         P a r la souffrance de nos soirs.\n\n\n\n   I l se souvient parfois des chansons de jad is,\n    Des chants pleurés, sur le clavecin g r ê le ,\n         Des chants aux rythmes frêles,\n      Egrenés par des doigts d'ivoire poli.\n          Ces chants comme il les aime !\n      P ou r leurs plaintes douces et vaines,\n         P ou r leur jo ie seule de souffrir\n         E t de rêver peut-être un avenir\n               De revivances jeunes.\n\n\n\n          I l a parfois des chants éteints\n        Qui veulent croire à leurs matins,\n           Comme les cordes de vielles\n            Brisées d'être trop vieilles\n     De trop chanter des espoirs incertains.\n      J'ai tant d'amours éteints dans l'âme,\n      T ant de torches aux tristes flam m es,\n           Tant de torches qui ontp a li\n       Leur flam m e au souffle de l'oubli ;\nQue pour se rallum er au p u r fe u de mes espoirs,\n Eteints bientôt p a r la tourmente de mes soirs.\n\n\n        Mon cœur est une viole d ’amour,\n           Les cordes en sont cassées,\n        I l en reste une qui n'est que fê lé e ,\n            Celle qui chante l ’Amour.\n\n                                 E U G È N E H E R D IE S .\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-015", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 8, "page_fin": 13, "titre_corps": "Travaux d’Art moderne", "titre_sommaire": "Travaux d’art moderne", "rubrique": "", "signature_source": "T. 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D es planches s’y joindront,\nappuyant ou justifiant la notice y consacrée.\nL a grande diversité des travaux, leur person­\nnalité plus ou m oins accusée, leurs tendances\nétablies vers de nouvelles conceptions d’art\nle rendront de tou t prem ier intérêt et assure­\nront nettem ent le bien-fondé de nos espé­\nrances et d e nos principes.\n   D ’intéressants travaux nous ont déjà été\nsoumis : des projets de M M . Steyaert, Strau­\nven, Craps, V an W aesberghe, H ols.\n   M . L o d ew ijk S teyaert, un de nos jeunes\ndes m ieux doués, dénote dans des vitraux ci-\nreproduits, une parfaite com préhension de la\nflore, qu’il stylise avec une heureuse recher­\nche. O n rem arquera com bien est gracieux et\nlogique l’entrelacem ent des lignes.\n   E n outre, M . S teyaert ne se laisse pas uni­\nquem ent guider par l’im agination ; le point\n\n\n\n                                                                          v i t r a i l d ’a p p a r t e m e n t   L o d e w ij k S t e y a e r t\n\n\n                                                                          de vue pratique le préoccupe, et l’on peut faci­\n                                                                          lem ent s’en convaincre : ses projets se p rêtent\n                                                                          très heureusem ent à l’exécution, point des\n                                                                          plus im portant, lorsqu’on songe aux nom ­\n                                                                          breuses critiques d’incom m odités ou d’extra­\n                                                                          vagan ces adressées à l ’art nouveau.\n                                                                             M êm e bonne rem arque à faire pour le\n                                                                          projet d’éclairage dû à M . Strauven. P arfaite­\n                                                                          m ent con stru ctif et pratique, ce projet, qui\n                                                                          répond bien à sa destination, m et à contribu­\n                                                                          tion les ressources du fer forgé, vers lequel\n                                                                          d’ailleurs l’auteur sem ble spécialem ent attiré\n                                                                          et dont l’influence se retrouve dans m aint de\n                                                                          ses projets.\n                                                                             P eut-être, pourtant, aim erions-nous m ieu x\n                                                                          le vo ir s’inspirer plus directem ent de la flore\n                                                                          ou de la faune au lieu de lignes uniquem ent\n                                                                          chim ériques ; m ais ceci est une opinion toute\n                                                                          personnelle et qui n’en gage que nous.\n                                                                             D e M . A rm and V an W aesberghe, un très\n                                                                          bon projet de façade destiné à la n ou velle rue\n                                                                           Courbe.\n                                                                             L e projet est sim ple, pratique et d ’un beau\n                                                                           sentim ent esthétique.\nv i t r a i l d ’a p p a r t e m e n t   L o d e w ij k S t e y a e r t      L e s grilles de balcons, inspirées de la flore,\n"}, {"page_pdf": 24, "page_imprimee": 9, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 1376, "texte": "                             RE V U E D’A R T E T DE L IT T É R A T U R E                               9\n\n\n\n\n  APPAREIL D ’ÉCLAIRAGE PUBLIC                                                  G u sta ve S trau ven\n\n\nsont remarquables. L e fer forgé est d’un exce l­       M . H ols a su m ettre dans l’étroit carton\nlen t travail.                                        une recherche de com position inattendue.\n   M . V an W aesberghe, dans ses projets, se           Pourtant, et au risque de nous répéter, nous\nrévèle artiste, enthousiaste des visées nou­          dirons que nous aurions aimé lui voir inter­\nvelles.                                               préter plus scrupuleusem ent la flore, qu’il a\n   D e u x cartes de visite. — D ans cette chose      évidem m ent choisie ici com m e principe déco­\nsi sim ple, si puérile, dirait-on, M M . H ols et     ratif. C e principe une fois admis, il aurait\nV an W aesberghe ont su interpréter de char­          fallu logiquem ent l’observer.\nmants m otifs.                                           U n projet de jardinière de M . Van W aes­\n   M . Van W aesberghe s’inspire de l ’iris , qu’il   berghe nous prouve une bonne connaissance\ninterprète gracieusem ent. Ensem ble et détails       du fer forgé. D e très jolis détails y abondent\nont beaucoup de charme.                               sans nuire à l’ensem ble.\n"}, {"page_pdf": 26, "page_imprimee": 11, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 4580, "texte": "                                  REV U E D A R T ET DE L IT T E R A T U R E                                  11\n\n                                                                                       positions sont bien\n                                                                                       senties et bien in­\n                                                                                       terprétées, mais en­\n                                                                                       core le dessin en\n                                                                                       est absolum ent re­\n                                                                                       marquable au point\n                                                                                       de vue purem ent\n                                                                                       technique, et prou­\n                                                                                       ve une profonde\n                                                                                       c o n n a is s a n c e e t\n                                                                                       une sûreté sans\n                                                                                       égale.\n                                                                                          M . A lexis Craps\nCARTE DE V IS IT E                                                  W ille m H o ls    nous envoie une\n                                                                                       affichette annon­\n   T rès personnels, les meubles de M . L éon           çant une exposition du cercle 1’ « A ube »\nBochom s sont simples et pourraient avanta­             (anciennem ent Cercle des E lèves et anciens\ngeusem ent rem placer les m eubles habituels,           élèves), dont M . Craps est président.\nsi parfaitem ent laids en général. L a com po­              L a figure est intéressante, d’une belle pureté\nsition est des plus heureuse et prouve chez             de lignes. L e fond, qui nous fait penser à ceux,\nM . Bochom s une connaissance approfondie               si jolis, de M . Puvis de Chavannes, est d'une\ndu bois et de ses ressources.                           belle sim plicité.\n   L ’influence anglaise ne s’y fait-elle pas               N aus aurions aimé pourtant moins de lar­\nsentir? pas assez pourtant pour qu’on ne                geur aux épaules et plus de fermeté à la\npuisse espérer en M . Bochom s, dans un                 m ain.\navenir rap p roché, une personnalité mar­                   D u reste, nous aurons à reparler prochaine­\nquante parmi nos architectes d’ameublement.             m ent de M . Craps et de 1’ « A ube » , dont l’e x ­\n    D e M . E lie Roidot, nous reproduisons en          position s’annonce pour avril.\nhors texte le titre et le frontispice d’un                  D e M . G ustave Strauven encore, un projet\nvolum e de poésies : A ube et crépuscule ( 1).          de façade d’une élégante conception, où rien\n   L e titre est remarquablement dessiné et             pourtant de la solidité ou du confortable n ’est\ncompris. L e m otif principal est d’une belle           sacrifié à l’esthétism e. A u point de vue de\nvigueur : de beaux arbres s’érigent en grandes          l ’exécution, tout est parfaitem ent pratique.\nlignes fortes et m agnifiquem ent enlacées sur          L es fers forgés m éritent une toute spéciale\nla face du lac, sous un ciel assombri. — U ne           m ention.\nbelle impression crépusculaire en ressort.                  Pourtant, que M . Gustave Strauven prenne\n   Plus bas, le ly s pur sym bolise la beauté du        garde aux influences; nous croyons que celle\nR êve, et une délicate stylisation de la pensée         de M . H orta se fait sentir dans son intéressant\nest ingénieusem ent utilisée.                           projet.                                  T. r ia u .\n   L e frontispice est d’un dé­\nlicieux sym bolism e : l'A u b e\nnaïve et pure, le regard clai­\nrem ent levé, voit, sans se sou­\ncier, le jour, qu’elle espère\nclém ent, venir vers elle ; tan­\nd is que le Crépuscule s’alan­\nguit, les y e u x clos, lasse, les\nch eveux dénoués et flottants\nlui faisant un nym be d’ombre.\n   E t non seulem ent ces com ­\n\n  ( 1) V ien t de paraître chez Sche ­\npens, Société belge de librairie.\n(2 fr.)                                   CARTE DE VISITE                         A rm and Van W aesberg h e\n"}, {"page_pdf": 30, "page_imprimee": 13, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 1350, "texte": "                              REVUE    D’A R T E T   DE L IT T É R A T U R E                               13\n                                                     kar, est encore une raison à opposer aux\n                                                     ennemis de l’art m oderne, qui en voient\n                                                     l ’originalité impossible.\n                                                         A v e c une sim plicité de lignes presque g é o ­\n                                                     métrique M . G ovaerts a su produire une\n                                                     œuvre d’une logique et d ’une élégance rares.\n                                                         L es panneaux s’harm onisant avec l’archi­\n                                                     tecture.\n                                                                                  *\n\n                                                        L a chem inée de M . Crespin est de grande\n                                                     originalité, il s’est inspiré de la flamme avec\n                                                     un colorism e très beau, l’éloge n’en est pas à\n                                                     faire.\n\n\n\n\n                                                            "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-020", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 13, "page_fin": 21, "titre_corps": "Des origines religieuses de l’architecture", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "GEORGES RAMAEKERS.", "ancre_debut": "Des origines religieuses D E L ’A R C H I T E C T U R E I. DE L 'E D E N A BABEL UX prem", "ancre_fin": "L es conseils de fa", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "Chanson d’aimer brique et les curés", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 30, "page_imprimee": 13, "debut_caractere": 1350, "fin_caractere_exclue": 4259, "texte": "Des origines religieuses\n                                                                               D E L ’A R C H I T E C T U R E\n\n                                                                                  I.\n\n                                                                    DE   L 'E D E N    A   BABEL\n\n\n                                                               UX   premiers jours de l’Homm e, la\n\n\n\nj a r d in iè r e            A. V an W aesbergh e\n                                                     Asa joie.\n                                                                T erre fut à son innocence u n paradis.\n                                                                   R oi des rois règne, il ignorait sa\n                                                               chair et la douleur ; rien n'existait que pour\n\n                                                         Il ne labourait pas la terre, car la terre\n   N ous reproduisons les deux maisons de             offrait, innombrables, à ses lèvres, les fruits\nM . H ankar, situées avenue Louise.                   spontanés et suaves de sa m erveilleuse\n   Q uelle beauté et quelle pure harmonie de          fécondité.\nlignes, surtout dans les grilles.                        Ses mains n’avaient façonné aucune arme,\n   O n ne peut m ieux travailler le fer, au point     car les fauves lui étaient soumis et venaient\nde vue constructif comm e au point de vue             lécher les pieds de leur maître.\nd’art, surtout dans la maison aux briques grises         Il ne s’était bâti aucune demeure, car les\nornée par les panneaux de M . Crespin qui,            intempéries des saisons ne faisaient pas souf­\ndans son travail, a harm onisé son œuvre             frir sa nudité candide, et le ciel seul formait\navec celle de M . H ankar.                           un dôme à la basilique terrestre dont il était\n   L a corniche surtout, tant négligée par nos       le prêtre impassible et très pur.\narchitectes passés, est d’une élégance et d ’un          T e lle fut la vie bienheureuse de l’Hom m e\nélancem ent gracieux.                                au temps de l'am itié de Dieu.\n   U n plus lon g éloge serait fastidieux. Nous          M ais depuis l’instant de la chute, la créa­\nne croyons pas d’ailleurs que la beauté              tion est devenue hostile à son roi détrôné et\nesthétique de ces œuvres soit discutable.            c ’est la création qui va venger sur lui l ’offense\n                                                     au Créateur.\n                                                        L es éléments, les plantes et les bêtes, se\n                                                     feront à travers les siècles les ministres des\n  L a maison de M . G ovaerts (Boulevard             châtim ents divins pour les enfants du banni\nBischoffsheim), comparée à celle de M . H an­        de l’Eden.\n"}, {"page_pdf": 31, "page_imprimee": 14, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 4287, "texte": "                                               LA   GERBE\n14\n\n                                                                      à se bâtir une demeure totalem ent\n                                                                      dépourvue de valeur artistique.\n                                                                          L es vraies causes sont donc ail­\n                                                                      leurs qui de bâtir on fait un art,\n                                                                      un art puissant jusqu’au sublime,\n                                                                      un art générateur de deux autres\n                                                                      arts : l’art du sculpteur et l'art du\n                                                                      peintre.\n                                                                          C ’est la recherche de ces causes\n                                                                      que l’auteur s’est proposée en écri­\n                                                                      vant ces pages et son espoir est\n                                                                      de prouver, par l’exposé de cette\n                                                                     recherche m êm e que l’architecture\n                                                                      et les deux arts nés d’elle, ont pour\n                                                                      cause de leur origine les deux p ré­\n                                                                      occupations dom inantes de l’H u­\n                                                                      m anité :\n                                                                          Son besoin de contem plati o n et\n                                                                      surtout sa croyance en la D ivinité.\n                                                                          E n leur parlant — avec quelles\n                                                                      larm es! — de toutes les beautés\n                                                                      qui au jardin d’E den, avaient ém er­\n                                                                     ve illé ses y eu x , mais qu’avait\n                                                                      éclipsée pourtant, durant ces jours\n                                                                     trop tôt passés de. son bonheur,\n                                                                      l’ineffable vision de D ieu, Adam\n                                                                      comm uniqua sa douleur à ses fils\n                                                                      et le regret cruel du paradis perdu\n   BUFFET (SA LL E A MANGER)                 LÉO N BOCHOMS           n ’a plus cessé depuis, d’aiguillon­\n                                                                     ner les hom m es.\n   L a terre ne produira plus désormais que             L a plupart, mais en vain, ont supplié la\nsous l ’âpre labeur de l’homme, les fruits chair et l ’or d’abreuver enfin de bonheur la\nnourriciers de sa m aternité rebelle, et pour se\npréserver de la férocité des bêtes, de la\nrigueur et de la rage des élém ents l’homme\ndevra se construire un abri.\n   Ainsi c ’est du besoin de s’abriter, pour\néchapper aux périls du dehors, c ’est des\nnécessités m atérielles auxquelles le premier\npéché a condamné la vie humaine qu’est née\nla construction.\n   M ais n e serait-il pas naïf tout au moins de\nprétendre — or on l’a prétendu — que l’obli­\ngation faite à l ’homme de se construire une\ndem eure ait donné naissance à l’architecture.\n   L ’A rt architectural est à la construction ce\nque sont la façon, la coupe et la dentelle, au\nvêtem ent.\n   Comm e on peut se vêtir sans elles, on peut\nse construire un abri sans le concours de\nl’A rt.\n   L ’homme du passé eût donc pu se borner\n— comme dix-huit siècles après Jésus, son très\ncivilisé descendant d’un siècle progressite —       D R E SSO IR (S A L L E A M A N G E R )     L . B OCHOMS\n"}, {"page_pdf": 32, "page_imprimee": 15, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 3978, "texte": "                                   REV U E D’A R T E T DE L IT T É R A T U R E\n                                                                                                                      15\n\n  fièvre ardente de leurs âmes — égoïstes et                 encore réservée. A y a n t bâti si belle une m ai­\n  avilies.                                                  son pour l’homme, ils bâtiront plus belle une\n     Q uelques-uns seulem ent, dont les yeu x               maison pour D ieu.\n  clairs sem blent avoir gardé le souvenir loin­               M ais hélas! avant que d ’accom plir cette\n  tain des visions édéniques, sont m ontés à                mission sacrée, avant de glorifier D ieu par la\n  l’assaut, ainsi que des guerriers blessés, sont           splendeur des tem ples, ils feront encore de\n m ontés sans relâche, et, m algré ces bles­                leur art un instrum ent de blasphème à sa\n sures, à l’assaut de l’inaccessible Idéal.                 Toute-Puissance.\n     C eux-là du m oins, pour consoler l’huma­                 Seul, sous les cataractes diluviennes, qui\n nité de son exil, ont su lui rendre par les                ont tout submergé, n ’a pas sombré l’orgueil\n A rts, un peu de cette contem plation qui était            des générations englouties.\n la jo ie de l’E den, et perm ettre à ces yeu x               D ans la descendance de N oé il leur a\n pour qui reste vo ilé le ciel, d’entrevoir, à              survécu.\n travers la beauté des chefs - d’œ u v re , la\n B eauté sans borne de D ieu!\n    Tandis que le poète et le musicien élèvent\n aux pures joies de l’extase son intelligence et\nson cœur, vo ici que l’architecte, aidé de ses\ncom pagnons d’art : le sculpteur et le peintre,\nva faire à l ’homme une demeure qui, par\nl’harm onie de ses lignes et la m agie de ses\ndécors, puisse le consoler un peu de n ’être\nplus le roi du jardin magnifique !\n    Si les grandes eaux du déluge ont englouti\ndans leur form idable débâcle jusqu’au dernier\ndes m onuments des générations adamiques,\nla tradition se perpétue et l ’histoire garde le\ntém oignage de leurs proportions gigan­\ntesques.\n    A insi des esprits ignorants et superficiels\nestim eront-ils seuls pour fable de poète, ces\nvers du grand H ugo dans son poèm e la Cons­\ncience, qu’on admire au début de la Légende\ndes siècles :\n\n\n... H enoch dit : « Il faut faire une enceinte de tours.\nBâtissons une ville avec sa citadelle,\nBâtissons une ville et nous la fermerons.\nA lors Tubalcaïn, père des forgerons\nConstruisit une v ille énorme et surhumaine.\n... L e granit remplaça la tente aux murs de toile,\n                                                           a f f ic h e                        A l e x is C r a p s\nO n lia chaque bloc avec des nœuds de fer\nE t la v ille semblait une v ille d’enfer.\nL ’ombre des tours faisaient la nuit dans les campagnes?\nIls donnèrent aux murs l’épaisseur des montagnes.             E t telle fut de nouveau l'énorm ité de ce\nSur la porte on grava : « Défense à Dieu d’entrer! »       orgueil, qu’il effaça bientôt de la m émoire\n                                                           des hommes l’effroi du châtim ent terrible.\n   Puisque les enfants de Caïn m audit ont                   A lors les peuples se réunirent, afin de bâtir\nobligé les pierres et les m étaux à dresser                une tour qui élevât jusqu’au T rès-H aut le\ncontre D ieu qui les avait créés, leur sacrilège           défi de la terre !\norgueil, peut-être aussi dès le com m ence­                  L es peuples s’étaient réunis contre Dieu,\nm ent du siècle la majesté du temple somp­                 mais D ieu les divisa et le temps ne nous a\ntueux surm ontait-elle déjà l ’humble bûcher               légué par suprême ironie que d’informes\nd’A b el. Car du génie de l’architecte, du pein­           débris de la tour gigantesque, nous laissant\ntre et du sculpteur, la plus noble mission est             ignorer les principes architectoniques qui\n"}, {"page_pdf": 33, "page_imprimee": 16, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 5109, "texte": " 16                                            LA GERBE\n\n avaient guidé le délire orgueilleux des s’était choisi. L es H ébreux seuls m archaient\n hommes dans l’élaboration du projet colos­ encore dans sa clarté et le polythéism e triom ­\n sal.                                                    phant environnait de toutes parts le peuple\n    M algré cette ignorance, quel argument élu d ’une m uraille de ténèbre.\n puissant apporte cependant l’épopée de Babel               Instrum ent du péché d’A dam , la nature\n à l’appui de la thèse que je défends ici :               avait été m audite avec lu i; instrum ent du\n    « C ’est la croyance en la divinité qui a péché de B abel, l’architecture fut frappée,\n donné à l’art décoratif son véritable essor. » elle aussi, de la m alédiction divine.\n    La révolte contre D ieu n ’a-t-elle pas, en             Tandis que des tem ples s’édifiaient à la\n effet, comme la prière, un acte de foi ?                gloire   des faux dieux sur tous les points du\n    On ne se révolte pas contre le néant.                m  onde    habité, le vrai D ieu seul n ’eût pas de\n    Défier D ieu c ’est croire en D ieu : Babel est      tem  ple.\n un acte de foi. O r jam ais un agresseur ne                A y a n t bravé la v é rité , l ’art glorifia le\nrend plus éclatant tém oignage à la puissance m ensonge !\n de son ennem i, qu’e n d é p lo ya n t pour l’assaillir    Q uelqu’un d’irréfléchi tirerait peut être\ntoutes les forces dont il dispose.                       argum ent de mes propres paroles pour\n   En rassemblant tous les peuples du monde infirm er ce qu’ici m ême j ’ai entrepris de\npour la tentative insensée de Babel, le vieil dém ontrer et m e ferait l’objection selon lui\norgueil humain faisait donc ainsi cet aveu que pérem ptoire : « Com m ent, devan t ces faits\nce n’était pas trop, selon lui-même, de l ’hu­ que l ’histoire reconnaît et que vous adm ettez\nm anité tout entière pour s’essayer à vaincre pouvez-vous encore prétendre que « l'origine\nDieu.                                                    de l’architecture est religieuse ? »\n   Pour nous, nous connaissons que vraim ent                A celui-là je répondrais :\nce n ’était pas assez. M ais ce qui surtout est             « L oin de donner un dém enti à m a thèse\ndigne de remarque, c ’est qu’en projetant,               ces faits la corroborent avec une évidence\nsurhumaine et jusqu’au ciel, la T ou r de leur com plète et sans réplique :\norgueil, les architectes de Babel s'inspiraient             E n dépit de toutes les déform ations que\nforcém ent des attributs du D ieu qu’ils vou­ subissaient alors parm i les homm es la vérité\nlaient vaincre : L a M ajesté, la Puissance et originelle et le concept du divin, n ’était-ce\nl’Immensité.                                             pas toujours , erronée , m ais vivace, la\n   Ainsi le prem ier m onum ent que l’histoire a croyance religieuse en la divinité qui bâtis­\nnommé, par cela même qu’il fut le m onu­ sait les tem ples de l’A ssyrie, de la M édie et\nm ent de la révolte humaine contre D ieu, est de l’H ellade, connus plus tard et jusqu’à nos\nné de la croyance en L ui et c ’est la D ivinité jours les pagodes de l’Inde et celles de la\nmême telle que la concevait l ’humanité Chine ?\nd’alors, qui fut le vrai m odèle inspirateur de             N ’était-ce pas toujours la hantise de\nson architecture.                                        l’im pénétrable au-delà qui peuplait de sym ­\n                                                         boles religieux la terre des Pharaons inhos­\n                                                         pitalière au vrai D ieu ?\n                          II.\n                                                            A u XIXe siècle revient l ’honneur d ’avoir\n               D E B A B E L A JÉ SU S                   ressuscité,   pour le plus grand profit de la\n                                                         V érité et de l’A rt dans l’avenir, ces m erveilles\n   N e pouvant achever l’œuvre de la dém ence, architecturales et religieuses d’un passé si\nl’humanité se dispersa; les races s’isolèrent et lointain, et de nous avoir par là révélé à\nchacune d’elles eût bientôt fait de trans­ quelle beauté m ultiple et fastueuse l’univer­\nformer à son caprice, selon son génie propre selle croyance en la divinité éleva le génie\net son tem péram m ent distinct, la tradition des architectes d’O rient dans les créations de\nvéridique des origines de l’univers et d’altérer leur art.\nla croyance en l’unité de D ieu.                            Com m e chaque nation depuis B ab el possé­\n   L a Lum ière surnaturelle obscurcie déjà par dait sa langue et sa religion nationale, chaque\ntous les péchés dont avait fait justice le déluge nation posséda son style en architecture.\nn’éclaira plus que comm e une lueur lointaine               Car les dogm es particuliers et les rites\naux crépuscules d’hiver, la terre coupable,              propres à chacune de ces religions, inspirè­\nDieu ne se manifesta plus qu’au peuple qu’il rent diversem ent les architectes des siècles\n"}, {"page_pdf": 36, "page_imprimee": 17, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 7752, "texte": "                                   REV U E D’A RT E T DE LITTÉ RA T U RE                                                   17\n\npaïens, pour qui l ’idée religieuse était la pre­               nacle. L ’autel des holocaustes, l’autel des parfums, le\nm ière, si pas l’unique inspiratrice.                           chandelier d’or, les tables des pains, de proposition,\n                                                                tout le reste des meubles sacrés du tem ple, fut pris sur\n   Il ne faut pas s’étonner si les palais des\n                                                                des pièces semblables que Moïse avait fait faire dans le\nrois et tous les autres édifices du passé                       désert. Salom on n’y ajouta que la magnificence et la\ns’offrent à l’exam en de l’archéologue moderne                  grandeur.\navec un aspect de grandeur cultuel pareil à                        L ’arche que l’homme de Dieu avait construite, fut\n                                                                posée dans le saint dessaints, lieu inaccessible, sym bole\ncelui des tem ples élevés aux dieux du pays.\n                                                                de l ’im pénétrable majesté de Dieu, et du ciel interdit\n   M andataires et descendants de ces dieux                     aux hommes, jusqu’à ce que Jésus-Christ leur en eût\nm êm es aux y e u x de la crédulité populaire,                  ouvert l’entrée par son sang. A u jour de la dédicace\nles potentats orientaux s’environnaient d’ail­                  du tem ple, Dieu y parut dans sa majesté. Il choisit ce\nleurs d’un tel appareil cérém onial que la                       lieu pour y établir son nom et son culte, Il y eut\n                                                                défense de sacrifier ailleurs. L ’unité de D ie u fut dém on­\nm ajesté de leur règne inspirait aux construc­\n                                                                trée par l’unité du tem ple, Jérusalem devint une cité\nteurs de ces palais une architecture identique                   sainte, im age de l’E g lis e où Dieu devait habiter comme\nen sa m agnificence à celle qu’inspirait à leur                  dans son véritable temple, et du ciel où il nous rendra\nfoi la m ajesté m êm e des dieux.                                éternellem ent heureux par la manifestation de sa\n   Pour quiconque n’est pas totalem ent igno­                    gloire.\n                                                                    A près que Salom on eût bâtit son tem ple, il bâtit\nrant de l’histoire de l’antiquité, c ’est donc un\n                                                                 encore le palais des rois, dont l ’architecture était digne\n fait indéniable que la croyance religieuse en                   d’un si grand prince. Sa maison de plaisance, qu’on\n la divinité fut la cause prim ordiale, et la                    appela le Bois du Liban, était égalem ent superbe et\n source véritable des architectures païennes                     délicieuse. L e palais qu'il éleva pour la reine fut une\n com m e elle le fut aussi de tous les autres arts,              autre décoration à Jérusalem.\n                                                                    T o u t était grand dans ces édifices, les salles, les ves­\n source dont l’eau sans doute avait perdu\n                                                                 tibules, les galeries, les promenoirs, le trône du roi et\n depuis Babel sa lim pidité édénique, source                     le tribunal où il rendait sa justice; le cèdre fut le seul\n qui ne reflétait plus la pureté du ciel, mais                   bois qu’il em ploya dans ces ouvrages. T o u t y reluisait\n qui, m algré les boues morbides des idolâtries                  d’or et de pierreries. L es citoyens et les étrangers\n m onstrueuses sut pourtant fertiliser la terre                  admiraient la majesté des rois d’Iraël. L e reste répon­\n                                                                 dait à cette magnificence : les villes, les arsenaux, les\n durant des siècles au point d’y faire fleurir\n                                                                 chevaux, les chariots, la garde du prince. L e com­\n tant de styles m erveilleux !                                   merce, la navigation et le bon ordre, avec une paix\n    R evenons m aintenant au peuple d’Israël.                    profonde, avaient rendu Jérusalem la plus riche ville\n                                                                 de l ’O rient. L e royaume était tranquille et abondant :\n   « Pour im prim er dans les esprits l’unité de Dieu et\n                                                                 Tout y représentait la gloire céleste. »\nla parfaite uniformité qu’il demandait dans son culte,\ndit Bossuet (1), M oïse répète souvent que, dans la terre          H élas! c ’est sur ce tem ple magnifique,\npromise, ce Dieu unique choisirait un lieu dans lequel\nseul se feraient les fêtes, les sacrifices et tout le service\n                                                                bâtit par Salom on le Sage, que devait s’exercer\npublic. En attendant ce lieu désiré, durant que le peu­         un jour, selon la prédiction et m algré les\np le errait dans le désert, M oïse construisit le T aber­       larmes de son Fils, la colère terrible de D ieu.\nnacle, tem ple portatif, où les enfants d’Israël présen­           P ar Titus, fils de Vespasien fut exécutée la\nteraient leurs vœ ux au Dieu qui avait fait le ciel et la       sentence et le tem ple dont le voile s’était\nterre, et qui ne dédaignait pas de voyager, pour ainsi\n                                                                déchiré, à l’instant m ême où les Juifs perpé­\ndire, avec eux et de les conduire           Ainsi. « L ’arche\nd’alliance bâtie par M oïse, où Dieu reposait sur les           traient le crim e infini du Calvaire, le tem ple\nchérubins, et où les deux tables du Décalogue étaient           où D ieu n ’habitait plus et qu’il avait maudit,\ngardées n’avaient pas de place fixe          Mais. « Quand      fut m angé par les flammes. L a tentative\nDavid eût défait tous ses ennemis et qu’il eût poussé           insensée de sa reconstruction par Julien\nles conquêtes du peuple de Dieu jusqu’à l’Euphrate,\n                                                                l’A postat, qui voulait dém entir la prophétie\npaisible et victorieux, il tourna toutes ses pensées à\nl'établissem ent du culte divin ; et sur la même mon­           du Christ, la confirma plus tard par son avor­\ntagne où Abraham , prêt à im m oler son fils unique, fut        tem ent.\nretenu par la main d’un ange, il désigna par ordre de              D u tem ple de Jérusalem il ne resta plus\nDieu, le lieu du tem ple.                                       pierre sur pierre et le récit de sa splendeur\n   Il en fit tous les dessins; il en amassa les riches et\n                                                                est seul parvenu jusqu’à nous.\nprécieux m atériaux; il y destina les dépouilles des\npeuples et des rois vaincus. Mais ce tem ple qui devait            Mais lorsque l’empereur renégat tom bait\nêtre disposé par le conquérant, devait être construit par       m ortellem ent frappé par les armes du roi\nle pacifique. Salomon le bâtit sur le modèle du T aber-         Saphor, et projetait vers le ciel le sang de sa\n                                                                blessure en proférant l’aveu de sa défaite, le\n  ( 1 ) B o s s u e t . Discours sur l'histoire universelle.    triom phe des basiliques chrétiennes s’élevait\nD euxièm e partie. Suite de la religion.                         déjà dans les airs !\n"}, {"page_pdf": 37, "page_imprimee": 18, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 5034, "texte": " 18                                            LA GERBE\n\n       L es premiers architectes chrétiens donnè­         M ais il est cependant une autre source\n  rent aux églises l’aspect que l’E glise catho­ encore, inépuisable aussi celle-là, où ira\n  lique elle-m ême offrait alors au monde : s’abreuver, et fréquemm ent, leur art :\n  l’aspect de la résistance et de la victoire.           A v e c autant de grâce ingénue, de fraîcheur\n      A v e c ses pleins cintres et ses m urailles et de jo ie vivante qu’ils surent m ettre de dou­\n  massives, qu’il avait hérité de l’art païen de leurs sublimes dans les flagellations et les\n  Rom e — dont il n ’était d’ailleurs que la trans­ crucifiements, et de réalism e brutal dans les\n  figuration baptismale, le style inspiré par la supplices des m artyrs et les grim aces hideuses\n  religion de Jésus, répétait admirablement des démons, les artistes du m oyen âge surent\n  l ’âme de l’époque.                                 interpréter la création de D ieu.\n      L a jeune âme du nouveau monde chrétien            Toute une végétation luxuriante et fleurie,\n  était belliqueuse ; toute frisonnante encore peuplée de bêtes et d’oiseaux m onte le long\n des épopées barbares elle ne concevait la des murs et des pilliers, s’épanouit aux cha­\n maison d e D ieu que semblable à une forte­ piteaux et suit jusqu’au somm et le geste ado­\n resse, dressée com m e un défi devant les der­ rant des vous soirs.\n nières idoles.                                          L ’église entière s’anime ainsi, rem ém orant\n     Bientôt pourtant l ’élan de la prière chré­ au visiteur ému l’ E den d’où fut banni l’A dam\n tienne exhaussa vers le ciel les tours cruci­ coupable, mais que la m iséricorde du P ère\n fères et dès le XI e siècle, l’ogive remplaçant rouvrira pour les hommes après la fin des\n le plein cintre, porte, majestueuse et tout à la siècles, grâce au sang de l’A dam nouveau. E t\n fois suppliante, la voûte des nefs ecclésiales voici que tout un art m erveilleux, un art jus­\n à des hauteurs qui font songer à D ieu.             qu’alors inconnu, l’art du vitrail, a pris nais­\n     La doctrine civilisatrice du Crucifié du sance dans les églises catholiques.\n Calvaire s’était répandue par le monde. L e            O ! l es verrières du m oyen âge et leurs\npaganisme était bien m ort, et les âmes chan­ prismes éblouissants com m e des bouquets de\ntaient, maintenant, la rédem ption du genre lum ière fait avec des jo y a u x fleuris.\nhumain et célébraient la création rachetée              Ce qui apparaît encore admirable en ces\nelle aussi par le sang divin.                        siècles d’art e t de fo i, c ’est com m ent les archi­\n     L es bâtisseurs chrétiens perpétuèrent dans tectes surent conserver aux cloîtres, aux habi­\ndes chefs-d’œuvre sans pareil, cette exalta­ tations particulières et aux autres m onum ents\ntion de la foi et de la vie. L es pierres des leur caractère propre sans pourtant leur ôter\ncathédrales gothiques sont éloquentes comme cette grandeur m ystique en si com plète har­\nles cantiques du ciel, les pierres ont des vo ix m onie avec l’âme contem poraine, toujours\net semblent clam er par dessus les prosterne­ lum ineuse des clartés célestes jusque dans les\nments des foules les adorations, les espoirs et m oindres soucis de la vie.\nles allégresses des âmes.                               T aine lui m êm e le reconnaît : « O n dirait\n     Les pierres des cathédrales gothiques sont que les âmes du m oyen âge veu len t atteindre\nvivantes, les pierres palpitent comm e des en m êm e temps, écrit-il, l ’infini dans la gran­\ncœurs humains et les mêmes vérités éternelles deur et l ’infini dans la petitesse. »\n sont gravées dans les cœurs des hommes et              C ’est que les âmes du m oyen âge se rem é­\ndans les pierres des cathédrales.                   m oraient eux, l’A rtiste Infini qui apparaît\n     Les polychrom ies des églises sont plus aussi grand quand il donne la vie aux\nopulentes de tons que les fresques les plus insectes les plus infimes, que quand il jette\nsuperbes des tem ples d’Orient, et les sym ­ dans l’espace des m ondes innom brables.\nboles m ystiques que ces polychrom ies repré­           Il en fut ainsi jusqu’au jour où la foi de ce\nsentent surpassent les sym boliques païennes m oyen âge périclita sous l’action dissolvante\nde toute la supériorité poétique des dogm es et néfaste des hérésies.\net des m ystères chrétiens.                             Car les hérésies et les satanismes dans\n     L a tradition, la Bible et l’E vangile, les l’ombre, avaient inoculé leur virus fidéicide\nrites somptueux du culte catholique et les aux générations catholiques et tenté, à plu ­\nineffables légendes des grands héroïsmes sieurs reprises, la restauration des cultes\nchrétiens, telle est la m ine inépuisable où païens.\npeintres et sculpteurs puiseront désormais les         L es A lbigeois, les Cathares et les Patarins,\nsujets de leurs œuvres.                             les partisans de Tanclulin, les partisans de\n"}, {"page_pdf": 38, "page_imprimee": 19, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 5507, "texte": "                             RE V U E D’A R T E T DE L IT T É R A T U R E                           19\n\nJean Huss, de Jean Ziska et de W icleff,            gnance et dégoût à voir les œ uvres et les\nautant de foules à l’assaut de la cité de D ieu !   chefs-d’œ uvre dont l’A rt est redevable à d'au­\nautant de brèches qui perm ettront un jour aux      tres styles, nés ou régénérés, ceux-là aussi\nlettrés de Pizance chassés vers l’O ccident         pourtant, grâce au génie chrétien !\nchrétien par les armes de M ahom et II, d’y              Que l’art m iraculeux du m oyen âge soit\nfaire pénétrer l’engouem ent en faveur de           désormais le style élu de l’enseignem ent\nl’antiquité romano-grecque et d’y perpétuel­        architectural dans les pays chrétiens du N ord,\nle triomphe des reconstitutions païennes,           voilà qui apparaît m ille fois plus logique et\nquinze siècles après le G olgotta !                 d’un choix vraim ent plus heureux que l’en­\n   D e la décadence gothique, M . L éon Sou­        seignem ent des vieu x styles païens du M idi,\ng uenet a retracé en son exorde sur le Paradis      pourvu, bien entendu, que les principes archi­\nde V an E y c k un très véridique tableau :         tectoniques de ce style du passé serve de base,\n                                                     en nos contrées, aux libres recherches d’un\n    « L a Grèce et l’Italie, écrit-il, von t recon­\n                                                     style nouveau et non pas à quelque tentative\nquérir l’Europe, im poseront le culte des\n                                                     dénuée de renaissance gothique.\nformes à ceux qui avaient le culte des idées.            Car si la renaissance gothique devait suc­\nC ’est le retour triomphal des dieux de l’O lym pe,\n                                                     céder quelque jour à la renaissance païenne,\ndes rayonnants m ensonges qui renouvelleront\n                                                     la routine, ce jour-là, n'aurait fait que changer\nleurs efforts charmants pour draper de joie la\n                                                     de roue\nlaideur des réalités. L ’exode comm ence.                Pour les styles comme pour les idées, la loi\n    L e temps de la foi splendide et simple ne sait pas la pitié, et tout se transforme ici-\n s’éloigne.                                          bas, tout se modifie sur la terre. C ’est la con­\n    Tours et flèches ne jaillissent plus d’un jet, dition de la vie. D e sa rigueur universelle, la\n ce n ’est plus l’indication sublime de la flèche loi n ’excepte pas ni l’art ni la beauté. L a\n érigée au croisem ent des nefs, au-dessous de Vérité elle-m êm e, immuable en ses dogm es,\n l’autel, ou le geste de m ains jointes du clo­ progresse incessam m ent en élevant, toujours\n cher dom inant le portail. Comm e l’inspira­ par des dogm es nouveaux, le phare illum iné\n tion va par saccades, la tour m onte par plates- de la R évélation.\n form es successives. T e lle flèche petite du            E t ceux-là sont stériles, aveugles et injustes\n X I e siècle, indique un point plus haut de          qui se dépensent de la sorte en très vaincs\n l’azur que telle tour altière du X Vme.              lam entations sur les ruines d’un passé, quel­\n     A illeurs l’art se sent blessé, mais veut que glorieux qu’il fut.\n encore prier.                                            L ’E glise, qui avait transfiguré le style\n     Pourtant les lances, aux d e u x dardées, des païen de Rom e aux premiers jours de sa v ic ­\n  fenêtres s’ém oussent ; les rosaces ne sertissent toire, s’empara des formes païennes de la\n  plus un soleil de pierreries, mais des dessins Renaissance pour m ieux glorifier devant le\n  bizarres que créa le caprice ou la rêverie           siècle épris de ces formes païennes, les m ys­\n  d’artistes fatigués et non la foi aveuglante.        tères, le Christ et les saints. Sans doute l’ab­\n  L e nombre trois disparait ; le flam boyant a sence de science archéologique fit com m ettre\n  des aspirations découragées. D u somm et des dans le N ord, par les artistes et les ouvriers\n  voûtes ogivales, a u point suprême de l’angle,       de la Renaissance, d’irréparables profana­\n  là où l’artiste de jadis captait un peu de l’in­ tions. M ais le crucifix de Van D y c k qu’on\n  fini, descend un pendentif. C ’est une retombée admire au M usée d’A nvers, et l’œuvre de\n  vers la terre à l’instant le plus divin de l'orai­ M ichel-A nge et de Raphaël en sont-ils moins\n   son. C ’est toute l’explosion criante d’une âme chrétiens et moins admirables à cause de\n   qui s’affaise. »                                    cela? E t l’E glise catholique n’est-elle pas en\n      L ’architecture, qui succombait ainsi devant droit de revendiquer la plus grande part dans\n   le renouveau des formes de l’antique, avait la beauté de ces chefs-d’œuvre dont elle ins­\n   atteint, durant des siècles, à une expression pira les sujets ?\n   si parfaite, si com plète et si haute, de l’âme         Ces artistes furent tellem ent puissants que\n   catholique, elle avait fait chanter par la ma­       leur   personnalité se révolte et se manifeste\n   tière si m erveilleusem ent les louanges du          sans   cesse dans leurs travaux, en dépit de la\n   D ieu Créateur, que plusieurs, m aintenant,          volonté    qui s’abuse et veut astreindre l’ima­\n   parmi ceux de ma foi, n’éprouvent que répu­          gination   à la copie des formes grecques. Mais\n"}, {"page_pdf": 39, "page_imprimee": 20, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 5102, "texte": "20                                          LA GERBE\n\npour les artistes plus nombreux dont le talent         M essieurs! vous connaissez la fête, vous\nne posséda pas la puissance dominatrice de          connaissez le décors et la saturnale, vous con­\nces génies, la Renaissance, sans doute, fut         naissez les sacrifices hum ains célébrés sans\nautrement néfaste et pas m ortelle, hélas !         nom bre en son honneur sur l’autel de la\n   N é de la religion des peuples, sous ceux        gu illotin e... Passons !\nd'Athènes et de Rom e, les styles païens               P asson s!... mais souvenons-nous que le\navaient là-bas, avant la venue du Christ-Dieu,      philosophism e voltairien acheva, contre la\nune incontestable beauté.                           beauté, la conspiration protestante, et que\n   Mais transplanté, quinze siècles après sa        c’est lui qui a livré aux fureurs du sansculo­\nvenue, de l’O rient ensoleillé sous le ciel         tism e les chefs-d’œ uvre de l’art chrétien !\nnuageux du N ord et dans un sol tout im pré­           L e temps, qui n’épargne rien, sem ble avoir\ngné du sang chrétien, non plus jailli du cer­       épargné pourtant leurs débris sacro-saints de\nveau de l’artiste, mais cultivé par la volonté      ces profanations inéluctables, et la création\ndes archéologues, ces styles sont devenus,          s’est com plue à revêtir de la beauté de ses\ndepuis M ichel-A nge, le grotesque anachro­         verdures et de ses fleurs les ruines des abbayes\nnisme qui fait la honte d’aujourd’hui.              et des églises saccagées par les brutes san­\n   L es tem ples que les sauvages les plus          glantes des révolutions !\nabrutis construisent à leurs fétiches révèlent         N ous qui assistons, à présent, au déclin du\nun sens esthétique incontestablem ent plus          XIXe siècle, nous avons devant nous, accusa­\nélevé que les « tem ples » construits par le pro­   teur et sans réplique, l’ouvrage abom inable de\ntestantisme, et les froides géom étries des         tant d’im piété.\ntem ples païens d’Athènes sont autrement               Ce siècle qui fut élevé selon les principes\ngrandioses que ces salles de conférences dé­        athées de 1793, à quelle architecture a-t-il\nsespérément nues et dépourvues de toute             donné naissance? Q uel sty le nouveau a-t il\narchitecture, c’est-à-dire dépourvues de tout       donc fait fleurir ? Q uels m onum ents sont les\nreflet de Dieu, où un monsieur quelconque en        chefs-d’œuvre qu’il a bâti pour révéler à\nredingote noire, où un monsieur quelconque          l’ém erveillem ent de l ’avenir les aspirations\nqui n’a reçu sa mission de personne, se permet      de son âme et la puissance de son génie ?\nd’interpréter selon les lumières de son intel­         A ces questions, M essieurs, je n ’ai pas à\nligence personnelle les paroles éternelles de       répondre, la réponse c ’est la v ille m oderne, la\ncelui qu’il appelle encore Christ, mais sans        réponse est autour de vous.\nnous affirmer si ce Christ est seulem ent un           N on content d’être le siècle nul, im pro­\ngrand prophète ou s’il est vraim ent D ieu.         ductif et m ort au point de vue des arts archi­\n   « L e protestantism e a abandonné l’im agi­      tecturaux, le XIXe inventa, plus redoutable et\nnation de l ’homme. Il n’a pas permis au D ieu      plus détestable, oh ! bien plus ! que la rage\nRédem pteur de s’en emparer. Il a oublié que        saccageante des ém eutes populaires, le « van­\nle Dieu Créateur avait fait les couchers de         dalisme pacifique ».\nsoleil et avait chargé les nuits resplendis­           C ’est contre ce « vandalism e pacifique » que\nsantes de dire à l’homme un m ot de sa splen­       dans une lettre fameuse à V ictor H u go, le\ndeur » ( 1).                                        com te de M ontalem bert s’insurgea avec toute\n   L e protestantism e, en effet, n ’est pas une    la véhém ence de son ardent amour de l’art et\nreligion, mais la négation des dogm es fonda­       de la foi, que ce vandalism e outrageait :\nm entaux de la vraie religion. E t c ’est pour­        « T o u t le monde doit reconnaître, s’écria-t-\nquoi, en architecture, il n ’a produit que le       il, que le vandalism e m oderne se divise en\nnéant.                                              deux espèces bien différentes dans leurs\n   Or, à la fin du XVIIIe siècle, ce « siècle du    motifs, mais dont les résultats sont égalem ent\nprotestantism e sans la Bible » et le plus petit    désastreux.\nde tous les siècles, pleine de ces lourdes con­        » O n peut les désigner sous le nom de van­\nceptions païennes qu'elle avait fait renaître,      dalisme destructeur et de vandalisme restau­\nl’Europe estima qu’elle avait atteint l’âge de      rateur. »\nla raison ; l’Europe déifia cette raison et\nvoulut lui faire fête.                                        I. Vandalism e destructeur\n   E lle la fêta, en effet.\n                                                      Prem ière catégorie : L a liste civile et le\n  (1) H ello. L'Homme.                              gouvernenent.\n"}, {"page_pdf": 40, "page_imprimee": 21, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 332, "texte": "                             REVUE     D 'A R T   ET   DE LIT T É R A T U R E                        21\n\n\n  D euxièm e catégorie : L es maires et les\nconseils m unicipaux.\n  Troisièm e catégorie : L es propriétaires.\n  Quatrièm e catégorie : L es conseils de fa­\n                                                                     "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-022", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 21, "page_fin": 21, "titre_corps": "Chanson d’aimer : Nos rêves", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "JEAN DRÈVE.", "ancre_debut": "Chanson d’aimer brique et les curés", "ancre_fin": "Comme tes y e u x .", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "TES YEUX noble pauvreté", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 40, "page_imprimee": 21, "debut_caractere": 332, "fin_caractere_exclue": 3023, "texte": "Chanson d’aimer\nbrique et les curés.\n  E n cinquièm e lieu et à une très grande dis­                             NOS     RÊVES\ntance des précédents : l’émeute.\n                                                                     L e soir superbe et doux,\n        II.   Vandalisme restaurateur                                L e beau soir plein de rêves,\n                                                                     L e soir descend sur nous.\n   Prem ière catégorie : L e clergé et les con­\nseils de fabrique.                                                   E t nos rêves se lèvent\n   D euxièm e catégorie : L e gouvernem ent.                         Avec les chansons brèves\n   Troisièm e catégorie : L es conseils m unici­                           Des gais grillons\npaux.                                                                      Dans les sillons.\n   Q uatrièm e catégorie : L es propriétaires.\n   L ’ém eute a au moins l’avantage de ne rien\n« restaurer ».                                                    Nos rêves sont très vagues,\n   E t M ontalem bert ajoutait :                                  Comme le brouillard clair\n   « Que les gouvernem ents et les m unici­                       Qui s'élève en le vague\npalités traitent brutalem ent les monuments\n                                                                  Calme et berceur de l ’air.\nque le m alheur des tem ps leur a livré, et\ninscrivent là com m e ailleurs, l’histoire de leur                Nos rêves chantent l'air\nincapacité profonde, cela n’a rien ni de sur­                              Que dit la brise\nprenant ni d’inconséquent avec le reste de                                 A u x feu illes grises.\nleur déportem ent.\n   » O n en gém it, on s’en indigne, mais on\nn’en est point, grâce au ciel, responsable,                          Comme en les myosotis\ntandis que voir l’église s’associer avec une                         Tous bleus auprès de l'onde\npersévérance si cruelle au triom phe du jou g                        Nos rêves sont jolis,\nanti-chrétien qui date de l’époque où elle-                          Nos rêves, oh ! ma blonde,\nm ême a été dépossédée peu à peu de sa popu­\n                                                                     Sont les plus beaux du monde,\nlarité et de sa puissance; la voir renier les\ninim itables inspirations du sym bolism e des                              Nos rêves bleus\nâges catholiques pour introniser dans les basi­                            Comme tes y e u x .\nliques les pastiches d’un paganism e réchauffé\net bâtard, la voir enfin chercher à cacher sa\n                                                                              "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-023", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 21, "page_fin": 22, "titre_corps": "Chanson d’aimer : Tes yeux", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "JEAN DRÈVE.", "ancre_debut": "TES YEUX noble pauvreté", "ancre_fin": "JEAN DRÈVE.", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 40, "page_imprimee": 21, "debut_caractere": 3023, "fin_caractere_exclue": 4516, "texte": "TES   YEUX\nnoble pauvreté, ses plaies glorieuses sous\nd’absurdes replâtrages, c’est un spectacle fait\n                                                                  M a belle infiniment douce,\npour navrer une âme qui veut le catholicism e\ndans sa sublime et antique intégrité, le catho­                   L'eau claire sur la mousse\nlicism e roi de l ’im agination, com m e de la                    A de moins beaux reflets\nprière, de l’art com m e de l’intelligence ! »                    Que tesy e u x de rieuse,\n   Il y a trois quarts de siècle que le com te de                 Que tesy e u x si gais\nM ontalem bert criait ainsi son indignation au\n                                                                  A u x clartés merveilleuses.\nnom de la Beauté qu’il savait en péril; il y a\ntrois quarts de siècle de cela et les vandales\ndétruisent e t « restaurent » toujours !                           Tes jo lis y e u x , tesy e u x\n   M ais le paganism e des derniers siècles n’a\n                                                                  Sont le reflet des d eu x,\npas arrêté là sa besogne anti-artistique.\n                                                                  Quand le matin d'or pâle,\n                    GEORGES     RAM AEKERS.                        Comme un sourire doux,\n  ( A continuer).                                                 Apparaît clair et pâle\n                                                                  E n de grands contours flou s.\n"}, {"page_pdf": 41, "page_imprimee": 22, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 834, "texte": "22                                         LA GERBE\n\n         E t quand vers moi tu lèves               N ous voyon s H orta, H ankar, G ovaerts et\n           Tes jo lis y e u x de rêves,          bien   d ’autres encore, sortir de la funeste\n           Tesy e u x , tesy e u x chantants     ornière    de la com pilation pour créer des\n                                                 œ uvres absolum ent personnelles. Ce m ouve­\n           Sont comme deux étoiles\n                                                 m ent régénérateur s’accuse de plus en plus.\n           D'une nuit de printemps...\n                                                 Bon nom bre de jeunes gens, une génération\n           — De jo ie mon cœur s'étoile. —       future d’architectes, s’engagen t courageuse­\n                                   JEAN DRÈVE.   "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-024", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 22, "page_fin": 23, "titre_corps": "Corporation d’Architecture et d’Art appliqué", "titre_sommaire": "Corporation d’architecture et d’art appliqué", "rubrique": "", "signature_source": "POLAM.", "ancre_debut": "Corporation d’Architecture", "ancre_fin": "tout leur cachet. POLAM.", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "Concours de boîtes aux lettres", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 41, "page_imprimee": 22, "debut_caractere": 1313, "fin_caractere_exclue": 2911, "texte": "Corporation d’Architecture                 form er dans notre v ille un cercle sous le\n                                                nom de « Corporation d’A rchitecture et\n                               ET D’ART APPIQUÉ d’A rt appliqué ». C eux-ci se sont posés cette\n                                                question : Q u’ont fait les architectes de nos\n         l o r s que le XIX e siècle, ce grand  jours ? N ’ont-ils pas été uniquem ent l’écho\n\n\nA           zéro pour l’A rchitecture et l’A rt (et parfois quel écho !) de nos ancêtres ?\n            appliqué, ce siècle d ’une nullité     Sans scrupule aucun, ne se sont-ils pas\n         com plète, en est arrivé à ses dernierscontentés\n                                                  ans,       de copier, de m êler tout ce qu’avait\nun nouveau m ouvem ent artistique se dessine produit des siècles de gloire et de person­\nclairem ent. D evan t le déplorable état dans nalité ?\nlequel languit l'A rchitecture contem poraine,     L ’A ntique, le Gothique, les Renaissances\ndes hommes de talent ont été pris d’un haut- française, flamande et italienne on t été les\nle-cœ ur bien com préhensible, et nous pou­ proies sur lesquelles se sont jetés avide­\nvons suivre, sans m ême sortir de notre petit m ent les architectes de ce siècle et, sans se\npays, les intéressantes phases de la résurrec­ donner la peine de créer eux-m êm es, ont\ntion de l’A rchitecture.                        reproduit ce que d’autres avaient conçu. E t\n\n\n\n\n CARTE DE CONVOCATION                                                A rm and V an W a e sb e r g h e\n"}, {"page_pdf": 42, "page_imprimee": 23, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 765, "texte": "                               REVUE    D ’A R T   ET DE LITTÉ R A TU R E                          23\n ces plagiaires ont élevé, à part quelques            anciens, il est impossible que l'Architecture,\n exceptions, ces pots-pourris architecturaux,         ce bel et grand art, ne regagne sa splendeur\n ces ramassis de tous les styles qui enlèvent à       de jadis.\n nos villes tout leur cachet.                                                            POLAM.\n    L es m embres de la Corporation se basant\n sur ce principe : Il n ’y a pas d’art sans per­\n sonnalité, ont résolu d’abandonner les règles\n du convenu.\n    T o u t en professant une grande admiration\n pour les styles passés et pour les artistes\n                                                       "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-025", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 23, "page_fin": 24, "titre_corps": "Concours de boîtes aux lettres", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "P. R.", "ancre_debut": "Concours de boîtes aux lettres pleins de personnalité", "ancre_fin": "est des plus heureux.", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "Notes sur l’ameublement", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 42, "page_imprimee": 23, "debut_caractere": 765, "fin_caractere_exclue": 4066, "texte": "Concours de boîtes aux lettres\n pleins de personnalité qui les créèrent, ces\njeunes enthousiastes dédaignent de repro­\n duire les chefs-d’œuvre d’antan.                                 « Corporation d’architecture », en\n                                                                  a\n    Ils veulent faire de l’architecture et non\n de l’archéologie, ils veulent être des artistes\n et non des fureteurs de vieu x bouquins. L a\nnature éternellem ent belle est leur unique\n                                                       L         même temps que son intéressant\n                                                                 concours de couverture, dont il\n                                                               vient d’être parlé, proposait à ses membres\n                                                      un concours de projets de boîtes aux lettres,\n m odèle, leur unique source d’inspiration.           dont un à faire exécuter pour son utilité\n    C ette imm uable beauté leur présente ces         propre.\nlignes pleines d’élégances, ces lignes gracieu­         Ce concours a donné d’excellents résul­\n sem ent courbées qui form ent en quelque sorte       tats; les concurrents, M M . H ols, Strauven,\nla base de cet art nouveau, car la ligne n ’est-      Bochom s, Van W aesberghe, Ham esse et\nelle pas la dom inante de toute œ uvre d’art ?        Seldrayers, ces derniers en collaboration,\n   L es nouvelles découvertes industrielles          présentent des projets déjà remarquables par\n sem blent leur ven ir en aide pour la mise en       la diversité de composition, l’originalité. En\nœ uvre de leur projet.                               effet, les concurrents ne s’étant basé sur\n   L e fer, l’acier, avec leur résistance incon­     aucun principe vieillem ent établi, ne se sont\ncevable, seront asservis à leur audace, les          rencontrés en rien, résultat déjà appréciable\nglaces immenses et de formes variées, lais­          et bien en faveur de l’art nouveau.\nseront entrer la lum ière et, par conséquent,           Certes et quoique l’objet mis au concours\nla joie dans leurs bâtisses que décoreront des       semble d’im portance secondaire, ceci est un\nproduits nouveaux.                                   indice excellen t de vitalité.\n   T o u t sera bouleversé : la disposition inté­       M . H ols nous présente un projet aux lignes\nrieure, la décoration, les meubles, tout rece­\nvra l’em preinte des idées nouvelles. Voilà\nce qu’espère en grande partie la jeunesse\nartistique et vo ilà surtout ce que se pro­\nm ettent les membres de la « Corporation\nd’A rchitecture et d’A rt appliqué. »\n   M ais com bien de temps devront-ils lutter\nencore contre les idées dix-huit cent tren­\ntièm es ?\n   L e bon proprio, le propriétaire non artiste,\nne veut-il pas à tout prix son salon toujours\nLouis X V et sa salle à m anger éternellem ent\nflamande ?\n   L ’architecte actuel ne luttera-t-il pas dés­\nespérém ent contre les idées nouvelles qui\nannulent les poncifs qu’il livre continuelle­\nm ent au mauvais goût du public.\n   N éanm oins les membres de la Corporation\nont foi dans l’avenir, foi que nous partageons\nentièrem ent. Il est impossible qu’on se con­\ntente à jam ais de ces répétitions des temps         BO ITE A U X L E T T R E S       W ille m   HOLS\n"}, {"page_pdf": 43, "page_imprimee": 24, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 178, "texte": "24                                                L A GERBE\n\nsouples et gracieuses, harmonieuses et lo gi­\nques. L ’aspect général est des plus heureux.                          "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-026", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 24, "page_fin": 26, "titre_corps": "Notes sur l’ameublement", "titre_sommaire": "Note sur l’ameublement", "rubrique": "", "signature_source": "LÉON BOCHOMS", "ancre_debut": "Notes sur l’ameublement L ’auteur a bien compris", "ancre_fin": "L É O N B O C H O M S.", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "Concours pour la construction d ’une", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 43, "page_imprimee": 24, "debut_caractere": 178, "fin_caractere_exclue": 2943, "texte": "Notes sur l’ameublement\n   L ’auteur a bien compris qu’il n ’y avait pas\nlieu ici de se laisser em porter par l’imagination;                      Bei n peu se préoccupent de la belle\nil a fait simple et a su répondre parfaitem ent                           rénovation d’art qu’il y aurait à tenter\nà ce qu’on était en droit d’attendre.                                     dans l ’am eublem ent. Considéré sou­\n    L e projet de M . H ols sera exécuté.                      ven   t comm    e chose secondaire dans l’archi­\n    M . Strauven s’est surtout préoccupé du                    tecture,     l’am eublem ent est n égligé, mis à\npoint de vue constructif. Disons, entre paren­                  part;  à  peine   s’il entre en ligne de com pte,\nthèses, que ceci n’est pas toujours assez lorsqu’il s’agit de com poser l’intérieur, ce\nprésent à l’esprit de nos\njeunes architectes.\n    L a vue de côté est par­\nfaite, à ce point de vue.\n M . Strauven est d’ailleurs\nle seul qui se soit assez pré­\n occupé de ce point, pour­\ntant de première utilité.\n    M . Bochom s présente\n deux projets très originaux,\nparfaitem ent compris éga­\n lem ent au point de vue\n constructif. U n peu de\n lourdeur — aux coins par­\n ticulièrem ent — serait à\nreprocher.\n    L a ferrure, très sobre,\nnous plaît. N ous aimons\nmoins les m ontants qui\nsont pourtant très heureu­\n sement enlacés à la base.\n    M . Van W aesberghe, a\nqui nous devons déjà le\ndessin de notre couverture\nnous donne un jo li projet,\navec le m otif de papier\npeint que nous reprodui­\nsons comm e fond.\n    On remarquera la gra­\ncieuse stylisation des iris,\ncomme aussi la souplesse\ndes ferrures et des lignes\nen général                           BO ITE A U X L E T T R E S                         A rm and V an W aesber gh e\n    M . Seldrayers donne un\nbon projet à exécuter en chêne clair et en qui produit, au point de vue esthétique, des\nbois laqué vert.                                                effets déplorables.\n    U ne heureuse harmonie des teintes est                         B ruxelles et L ièg e sont à peu près les seules\nainsi obtenue.                                                  villes où l’on m arche dans la voie du progrès,\n   Enfin, M M . Ham esse et Seldrayers pré­ si intéressant cependant pour toute personne\nsentent en collaboration 3 projets. Ils nous ont qui s’occupe de notre art.\nsemblé hâtifs et, par conséquent, peu étudiés.                     Il y a quelque années encore, l’am euble­\n   M êm e remarque pour le projet présenté par m ent était livré à un abandon sans goût,\nM . Ham esse seul; une jo lie courbe de ligne dénué de toute recherche artistique et sous\npourtant.                                    P. R.             la dépendance m alheureuse de m archands et\n"}, {"page_pdf": 44, "page_imprimee": 25, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 4491, "texte": "                             REVUE D’A R T ET DE L IT T É R A T U R E                             25\n\nde cam elots incapables, qui, n’ayant aucune         ces abominables chiffons de mauvais goût\nnotion des idées artistiques que l’on peut           qui, en réalité, nuisent à l ’hygiène de nos\nréaliser dans un intérieur, m êlaient les styles,    appartements. L ’espace qu’ils occupent serait\nles époques, reproduisaient d’une façon ab­          plus utilem ent remplacé par l’air, si néces­\nsurde les jolis m odèles que nous ont légués         saire et si rare dans nos grandes villes.\nles anciens. Incapables de comprendre ces               Laissons ces ramasse-poussière malsains\népoques, voire m êm e de les im iter, nous nous      et utilisons l’argent qui y fut autrefois des­\ndemandons actuellem ent quelles idées de             tiné à l’exécution de l’am eublem ent et à la\nproductions nouvelles pouvaient fournir de           décoration artistique des choses environ­\npareils cerveaux de boutiquiers.                     nantes.\n   Beaucoup de clients, à notre époque, s’oc­           Certains architectes construisent de ces\ncupent de leur propre intérieur, alors que           habitations banales, où les places carrées se\ncelui-ci devrait être étudié par une personne        représentent à chaque étage, n’ayant aucune\ncom pétente, qui, laissée absolum ent libre de       destination précise ou possible et se term inant\n composer, d’après les idées émises par le           toutes par l’éternel plafond. Dans de pareilles\nclient, arriverait à satisfaire ce'ui-ci, tout en    conditions, il est évident que l’on ne pourra\nproduisant une harm onie d’ensem ble qui             introduire que difficilement, peut-être jamais,\nplaise aux yeu x et ne nuise en rien au con­         un effet artistique quelconque.\n fort.\n   Certaines personnes vo n t chez un m ar­\n chand de m eubles quelconque, y choisissent\n quelques m odèles, se rendent ensuite chez le\n décorateur, qui, se heurtant à une cacophonie\n de goûts et de teintes, se vo it incapable de\n com poser quoi que ce soit.\n   N ous voyons apparaître heureusem ent l’au­\n rore d’un jour nouveau ! U n m ouvem ent se\nproduit, s'accentue de jour en jour, instruit le\nclien t lui-m ême, qui finit par comprendre,\noh! m iracle, qu’on peut faire som ptueux et\nriche sans faire nécessairem ent laid et qu’avec\nde m édiocres ressources on fera plus beau           BOITE AUX LE TTRE S               LÉ O N BOCHOMS\n\nm aintenant, qu’auparavant en prodiguant\nsans com pter. Je conseillerais volontiers à            E n province surtout, tout le monde se m êle\ncertains tapissiers de vendre du m euble sans        d’architecture : l’entrepreneur, le maçon, cer­\ns’occuper d’am eublem ent proprem ent dit, car       tains em ployés mêmes. Ici encore le client\nils se heurteront bientôt aux exigences de           s’est habitué à se charger de la commando\nl’ère nouvelle, qui s’annonce et s’accentue          des travaux nécessaires à la disposition inté­\ntoujours.                                            rieure.\n   Il est à remarquer aussi que beaucoup d’ar­          Pour com battre le m auvais goût et les\nchitectes connaissent peu les règles à obser­        chaos malsains de fantaisies burlesques, nous\nver pour préparer un intérieur confortable et        avons heureusem ent, en Belgique, de grands\nartistique à l’habitation. A m on avis, il doit      architectes, qui com prennent la décoration\nêtre intim e et conform e aux idées, aux goûts       intérieure en l’appropriant aux mœurs de\net aux mœurs de son destinataire. L e plus           notre époque et aux nécessités de nos occu­\nsouvent possible, s’il y a lieu, il doit être pré­   pations journalières.\nparé pour les occupations de l ’habitant, ce            M M . H orta, H ankar, Serru rier-B ovy et\nqui a été rarem ent observé en ces derniers          beaucoup d’autres encore, s’en occupent\ntem ps.                                              depuis quelques années et ont déjà obtenu\n   V oici la cham bre à coucher, par exem ple:       chacun des effets très étonnants et qui, je\noù rien ne doit exhorter au plaisir, au travail;     l’espère, aideront à constituer un art nouveau\nl’ensem ble invitera au repos ; le sommeil ou        qui sera essentiellem ent local.\nla nuit y seront représentés d’une nuance ori­          Tous les arts puisent leur caractère en ne\nginalem ent sym bolisés. L à je supprimerais         s’écartant jam ais du principe qui les subjugue,\n"}, {"page_pdf": 45, "page_imprimee": 26, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 1012, "texte": "26                                              LA GERBE\n\nà l’inspiration dans la nature, et c ’est chez elle       Progrès. Façades naïves surm ontées d’un\nque nous trouverons, j ’en suis sûr, les élé­         imm ense drapeau national.\nments les plus sains, les plus vrais, qui nous           E xcelsior. Pas si e xcelsio r que cela. Façades\nmèneront toujours à un résultat esthétique.           assez nulles et plans peu com m odes.\n                           L É O N B O C H O M S.        (C) dans un rond. Façades trop uniformes.\n                                                      C e projet est rendu avec art et l’aquarelle est\n                                                      d ’un coloris superbe.\n                                                         Lum ière. Enfin, voici un projet conçu par\n                                                      un jeune, dédaignant de s’envelopper dans la\n                                                      poussière des vieux bouquins. L es façades,\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-027", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 26, "page_fin": 26, "titre_corps": "Concours pour la construction d’une école à Etterbeek", "titre_sommaire": "Concours pour la construction d’une école à Etterbeek", "rubrique": "", "signature_source": "A. V. 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L e projet prim é, d’une renaissance\nsoi-disant flamande, est d'une valeur médiocre.\n                                                      projet précédent. Façades d’une com position\n                                                      originale, un peu inspirées de l’architecture\n                                                      de M H orta, dont M . G ustave Strauven,\n                                                      auteurs des projets portant pour devises :\nL es façades déplaisent à tout homme de goût,         « Lum ière » et « Pour la com m une »; est\nparce qu’elles ne sont point de style pur, les        élève. Les plans sont très bien compris, avec\nplans sont peu logiques; des classes éclairées        préau couvert, escaliers placés dans le fond\nà deux m ètres d’un mur de clôture ! Pas de           du préau et recevant ainsi un éclairage parfait.\npréau couvert alors qu’il n ’existe aucune salle      A u prem ier étage, les galeries servent de dé­\nà E tterbeek pouvant convenir pour distribu­          gagem ent, celles-ci pourraient être avanta­\ntions de prix aux élèves des écoles comm u­           geusem ent utilisées en cas de fêtes.\nnales. D ans l’axe d’une des façades s’élève                                                  A. v . w .\npiteusem ent un pignon m aigre. D ans quel\nvieux bouquin a-t-on été décalquer ce m orceau\nd’architecture baroque ?                                      es    E gyp tien s élevaient des tem ples\n   L ’un des auteurs (ils sont deux) de ce pro­\njet, est un ancien prix de Rom e! H uit années\nd’études à l’académie et trois années de pro­\nm enades dans la ville éternelle ont suffit\n                                                       L          au bœ uf A pis, les H ébreux au Veau\n                                                                  d’or, les G recs à Jupiter, A p p olon et\n                                                                Vénus. L es Rom ains érigèrent le C apitole.\n                                                         O h ! B elgique soit fière ! une de tes villes les\npour produire ce chef-d’œ uvre d’école qui            plus im portantes a vu surgir un tem ple élevé\nsera bientôt élevé à E tterbeek.                      à l ’art, cette fois!\n   2e prime : Projet de M . L o w . Jolie façade.        L ’ange qui préside aux destinées des choses\nN ous regrettons de devoir constater que              avait m arqué cette place pour faire fleurir\n M . L o w ne se lance pas dans le m ouvem ent        dans un coin ignoré toutes les beautés de\n« ferme ».                                            l’idéal. V erviers a son tem ple de l ’art.\n   2e prime : Projet de M . V an Beesen. Façade          L ’œuvre est enfin enfantée. Considérons\nbien simple. Plans très logiques.                     l’ensem ble du bâtim ent. L ’harm onie qui s’en\n   3e prime : (Charlem agne). Façade naïve.           dégage im pose à l’âme.\nBon à exécuter dans une boîte de construc­               D e m ême que l’on enduit à la cam pagne les\ntion à l ’usage des enfants.                          réservoirs d’une couche de cim ent pour les\n   3e prime : (Orientation). Jolie façade. Plans      rendre im perm éables, nous voyons ici une\nbien étudiés                                          couche de m ême m atière voiler aux y e u x des\n   Clio. B elle façade. Plans assez défectueux.       indiscrets l’architecture éternellem ent cachée\n   V os. Façades d’une naïveté désolante.             de ce tem ple m onum ental.\n   U nion. Façades peu esthétiques. Plans bien           Aussi, si les favoris de l ’art s’avisent de\ncompris.                                              ven ir un jour à Verviers pour contem pler\n   (A ) dans un rond. Bonnes façades classiques.      l’édifice en question, nous leur conseillons\nPlans pratiques.                                      fort d’em porter avec eux un télescope, afin de\n   H y giène et confort. Façades assez bien.          pouvoir découvrir à travers ce p lâtrage les\nClasses éclairées des deux côtés.                     lignes majestueuses du m onum ent.\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-029", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 28, "page_fin": 29, "titre_corps": "Les Livres", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "EUGÈNE HERDIES.", "ancre_debut": "Les Livres Sous les pommiers", "ancre_fin": "serait toute mouillée", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "Chronique musicale P a r une pluie", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 47, "page_imprimee": 28, "debut_caractere": 2457, "fin_caractere_exclue": 6684, "texte": "Les Livres                                           Sous les pommiers\n                                                                          C'était très beau\n   A U B E S E T C R É P U S C U L E S . — P r o s p e r R o i-           Sommes allés...\nd o t. (C ollection de la Lutte.) — E diteu rs: Société\nBelge de librairie. — Office de publicité.                           E t son « R êve sim ple », qui me sem ble être la plus\n                                                                  belle de ses aubes et, qui dépasse en tendresse grise,\n   Beau bouquin, titre et frontispice d’E lie Roidot —\n                                                                  en m élancolie calme, tous ces autres vers.\nB elle couverture et surtout délicieux frontispice.\n                                                                     Ce rêve est celui du poète ; toujours le désir de pou­\n   Comme l’artiste a bien compris son frère poète,\n                                                                  vo ir aller sans contrainte, dédaigneux des heures, dans\ncomme son aube est bien jeune, douce et un peu mélan­\ncolique ; son crépuscule triste et si las.                        les bois, de pouvoir aim er l’attendue, oh oui, l'attendue,\n                                                                  celle qui serait de beauté idéale, presqu’im m atérielle...\n  A h, ce vague, cette tristesse calme et résignée, tous\nces rêves en blancs et en bleus, tous les espoirs et                      Mon rêve simple, mon rêve doux ?\ntoutes les déceptions du poète, comme ils sont chantés                    Voici...\ndans son livre, tous ces sentiments subtiles, tristesses                  E n un sentier perdu sous bois,\nvoilées en sym boles vagues, comme lorsqu’il nous dit                     Parm i l'ombre et les chansons,\nson cœ ur lassé, car c'est bien son cœ ur qu’il chante                    Voir apparaître l ’attendue,\ndans l'Heure triste.                                                      L a voir simple et frêle\n                                                                          E l belle ;\n         Cependant la pendule est même toujours.\n         E lle dresse comme jadis.                                        L u i voir de grands yeux clairs\n         Sa longue caisse à souvenirs.                                    Une chevelure de sainte auréolée\n         Son cadran regarde toujours                                      Su r son fron t p u r\n         A travers les carreaux poussiéreux                               E t les lèvres mélancoliques.\n         Les forêts lointaines et les horizons bleus,\n                                                                     Ses crépuscules : « A celle qui ne sait pas. » Il l’a vue\n         M ais l’âme est partie,\n                                                                  ou il l’a vécue en songe, celle qui ne sait pas. Peut-êtr\n         Avec le dernier tintement,\n                                                                  est-elle trop femme, peut-être trop rêve, et sa plainte\n         Avec le dernier rêve.\n                                                                  s’exhale :\n\n   Surtout son liminaire d’une m élancolie infinie et                     Mes rêves à celte qui ne sait pas\nd’une si douce tristesse, presque sanglot...                              Sont ainsi conçus, de lourdes tristesses\n   « Com m e en les pétales épars d’une naïve fleur des                   E t d'espoirs vagues murmurés tout bas\nbois, l ’on rêve parfois à toute la forêt aim ée, j ’ai rêvé              E n un rythme de frissons de détresse...\nà tant de choses fanées, douces et lointaines, à tant\nd ’espoirs flétris, h tant, tant de songes vivants ou ense­          E t cette «heure d’aim er», ce silence qui attriste,\nvelis en la fleur pure de l ’aube en celle fanée du cré­          qui fait songer, pleurer et ressouvenir, comme il sou\npuscule. »                                                        fre bien sa plainte :\n    Prosper Roidot à su rythm er le vers libre avec un                    Il fa it doux et vague en mon cœur,\nd illete n tism e qui est presque un défi aux anti-verlibris              Il fa it vague...\n"}, {"page_pdf": 48, "page_imprimee": 29, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 276, "texte": "                                     RE V U E D’A R T E T DE L ITT É R A T U R E                                                29\n\n       On dirait unefin d'été\n       O ui serait toute mouillée\n                                                                                "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-030", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 29, "page_fin": 30, "titre_corps": "Chronique musicale", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "Chronique musicale P a r une pluie déjà d’auto", "ancre_fin": "p . R. délicieux croquis", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "Les Revues Pâles sur l'oreiller de l", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 48, "page_imprimee": 29, "debut_caractere": 276, "fin_caractere_exclue": 8806, "texte": "Chronique musicale\n       P a r une pluie déjà d’automne,                                   U n m o t s u r W a g n e r . — Certes, de toute œ uvre\n       I l fa it automne en mon cœur...                              musicale produite jusqu’à ce jour, celle de W agner est\n    Chose naïve, bien naïve : prière du poète qui ne sait            celle qui a atteint le plus haut degré de perfection d’art;\nplus prier, et qui, après toutes les amertumes, cherche              c ’est pourquoi nous prenons W agn er comme type de\n                                                                     l ’artiste parfait. Aussi, affirmons-nous que son œuvre\nl ’appui dans l’au-delà.\n                                                                     restera certainem ent im m ortelle, dans l’esprit des in tel­\n       Priez, bonnes, bonnes vieilles,                               lectuels, dans le cœur de tous ceux qui possèdent un\n       Pour moi qui ne sait plus,                                    peu de sentiment; et, surtout dans l’âme des poètes.\n       Presque plus                                                      L ’œ uvre du réformateur est conçue, on le sent, d’une\n       Prier                                                         âme entière (chose essentielle pour une œuvre d’art);\n       E t qui voudrait tant savoir                                  et sans préjugés de lois absurdes et fabriquées par les\n       Tant...                                                       hommes, mais se laissant aller au libre cours de ses\n                                                                     inspirations, qui chez lui étaient énergiques et pleines\n   Q uelquefois, comme dans Vers l'aube, il s’efforce\n                                                                      de vie. En artiste parfait il les dirigeait avec une volonté\nd ’être doucem ent jo yeu x, et c’est une chanson, triste\n                                                                      remarquable vers le plan de la conception de son idée.\nquand même par ce seul désir inexhaussé de bonheur                        C e n’est pas une œ uvre faite pour montrer que l’on\nà deux, qui est presqu’une ironie.                                    connait ses règles d’harmonie; ou même, qu’on les mé­\n        Oh viens, allons chanter avec la vie naissante                connaît, comme certains auteurs — parmi lesquels il y\n        Allons chanter avec les sources riantes                       a incontestablem ent des hommes de science — qui\n        Allons nous éperdre dans les forêts...                        perdent leu r tem ps et leu r esprit à chercher, en musique,\n                                                                      les effets les plus burlesques et qui en arrivent il pro­\n  Dans ses derniers vers, après toutes ces chansons, il               duire des œuvres incohérentes et souvent ridicules.\nexhale toute la tristesse de ses rêves, ses espoirs déçus,                Il y en a tant de ces ouvriers harmonistes ! Combien\net ses espoirs nouveaux :                                             de jeunes gens croient qu’on parvient, en même temps\n        I l ne m'est plus resté pour soleil                           qu’à son prem ier prix de composition, à fournir des\n        Q u’une toute petite lampe                                    œ uvres d’art ? Ils paraissent ignorer que sans inspira­\n        Celle de l ’espoir                                            tion il n’y a pas d’art et que sans âme il n’y a pas de\n        Oui ne s’éteint pas...                                         vie, pas plus que sans idée ni volonté il n’y a acte.\n                                                                          Que de gens croyent que pour produire une œ uvre\n  Garde-la, pauvre poète, garde ta lampe, elle brillera               d’art il suffit que la volonté mette à exécution les pro­\nsans espoirs réalisés, le rêve pour le poète ne suffit-il             jets enfantés par l’idée; ou qu’il suffit d’être intelligent\npas, et le rêve pour lui, n’est-ce pas la vie ?                        pour devenir artiste, et, abstraction faite de l’inspiration\n                                       E u g è n e H e r d ie s .      que l’on peut traduire, en reproduisant par n ’importe\n                                                                       quel m oyen, de purs sentiments que seul possède le\n                                                                       poète.\n     E N S O U V E N I R . — P a u l M u s s c h e . (C ollection\n                                                                          Pour être missionnaire de l’art (de l’art en général),\nde la Lutte.) — Surtout bien douce et un peu grave la\n                                                                       il faut avant tout avoir un cœ ur qui sen te, doublé d’une\ndédicace de l’auteur à G eorges Ramaekers.\n                                                                       intelligence assez grande pour comprendre ce que le\n     En souvenir, oui en souvenir du clair pays de H al,\n                                                                       cœ ur sent, et enfin une volonté assez forte pour m ettre\na u x dévotions fermes, aux grands prés verts, aux bois\n                                                                       à exécution le travail, fruit de l ’intelligence qui a pour\nsi doux et aimés où l’on rêve de longues heures, en\n                                                                       racine le cœ ur ou le sentiment.\nsouvenir de bonnes ballades en pleins champs.\n                                                                           T e l était W agner, et tels doivent être tous ceux qui\n     O n devine en l’auteur un grand épris de la nature ;\n                                                                        veulent être créateurs d’une œ uvre d’art.\net son verbe choisi et coloré, sa phrase bien braban­\n                                                                           Il faut sentir par le cœur, pouvoir par l'in telligence\nçonne peint délicieusem ent. « M ais bientôt voici la\n                                                                        et agir par la volonté                    He n r y He n g e .\ncampagne, la grande plaine aux futures récoltes douce­\nment remuees par le vent, des champs de colzas d’or                                                 A\net de trèfle incarnat où butinent fiévreusem ent les                    Samedi, 22 janvier, une intéressante soirée donnée\na b e i l l e s . De clairs appels de coqs se répondent dans          par le cercle artistique « L ’aube » (section III).\nl ’ a i r sonore et, dans les prairies grasses et fleuries de           T rès bon program me : des œ uvres de Bach, Chopin,\nmaguerites, des vaches broutent l ’herbe tendre. »                    Berlioz, W agner, Vincent d’Indy, Schubert.\n      Sa foi pure et forte l ’auteur nous la dit en procla­             M . A rlo ti-E rco le nous a, comme toujours, étonné\n mant celle des pèlerins «            la foi sublime des pèle­        par son brio, insoucieux de sentiments; M. S ch w artza\n rins éclatant en cet hym ne que les générations redisent             eu un jeu savant et expressif en exécutant du Schubert\n à travers le temps, saluant en Marie, pleine de grâce,               et du Chopin. M . Verboom a une voix bien tim brée et\n mère de Dieu, sa virginale m aternité; E toile du matin,             sym pathique — de la dureté dans la diction, peut-être.\n T o u r d’ivo ire! maison d’or!                                      Nous l ’avons aimé dans le magnifique P r eislied des\n                                        E u g è n e H e r d ie s .    Maîtres Chanteurs.\n                                                                         Enfin M me Feltesse-Oscom bre, de son admirable voix\n   L ivres reçus : E d g a r B a e s : Cantique de Spectres.—         de soprano, nous a détaillé trois charmantes choses :\n E d o u a r d N e d : Mon jardin fleuri. — V i e r s e t : Vers\n                                                                      Printemps trouvé, à la Violette, Absence qu’elle a dit\n les lointains. — P a u l J a s p a r : D u vieux, du neuf. —         avec un charme pénétrant et surtout une berceuse (non\n G e o r g e s R a m a e k e r s : L 'Hymnaire du printemps.\n                                                                      portée au program m e) dont elle a fait une absolue\n"}, {"page_pdf": 49, "page_imprimee": 30, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 4496, "texte": " 30                                                       LA GERBE\n\nm erveille de sentiments délicats, de tendresse et de             V. Christesen, G . Gandermak, A . B uli, tous artistes\nsollicitude aimante.                                              S c a n d in a v e s .\n  Bonne soirée donc et de bel intérêt artistique.                   A noter encore, dans cette livraison, des paysages\n                                                                  de M. W allace Rim ington, des illustrations de livres\n                               *\n                                                                  de M. L aurence Housman, une couverture de revue\n  Il va paraître à Berlin une publication intéressante :          due à M. M uchu.\nplusieurs mélodies pour carillon du maître J. S. Bach,              M M . R ocoe, M ullins, M ary T o w go od , J. Y o u n g\nmélodies recueillies par le directeur de musique de la            H unter, E .-G . E llis, A lfred T u rn er, J .-S . E land,\ncour de Pressau.                                                  M .-E . Thom pson, B . Clem ens, S. A ttk in et D .-R .\n                              *                                   Claque sont bien représentés.\n  Une manifestation de sym pathie en l’honneur de\nJoseph Dupont, aura lieu au mois de mai, après la                    S T U D I O . — L a livraison de jan vier est absolum ent\nclôture des concerts populaires.                                  remarquable.\n                                                                     Dans un article consacré au peintre G érald M oira\n                                                                  l’on admire de superbes planches, reproductions de\n  A l a G r a n d e H a r m o n i e . — E xécu tion à la soirée   quelques œ uvres de ce grand artiste.\ndu 17 janvier, d’une œ uvre de Henri H enge (tableau                 De charmantes façades et un intérieur d’un co ttage\nmélodique) où pleurent harmonieusement les chants du              dû à l ’architecte de talent A rn old M itchell.\npoète qui s’en va rêveur, tandis que les anges chantent              L es dessins de ferronnerie de M. H .-S. P ep per nous\npour lui leurs doux cantiques à la V ierge.                       sem blent un peu rococo.\n  L a mélodie est douce, conçue dans un sentim ent de                De belles lithographies du maître Steinlein.\npiété calme ou suppliante, comme dans la belle prière                U n e étude rem arquable de Forain.\n                                                                     Dec œ uvres de M M. J .-E . James, M ax K on er,\n                 Jésus d'anges et de Marie\n                                                                  W ako B u ko v a c , H an s T h o m a , C harles Sprague\n                 E n robes d’étoilesfleuries\n                                                                  Pearce, W ilh elm M üller, M ax Pietschm ann, V irg in ie\n                 Souriez-moi...\n                                                                  Breton, Per H usselberg, Fernand K hnopff, A lf. W a l ­\nqui est d’une belle envolée émotionante.                          lander, A . A nderson, M lle Bonnier, D .- Y . Cam eron,\n   De beaux passages aussi pour orgues, violons et                H .-R . W yse.\nflûtes dont les ressources, bien comprises, produisent\n                                                                                               *\ndes effets souvent délicieux.                                        L A L U T T E nous donne un num éro de N oël\n   E n somme, une œ uvre bonne et fertile en promesses.           ravissant. U n jo li ex-libris sur la couverture, un\n                                                       p . R.     délicieux croquis de G eorges Ram aekers, de bons\n                                                                  vers et de bonnes proses.\n                                                                     A lbert-Jounet : Nativité, des vers de belle envolée\n                                                                  G eorges Virrès : U n beau conte. Des vers de G eorges\n                                                                  Rodenbach, dont nous reproduisons ceux-ci :\n                                                                        L e soir tombe, prions pour les pauvres malades.\n                                                                        J e songe à ceux des salles d’hôpitaux,\n                    "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-031", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 30, "page_fin": 31, "titre_corps": "Les Revues", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "Les Revues Pâles sur l'oreiller de l", "ancre_fin": "aisso n s. H. r .", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "Çà et là A p rè s l ’e x p o sitio n d e M M", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 49, "page_imprimee": 30, "debut_caractere": 4496, "fin_caractere_exclue": 7344, "texte": "Les Revues                                          Pâles sur l'oreiller de leurs lits sans rideaux,\n                                                                        Qu'on n’appelle p lu s que d’un numéro.\n\n   T H E A R T I S T . — Dans son numéro de janvier 1898            U n conte intéressant de P o l D emade. D ’Edoüard\npublie des œuvres de M . W illiam H yde, paysagiste               N ed, de beaux vers. U n e curieuse étude de M aurice\nde grand talent. MM. Jean Baffier, M ucha, Carabin,               D ullaert. U n conte de G eorges O udinot, où flotte la\n                                                                  nostalgie de ses Noëls lointains. L a Prière des Inquiets,\nFantin-Lacour, L ucien M onod, sont bien représentés\ndans ce numéro.                                                   d’A lbert B erthel, évocatrice et bien suppliante. U n\n   L es panneaux décoratifs de M . Patten W ilso n sont           conte d’un beau colorism e, d’E ugèn e H erdies. U ne\ntraités avec vigueur et ses figures laissent une im pres­         prose à portée sociale, de G eorges Ram aekers.\n                                                                                               *\nsion fort bonne.\n   Dans l ’article consacré au « M ouvem ent pré-raphaé ­            M E R C U R E D E F R A N C E . — E tude de L éon\nliste », à noter les œuvres de M M . J .-E . M illais,            B lo y , sur les lieu x communs, étude profonde, originale\nA rth ur H ughes et surtout celles de Dante G abriel              et toujours traitée avec son engueulem ent spirituel.\nRossetti.                                                         Bons vers de E m ile M étrol. Masques, par V allonton\n   Remarquons encore, dans ce numéro, les dessins de              et R em y de G ourm ont, de : V allette, M ax E lskam p,\nM M . D. J. Cameron, Rosa W allis.                                M ozel, M arcel Schw ob et l’auteur de la Tête d’or.\n   A relever dans le numéro de février 1898 de The                                             *\nA rtist, de remarquables reproductions des toiles de\nM. A rth u r H acker. Des illustrations de M . E . R och er         L 'A U B E . — Des vers parnassiens de Charles\nD eux panneaux décoratifs absolum ent beaux de L ouis             Viane, qui sont d’un bon poète, et de l ’excellen te\nRhead. Des œuvres de M M . Dammonse, V alère B er­                prose du maître C am ille Lem onnier.\nnard, Patten W ilson, F ix Massau. D e jo lies choses                                          *\nd’art appliqué dues à M M . E. W ennerberg, A lf. W a l ­           L A P L U M E . — De belles reproductions de cartes\nlander, P. K roh n, C . Block, S. G iöbel Co, A . L in d e ­      de visite illustrées, et quelques vers assez bons de\ngren, J.-A . H allin , M . M ichelsen, G .-F . Carlm an           G eslain.\n"}, {"page_pdf": 50, "page_imprimee": 31, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 1337, "texte": "                                               REVUE          D ’A R T      ET     DE LIT TÉ R A T U R E\n\n    S P E C T A T E U R C A T H O L I Q U E . — Q u e lq u es                         D e b o n s p o r tra its , e n tr e a u tre s ceu x d u s c u lp te u r\nb e au x v e rs b ien c h ré tie n s d e L o u is D e n ise e t de                 W e ig e rs e t d e M . M a th ie u . P o u r ta n t, je p ré fè re ses\nV ic to r K in o n . In té re s s a n te é tu d e d e C h a rle s M o rice         in té rie u rs d ’é g lise s, si p lein s d e m y stè re e t d e re c u e il­\ns u r la foi d u p o è te V e rla in e .                                           le m e n t, e t ses v ie u x lo g is p itto re sq u e s.\n                                                                                      E n fin M . M ig n o t ex p o se des c ro q u is s p iritu e ls e t des\n                                                                                   p ro je ts d ’affiches a u x lig n e s b iz a rre s q u e n o u s lui c o n ­\n                                                                                   n aisso n s.\n                                                                                                                                                             H.    r .\n\n\n\n\n                              "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-032", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 31, "page_fin": 32, "titre_corps": "Çà et là", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "Çà et là A p rè s l ’e x p o sitio n d e M M", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 50, "page_imprimee": 31, "debut_caractere": 1337, "fin_caractere_exclue": 10026, "texte": "Çà et là                                                  A p rè s l ’e x p o sitio n d e M M . W e ig e rs, V erd u ssen ,\n                                                                                    J a n ss e n s e t M ig n o t, le « C e rcle A rtistiq u e » n o u s\n   J u le s M o n tig n y , l ’e x c e lle n t p e in tre p a y sa g iste e t       m o n tre des œ u v re s d e M me J e n n y B e rn ie r-H o p p e ,\na n im a lie r, v ie n t d e re m p o rte r u n e m éd a ille d ’o r à l ’ex ­      M M . G eo B e rn ie r e t E d o u a rd E lle .\np o sitio n d e P a ris, se c tio n des b e a u x -a rts.                               M me B e rn ie r-H o p p e a u n te m p é ra m e n t d e c o lo riste ;\n                                                                                    ses iris s o n t d ’u n e b e lle c o u le u r v ib ra n te e t d ’u n e p â te\n                                                                                    g ra sse e t ferm e.\n   L a Réforme re p ro d u it le c ro q u is du p ro je t de m éd a ille\n                                                                                        M . B e rn ie r ex p o se d e fo rt b o n n e s to ile s.\np o u r n o tre e x p o s itio n d é fu n te ; b e lle c o n c e p tio n , d u e\n                                                                                        S o u Quadrige brabançon e s t de to u te b e a u té . Q u a tre\nau ta le n t é v id e n t d e M . L ag a e.\n                                                                                    c h e v a u x , c o n d u its p a r de ru d e s p a le fre n ie rs ,s ’é la n c e n t\n                                                                                    e n p le in so leil, se d é ta c h a n t av ec v ig u e u r su r u n fond\n    M . O m e r C o p p e n s a c o m p o sé, e n s ty lis a n t de ra v is­        d e fe u illag e so m b re.\ns a n ts so le ils, la d é lic ie u se affich ette d u c e rc le « P o u r              L a Rue de l ’Equarisseur e st aussi u n e b o n n e to ile ,\nl ’A r t », d o n t n o u s p a rle ro n s e t d o n n e ro n s des re p ro ­       dans u n se n tim e n t tris te .\nd u c tio n s d a n s n o tre second n u m é ro .                                       C ito n s é g a le m e n t le Taureau e t l 'Attelage brabançon.\n                                                                                        Q u a n t au p o r tra it du cap itain e-c o m m a n d an t d e R ...,\n                                                                                    n o u s a u rio n s c e rta in e m e n t p ré fé ré ne pas le v o ir.\n    D e u x a rc h ite c te s v ie n n e n t d ’ê tre décorés c o m m e                 L e s a q u a re lle s d e M . E d . E lle so n t bien la v é e s,\na u te u rs des p la n s de c o n stru c tio n s é le v ée s e n sta f à            q u o iq u e u n p e u tro p po u ssées d a n s la n o te v io le tte e t\nl ’e x p o sitio n d e B ru x e lle s 1897.                                         b leu e .\n    C o p io n s e t c o n stru is o n s e n p a p ie r m âch é !                       Il e st c e rta in e m e n t p lu s facile de m e ttre u n to n fra n ­\n                                                                                    c h e m e n t bleu o u v io le t, q u e d ’en re c h e rc h e r to u te la\n                                                                                    finesse, to u t l ’in d éc is.\n   L e sa lo n d e la « L ib re e sth é tiq u e » s’o u v rira , com m e                                                                                     H . R.\nles a n n é e s p ré c é d e n te s, v e rs la fin d e fé v rie r, d a n s les\ng a le rie s d u M u sée m o d ern e de p e in tu re .\n                                                                                       D e p u is q u e lq u e te m p s, n o tre b e lle c ap itale se p a re\n   C e sa lo n s ’a n n o n c e c o m m e d e v a n t ê tre u n d e s p lu s\n                                                                                    d ’u n c a ra c tè re e s s e n tie lle m e n t n o u v e au .\nin té re s s a n ts d e la saison.\n                                                                                       D e b e lle s c o n stru c tio n s e t d e g ra n d s m agasins\n   D es e n v o is o n t é té faits de F ra n c e , d e H o lla n d e , d ’A n ­\n                                                                                    m o n tr e n t d éjà c o m b ien c e tte b e lle ren aissan c e de l’a rt\ng le te rre e t d ’A lle m a g n e . C es d e rn ie rs s u r to u t p r é ­\n                                                                                    e st a v an c ée . N o u s so m m es h e u re u x d ’a p p la u d ir les\ns e n te n t u n g ra n d in té r ê t, en ce sen s q u e les a rtiste s\n                                                                                    n o v a te u rs, M M . H o r t a e t H a n k a r.\na lle m a n d s d ’a v a n t g a rd e s o n t à p e u p rè s des in co n n u s\n                                                                                       S e u le m e n t, b e au c o u p d ’a rc h ite c te s et d ’e n tre p re ­\np o u r n o u s.\n                                                                                    n e u rs c o p ie n t à p le in e s m ain s e t ne ré u ssiss e n t q u ’à\n                                                                                    im ite r p ite u s e m e n t ces b e lle s œ u v re s.\n    A u C e r c l e A r t i s t i q u e . — T rè s in té re s sa n te e x p o ­        N o u s su p p lio n s ces m essieu rs d e bien v o u lo ir c h e r­\ns itio n d e M M . W e ig e rs , V e rd u ssen , J a n ss e n s e t M ig n o t.     c h e r a ille u rs e t de n o u s é p a rg n e r le tris te sp e c ta cle\n    Q u a tr e je u n e s q u i n o u s d o n n e n t des oeuvres d ’un             d ’u n e c o p ie m al faite. C h aq u e fois q u ’il n o u s sera\nin té r ê t m arq u é .                                                             d o n n é de c o n s ta te r u n cas n o u v e au , n o u s n e n o u s\n    M . D é siré W e ig e rs a d ’e x c e lle n ts m o rc e a u x . U n             fe ro n s pas fa u te d e le sig n a le r. P e u t ê tre le zèle p la ­\nSaint M ichel (iv o ire ) qu i, d ’u n beau g e ste e n th o u s ia ste ,           g ie u r d e ces m essieu rs e n sera-t-il d im in u é .\nte rra s s e le d ra g o n . — L e s Rameaux, sim p le g ro u p e ,                                                           *\np ris s u r le v if ; u n e fille tte , le to rse lé g è re m e n t r e n ­\nv e rsé , s e rra n t c o n tre e lle u n p o u p o n q u i so m m e ille , e t        F a ç ad e s d e la ru e C o u rb e (m o n ta g n e d e la C o u r).\nte n d a n t u n e b ra n c h e de buis.                                            B ien des re g a rd s o n t é té a ttiré s ces d e rn ie rs te m p s p a r\n    R e m a rq u é sp é c ia le m e n t u n b a s-re lie f : u n e v ieille         u n p la n -ty p e e x p o sé d a n s c e tte d e rn iè re ru e ; p ré s e n té\nfe m m e c o u rb é e so u s so n fag o t e t m a rc h a n t p é n ib le ­          p a r u n a rc h ite c te ou e n tre p re n e u r ( le d e r n ie r m o t\nm e n t. M . W e ig e rs sy m b o lise en e lle la Souffrance.                      se ra it, je crois, p lu s lo g iq u e ) qui n ’a pas d a ig n é sig n e r\n    M . V e rd u sse n a d e b o n s p a y sa g es, q u o iq u e un p e u           son œ u v re — je p a rle ici des p lan c h es.\nm assifs, p o u rta n t, e t m a n q u a n t p arfo is d 'a ir.                        O n y re m a rq u e en g ra n d e s le ttre s : P la n p o u v a n t\n    S on Etang en Brabant e st d ’u n e b e lle v e n u e ; l ’eau                  c o n v e n ir à u n e des m aisons a y a n t 7m50 d e façade.\nen e st b ien re n d u e , m ais les lo in ta in s b leu s so n t e x a ­              V ra im e n t, il se ra it à lui c o n se ille r d e ne pas d o n n e r\ng é ré s d ’in te n s ité . U n Lever de lune e st d a n s u n e n o te             su ite à son p lan .\nd o u c e e t re p o sa n te .                                                         C e d e v is, n o u s le sav o n s b ien , e s t de b o n n e te c h ­\n    M . Ja n ss e n s a u n e e x p o sitio n trè s re m a rq u a b le , ta n t     n iq u e ; aussi bien n e p ré te n d o n s-n o u s n u lle m e n t q u e\np a r le n o m b re q u e p a r la q u a lité .                                     ce so it q u e stio n se c o n d aire, m ais il y a ici c e rta in s\n"}, {"page_pdf": 51, "page_imprimee": 32, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 5307, "texte": " 32                                                   LA GERBE\n\n motifs d’art qui, vraim ent, dans les plans sont                  C ’est très bien de vouloir faire moderne et décoratif,\n pitoyables.                                                    mais encore ne faut-il pas pour cela faire un horrible\n   C e qui convient de faire, c ’est d’élever dans cette rue    m élange de style, de mauvaises com préhensions et de\nnouvelle des constructions en concordance avec les              modernités.\n temps nouveaux.                                                  Com m e, par exem ple, la « Maison de B lanc », où la\n   Q uel triomphe pour l ’architecture moderne, quelle          majolique, belle vraim ent, s’étale sur une construction\nbelle palme de compréhension et d’initiative à décerner         disproportionnée, à l’entrée lourde, œ uvre d’un archi­\naux dirigeants, si l ’on pouvait faire de ce quartier une       tecte de bon vouloir, peut-être, mais aussi par trop\n vraie conception d’architecture nouvelle, une centrali­        commerçant.\n sation d’art à la rue, une popularisation.\n   Puissent nos architectes modernes y faire briller leur\noriginalité, la logique de leur construction, la beauté         Inauguration bientôt (24 avril 98), d’une statue en\nde leurs conceptions.                                          mém oire d’E ugèn e D e la cro ix , à Charenton-Saint-\n   Nous espérons ne pas vo ir rem placer les maisons de        Maurice.\njadis par d’autres qui les surpasseraient en... horreur.\n   Pourquoi dém olir alors ? restaurons !\n                                                                 V u, boulevard Anspach, une regrettable vitrin e de\n                                                               papeterie ; pour faire beau, l ’auteur a n égligé de faire\n  N ul doute que l ’exquise ?! décoration extérieure du        constructif et n’a réussi qu’à produire, chose inévitable,\nRadjah (nous ne dirons rien de l’intérieur, trop prudent       une œ uvre absolum ent illogique.\nque nous sommes pour nous y être aventuré) n’attire\nen foule nos aimables mondains et mondaines. On sait\nque, pour plaire à ce m ilieu raffiné, il faut faire laid,        A propos de la miniature de l’abbaye de V illers, qui\nroccoco, et plus platem ent quelconque qu’on ne pour­          sera placée sous peu au musée du Cinquantenaire, une\nrait le supposer.                                              phrase à méditer, d’un des membres de la commission\n  L ’auteur de ce lourd morceau n’a que trop bien              spéciale chargée d’inventorier les fouilles pratiquées à\nréussi.                                                        V illers :\n                                                                 « Q uelle chose plus grandiose, en effet, que cette\n  A propos du Radjah encore, cela nous a été une sur­          » admirable église, pouvant servir n e v a r i e t u r pour\n                                                               » les monuments à construire dans l'avenir , ou du moins\nprise agréable de vo ir la charmante affichette qu’H enri\n                                                               » d’inspiration p ou r les architectes. »\nM eunier composa pour cette honorable maison.\n  T ous nos lecteurs auront apprécié comme nous le               Pourquoi pas le plagiat pur et sim ple ?\ncharme distingué de la fumeuse indienne, à l’exquise\nindolence, et, comme nous, auront applaudi au talent\ndu jeune maître.                                                 Il existe des règlem ents qui interdisent aux em ­\n                                                               ployés d’adm inistrations publiques d’élaborer des\n    Il y a des gens étonnants !                                plans pour les particuliers.\n    N on contents de posséder une infecte maison                 Or, de nombreuses constructions sont élevées d ’après\nplâtrée et bête au possible, ils s’ingénient encore à          des plans dressés par ces m essieurs. In utile d’ajouter,\nl ’enlaidir — si possible, toutefois.                          n est-ce pas, que ces architectes d’occasion ne pré­\n    Exem ple, ce brave homme qui vient d’im aginer de          sentent au public que des œ uvres sans art et aussi illo ­\n                                                               giques que possible.\nplaquer à sa façade je ne sais quels longs serpentins de\nbois, tordus d’agréable façon et qui, soigneusement               C eu x à qui incom be le soin de faire observer ces\npeinturlurés, produisent le plus hilarant effet. Pour          règlem ents seraient-ils assez bons pour nous dire le\nadmiration conform e, vo ir rue Jean Stas, près avenue         m otif de cette étrange com plaisance, si désastreuse\nLouise.                                                        pour nos jeunes architectes épris d’art nouveau et\n                                                               luttant pour leur idéal ; et messieurs les fonctionnaires\n                                                               n' auraient-ils pas l’extrêm e obligeance de laisser là des\n  Il est vrai, m alheureusement, que sem blable illo ­         choses auxquelles ils s'entendent aussi bien qu’un\n isme se rencontre un peu partout, à Bruxelles.                sourd à faire de la musique.\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-02-15-n1-033", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": null, "page_fin": null, "titre_corps": "Annonces", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "\" LA LUTTE \" revue catholique d ’art Directeur", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 52, "page_imprimee": null, "debut_caractere": 10, "fin_caractere_exclue": 2950, "texte": "LA LUTTE \"                                     revue catholique d ’art\n Directeur: G. RAMAEKERS,114 rue Franklin Secrét. de rédaction : Edouard NED, 34,rue du Conseil ,Bruxelles\n                                                                                       paraît\n\n\n                           ART                  &       D ÉC O RA TIO N\n L a livraison : 2 francs                 R evue mensuelle d’Art moderne                        Un    an:   20 francs\n               D i r e c t e u r : T h i é b a u t - S isson ,       13, rue Laf a y e tte, P a r is\n\nTHE STUDIO RevueLa livraison\n                   anglaise  1\n                                     d’Art etdeDécoration\n                               50. —Un an 18 frs.                             fr.\n                              5 , Henrietta Street, Covent Garden, L O N D R E S\n\n                                                         TH E                  A R T IS T\nRevue anglaise d'A rt & de Décoration. — La livraison, 1.50 f r . ; un an, 18 francs.\n        ,\n       2 W ith e h a ll Gardens, L O N D R E S              — 1 , Boulevard des Capucines, P A R I S\n             D E K O R A T IV E K U N S T\n                        Revue allemande d’A r t décoratif moderne, éditée à Munich\n\n\n  Deut s c he K u n st u n d Dekor a tio n\n                                                R evue d’A r t décoratif allemand,           éditée à D a rm stadt.\n\n\n                              ONS’ABONNE A CES RÉVUES CHEZ\nMM. DIETRICH & Cie, E diteurs d’Art\n                                                  MON T A G N E                            D E LACOU R B R U X E L L E S\n\n\n             L’Effort\n                           REVUE MENSUELLE D’A R T .                  —     DIRECTEUR : J E AN V I O L L I S\n                                                                3, Rue Sainte-Germaine, P A R I S .\n\n\n             L a P r o v i n c e N o u v e lle\n     d ir e c te u r   :   L aurent          SAVIGNY. 43,            r u e d e p a r is,    Au x e r r e\n\n\n             L’Œuvre\nREVUE MENSUELLE D'ART. — DIRECTEUR                               : JU\n                                                                    L ES   NADI,      V ALENC E -SU R - RHONE\n\n\n             De V la a m s c h e S c h o o l\nrevue        m e n su e lle    d ’a r t     e t DE LITTÉ R A T U R E . — Directeur : P O L DE MONT\n                                                    Rempart de l a P o r t e du Rhin, A N V E R S\n\n\n Vient de P a ra ître\n                 AUBES ET CRÉPUSCULES\n                                      par        PROSPER             R O ID O T\n\n             francs                                                   Beau volume in-1 2 carré sur papier fo r t\nP r ix : 2                                               avec titre et frontispice pa r E lie R O I D O T\n                                          E N V E N T E C H E Z L E S P R IN C IP A U X L I B R A IR E S\n"}, {"page_pdf": 53, "page_imprimee": null, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 119, "texte": "          P . - L . M O L IT O R * I M P R I M E U R -\n\nÉ D IT EU R   *   RUE LONGUE         V IE      36 *\n\nBRUXELLES\n"}]}], "pages_ocr_originales": [{"page_pdf": 6, "texte": "1 r e A N N E E . N° 1                                                                                            15 F E V R IE R - 1898\n\n\n\n\n                                                 SOMMAIRE:\n                                       L A D IR E C T IO N : Notre but.\n                                       E . H . : Concours de couverture.\n                                       P R O S P E R R O ID O T : Une très courte histoir e\n                                                       d'amour.\n                                       G IS B E R T G O M B A Z : Notes sur la faune au\n                                                      point de vue décoratif.\n                                       E U G È N E H E R D IE S : A la Dame a u x Irènes\n                                                      d'or.\n                                       T . R IA U : T ravaux d 'a rt moderne.\n                                       G E O R G E S R A M A E K E R S : Des origines reli-\n                                                       gieuses de l’architecture.\n                                       JE A N D R È V E : Chanson d'aimer,\n                                       P O L A M : Corporation d’architecture et d 'a n\n                                                     appliqué.\n                                       P , R . : Concours de boites aux lettres.\n                                       L É O N B O C H O M S : Note sur l'ameublement,\n                                       A . V . W . : Concours pour la construction d ’une\n                                                      école à-Etterbeck.\n                                         Chronique musicale — Les Livres, — Les Revues.\n\n\n\n                                                      ILLUSTR ATIO N S .\n                                       de M M . P a u l H a n k a r , A d o l p h e Cre spin\n                                           Léon G o v a e r t s , L é o n B o c h o m s\n                                                   A rm an d V an W a e s b e rg h e\n                                            E l i c R o id o t, G u s ta v e S t r a u v e u\n                                                      L o d e w ij k S t e y a r t\n                                             P a u l H a me s s e , W i l l e m H o l s\n                                                           A le x is C r a p s\n\n\n\n\n                           CE NUMERO CONTIENT QUATRE HORS-TEXTE\n          de     P a ul   H ankar,   Léon     G ovaerts,                A dolphe               Crespin,   É lie    R oidot\n\n\n\n       Le numéro : 1 franc\n"}, {"page_pdf": 7, "texte": "             LA GERBE\n                                         Revue mensuelle d’A rt décoratif & de Littérature\n     Directeur : P ro s p e r R O ID O T , 2 1 2 , Chaussée de W aterloo.\nSecrétaire de Rédaction : E ugène H E R D IE S, 31, Rue de la Commune.\n                                                 BRUXELLES\n\n                                C O M IT É          DE       D IR E C T IO N :\nL é o n B o c h o m s , rue de la Pépinière, 7. —             E u g è n e H e rd ie s. — G e o r g e s R a m a e­\n     k e r s , rue F ra n klin , 114 . — P r o s p e r R o i d o t . — G u s t a v e S t r a u v e n , ch a ussé e\n     de Louvain, 304. — A r m a n d V a n W a e s b e r g h e , rue d’ Irlande, 99.\n                                             B R U X E L L E S\n\n                      P R IN C IP A U X             COLLABORATEURS :\nA l l a r d . — E d g a r B a e s , — F ir m in B a e s . — A l b e r t B e r t h e l . — P. B r a e c k e . —\n  M.-J. C a n e e l . — C a s t i l l e . — A l b e r t C i a m b e r l a n i . — M a r i e C o l l e t t e . — Gis-\n  B E R T C O M BAZ     — O M ER CO PPEN S. —            A L E X IS   CRAPS. —       PO L CR APS, —        A DOLPH E\n  C r e s p i n . — E r n s t D e l t e n r e . — D e V r i e s . — Je a n D r è v e . — A l b e r t D u e s b e r g .\n  — O M ER D lE R IC K X . —         F I C H E F E T . — M A U R IC E   G OO SSEN S —       LÉON G OVAERTS. —\n  A . G r o o t h a e r t . — P a u l et G e o r g e s H a m e s s e . — P a u l H a n k a r . — A l e x a n d r e\n  H a n n o t i a u . — H e n r y H e n g e ; — W i l l e m H o l s . — Ja c o b l — P i e r r e K e s s e l .\n  — Georges L emmen.               G e o r g e s M a r l o w . — L o u is M a s u r e . — O c t a v e M a u s .\n  — P a u l M u s s c h e . — E d o u a r d N e d . — H e n r i O t t e v a e r e . — E. P e l s e n e e r . —\n  E d g a r R i c h a u m e — E l i e et H e n r i R o i d o t . — A r t h u r R o g i e r s . — F r i t z S e e l ­\n  d r a y e r s . — S t r e b e l l e . — L o d e w i j k S t e y a e r t . — L o u i s St r u y s . —   E rnest\n   Va n d e r o o s t . — A r m an d      Va n    W aesbergh e. —            F é lix V e r s c h a v e . —       Via n -\n  d ie r . — Ju l e s N a d i .\n\n\n             ABONNEM ENTS\n     B E L G I Q U E : U n a n , 10 f r a n c s . — E T R A N G E R : L e p o rt en su s.\n    A dresser les abonnements à la Direction de la R evu e, 212, ch a u ssé e d e W a te r lo o , B r u x e lle s .\n\n\n             A D M IN ISTR A TIO N\n    Toutes les com m unications concernant le service de la revue (règlem ents, ch a n gem en ts d’adresse, e tc .)\ndoivent être adressées à l’éditeur, M. P . L . M O L I T O R , 36, R u e L o n g u e - V ie , B r u x e lle s .\n\n\n             R É D A C TIO N\n    T outes les communications concernant la Rédaction de la revue (rectifications, manuscrits, documents,\ndessins, photographies) doivent être adressées à la D irection, 212, ch a u ssé e de W a t e r lo o , B r u x e lle s . —\n    L es manuscrits non insérés ne sont pas rendus. — Il sera donné un com pte rendu de tout ouvrage dont un\nexem plaire parviendra à la D irection.\n\n\n             R E P R O D U C T I O N D ’A R T I C L E S & D E G R A V U R E S\n    L a reproduction des articles, dessins et gravures est absolument interdite, même avec indication de\nsource de provenance, à moins d ’une autorisation de la D irectio n .\n    N . B . — Les auteurs sont seuls responsables de leurs écrits.\n\n\n              PU B LIC IT É\n   Pour les annonces, réclames, etc., à insérer dans la R evu e, demander les tarifs spéciaux et rensei­\ngnem ents à l'Éditeur, M . P . - L . M O L I T O R , 36, ru e L o n g u e - V ie , B r u x e lle s .\n"}, {"page_pdf": 8, "texte": "L A G E R B E R e v u e d 'A r t d é c o r a t i f e t d e L i t t é r a t u r e\n\n\n\n\n                          S   o   m   m   a   i   r   e\n"}, {"page_pdf": 9, "texte": "                    LA GERBE\n                            Revue Mensuelle d’A rt D écoratif et de L ittératu\n                                                                             re\n\n         D irecteur :         P rosper        ROIDOT, 2 1 2 , Chaussée de Waterloo.\n  Secrétaire de R édaction               :   EugèneHERDIES, 3 1 , Rue de la Commune\n                                                    BRUXELLES\n\n\n                                     COMITÉ DE DIRECTION :\nL\nE\nO\nN B ochom s. —           E u g è n e H e rd ie s. —   G eo rges R am aekers. —    P rosper                        R o idon\n                         G u sta v e S tra u v e n . — A rm and V an W a esb ergh e.\n\n                             PRINCIPAUX COLLABORATEURS :\nLEO\n  NB o c h o m s . — M .- J . C a n e e l . — M a r i e C o l l e t t e . — G i s b e r t C o m b a z — E r n s t D e LTE\n— J e a n D r è v e . — A l b e r t D u e s b e r g . — H e n r i G é h o n . — L é o n G o o v a e r t s . — PL          A\n                                                                                                                          U\nG e o r g e s H a m e s s e . — P a u l H a n k a r . — H e n r i H e n g e . — E u g è n e H e r d i e s . — Wi\n H o l s . — G e o r g e s M a r l o w . — L o u is M a s u r e . — P a u l                M u s s c h e . — E d . NED\n E . P e l s e n e e r . — G e o r g e s R a m a e k e r s . — E l i e e t H e n r i R o i d o t . — P r o s p e r R td   o\n                                                                                                                          i\n — F r it z Se e l d r a y e r s . — L o d e w ij k St e y a e r t . —           G u s t a v e St r a u v e n . — E     R\n                                                                                                                        N\n                                                                                                                        EST\nVa n d e r o o s t . —    A rm and    V a n W a e s b e r g h e . — A im é      Van     W aesbergh e.\n\n\n\n\n      P\n      ourquoi       fonder une Revue d ’Art décoratif?\n                   Parce que, en ce temps de renouveau                                        pour       l’Art      décoratif\n\nénerg ique a ffirmation d un Art nouveau, original, nous croyons qu' un organe:\nn\nu\n-e, actif, épris de compréhensions modernes, confiant en son avenir,\ntison d’être, sa mission, qu ’il comblera une lacune véritable, surtout dansun\n         comme le nôtre, où sans cesse se révèlent des talents nouveaux, et\n    un artisan utile de l’Œ u v r e régénératrice d ’Art, tentée au nom de la B eau  té\n    tique si longtemps oubliée.\n             Le siècle qui finit, nous le répétons, fut un siècle d ’indifférence\n         architectural et décoratif ; la Laideur semblait érigée en principe, en condin\n                                                                                      o\n                                                                                      it\n  en\n   isqua non de l’Architecture ; et l’on finissait par croire que tout avait étéd     it\n  la matière, q u ’il n ’y avait plus rien à faire, rien à tenter, et que l'on devait\n    estim  er très heureux d ’avoir d ’illustres devanciers à piller. Nos villes atroces\n       façades plâtrées, nos monuments platement pastichés, tout annonçai\n    p\n    ércditude, l’impuissance finale et irrémédiable.\n             Chose étrange : des Ecoles se créaient et polémiquaient à savoir\n       : copier, plagier le plus servilement telle ou telle Architecture, et nul\n         ait que ces anciens, si justement admirés, avaient pour grand princiep\n       a\n       v nt tout, pour être artiste, il faut être créateur. Ce siècle aura eu de bons\n         es peut-être, mais pas ou presque pas d'artistes.\n             Mais heureusement, il s’en va, tout cahotant, vers sa fin, prendre pite\n          auprès de ses grands aînés, qui auront peut-être la charité de le faire\n       oublier, caché qu' il sera par la grande ombre de leurs Merveilles d ’Art\n             Et déjà des artistes vrais se révèlent, s’orientent, secouent le fatras\n       n\n       evo\n         c tions, et, confiants en l’avenir, sachant bien q u ’en Art il n ’y a pas\n"}, {"page_pdf": 10, "texte": "          P. L. MOLITOR, Editeur\n                                36, Rue de Longue-Vie, B R U X E L L E S\n\n\n        la L u t t e\n                                                   R ev u e     C a t h o l iq u e           d ’A r t\n\n             Directeur:    G eorges     RAMAEKERS,            114 , R ue F r a n k l i n .\n         Secrétaire   de Rédaction : E d o u a r d      NED.     34 , rue du Conseil.\n                                  B R U X E L L E S\n\n\n\n                            P   r o s p e r         R   o i d o t\n\n\n\n\nAUBES & CREPUSCULES                     ( P o è m e s )\n\n Beau volume in-12 carré, sur papier fort, avec titre et frontispice par E l i e R o i d o t\n                                   Pr ix   : 2 FRANCS\n            On souscrit chez l'Auteur : 212,   Chaussée de Waterloo, B R U X E L L E S\n\n\n\n\n                  A r t & Décor a t io n\n             Revue mensuelle d’Art moderne, 13, rue Lafayette, P A R I S\n\n\n\n        L ’ E f f o r t                                         D irecteur :       JEAN         VIOLLIS\n\nREVUE   M EN SU ELLE      D'ART\n                                        3, R U E    SAINTE-GERMAINE,              TOULOUSE\n\n\n\nLA        PROVINCE                         NOUVELLE\n                                               Directeur: L A U R E N T S A V I GN Y\n        RUE     DE    PARIS,      43,   AUXERRE\n\n\n\n     L ’EIRMITAGE\n                                                     Di rec teur   :   EDOUARD          DUCOTÉ\n        R u e Som m erard, 16, P a r is\n"}, {"page_pdf": 11, "texte": " formules définitives, fermement convaincus que l ’on peut rêver encore ajouté\nune pierre au grandiose m onum ent de l’A rt, cherchent, retournent au x sources\nvives de l'Inspiration, la Nature, créent des oeuvres fortes, émeuvent et s’imposen     t\nà l ’admiration.\n           A ceux-là, L A G E R B E sera fière, toujours, de crier son admiration et\nses bravos.\n           Puisse sa clameur enthousiaste couvrir les grognements jaloux des pontifes\nobèses, dérangés dans leur laborieuse digestion de théories apprises et d ’originalité\ntoute faite.\n          Donc, et pour nous résumer, nous dirons que : Grouper, souten            ri\nencourager les jeunes talents, quels q u ’ils soient, donner un organe actif, véritab le\nlibre tribune de notre renouveau d ’A rt décoratif, à nos jeunes décorateurs\narchitectes, isolés et si complètement livrés à leurs propres forces et initiatives\nalors q u ’un organe les renseignant sur tout événement les concernant leur serta   i\nde si profonde utilité, unir tous les Arts et non seulement en parler, mais\nfaire les éléments mêmes de la revue ; grouper ainsi les nom breux mouvemen         ts\nmodernes d ’Arts différents, se les faire connaître mutuellement en même ter\nq u ’au public, en un mot, faire Gerbe, tel est et sera toujours le but de la revue\n                        L A G E R B E étendra son programme à tous les domaines de l’A rt\n           architecture, ameublements, poterie, vitrail, ferronnerie, dessin uniquement d\n           (croquis, paysages, études), sculpture et, en partie importante, littérature. Il sra       e\n           parlé de tout, tout sera annoncé, discuté, présenté.\n                        L A G E R B E contiendra annuellement, outre ses 32 pages mensuelles de teste\n           plus de 200 planches et illustrations, dans et hors texte, accompagnant et expliqua       tn\n           les articles, reproduisant des oeuvres originales et inédites de nos meilleurs artistes\nlu\n a\n rsctn\n     'd\n     oeb\n       éivgb e l g e s p a r l e s procédés les plus artistiques, et. quoique s’occupant surtout d ’A\n                                                                                                    tr\n\n\n\n\nN.-B. Le prix de l’abonnement sera réduit à 8 fran cs pour tout abon\n                                                                   t\n                                                                   em\n                                                                    n\n                    souscrivant avant le 1er février 1898.\n\n                            BU LLETIN                                      DE                S O U SC R IP T IO N (1)\n\n              Je soussigné............................................................                                    ,..............................................\ndéclare souscrire à                          un abonnement de                               un        an        à la           revue           LA             GERBE,\np r ix de 8 fran cs (*), payables après réception de la 1re livraison.\n\n                                                    ,le.................. 189 .\n                                                                                                                               S IG N A T U R E E T A D R E S S E :\n\n\n\n\n    ( 1 ) P r iè r e d e r e n v o y e r c e p r é s e n t b u lle t in c h e z M . R o id o t, 2 12 , C h a u s s é e d e W a t e r lo o , S t -G ille s .\n     (   Apr ès l apparition du 1 er numéro, le p rix de l 'abonnement sera porté à 1 0 f r a n c s .\n"}, {"page_pdf": 12, "texte": ""}, {"page_pdf": 13, "texte": "MAISONS AVENUE LOUISE, 365-367, A BRUXELLES.   Paul H ankar.\n"}, {"page_pdf": 14, "texte": "                    LA GERBE\n                                      R E V U E D ’A R T D É C O R A T IF & D E L I T T É R A T U R E\n\n\n\n\n                                                      clastes; im putation d’im piété envers les grands\n                Notre but                             m aîtres passés nous sera faite sans doute.\n                                                      N ous le dîmes déjà dans notre manifeste :\n        C que n ou s dision s clans n o tre m an i­\n        E\n                                                      N ous croyons être plus respectueux et plus\n         feste, nous le répéton s ici :\n                                                      adm iratif des maîtres en nous im prégnant du\n              « Grouper, soutenir, encourager\n                                                      principe m ême qui les rendit grands et qu’on\n» les jeunes talen ts, quels qu’ils soient,\n                                                      lit si clairem ent dans leurs œuvres : P ou r\n» donner un organe actif, véritable libre\n                                                      être artiste, il fa u t être créateur ; plutôt que\n» tribune de notre renouveau d’art décoratif,\n                                                      ceux qui les copient, les pastichent — m ala­\n» à nos jeunes décorateurs et architectes,\n                                                      droitem ent souvent — et feraient volontiers\n» isolés et si com plètem ent livrés à leurs\n                                                      prendre en grippe les belles choses léguées,\n» propres forces et initiatives, alors qu’un\n                                                      par ceux-là m ême qu’ils veulent défendre.\n» organe les renseignant sur tout événem ent\n                                                         N ous admirons et nous vénérons ces beaux\n» les concernant leur serait de si profonde\n                                                      chênes vigoureux - toujours — mais ne faudra-\n» utilité, unir tous les arts et non seulem ent\n                                                      t-il pas d’autres chênes pour peupler les forêts\n» en parler, mais en faire les élém ents même\n                                                      nouvelles.\n» de la revue ; grouper ainsi les nom breux\n» m ouvem ents m odernes d’a r t , se les faire                                    L A D IR E C T IO N .\n\n» connaître m utuellem ent en m ême temps\n» qu’au public, en un m ot faire gerbe, tel est\n» et sera toujours le but de la revue. »\n    C ’est dire nettem ent notre intention de ne\npas nous spécialiser. Bien au contraire, à L a\nGerbe, l ’art, proprem ent dit, coudoiera fra­\nternellem ent l’art décoratif et appliqué ; la\nlittérature — ainsi que l’indique le sous-titre\nde la revue — y aura sa place marquée et\nim portante, com m e aussi la musique, dans\ndes proportions forcém ent moindres, mais\nqu’il nous sera permis sans doute, dans la\nsuite, de rendre plus vaste.\n    Peut-être nous reprochera-t-on de vouloir\nunir ainsi des arts qui n ’ont que faire ensemble,\net l’on nous criera au « casse-cou ».\n    Très peu nous importera. L ’art est univer­\nsel et hom ogène, il n ’est pas susceptible de\nspécialisations intem pestives et brutales. L a\npeinture et la sculpture s'unissent naturelle­\nm ent à l’architecture en un même but esthé­\ntique; la musique et la poésie doivent élever\nl ’âme de l’artiste, lui donner, com plète, la\nconception du beau.\n    Certains, peut-être, nous traiteront d’icono­     couverture                          P a u l H a m esse\n"}, {"page_pdf": 15, "texte": "2                                           L A GERBE\n\n                                                  sible de produire du neuf, l’art m oderne\n      Concours de couverture                      étant très restreint de com position (nous\n         a  G e r b e a mis au concours un        disaient quelques stationnaires). C ’est une\n\n\n L         projet de couverture. Quelques erreur, l ’art m oderne est un art jeune, et\n           m embres de la « Corporation d’A r­ tout art jeune fait souvent abus des m otifs\n         chitectu re» y ont participé. Ce sont convenus.\nsieurs H am esse, Canneel, H ols, Seeldrayers,\n                                                   M es­\n                                                     Chacun a réussi à styliser la fleur, l ’avenir\n                                                                            de la décoration, tout\n                                                                            en gardant sa propre\n                                                                            tonalité, son origina­\n                                                                           lité , ses a p titu d es,\n                                                                            quoique les ennem is\n                                                                           du n éo-style en veu ­\n                                                                           lent voir l’originalité\n                                                                           personnelle im possi­\n                                                                           ble.\n                                                                               C e concours en est\n                                                                           un dém enti. M . Van\n                                                                           W aesberghe (proje t\n                                                                           exécuté ) interprète\n                                                                           une gerbe de perce-\n                                                                           n eige ; belle stylisa ­\n                                                                           tion dans les tiges,\n                                                                           qui s’élancent entre­\n                                                                           lacées, avec une belle\n                                                                           harm onie.\n                                                                               M . H am esse s ty ­\n                                                                           lise peut-être trop peu\n                                                                           l'iris, qui, dans son\n                                                                           projet, est d’une jo ­\n                                                                           lie grâce. L ’ensem ble\n                                                                           présente une b elle li­\n                                                                           gne.\n                                                                              L es silhouettes om ­\n                                                                           brées bien réussies,\n                                                                           m ais le soleil du fond\n                                                                           un peu vieu x.\n                                                                              J’insiste surtout sur\n                                                                           de ravissants nénu­\n                                                                           phars qui em plissent\n                                                                           la bande du bas et\n                                                                           qui, sans nul doute,\n                                                                           n ’ont pas été rem ar­\n                                                                           qués.\n                                                                               M . Strauven inter­\n                                                                           prète une gerbe aux\ncouverture                                            G u stave Strau ven\n                                                                           lignes belles, hardies,\n                                                                            et bien m odernes, qui\nStrauven et V an W aesberghe. L e sujet était nous sem ble plu tôt destinée à la ferronnerie;\nbien à la portée de tous les m embres de la j ’adm ire l’envolée gracieuse de la gerbe qui,\nCorporation, qui, d’ailleurs, ont réussi au- sans interpréter une fleur quelconque, a\ndelà de toute attente.                            cependant pris l’âme de la fleur.\n  A près toutes les belles œ uvres des A n glais,   M . S eldrayers s’inspire du bluet. D e belles\ndes Français, il était difficile, presqu’im pos­ lignes, mais, com m e M . H am esse, m anque de\n"}, {"page_pdf": 16, "texte": "                            RE V U E D’A R T E T DE L IT T É R A T U R E                             3\n\nstylisation; il s’est pourtant distingué, comm e\nce dernier, par l’élancem ent de ses tiges. D e\n                                                   Une très courte histoire d’amour\ngracieux ornem ents aux côtés, de bien belles                        I. P R IN T E M P S\nlignes, et surtout de simples mais jolies\nfeuilles term inant chaque m ot du titre.                    ANS     la très vieille allée, sous les\n   M . M .-J. Canneel présente un projet man­                    sapins, l’allée verte de mousse.\nquant d’ensem ble, certaines lignes d’élance­                      Il fait bon ; du soleil et des chan­\nm ent gracieux font presque oublier ce défaut.      sons, et des senteurs bonnes de résines qui\nM . Canneel a stylisé les soleils, les iris et      pleurent leurs larm es claires, et des refrains\nles roses trém ières, ces m otifs sont peut-être    d’oiseaux, et des bruissements dans les hautes\nun peu usés, mais certaines fleurs et feuilles      feuil l ées.\nne m anquent pas de beauté.                            L e long des arbres rigides et roux le soleil\n   N ous croyons que M . Canneel, qui est           m et des coulées d’or, qui rayonnent et où des\nd’ailleurs un des plus jeunes membres de la         insectes aux ailes vertes et claires tourbil­\nCorporation, n'a pas assez étudié nos grands        lonnent, atom es enivrés de soleil...\ndécorateurs antiques et la décoration.                 T u fus très belle, d'une beauté étrange, g lo ­\n    M . H o ls présente un projet d’une beauté      rieuse et superbe dans tout ce soleil qui allu­\nrem arquable et assez peu remarqué, son             m ait tes ch eveux d’or sur tes épaules, comm e\nprojet ayan t été présenté inachevé. Je l ’ad­      si des rayans de soleil y étaient em m êlés ; très\nm ire par sa beauté de ligne et surtout par         belle avec tes y e u x clairs, bleu-vert, reflet de\nson in terprétation de com position toute per­      c iel et de verdure, et des fleurs en tes mains\nsonnelle. Son projet a une portée d’art, je         blanches, et des fleurs en tes cheveux, et des\ndirais peut-être philosophique.                     rires à tes lèvres, avec ta m arche de fée\n   A droite, M . H ols nous m ontre le m auvais     légère et le reflet d'or de ta chevelure à ton\ngoût sous la form e de m onstres batraciens,        front pur, oh! tu m e fus un éblouissem ent\nauxquels il a réussi à donner une expression        sans pareil.\nde hideur, tels les gothiques avilissant le             E t ce me fut une fête très simple et très\ndiable en le représentant dans leurs gar­           douce de m archer en ton sillage, de me sentir\ngouilles sous des form es grotesques et             frôler par la brise très légère qui te frôlais, de\neffrayantes.                                        suivre le sentier que tu suivais, et aussi de\n   L e m auvais goût écrase l ’art, représenté      t’être inconnu, et rêvant presque de rester\npar des colonnes d’ordre dorique, égyptien,         toujours m êm e, pour ne jam ais avoir la tris­\nm auresque et assyrien.                             tesse de te savoir trop femm e, après t ’avoir\n   A gauche, s’élève une nouvelle florescence       trop rêvé fée et de ne plus pouvoir t ’aim er !\nd’art, des pétales s’entrem êlent avec grâce,          T ’aim er? t ’aimais-je déjà? ou n ’aimais-je\net il en sort une femme au buste puissant et        en toi que la synthèse de printemps et de\nbien cam pé : « L ’A rt nouveau ».                 rêves que tu étais en cette belle m atinée de\n   A u m ilieu du projet se dessinent des flûtes    soleil; t’aimais-je à travers le voile diaphane\nd’orgues, d’où sortent de fines lignes barrées     des illusions éternelles, ou t’aimais-je parce\nde nuages légers représentant l’harmonie,           que tu étais femme et que m on cœ ur s’é v e il­\nsans la finesse et le fouilli de détails (ce qui   lait? je ne sais, mais cela était doux et frêle,\nn ’est pas un défaut, mais ce qui est peu           et je fus heureux en cette heure-là.\npropice à le faire servir de couverture).              T u allais toujours, légère et souple, dans le\n   J’adm ire le projet de M . H ols et le trouve   chem in creux, sous la voûte d’ombre et de\nsupérieur à to u t autre, en dessin, et surtout    fraîcheur verte, entre les deux talus où des\nen com position.                                   coulées de sable d ’or éblouissaient entre des\n                                       E. H.       traînées de mousses dorées et fraîches, où de\n                                                   hautes gram inées balançaient leurs épis frêles,\n                                                   jaunes, roses, violets et vert?, que des m ou­\n                                                   ch es, toutes petites et som bres, laisaient\n                                                   p loyer, où de larges parterres de véroniques\n                                                   étalaient l’azur de leurs fleurs, où des grillons\n                                                   cachés stridaient leurs chansons m étalliques,\n                                                   claires et frêle s; on eut dit deux rayons de\n"}, {"page_pdf": 17, "texte": "4                                             LA G ERBË\n\n soleil qui se heurtaient connue des tim ­            qu’on ne sait pas prononcer avec des m ots...\n bales.                                               C ’était l ’été, c ’était la fleur devenue fruit, la\n    T u allais; m aintenant le bois fini, c'était     jo lie fleur dont les pétales sont tom bés, m ais\n parm i les blés verts que l'allée, devenue sen­      non flétris, et qui se dore à la vie.\n tier serpentait son ru isse le t de sable chauffé,       E t puis ce fut l ’heure du crépuscule qui res­\n et autour de toi c ’était la grande surface des      plendit en l ’horizon, en les bois qui devenaient\n blés m ouvants, m er fraîche aux vagues silen­       bleus et vagues com m e des forêts qui seraient\n cieuses, où le soleil sem blait se refléter en des   en brouillard et vers lesquels s'en allaien t des\ntraînées de lum ière pâle.                            sentiers de sable v io le t et des ruisseaux et des\n    E t là-bas, dans la va llée que nous dom i­       sources qui filtraient des eaux d ’or.\nnions, c ’était le villag e perdu dans un vallon          E t les nuages allaien t leurs lourdes ch evau ­\nd’arbres, de vergers blancs, de collines et de        chées, frangés d ’argent et sem blant de vastes\njardins en fleurs, et lointaine, im m uablem ent      ailes grandes ouvertes, je ta n t de la lum ière\npieuse et belle, la chanson des cloches qui           pourpre à chaque battem ent.\nsem blaient sonner les m atines de m on cœur.             E t des oiseaux blancs passaient en rapides\n    D es souffles parfum és ven aien t de là, sur     tourbillons, avec des reflets d’or à leurs ailes,\nles ailes du grand oiseau d’airain et sem ­           tandis qu’à l ’autre côté de l ’horizon une toute\nblaient descendre sur toi en une avalanche de         blanche lueur annonçait la lune claire, qui\npétales blancs et diaphanes, qu'on n e v o y a it     errait en les sapins.\npas tant ils étaient im m atériels O h ! que              E t dans l’om bre grandissante, nous restions\nn ’était-ce l'encens de m on am our!                  encore à rêver, tandis qu’une très pâle auréole\n    E t en ce m om ent tu te retournas et tes         s’attachait dans tes ch eveux.\ny e u x , tes grands y e u x clairs, m ’em plirent       M ais vo ici soudain qu’une feuille vien t de\nd ’une rayonn an te lum ière com m e en une           tom ber près de nous, une feuille m orte... déjà?\naube l’on se trouve ébloui soudain par le             c ’est l’autom ne !\nsoleil qui resurgit de l’ombre.                           O ! com m e l’été passe vite, et j ’ai frissonné\n                                                      à te voir prendre en souriant la feuille jaunie\n                       ÉTÉ\n                                                      dans tes doigts blancs.\n                                                          O h ! chère, chère fiancée, les feuilles tom ­\n    C ’est dans le verger, le verger aux arbres       bent et m eurent, m ais... d is... notre am our\nvétustes, aux grands bras tordus, aux fruits          ne mourra ja m a is..., ja m a is..., n ’est-ce pas?\nrouges et mûrs, qui brillen t savoureux au            (A suivre)                    p r o s p e r R O ID O T .\nsoleil. C ’est dans le verger, à l ’ombre de la\nhaie d’aubépines et de ronces, aux m ille\np etits fruits noirs com m e du jais, dont tu\ntachais tes lèvres rouges et tes doigts blancs,\nque nous fûmes de longues heures ensem ble.\n    A utour de nous, c ’était la m aturité de la                 Notes sur la faune\nnature, la pleine force de vie prodiguée en\nfruits mûrs, en hautes gerbes d’épis roux, en                          A U P O IN T D E V U E D É C O R A T I F\nchansons vibrantes, en fleurs, en am our...\nC ’était la m aturité des songes, de nos songes                  ANS  ce m ouvem ent de rénovation\nà nous plus beaux et plus fêtés, pour être\nconfondus en un seul, le nôtre, d’amour, en\nla jo ie qui était autour de nous.\n    C ’était le rêve printanier qui s’ébauchait\n                                                       D         des industries d’art, où toutes les\n                                                                 jeunes énergies s’orientent vers le\n                                                                très louable but d’em bellir l’utile plu tôt que\n                                                      de stagner en de serviles copies, photographi­\nen réalité, c ’était la fée m ignonne qui d e v e ­   ques le plus souvent, de la nature, il sem ble\nnait m ignonne fiancée; et qui souriait de ses        utile d’attirer l ’attention des décorateurs sur\ny e u x bleus en des tim idités fraîches com m e      une source de décors aussi variée, aussi riche\ndes fleurs d’aube, avec des paroles très douces       que la flore et relativem en t m oins exp loitée\net rieuses, et un peu craintives.                     qu’elle jusqu’ici : la faune. Com m e en tout\n    C ’était la prem ière griserie à deux, c’était    com m encem ent d’art, l ’artisan m oderne s’est\nla jo ie de cueillir des fleurs et de leur faire      surtout inspiré de la flore, n ’osant encore\ndire des secrets blancs com m e leurs corolles,       s’attaquer à interpréter chose plus difficile ;\n"}, {"page_pdf": 18, "texte": "                              R E V U E D’A R T ET DE L IT T É R A T U R E                             5\n\n  car il est hors de doute que s’il est plus ou       E n se bornant à l’étude des anim aux sym ­\n m oins aisé de dégager le caractère essentiel boliques, on se prive volontairem ent d’une\n d’une plante, d’en préciser l’allure décorative, ressource précieuse; en com m ençant, d’autre\n il n ’en est pas tout à fait de m êm e lorsqu’il part, par interpréter décorativem ent cette\n s’agit de représenter des anim aux. Depuis m ême partie de la faune, on s’expose à\n l’époque de la Renaissance, les artistes ont bien des m écom ptes, car il ne faut pas se le\n cherché avant tout à rendre l’aspect nature dissim uler, un style ne se crée pas en un jour,\n des anim aux, n égligean t le côté interpréta­ pas plus qu’une tradition ne s’établit de prime\n tion, et nous nous trouvons aujourd’hui tota­ abord.\n lem ent dépourvus de traditions à ce point de       L ’étude de la faune dans l’antiquité peut\nvue. D ’autre part, nos y e u x habitués depuis nous fournir plus d’un jalon dans ces recher­\nlongtem ps à des représentations trop sou­ ches d’interprétation. C ’est ainsi, par exem ple,\ncieuses de l ’anatom ie et plus encore de l’ap­ que les E gyp tien s furent de m erveilleux ani­\nparence de réalité, se peuvent difficilem ent m aliers : les représentations de la faune de\ncontenter d’une interprétation simplifiée, ce leur p ays sont em preintes d’une grande sin­\nqu’ex ige pourtant la décoration. A force de cérité d’accent, encore que d’une très belle\nvo ir les anim aux représentés le plus exac­ com préhension de leur fonction décorative.\ntem ent possible, nous en sommes arrivés à ne        « L es artistes de l’E g y p te, disent M M . P e r­\npas pouvoir concevoir d’autres représenta­ rot et Chipiez dans leur H istoire de l’ art\ntions.                                             dans l’ antiquité, se sont sans aucun doute\n    L a sim plification, la généralisation de la appliqués à observer la vie, à étudier la\nform e choquent l’œil du vulgaire trop habitué nature : ils sont arrivés à se faire un style,\nà l’exactitude du détail, et pour cette m ême c ’est-à-dire qu’ils ont adopté une certaine m a­\nraison sont difficiles à réaliser par l’artiste.   nière de com prendre et de traduire la nature,\n    Il est encore un mal dont nous souffrons un certain m ode d’interprétation qui est le\ndans nos conceptions décoratives et contre m êm e pour tous. U n des caractères par les­\nlequel une réaction s’impose : c’est l’excès de quels ce style se distingue et se définit, c ’est\nsym bolism e. L e sym bolism e est une très belle le plaisir qu’il semble prendre à dégager la\nchose quand il est clair, c ’est-à-dire quand il form e de tout ce qui est accidentel et particu­\nest universellem ent connu et admis, quand il lier pour la rendre aussi simple et aussi gén é­\nne faut pas une initiation préalable pour en rale que possible. C ela s’explique sans doute\ncom prendre le sens caché ; mais transform er par ce fait que l’œ il égyp tien , accoutum é par\nl’art décoratif en un lan gage des fleurs ou des son écriture idéographique à ces procédés\nanim aux, c’est là une exagération d’autant abréviatifs, continuait à voir les objets sous\nplus regrettable qu’au point de vue de la cet aspect, à se dépouiller ainsi par une sorte\nfaune, les anim aux qu’en nos p ays nous con­ d’abstraction rapide, de tous ces détails, dont\nsidérons com m e sym boles, les grands ani­ la m ultiplicité les différencie dans la vie et fait\nm aux, le lion, le cheval, le tigre, etc., sont la variété individuelle des choses. »\nd’une interprétation difficile et d’un emploi        L es artistes égyptiens ont le m êm e culte de\nassez restreint. N ous négligeons ainsi toute la form e dans leurs interprétations de la faune,\nune partie de la faune peut-être beaucoup mais ils ont donné plus de variété dans l’al­\nplus féconde pour l’art décoratif : la petite lure et le m ouvem ent de leurs anim aux. Celui\nfaune — les poissons, les crustacés, les qu’ils ont étudié avec le plus d’amour, c ’est, le\ninsectes, les oiseaux — tous anim aux que lion, et l’interprétation qu’ils nous en ont\nnous avons facilem ent à notre disposition et laissée peut passer pour la m eilleure qu’on ait\nque nous pouvons étudier à l’aise.                jam ais faite. L es Grecs, par exem ple, lui ont\n    D ’aucuns sont très beaux com m e forme et donné des formes rondes et pleines que le\ncom m e couleur et donneraient des interpré­ lion ne peut jam ais avoir. L e caractère ner­\ntations décoratives pleines d’intérêt Quelque veu x du carnassier, qui n ’engraisse point,\nsoit la surface à décorer, la prem ière qualité quoiqu’il m ange, sa puissante m usculature,\nrequise d’une bonne décoration est de char­ sont beaucoup plus fidèlem ent rendus et ac­\nm er les y e u x , et il n ’est point nécessaire centués dans l’art assyrien. Il en est d ’ailleurs\nd’évo quer pour cela de grands problèm es de de m êm e de presque toute la faune grecque.\nsociologie ou de m orale.                         L ’art grec a appliqué à l’interprétation des\n"}, {"page_pdf": 19, "texte": "6                                              LA GERBE\n\n anim aux son amour de la belle form e et des          des êtres. L es grands anim aux classiques\n belles proportions, com m e il le faisait pour la     pour nous, ne sont presque pas représentés\n figure hum aine, et cela lui a réussi pour cer­       et certes ce n ’est p oin t au artistes du N ippon\n tains animaux, com m e le cheval, dont les            que l’on pourra adresser le reproche de pau­\n lignes harmonieuses et souples p euvent lutter        vreté dans leurs m otifs décoratifs.\n avec celles de la figure hum aine.                       Il y a donc là un vaste cham p d’étude qui\n    Pendant la période du m oyen âge la déco­          vaut la peine d ’ê tre défriché : et le m ouve­\nration des édifices religieu x et civils com porte     m ent d’art d écoratif en B elgiqu e déjà si\nune variété infinie d’anim aux le plus souvent         apprécié à l ’étranger, pourrait y trouver une\nfantastiques. Toutefois, « ces anim aux, dit           nou velle source d'inspiration pour la décora­\nV iolet-le-D u c, tout en sortant de la nature         tion extérieure et intérieure de nos édifices,\nont cependant une physionom ie à eux, quel­            pour l’ornem entation des objets usuels, pour\nque chose de réel qui frappe l’im agination :          tout ce qui, de près ou de loin, peut charm er\nc ’est une histoire naturelle à part dont tous         nos y e u x par le rappel de la V ie.\nles individus pourraient être classés par espè­                                                 G IS B E R T C O M B A Z .\nces... Ils sont tous em preints d’un sentim ent\nd’observation de la nature très remarquable.\nL es m embres de ces créatures bizarres sont\ntoujours bien attachés, rendus avec vérité :\nleurs contours sont simples et rappellent la\ngrâce que l’on ne peut se lasser d’adm irer\ndans les anim aux de la race féline, dans les\noiseaux de proie, chez certains reptiles. »\n    A partir de la R enaissance, les artistes n ’ont\nplus qu’un objectif : rendre la nature de la\nfaçon la plus com plète, sans y m ettre l ’accent\nque l’art réclam e im périeusem ent. Perdant\nde vue le but de la décoration, ils n ’ont plus\nguère représenté que les anim aux qui par leur\ncôté sym bolique, par leurs attaches avec la\nm yth ologie, devaient paraître dans leurs\ncom positions.\n    U n art qui peut nous servir d’exem ple au\npoint de vue de l’interprétation décorative de\nla faune, c ’est l’art japonais : l’artiste jap o­\nnais est-il en quête d’un sujet, sans nul souci\nde sym bolism e, il regarde autour de lui e t\nbien souvent il le trouve à ses pieds. Jamais\nnos artistes n ’oseraient tirer parti des bes­\ntioles qui grouillent autour de nous et qu’ils\nign orent totalem ent, com m e si les eaux ne\ncontenaient pas de poissons, les herbes ne\ncachaient pas d’insectes, les arbres n ’abri­\ntaient pas d’oiseaux.\n   T ou s ces anim aux les japonais les ont inter­\nprétés svec une science profonde de leur\nanatom ie, de leurs m ouvem ents, avec un réel\nsouci de rendre leur allure et leur caractéris­\ntique, et l ’ont peut dire qu’ils ont créé des\nm odèles en cette m atière. A rebours de ce\nqu’on fait les artistes européens, ce sont les\npetits anim aux qu’ils ont étudié avec le plus\nd’am our, au point qu’il semble que leur obser­\nvation croit en raison inverse de la grandeur          v i t r a i l d ’a p p a r t e m e n t       L o d e w ij k S t e y a e r t\n"}, {"page_pdf": 20, "texte": "      A la Dame aux tresses d’or\n\n        M on cœur est une viole d'amour,\n            Les cordes en sont cassées,\n        I l en reste une qui n'est que fê lé e\n            Celle qui chante l'amour.\n\n\n      A h ! mon cœur est vieux de souffrance.\n      I l a parfois d'étranges souvenances ;\n De roses mortes, ou de chrysanthèmes défunts,\nD'étranges souvenirs montant comme un parfum ,\n          Des parfum s de choses rêvées\n          Dans l'illusion de nos espoirs,\n           Rêvances de choses brisées\n         P a r la souffrance de nos soirs.\n\n\n\n   I l se souvient parfois des chansons de jad is,\n    Des chants pleurés, sur le clavecin g r ê le ,\n         Des chants aux rythmes frêles,\n      Egrenés par des doigts d'ivoire poli.\n          Ces chants comme il les aime !\n      P ou r leurs plaintes douces et vaines,\n         P ou r leur jo ie seule de souffrir\n         E t de rêver peut-être un avenir\n               De revivances jeunes.\n\n\n\n          I l a parfois des chants éteints\n        Qui veulent croire à leurs matins,\n           Comme les cordes de vielles\n            Brisées d'être trop vieilles\n     De trop chanter des espoirs incertains.\n      J'ai tant d'amours éteints dans l'âme,\n      T ant de torches aux tristes flam m es,\n           Tant de torches qui ontp a li\n       Leur flam m e au souffle de l'oubli ;\nQue pour se rallum er au p u r fe u de mes espoirs,\n Eteints bientôt p a r la tourmente de mes soirs.\n\n\n        Mon cœur est une viole d ’amour,\n           Les cordes en sont cassées,\n        I l en reste une qui n'est que fê lé e ,\n            Celle qui chante l ’Amour.\n\n                                 E U G È N E H E R D IE S .\n"}, {"page_pdf": 21, "texte": "8                                                             L A G ERBE\n\n\n          Travaux d’Art moderne\n        o u s la rubrique Tra vaux d’ art mo­\n\n\nS        derne, nous consacrerons chaque m ois\n         une notice aux ouvrages intéressants\n        que l ’on aura bien voulu soum ettre à notre\nappréciation. D es planches s’y joindront,\nappuyant ou justifiant la notice y consacrée.\nL a grande diversité des travaux, leur person­\nnalité plus ou m oins accusée, leurs tendances\nétablies vers de nouvelles conceptions d’art\nle rendront de tou t prem ier intérêt et assure­\nront nettem ent le bien-fondé de nos espé­\nrances et d e nos principes.\n   D ’intéressants travaux nous ont déjà été\nsoumis : des projets de M M . Steyaert, Strau­\nven, Craps, V an W aesberghe, H ols.\n   M . L o d ew ijk S teyaert, un de nos jeunes\ndes m ieux doués, dénote dans des vitraux ci-\nreproduits, une parfaite com préhension de la\nflore, qu’il stylise avec une heureuse recher­\nche. O n rem arquera com bien est gracieux et\nlogique l’entrelacem ent des lignes.\n   E n outre, M . S teyaert ne se laisse pas uni­\nquem ent guider par l’im agination ; le point\n\n\n\n                                                                          v i t r a i l d ’a p p a r t e m e n t   L o d e w ij k S t e y a e r t\n\n\n                                                                          de vue pratique le préoccupe, et l’on peut faci­\n                                                                          lem ent s’en convaincre : ses projets se p rêtent\n                                                                          très heureusem ent à l’exécution, point des\n                                                                          plus im portant, lorsqu’on songe aux nom ­\n                                                                          breuses critiques d’incom m odités ou d’extra­\n                                                                          vagan ces adressées à l ’art nouveau.\n                                                                             M êm e bonne rem arque à faire pour le\n                                                                          projet d’éclairage dû à M . Strauven. P arfaite­\n                                                                          m ent con stru ctif et pratique, ce projet, qui\n                                                                          répond bien à sa destination, m et à contribu­\n                                                                          tion les ressources du fer forgé, vers lequel\n                                                                          d’ailleurs l’auteur sem ble spécialem ent attiré\n                                                                          et dont l’influence se retrouve dans m aint de\n                                                                          ses projets.\n                                                                             P eut-être, pourtant, aim erions-nous m ieu x\n                                                                          le vo ir s’inspirer plus directem ent de la flore\n                                                                          ou de la faune au lieu de lignes uniquem ent\n                                                                          chim ériques ; m ais ceci est une opinion toute\n                                                                          personnelle et qui n’en gage que nous.\n                                                                             D e M . A rm and V an W aesberghe, un très\n                                                                          bon projet de façade destiné à la n ou velle rue\n                                                                           Courbe.\n                                                                             L e projet est sim ple, pratique et d ’un beau\n                                                                           sentim ent esthétique.\nv i t r a i l d ’a p p a r t e m e n t   L o d e w ij k S t e y a e r t      L e s grilles de balcons, inspirées de la flore,\n"}, {"page_pdf": 22, "texte": "CARTON POUR UN ENCADREMENT DE FOYER EN     A d o l p h e C r e s p in .\n SGRAFFITO EXÉCUTÉ DANS L ’HABITATION DE\n DE M. R ., RUE DE LA LOI, 128 .\n"}, {"page_pdf": 23, "texte": ""}, {"page_pdf": 24, "texte": "                             RE V U E D’A R T E T DE L IT T É R A T U R E                               9\n\n\n\n\n  APPAREIL D ’ÉCLAIRAGE PUBLIC                                                  G u sta ve S trau ven\n\n\nsont remarquables. L e fer forgé est d’un exce l­       M . H ols a su m ettre dans l’étroit carton\nlen t travail.                                        une recherche de com position inattendue.\n   M . V an W aesberghe, dans ses projets, se           Pourtant, et au risque de nous répéter, nous\nrévèle artiste, enthousiaste des visées nou­          dirons que nous aurions aimé lui voir inter­\nvelles.                                               préter plus scrupuleusem ent la flore, qu’il a\n   D e u x cartes de visite. — D ans cette chose      évidem m ent choisie ici com m e principe déco­\nsi sim ple, si puérile, dirait-on, M M . H ols et     ratif. C e principe une fois admis, il aurait\nV an W aesberghe ont su interpréter de char­          fallu logiquem ent l’observer.\nmants m otifs.                                           U n projet de jardinière de M . Van W aes­\n   M . Van W aesberghe s’inspire de l ’iris , qu’il   berghe nous prouve une bonne connaissance\ninterprète gracieusem ent. Ensem ble et détails       du fer forgé. D e très jolis détails y abondent\nont beaucoup de charme.                               sans nuire à l’ensem ble.\n"}, {"page_pdf": 25, "texte": "PROJET DE MAISON POUR LA RUE COURBE   A rm and V an W aesber g h e\n (MONTAGNE DE LA COUR) BRUXELLES\n"}, {"page_pdf": 26, "texte": "                                  REV U E D A R T ET DE L IT T E R A T U R E                                  11\n\n                                                                                       positions sont bien\n                                                                                       senties et bien in­\n                                                                                       terprétées, mais en­\n                                                                                       core le dessin en\n                                                                                       est absolum ent re­\n                                                                                       marquable au point\n                                                                                       de vue purem ent\n                                                                                       technique, et prou­\n                                                                                       ve une profonde\n                                                                                       c o n n a is s a n c e e t\n                                                                                       une sûreté sans\n                                                                                       égale.\n                                                                                          M . A lexis Craps\nCARTE DE V IS IT E                                                  W ille m H o ls    nous envoie une\n                                                                                       affichette annon­\n   T rès personnels, les meubles de M . L éon           çant une exposition du cercle 1’ « A ube »\nBochom s sont simples et pourraient avanta­             (anciennem ent Cercle des E lèves et anciens\ngeusem ent rem placer les m eubles habituels,           élèves), dont M . Craps est président.\nsi parfaitem ent laids en général. L a com po­              L a figure est intéressante, d’une belle pureté\nsition est des plus heureuse et prouve chez             de lignes. L e fond, qui nous fait penser à ceux,\nM . Bochom s une connaissance approfondie               si jolis, de M . Puvis de Chavannes, est d'une\ndu bois et de ses ressources.                           belle sim plicité.\n   L ’influence anglaise ne s’y fait-elle pas               N aus aurions aimé pourtant moins de lar­\nsentir? pas assez pourtant pour qu’on ne                geur aux épaules et plus de fermeté à la\npuisse espérer en M . Bochom s, dans un                 m ain.\navenir rap p roché, une personnalité mar­                   D u reste, nous aurons à reparler prochaine­\nquante parmi nos architectes d’ameublement.             m ent de M . Craps et de 1’ « A ube » , dont l’e x ­\n    D e M . E lie Roidot, nous reproduisons en          position s’annonce pour avril.\nhors texte le titre et le frontispice d’un                  D e M . G ustave Strauven encore, un projet\nvolum e de poésies : A ube et crépuscule ( 1).          de façade d’une élégante conception, où rien\n   L e titre est remarquablement dessiné et             pourtant de la solidité ou du confortable n ’est\ncompris. L e m otif principal est d’une belle           sacrifié à l’esthétism e. A u point de vue de\nvigueur : de beaux arbres s’érigent en grandes          l ’exécution, tout est parfaitem ent pratique.\nlignes fortes et m agnifiquem ent enlacées sur          L es fers forgés m éritent une toute spéciale\nla face du lac, sous un ciel assombri. — U ne           m ention.\nbelle impression crépusculaire en ressort.                  Pourtant, que M . Gustave Strauven prenne\n   Plus bas, le ly s pur sym bolise la beauté du        garde aux influences; nous croyons que celle\nR êve, et une délicate stylisation de la pensée         de M . H orta se fait sentir dans son intéressant\nest ingénieusem ent utilisée.                           projet.                                  T. r ia u .\n   L e frontispice est d’un dé­\nlicieux sym bolism e : l'A u b e\nnaïve et pure, le regard clai­\nrem ent levé, voit, sans se sou­\ncier, le jour, qu’elle espère\nclém ent, venir vers elle ; tan­\nd is que le Crépuscule s’alan­\nguit, les y e u x clos, lasse, les\nch eveux dénoués et flottants\nlui faisant un nym be d’ombre.\n   E t non seulem ent ces com ­\n\n  ( 1) V ien t de paraître chez Sche ­\npens, Société belge de librairie.\n(2 fr.)                                   CARTE DE VISITE                         A rm and Van W aesberg h e\n"}, {"page_pdf": 27, "texte": "PROJET DE MAISON POUR LA NOUVELLE RUE COURBE\n                                               G u stave S trau ven\n     (MONTAGNE DE LA c o u r ) BRUXELLES\n"}, {"page_pdf": 28, "texte": "MAISON BOULEVARD BISCHOFFSHEIM, 5,         L éon G o v a e r t s .\n                            A BRUXELLES.\n"}, {"page_pdf": 29, "texte": ""}, {"page_pdf": 30, "texte": "                              REVUE    D’A R T E T   DE L IT T É R A T U R E                               13\n                                                     kar, est encore une raison à opposer aux\n                                                     ennemis de l’art m oderne, qui en voient\n                                                     l ’originalité impossible.\n                                                         A v e c une sim plicité de lignes presque g é o ­\n                                                     métrique M . G ovaerts a su produire une\n                                                     œuvre d’une logique et d ’une élégance rares.\n                                                         L es panneaux s’harm onisant avec l’archi­\n                                                     tecture.\n                                                                                  *\n\n                                                        L a chem inée de M . Crespin est de grande\n                                                     originalité, il s’est inspiré de la flamme avec\n                                                     un colorism e très beau, l’éloge n’en est pas à\n                                                     faire.\n\n\n\n\n                                                            Des origines religieuses\n                                                                               D E L ’A R C H I T E C T U R E\n\n                                                                                  I.\n\n                                                                    DE   L 'E D E N    A   BABEL\n\n\n                                                               UX   premiers jours de l’Homm e, la\n\n\n\nj a r d in iè r e            A. V an W aesbergh e\n                                                     Asa joie.\n                                                                T erre fut à son innocence u n paradis.\n                                                                   R oi des rois règne, il ignorait sa\n                                                               chair et la douleur ; rien n'existait que pour\n\n                                                         Il ne labourait pas la terre, car la terre\n   N ous reproduisons les deux maisons de             offrait, innombrables, à ses lèvres, les fruits\nM . H ankar, situées avenue Louise.                   spontanés et suaves de sa m erveilleuse\n   Q uelle beauté et quelle pure harmonie de          fécondité.\nlignes, surtout dans les grilles.                        Ses mains n’avaient façonné aucune arme,\n   O n ne peut m ieux travailler le fer, au point     car les fauves lui étaient soumis et venaient\nde vue constructif comm e au point de vue             lécher les pieds de leur maître.\nd’art, surtout dans la maison aux briques grises         Il ne s’était bâti aucune demeure, car les\nornée par les panneaux de M . Crespin qui,            intempéries des saisons ne faisaient pas souf­\ndans son travail, a harm onisé son œuvre             frir sa nudité candide, et le ciel seul formait\navec celle de M . H ankar.                           un dôme à la basilique terrestre dont il était\n   L a corniche surtout, tant négligée par nos       le prêtre impassible et très pur.\narchitectes passés, est d’une élégance et d ’un          T e lle fut la vie bienheureuse de l’Hom m e\nélancem ent gracieux.                                au temps de l'am itié de Dieu.\n   U n plus lon g éloge serait fastidieux. Nous          M ais depuis l’instant de la chute, la créa­\nne croyons pas d’ailleurs que la beauté              tion est devenue hostile à son roi détrôné et\nesthétique de ces œuvres soit discutable.            c ’est la création qui va venger sur lui l ’offense\n                                                     au Créateur.\n                                                        L es éléments, les plantes et les bêtes, se\n                                                     feront à travers les siècles les ministres des\n  L a maison de M . G ovaerts (Boulevard             châtim ents divins pour les enfants du banni\nBischoffsheim), comparée à celle de M . H an­        de l’Eden.\n"}, {"page_pdf": 31, "texte": "                                               LA   GERBE\n14\n\n                                                                      à se bâtir une demeure totalem ent\n                                                                      dépourvue de valeur artistique.\n                                                                          L es vraies causes sont donc ail­\n                                                                      leurs qui de bâtir on fait un art,\n                                                                      un art puissant jusqu’au sublime,\n                                                                      un art générateur de deux autres\n                                                                      arts : l’art du sculpteur et l'art du\n                                                                      peintre.\n                                                                          C ’est la recherche de ces causes\n                                                                      que l’auteur s’est proposée en écri­\n                                                                      vant ces pages et son espoir est\n                                                                      de prouver, par l’exposé de cette\n                                                                     recherche m êm e que l’architecture\n                                                                      et les deux arts nés d’elle, ont pour\n                                                                      cause de leur origine les deux p ré­\n                                                                      occupations dom inantes de l’H u­\n                                                                      m anité :\n                                                                          Son besoin de contem plati o n et\n                                                                      surtout sa croyance en la D ivinité.\n                                                                          E n leur parlant — avec quelles\n                                                                      larm es! — de toutes les beautés\n                                                                      qui au jardin d’E den, avaient ém er­\n                                                                     ve illé ses y eu x , mais qu’avait\n                                                                      éclipsée pourtant, durant ces jours\n                                                                     trop tôt passés de. son bonheur,\n                                                                      l’ineffable vision de D ieu, Adam\n                                                                      comm uniqua sa douleur à ses fils\n                                                                      et le regret cruel du paradis perdu\n   BUFFET (SA LL E A MANGER)                 LÉO N BOCHOMS           n ’a plus cessé depuis, d’aiguillon­\n                                                                     ner les hom m es.\n   L a terre ne produira plus désormais que             L a plupart, mais en vain, ont supplié la\nsous l ’âpre labeur de l’homme, les fruits chair et l ’or d’abreuver enfin de bonheur la\nnourriciers de sa m aternité rebelle, et pour se\npréserver de la férocité des bêtes, de la\nrigueur et de la rage des élém ents l’homme\ndevra se construire un abri.\n   Ainsi c ’est du besoin de s’abriter, pour\néchapper aux périls du dehors, c ’est des\nnécessités m atérielles auxquelles le premier\npéché a condamné la vie humaine qu’est née\nla construction.\n   M ais n e serait-il pas naïf tout au moins de\nprétendre — or on l’a prétendu — que l’obli­\ngation faite à l ’homme de se construire une\ndem eure ait donné naissance à l’architecture.\n   L ’A rt architectural est à la construction ce\nque sont la façon, la coupe et la dentelle, au\nvêtem ent.\n   Comm e on peut se vêtir sans elles, on peut\nse construire un abri sans le concours de\nl’A rt.\n   L ’homme du passé eût donc pu se borner\n— comme dix-huit siècles après Jésus, son très\ncivilisé descendant d’un siècle progressite —       D R E SSO IR (S A L L E A M A N G E R )     L . B OCHOMS\n"}, {"page_pdf": 32, "texte": "                                   REV U E D’A R T E T DE L IT T É R A T U R E\n                                                                                                                      15\n\n  fièvre ardente de leurs âmes — égoïstes et                 encore réservée. A y a n t bâti si belle une m ai­\n  avilies.                                                  son pour l’homme, ils bâtiront plus belle une\n     Q uelques-uns seulem ent, dont les yeu x               maison pour D ieu.\n  clairs sem blent avoir gardé le souvenir loin­               M ais hélas! avant que d ’accom plir cette\n  tain des visions édéniques, sont m ontés à                mission sacrée, avant de glorifier D ieu par la\n  l’assaut, ainsi que des guerriers blessés, sont           splendeur des tem ples, ils feront encore de\n m ontés sans relâche, et, m algré ces bles­                leur art un instrum ent de blasphème à sa\n sures, à l’assaut de l’inaccessible Idéal.                 Toute-Puissance.\n     C eux-là du m oins, pour consoler l’huma­                 Seul, sous les cataractes diluviennes, qui\n nité de son exil, ont su lui rendre par les                ont tout submergé, n ’a pas sombré l’orgueil\n A rts, un peu de cette contem plation qui était            des générations englouties.\n la jo ie de l’E den, et perm ettre à ces yeu x               D ans la descendance de N oé il leur a\n pour qui reste vo ilé le ciel, d’entrevoir, à              survécu.\n travers la beauté des chefs - d’œ u v re , la\n B eauté sans borne de D ieu!\n    Tandis que le poète et le musicien élèvent\n aux pures joies de l’extase son intelligence et\nson cœur, vo ici que l’architecte, aidé de ses\ncom pagnons d’art : le sculpteur et le peintre,\nva faire à l ’homme une demeure qui, par\nl’harm onie de ses lignes et la m agie de ses\ndécors, puisse le consoler un peu de n ’être\nplus le roi du jardin magnifique !\n    Si les grandes eaux du déluge ont englouti\ndans leur form idable débâcle jusqu’au dernier\ndes m onuments des générations adamiques,\nla tradition se perpétue et l ’histoire garde le\ntém oignage de leurs proportions gigan­\ntesques.\n    A insi des esprits ignorants et superficiels\nestim eront-ils seuls pour fable de poète, ces\nvers du grand H ugo dans son poèm e la Cons­\ncience, qu’on admire au début de la Légende\ndes siècles :\n\n\n... H enoch dit : « Il faut faire une enceinte de tours.\nBâtissons une ville avec sa citadelle,\nBâtissons une ville et nous la fermerons.\nA lors Tubalcaïn, père des forgerons\nConstruisit une v ille énorme et surhumaine.\n... L e granit remplaça la tente aux murs de toile,\n                                                           a f f ic h e                        A l e x is C r a p s\nO n lia chaque bloc avec des nœuds de fer\nE t la v ille semblait une v ille d’enfer.\nL ’ombre des tours faisaient la nuit dans les campagnes?\nIls donnèrent aux murs l’épaisseur des montagnes.             E t telle fut de nouveau l'énorm ité de ce\nSur la porte on grava : « Défense à Dieu d’entrer! »       orgueil, qu’il effaça bientôt de la m émoire\n                                                           des hommes l’effroi du châtim ent terrible.\n   Puisque les enfants de Caïn m audit ont                   A lors les peuples se réunirent, afin de bâtir\nobligé les pierres et les m étaux à dresser                une tour qui élevât jusqu’au T rès-H aut le\ncontre D ieu qui les avait créés, leur sacrilège           défi de la terre !\norgueil, peut-être aussi dès le com m ence­                  L es peuples s’étaient réunis contre Dieu,\nm ent du siècle la majesté du temple somp­                 mais D ieu les divisa et le temps ne nous a\ntueux surm ontait-elle déjà l ’humble bûcher               légué par suprême ironie que d’informes\nd’A b el. Car du génie de l’architecte, du pein­           débris de la tour gigantesque, nous laissant\ntre et du sculpteur, la plus noble mission est             ignorer les principes architectoniques qui\n"}, {"page_pdf": 33, "texte": " 16                                            LA GERBE\n\n avaient guidé le délire orgueilleux des s’était choisi. L es H ébreux seuls m archaient\n hommes dans l’élaboration du projet colos­ encore dans sa clarté et le polythéism e triom ­\n sal.                                                    phant environnait de toutes parts le peuple\n    M algré cette ignorance, quel argument élu d ’une m uraille de ténèbre.\n puissant apporte cependant l’épopée de Babel               Instrum ent du péché d’A dam , la nature\n à l’appui de la thèse que je défends ici :               avait été m audite avec lu i; instrum ent du\n    « C ’est la croyance en la divinité qui a péché de B abel, l’architecture fut frappée,\n donné à l’art décoratif son véritable essor. » elle aussi, de la m alédiction divine.\n    La révolte contre D ieu n ’a-t-elle pas, en             Tandis que des tem ples s’édifiaient à la\n effet, comme la prière, un acte de foi ?                gloire   des faux dieux sur tous les points du\n    On ne se révolte pas contre le néant.                m  onde    habité, le vrai D ieu seul n ’eût pas de\n    Défier D ieu c ’est croire en D ieu : Babel est      tem  ple.\n un acte de foi. O r jam ais un agresseur ne                A y a n t bravé la v é rité , l ’art glorifia le\nrend plus éclatant tém oignage à la puissance m ensonge !\n de son ennem i, qu’e n d é p lo ya n t pour l’assaillir    Q uelqu’un d’irréfléchi tirerait peut être\ntoutes les forces dont il dispose.                       argum ent de mes propres paroles pour\n   En rassemblant tous les peuples du monde infirm er ce qu’ici m ême j ’ai entrepris de\npour la tentative insensée de Babel, le vieil dém ontrer et m e ferait l’objection selon lui\norgueil humain faisait donc ainsi cet aveu que pérem ptoire : « Com m ent, devan t ces faits\nce n’était pas trop, selon lui-même, de l ’hu­ que l ’histoire reconnaît et que vous adm ettez\nm anité tout entière pour s’essayer à vaincre pouvez-vous encore prétendre que « l'origine\nDieu.                                                    de l’architecture est religieuse ? »\n   Pour nous, nous connaissons que vraim ent                A celui-là je répondrais :\nce n ’était pas assez. M ais ce qui surtout est             « L oin de donner un dém enti à m a thèse\ndigne de remarque, c ’est qu’en projetant,               ces faits la corroborent avec une évidence\nsurhumaine et jusqu’au ciel, la T ou r de leur com plète et sans réplique :\norgueil, les architectes de Babel s'inspiraient             E n dépit de toutes les déform ations que\nforcém ent des attributs du D ieu qu’ils vou­ subissaient alors parm i les homm es la vérité\nlaient vaincre : L a M ajesté, la Puissance et originelle et le concept du divin, n ’était-ce\nl’Immensité.                                             pas toujours , erronée , m ais vivace, la\n   Ainsi le prem ier m onum ent que l’histoire a croyance religieuse en la divinité qui bâtis­\nnommé, par cela même qu’il fut le m onu­ sait les tem ples de l’A ssyrie, de la M édie et\nm ent de la révolte humaine contre D ieu, est de l’H ellade, connus plus tard et jusqu’à nos\nné de la croyance en L ui et c ’est la D ivinité jours les pagodes de l’Inde et celles de la\nmême telle que la concevait l ’humanité Chine ?\nd’alors, qui fut le vrai m odèle inspirateur de             N ’était-ce pas toujours la hantise de\nson architecture.                                        l’im pénétrable au-delà qui peuplait de sym ­\n                                                         boles religieux la terre des Pharaons inhos­\n                                                         pitalière au vrai D ieu ?\n                          II.\n                                                            A u XIXe siècle revient l ’honneur d ’avoir\n               D E B A B E L A JÉ SU S                   ressuscité,   pour le plus grand profit de la\n                                                         V érité et de l’A rt dans l’avenir, ces m erveilles\n   N e pouvant achever l’œuvre de la dém ence, architecturales et religieuses d’un passé si\nl’humanité se dispersa; les races s’isolèrent et lointain, et de nous avoir par là révélé à\nchacune d’elles eût bientôt fait de trans­ quelle beauté m ultiple et fastueuse l’univer­\nformer à son caprice, selon son génie propre selle croyance en la divinité éleva le génie\net son tem péram m ent distinct, la tradition des architectes d’O rient dans les créations de\nvéridique des origines de l’univers et d’altérer leur art.\nla croyance en l’unité de D ieu.                            Com m e chaque nation depuis B ab el possé­\n   L a Lum ière surnaturelle obscurcie déjà par dait sa langue et sa religion nationale, chaque\ntous les péchés dont avait fait justice le déluge nation posséda son style en architecture.\nn’éclaira plus que comm e une lueur lointaine               Car les dogm es particuliers et les rites\naux crépuscules d’hiver, la terre coupable,              propres à chacune de ces religions, inspirè­\nDieu ne se manifesta plus qu’au peuple qu’il rent diversem ent les architectes des siècles\n"}, {"page_pdf": 34, "texte": "FRONTISPICE   E l ie R o id o t\n"}, {"page_pdf": 35, "texte": ""}, {"page_pdf": 36, "texte": "                                   REV U E D’A RT E T DE LITTÉ RA T U RE                                                   17\n\npaïens, pour qui l ’idée religieuse était la pre­               nacle. L ’autel des holocaustes, l’autel des parfums, le\nm ière, si pas l’unique inspiratrice.                           chandelier d’or, les tables des pains, de proposition,\n                                                                tout le reste des meubles sacrés du tem ple, fut pris sur\n   Il ne faut pas s’étonner si les palais des\n                                                                des pièces semblables que Moïse avait fait faire dans le\nrois et tous les autres édifices du passé                       désert. Salom on n’y ajouta que la magnificence et la\ns’offrent à l’exam en de l’archéologue moderne                  grandeur.\navec un aspect de grandeur cultuel pareil à                        L ’arche que l’homme de Dieu avait construite, fut\n                                                                posée dans le saint dessaints, lieu inaccessible, sym bole\ncelui des tem ples élevés aux dieux du pays.\n                                                                de l ’im pénétrable majesté de Dieu, et du ciel interdit\n   M andataires et descendants de ces dieux                     aux hommes, jusqu’à ce que Jésus-Christ leur en eût\nm êm es aux y e u x de la crédulité populaire,                  ouvert l’entrée par son sang. A u jour de la dédicace\nles potentats orientaux s’environnaient d’ail­                  du tem ple, Dieu y parut dans sa majesté. Il choisit ce\nleurs d’un tel appareil cérém onial que la                       lieu pour y établir son nom et son culte, Il y eut\n                                                                défense de sacrifier ailleurs. L ’unité de D ie u fut dém on­\nm ajesté de leur règne inspirait aux construc­\n                                                                trée par l’unité du tem ple, Jérusalem devint une cité\nteurs de ces palais une architecture identique                   sainte, im age de l’E g lis e où Dieu devait habiter comme\nen sa m agnificence à celle qu’inspirait à leur                  dans son véritable temple, et du ciel où il nous rendra\nfoi la m ajesté m êm e des dieux.                                éternellem ent heureux par la manifestation de sa\n   Pour quiconque n’est pas totalem ent igno­                    gloire.\n                                                                    A près que Salom on eût bâtit son tem ple, il bâtit\nrant de l’histoire de l’antiquité, c ’est donc un\n                                                                 encore le palais des rois, dont l ’architecture était digne\n fait indéniable que la croyance religieuse en                   d’un si grand prince. Sa maison de plaisance, qu’on\n la divinité fut la cause prim ordiale, et la                    appela le Bois du Liban, était égalem ent superbe et\n source véritable des architectures païennes                     délicieuse. L e palais qu'il éleva pour la reine fut une\n com m e elle le fut aussi de tous les autres arts,              autre décoration à Jérusalem.\n                                                                    T o u t était grand dans ces édifices, les salles, les ves­\n source dont l’eau sans doute avait perdu\n                                                                 tibules, les galeries, les promenoirs, le trône du roi et\n depuis Babel sa lim pidité édénique, source                     le tribunal où il rendait sa justice; le cèdre fut le seul\n qui ne reflétait plus la pureté du ciel, mais                   bois qu’il em ploya dans ces ouvrages. T o u t y reluisait\n qui, m algré les boues morbides des idolâtries                  d’or et de pierreries. L es citoyens et les étrangers\n m onstrueuses sut pourtant fertiliser la terre                  admiraient la majesté des rois d’Iraël. L e reste répon­\n                                                                 dait à cette magnificence : les villes, les arsenaux, les\n durant des siècles au point d’y faire fleurir\n                                                                 chevaux, les chariots, la garde du prince. L e com­\n tant de styles m erveilleux !                                   merce, la navigation et le bon ordre, avec une paix\n    R evenons m aintenant au peuple d’Israël.                    profonde, avaient rendu Jérusalem la plus riche ville\n                                                                 de l ’O rient. L e royaume était tranquille et abondant :\n   « Pour im prim er dans les esprits l’unité de Dieu et\n                                                                 Tout y représentait la gloire céleste. »\nla parfaite uniformité qu’il demandait dans son culte,\ndit Bossuet (1), M oïse répète souvent que, dans la terre          H élas! c ’est sur ce tem ple magnifique,\npromise, ce Dieu unique choisirait un lieu dans lequel\nseul se feraient les fêtes, les sacrifices et tout le service\n                                                                bâtit par Salom on le Sage, que devait s’exercer\npublic. En attendant ce lieu désiré, durant que le peu­         un jour, selon la prédiction et m algré les\np le errait dans le désert, M oïse construisit le T aber­       larmes de son Fils, la colère terrible de D ieu.\nnacle, tem ple portatif, où les enfants d’Israël présen­           P ar Titus, fils de Vespasien fut exécutée la\nteraient leurs vœ ux au Dieu qui avait fait le ciel et la       sentence et le tem ple dont le voile s’était\nterre, et qui ne dédaignait pas de voyager, pour ainsi\n                                                                déchiré, à l’instant m ême où les Juifs perpé­\ndire, avec eux et de les conduire           Ainsi. « L ’arche\nd’alliance bâtie par M oïse, où Dieu reposait sur les           traient le crim e infini du Calvaire, le tem ple\nchérubins, et où les deux tables du Décalogue étaient           où D ieu n ’habitait plus et qu’il avait maudit,\ngardées n’avaient pas de place fixe          Mais. « Quand      fut m angé par les flammes. L a tentative\nDavid eût défait tous ses ennemis et qu’il eût poussé           insensée de sa reconstruction par Julien\nles conquêtes du peuple de Dieu jusqu’à l’Euphrate,\n                                                                l’A postat, qui voulait dém entir la prophétie\npaisible et victorieux, il tourna toutes ses pensées à\nl'établissem ent du culte divin ; et sur la même mon­           du Christ, la confirma plus tard par son avor­\ntagne où Abraham , prêt à im m oler son fils unique, fut        tem ent.\nretenu par la main d’un ange, il désigna par ordre de              D u tem ple de Jérusalem il ne resta plus\nDieu, le lieu du tem ple.                                       pierre sur pierre et le récit de sa splendeur\n   Il en fit tous les dessins; il en amassa les riches et\n                                                                est seul parvenu jusqu’à nous.\nprécieux m atériaux; il y destina les dépouilles des\npeuples et des rois vaincus. Mais ce tem ple qui devait            Mais lorsque l’empereur renégat tom bait\nêtre disposé par le conquérant, devait être construit par       m ortellem ent frappé par les armes du roi\nle pacifique. Salomon le bâtit sur le modèle du T aber-         Saphor, et projetait vers le ciel le sang de sa\n                                                                blessure en proférant l’aveu de sa défaite, le\n  ( 1 ) B o s s u e t . Discours sur l'histoire universelle.    triom phe des basiliques chrétiennes s’élevait\nD euxièm e partie. Suite de la religion.                         déjà dans les airs !\n"}, {"page_pdf": 37, "texte": " 18                                            LA GERBE\n\n       L es premiers architectes chrétiens donnè­         M ais il est cependant une autre source\n  rent aux églises l’aspect que l’E glise catho­ encore, inépuisable aussi celle-là, où ira\n  lique elle-m ême offrait alors au monde : s’abreuver, et fréquemm ent, leur art :\n  l’aspect de la résistance et de la victoire.           A v e c autant de grâce ingénue, de fraîcheur\n      A v e c ses pleins cintres et ses m urailles et de jo ie vivante qu’ils surent m ettre de dou­\n  massives, qu’il avait hérité de l’art païen de leurs sublimes dans les flagellations et les\n  Rom e — dont il n ’était d’ailleurs que la trans­ crucifiements, et de réalism e brutal dans les\n  figuration baptismale, le style inspiré par la supplices des m artyrs et les grim aces hideuses\n  religion de Jésus, répétait admirablement des démons, les artistes du m oyen âge surent\n  l ’âme de l’époque.                                 interpréter la création de D ieu.\n      L a jeune âme du nouveau monde chrétien            Toute une végétation luxuriante et fleurie,\n  était belliqueuse ; toute frisonnante encore peuplée de bêtes et d’oiseaux m onte le long\n des épopées barbares elle ne concevait la des murs et des pilliers, s’épanouit aux cha­\n maison d e D ieu que semblable à une forte­ piteaux et suit jusqu’au somm et le geste ado­\n resse, dressée com m e un défi devant les der­ rant des vous soirs.\n nières idoles.                                          L ’église entière s’anime ainsi, rem ém orant\n     Bientôt pourtant l ’élan de la prière chré­ au visiteur ému l’ E den d’où fut banni l’A dam\n tienne exhaussa vers le ciel les tours cruci­ coupable, mais que la m iséricorde du P ère\n fères et dès le XI e siècle, l’ogive remplaçant rouvrira pour les hommes après la fin des\n le plein cintre, porte, majestueuse et tout à la siècles, grâce au sang de l’A dam nouveau. E t\n fois suppliante, la voûte des nefs ecclésiales voici que tout un art m erveilleux, un art jus­\n à des hauteurs qui font songer à D ieu.             qu’alors inconnu, l’art du vitrail, a pris nais­\n     La doctrine civilisatrice du Crucifié du sance dans les églises catholiques.\n Calvaire s’était répandue par le monde. L e            O ! l es verrières du m oyen âge et leurs\npaganisme était bien m ort, et les âmes chan­ prismes éblouissants com m e des bouquets de\ntaient, maintenant, la rédem ption du genre lum ière fait avec des jo y a u x fleuris.\nhumain et célébraient la création rachetée              Ce qui apparaît encore admirable en ces\nelle aussi par le sang divin.                        siècles d’art e t de fo i, c ’est com m ent les archi­\n     L es bâtisseurs chrétiens perpétuèrent dans tectes surent conserver aux cloîtres, aux habi­\ndes chefs-d’œuvre sans pareil, cette exalta­ tations particulières et aux autres m onum ents\ntion de la foi et de la vie. L es pierres des leur caractère propre sans pourtant leur ôter\ncathédrales gothiques sont éloquentes comme cette grandeur m ystique en si com plète har­\nles cantiques du ciel, les pierres ont des vo ix m onie avec l’âme contem poraine, toujours\net semblent clam er par dessus les prosterne­ lum ineuse des clartés célestes jusque dans les\nments des foules les adorations, les espoirs et m oindres soucis de la vie.\nles allégresses des âmes.                               T aine lui m êm e le reconnaît : « O n dirait\n     Les pierres des cathédrales gothiques sont que les âmes du m oyen âge veu len t atteindre\nvivantes, les pierres palpitent comm e des en m êm e temps, écrit-il, l ’infini dans la gran­\ncœurs humains et les mêmes vérités éternelles deur et l ’infini dans la petitesse. »\n sont gravées dans les cœurs des hommes et              C ’est que les âmes du m oyen âge se rem é­\ndans les pierres des cathédrales.                   m oraient eux, l’A rtiste Infini qui apparaît\n     Les polychrom ies des églises sont plus aussi grand quand il donne la vie aux\nopulentes de tons que les fresques les plus insectes les plus infimes, que quand il jette\nsuperbes des tem ples d’Orient, et les sym ­ dans l’espace des m ondes innom brables.\nboles m ystiques que ces polychrom ies repré­           Il en fut ainsi jusqu’au jour où la foi de ce\nsentent surpassent les sym boliques païennes m oyen âge périclita sous l’action dissolvante\nde toute la supériorité poétique des dogm es et néfaste des hérésies.\net des m ystères chrétiens.                             Car les hérésies et les satanismes dans\n     L a tradition, la Bible et l’E vangile, les l’ombre, avaient inoculé leur virus fidéicide\nrites somptueux du culte catholique et les aux générations catholiques et tenté, à plu ­\nineffables légendes des grands héroïsmes sieurs reprises, la restauration des cultes\nchrétiens, telle est la m ine inépuisable où païens.\npeintres et sculpteurs puiseront désormais les         L es A lbigeois, les Cathares et les Patarins,\nsujets de leurs œuvres.                             les partisans de Tanclulin, les partisans de\n"}, {"page_pdf": 38, "texte": "                             RE V U E D’A R T E T DE L IT T É R A T U R E                           19\n\nJean Huss, de Jean Ziska et de W icleff,            gnance et dégoût à voir les œ uvres et les\nautant de foules à l’assaut de la cité de D ieu !   chefs-d’œ uvre dont l’A rt est redevable à d'au­\nautant de brèches qui perm ettront un jour aux      tres styles, nés ou régénérés, ceux-là aussi\nlettrés de Pizance chassés vers l’O ccident         pourtant, grâce au génie chrétien !\nchrétien par les armes de M ahom et II, d’y              Que l’art m iraculeux du m oyen âge soit\nfaire pénétrer l’engouem ent en faveur de           désormais le style élu de l’enseignem ent\nl’antiquité romano-grecque et d’y perpétuel­        architectural dans les pays chrétiens du N ord,\nle triomphe des reconstitutions païennes,           voilà qui apparaît m ille fois plus logique et\nquinze siècles après le G olgotta !                 d’un choix vraim ent plus heureux que l’en­\n   D e la décadence gothique, M . L éon Sou­        seignem ent des vieu x styles païens du M idi,\ng uenet a retracé en son exorde sur le Paradis      pourvu, bien entendu, que les principes archi­\nde V an E y c k un très véridique tableau :         tectoniques de ce style du passé serve de base,\n                                                     en nos contrées, aux libres recherches d’un\n    « L a Grèce et l’Italie, écrit-il, von t recon­\n                                                     style nouveau et non pas à quelque tentative\nquérir l’Europe, im poseront le culte des\n                                                     dénuée de renaissance gothique.\nformes à ceux qui avaient le culte des idées.            Car si la renaissance gothique devait suc­\nC ’est le retour triomphal des dieux de l’O lym pe,\n                                                     céder quelque jour à la renaissance païenne,\ndes rayonnants m ensonges qui renouvelleront\n                                                     la routine, ce jour-là, n'aurait fait que changer\nleurs efforts charmants pour draper de joie la\n                                                     de roue\nlaideur des réalités. L ’exode comm ence.                Pour les styles comme pour les idées, la loi\n    L e temps de la foi splendide et simple ne sait pas la pitié, et tout se transforme ici-\n s’éloigne.                                          bas, tout se modifie sur la terre. C ’est la con­\n    Tours et flèches ne jaillissent plus d’un jet, dition de la vie. D e sa rigueur universelle, la\n ce n ’est plus l’indication sublime de la flèche loi n ’excepte pas ni l’art ni la beauté. L a\n érigée au croisem ent des nefs, au-dessous de Vérité elle-m êm e, immuable en ses dogm es,\n l’autel, ou le geste de m ains jointes du clo­ progresse incessam m ent en élevant, toujours\n cher dom inant le portail. Comm e l’inspira­ par des dogm es nouveaux, le phare illum iné\n tion va par saccades, la tour m onte par plates- de la R évélation.\n form es successives. T e lle flèche petite du            E t ceux-là sont stériles, aveugles et injustes\n X I e siècle, indique un point plus haut de          qui se dépensent de la sorte en très vaincs\n l’azur que telle tour altière du X Vme.              lam entations sur les ruines d’un passé, quel­\n     A illeurs l’art se sent blessé, mais veut que glorieux qu’il fut.\n encore prier.                                            L ’E glise, qui avait transfiguré le style\n     Pourtant les lances, aux d e u x dardées, des païen de Rom e aux premiers jours de sa v ic ­\n  fenêtres s’ém oussent ; les rosaces ne sertissent toire, s’empara des formes païennes de la\n  plus un soleil de pierreries, mais des dessins Renaissance pour m ieux glorifier devant le\n  bizarres que créa le caprice ou la rêverie           siècle épris de ces formes païennes, les m ys­\n  d’artistes fatigués et non la foi aveuglante.        tères, le Christ et les saints. Sans doute l’ab­\n  L e nombre trois disparait ; le flam boyant a sence de science archéologique fit com m ettre\n  des aspirations découragées. D u somm et des dans le N ord, par les artistes et les ouvriers\n  voûtes ogivales, a u point suprême de l’angle,       de la Renaissance, d’irréparables profana­\n  là où l’artiste de jadis captait un peu de l’in­ tions. M ais le crucifix de Van D y c k qu’on\n  fini, descend un pendentif. C ’est une retombée admire au M usée d’A nvers, et l’œuvre de\n  vers la terre à l’instant le plus divin de l'orai­ M ichel-A nge et de Raphaël en sont-ils moins\n   son. C ’est toute l’explosion criante d’une âme chrétiens et moins admirables à cause de\n   qui s’affaise. »                                    cela? E t l’E glise catholique n’est-elle pas en\n      L ’architecture, qui succombait ainsi devant droit de revendiquer la plus grande part dans\n   le renouveau des formes de l’antique, avait la beauté de ces chefs-d’œuvre dont elle ins­\n   atteint, durant des siècles, à une expression pira les sujets ?\n   si parfaite, si com plète et si haute, de l’âme         Ces artistes furent tellem ent puissants que\n   catholique, elle avait fait chanter par la ma­       leur   personnalité se révolte et se manifeste\n   tière si m erveilleusem ent les louanges du          sans   cesse dans leurs travaux, en dépit de la\n   D ieu Créateur, que plusieurs, m aintenant,          volonté    qui s’abuse et veut astreindre l’ima­\n   parmi ceux de ma foi, n’éprouvent que répu­          gination   à la copie des formes grecques. Mais\n"}, {"page_pdf": 39, "texte": "20                                          LA GERBE\n\npour les artistes plus nombreux dont le talent         M essieurs! vous connaissez la fête, vous\nne posséda pas la puissance dominatrice de          connaissez le décors et la saturnale, vous con­\nces génies, la Renaissance, sans doute, fut         naissez les sacrifices hum ains célébrés sans\nautrement néfaste et pas m ortelle, hélas !         nom bre en son honneur sur l’autel de la\n   N é de la religion des peuples, sous ceux        gu illotin e... Passons !\nd'Athènes et de Rom e, les styles païens               P asson s!... mais souvenons-nous que le\navaient là-bas, avant la venue du Christ-Dieu,      philosophism e voltairien acheva, contre la\nune incontestable beauté.                           beauté, la conspiration protestante, et que\n   Mais transplanté, quinze siècles après sa        c’est lui qui a livré aux fureurs du sansculo­\nvenue, de l’O rient ensoleillé sous le ciel         tism e les chefs-d’œ uvre de l’art chrétien !\nnuageux du N ord et dans un sol tout im pré­           L e temps, qui n’épargne rien, sem ble avoir\ngné du sang chrétien, non plus jailli du cer­       épargné pourtant leurs débris sacro-saints de\nveau de l’artiste, mais cultivé par la volonté      ces profanations inéluctables, et la création\ndes archéologues, ces styles sont devenus,          s’est com plue à revêtir de la beauté de ses\ndepuis M ichel-A nge, le grotesque anachro­         verdures et de ses fleurs les ruines des abbayes\nnisme qui fait la honte d’aujourd’hui.              et des églises saccagées par les brutes san­\n   L es tem ples que les sauvages les plus          glantes des révolutions !\nabrutis construisent à leurs fétiches révèlent         N ous qui assistons, à présent, au déclin du\nun sens esthétique incontestablem ent plus          XIXe siècle, nous avons devant nous, accusa­\nélevé que les « tem ples » construits par le pro­   teur et sans réplique, l’ouvrage abom inable de\ntestantisme, et les froides géom étries des         tant d’im piété.\ntem ples païens d’Athènes sont autrement               Ce siècle qui fut élevé selon les principes\ngrandioses que ces salles de conférences dé­        athées de 1793, à quelle architecture a-t-il\nsespérément nues et dépourvues de toute             donné naissance? Q uel sty le nouveau a-t il\narchitecture, c’est-à-dire dépourvues de tout       donc fait fleurir ? Q uels m onum ents sont les\nreflet de Dieu, où un monsieur quelconque en        chefs-d’œuvre qu’il a bâti pour révéler à\nredingote noire, où un monsieur quelconque          l’ém erveillem ent de l ’avenir les aspirations\nqui n’a reçu sa mission de personne, se permet      de son âme et la puissance de son génie ?\nd’interpréter selon les lumières de son intel­         A ces questions, M essieurs, je n ’ai pas à\nligence personnelle les paroles éternelles de       répondre, la réponse c ’est la v ille m oderne, la\ncelui qu’il appelle encore Christ, mais sans        réponse est autour de vous.\nnous affirmer si ce Christ est seulem ent un           N on content d’être le siècle nul, im pro­\ngrand prophète ou s’il est vraim ent D ieu.         ductif et m ort au point de vue des arts archi­\n   « L e protestantism e a abandonné l’im agi­      tecturaux, le XIXe inventa, plus redoutable et\nnation de l ’homme. Il n’a pas permis au D ieu      plus détestable, oh ! bien plus ! que la rage\nRédem pteur de s’en emparer. Il a oublié que        saccageante des ém eutes populaires, le « van­\nle Dieu Créateur avait fait les couchers de         dalisme pacifique ».\nsoleil et avait chargé les nuits resplendis­           C ’est contre ce « vandalism e pacifique » que\nsantes de dire à l’homme un m ot de sa splen­       dans une lettre fameuse à V ictor H u go, le\ndeur » ( 1).                                        com te de M ontalem bert s’insurgea avec toute\n   L e protestantism e, en effet, n ’est pas une    la véhém ence de son ardent amour de l’art et\nreligion, mais la négation des dogm es fonda­       de la foi, que ce vandalism e outrageait :\nm entaux de la vraie religion. E t c ’est pour­        « T o u t le monde doit reconnaître, s’écria-t-\nquoi, en architecture, il n ’a produit que le       il, que le vandalism e m oderne se divise en\nnéant.                                              deux espèces bien différentes dans leurs\n   Or, à la fin du XVIIIe siècle, ce « siècle du    motifs, mais dont les résultats sont égalem ent\nprotestantism e sans la Bible » et le plus petit    désastreux.\nde tous les siècles, pleine de ces lourdes con­        » O n peut les désigner sous le nom de van­\nceptions païennes qu'elle avait fait renaître,      dalisme destructeur et de vandalisme restau­\nl’Europe estima qu’elle avait atteint l’âge de      rateur. »\nla raison ; l’Europe déifia cette raison et\nvoulut lui faire fête.                                        I. Vandalism e destructeur\n   E lle la fêta, en effet.\n                                                      Prem ière catégorie : L a liste civile et le\n  (1) H ello. L'Homme.                              gouvernenent.\n"}, {"page_pdf": 40, "texte": "                             REVUE     D 'A R T   ET   DE LIT T É R A T U R E                        21\n\n\n  D euxièm e catégorie : L es maires et les\nconseils m unicipaux.\n  Troisièm e catégorie : L es propriétaires.\n  Quatrièm e catégorie : L es conseils de fa­\n                                                                     Chanson d’aimer\nbrique et les curés.\n  E n cinquièm e lieu et à une très grande dis­                             NOS     RÊVES\ntance des précédents : l’émeute.\n                                                                     L e soir superbe et doux,\n        II.   Vandalisme restaurateur                                L e beau soir plein de rêves,\n                                                                     L e soir descend sur nous.\n   Prem ière catégorie : L e clergé et les con­\nseils de fabrique.                                                   E t nos rêves se lèvent\n   D euxièm e catégorie : L e gouvernem ent.                         Avec les chansons brèves\n   Troisièm e catégorie : L es conseils m unici­                           Des gais grillons\npaux.                                                                      Dans les sillons.\n   Q uatrièm e catégorie : L es propriétaires.\n   L ’ém eute a au moins l’avantage de ne rien\n« restaurer ».                                                    Nos rêves sont très vagues,\n   E t M ontalem bert ajoutait :                                  Comme le brouillard clair\n   « Que les gouvernem ents et les m unici­                       Qui s'élève en le vague\npalités traitent brutalem ent les monuments\n                                                                  Calme et berceur de l ’air.\nque le m alheur des tem ps leur a livré, et\ninscrivent là com m e ailleurs, l’histoire de leur                Nos rêves chantent l'air\nincapacité profonde, cela n’a rien ni de sur­                              Que dit la brise\nprenant ni d’inconséquent avec le reste de                                 A u x feu illes grises.\nleur déportem ent.\n   » O n en gém it, on s’en indigne, mais on\nn’en est point, grâce au ciel, responsable,                          Comme en les myosotis\ntandis que voir l’église s’associer avec une                         Tous bleus auprès de l'onde\npersévérance si cruelle au triom phe du jou g                        Nos rêves sont jolis,\nanti-chrétien qui date de l’époque où elle-                          Nos rêves, oh ! ma blonde,\nm ême a été dépossédée peu à peu de sa popu­\n                                                                     Sont les plus beaux du monde,\nlarité et de sa puissance; la voir renier les\ninim itables inspirations du sym bolism e des                              Nos rêves bleus\nâges catholiques pour introniser dans les basi­                            Comme tes y e u x .\nliques les pastiches d’un paganism e réchauffé\net bâtard, la voir enfin chercher à cacher sa\n                                                                              TES   YEUX\nnoble pauvreté, ses plaies glorieuses sous\nd’absurdes replâtrages, c’est un spectacle fait\n                                                                  M a belle infiniment douce,\npour navrer une âme qui veut le catholicism e\ndans sa sublime et antique intégrité, le catho­                   L'eau claire sur la mousse\nlicism e roi de l ’im agination, com m e de la                    A de moins beaux reflets\nprière, de l’art com m e de l’intelligence ! »                    Que tesy e u x de rieuse,\n   Il y a trois quarts de siècle que le com te de                 Que tesy e u x si gais\nM ontalem bert criait ainsi son indignation au\n                                                                  A u x clartés merveilleuses.\nnom de la Beauté qu’il savait en péril; il y a\ntrois quarts de siècle de cela et les vandales\ndétruisent e t « restaurent » toujours !                           Tes jo lis y e u x , tesy e u x\n   M ais le paganism e des derniers siècles n’a\n                                                                  Sont le reflet des d eu x,\npas arrêté là sa besogne anti-artistique.\n                                                                  Quand le matin d'or pâle,\n                    GEORGES     RAM AEKERS.                        Comme un sourire doux,\n  ( A continuer).                                                 Apparaît clair et pâle\n                                                                  E n de grands contours flou s.\n"}, {"page_pdf": 41, "texte": "22                                         LA GERBE\n\n         E t quand vers moi tu lèves               N ous voyon s H orta, H ankar, G ovaerts et\n           Tes jo lis y e u x de rêves,          bien   d ’autres encore, sortir de la funeste\n           Tesy e u x , tesy e u x chantants     ornière    de la com pilation pour créer des\n                                                 œ uvres absolum ent personnelles. Ce m ouve­\n           Sont comme deux étoiles\n                                                 m ent régénérateur s’accuse de plus en plus.\n           D'une nuit de printemps...\n                                                 Bon nom bre de jeunes gens, une génération\n           — De jo ie mon cœur s'étoile. —       future d’architectes, s’engagen t courageuse­\n                                   JEAN DRÈVE.   m ent dans cette voie nouvelle et m archent\n                                                 bravem ent sur les traces des audacieux pion­\n                                                niers de l’art dont nous venons de citer trois\n                                                noms.\n                                                   Anim és d’un noble enthousiasm e, quelques-\n                                                uns de ces jeunes architectes vienn ent de\n     Corporation d’Architecture                 form er dans notre v ille un cercle sous le\n                                                nom de « Corporation d’A rchitecture et\n                               ET D’ART APPIQUÉ d’A rt appliqué ». C eux-ci se sont posés cette\n                                                question : Q u’ont fait les architectes de nos\n         l o r s que le XIX e siècle, ce grand  jours ? N ’ont-ils pas été uniquem ent l’écho\n\n\nA           zéro pour l’A rchitecture et l’A rt (et parfois quel écho !) de nos ancêtres ?\n            appliqué, ce siècle d ’une nullité     Sans scrupule aucun, ne se sont-ils pas\n         com plète, en est arrivé à ses dernierscontentés\n                                                  ans,       de copier, de m êler tout ce qu’avait\nun nouveau m ouvem ent artistique se dessine produit des siècles de gloire et de person­\nclairem ent. D evan t le déplorable état dans nalité ?\nlequel languit l'A rchitecture contem poraine,     L ’A ntique, le Gothique, les Renaissances\ndes hommes de talent ont été pris d’un haut- française, flamande et italienne on t été les\nle-cœ ur bien com préhensible, et nous pou­ proies sur lesquelles se sont jetés avide­\nvons suivre, sans m ême sortir de notre petit m ent les architectes de ce siècle et, sans se\npays, les intéressantes phases de la résurrec­ donner la peine de créer eux-m êm es, ont\ntion de l’A rchitecture.                        reproduit ce que d’autres avaient conçu. E t\n\n\n\n\n CARTE DE CONVOCATION                                                A rm and V an W a e sb e r g h e\n"}, {"page_pdf": 42, "texte": "                               REVUE    D ’A R T   ET DE LITTÉ R A TU R E                          23\n ces plagiaires ont élevé, à part quelques            anciens, il est impossible que l'Architecture,\n exceptions, ces pots-pourris architecturaux,         ce bel et grand art, ne regagne sa splendeur\n ces ramassis de tous les styles qui enlèvent à       de jadis.\n nos villes tout leur cachet.                                                            POLAM.\n    L es m embres de la Corporation se basant\n sur ce principe : Il n ’y a pas d’art sans per­\n sonnalité, ont résolu d’abandonner les règles\n du convenu.\n    T o u t en professant une grande admiration\n pour les styles passés et pour les artistes\n                                                       Concours de boîtes aux lettres\n pleins de personnalité qui les créèrent, ces\njeunes enthousiastes dédaignent de repro­\n duire les chefs-d’œuvre d’antan.                                 « Corporation d’architecture », en\n                                                                  a\n    Ils veulent faire de l’architecture et non\n de l’archéologie, ils veulent être des artistes\n et non des fureteurs de vieu x bouquins. L a\nnature éternellem ent belle est leur unique\n                                                       L         même temps que son intéressant\n                                                                 concours de couverture, dont il\n                                                               vient d’être parlé, proposait à ses membres\n                                                      un concours de projets de boîtes aux lettres,\n m odèle, leur unique source d’inspiration.           dont un à faire exécuter pour son utilité\n    C ette imm uable beauté leur présente ces         propre.\nlignes pleines d’élégances, ces lignes gracieu­         Ce concours a donné d’excellents résul­\n sem ent courbées qui form ent en quelque sorte       tats; les concurrents, M M . H ols, Strauven,\nla base de cet art nouveau, car la ligne n ’est-      Bochom s, Van W aesberghe, Ham esse et\nelle pas la dom inante de toute œ uvre d’art ?        Seldrayers, ces derniers en collaboration,\n   L es nouvelles découvertes industrielles          présentent des projets déjà remarquables par\n sem blent leur ven ir en aide pour la mise en       la diversité de composition, l’originalité. En\nœ uvre de leur projet.                               effet, les concurrents ne s’étant basé sur\n   L e fer, l’acier, avec leur résistance incon­     aucun principe vieillem ent établi, ne se sont\ncevable, seront asservis à leur audace, les          rencontrés en rien, résultat déjà appréciable\nglaces immenses et de formes variées, lais­          et bien en faveur de l’art nouveau.\nseront entrer la lum ière et, par conséquent,           Certes et quoique l’objet mis au concours\nla joie dans leurs bâtisses que décoreront des       semble d’im portance secondaire, ceci est un\nproduits nouveaux.                                   indice excellen t de vitalité.\n   T o u t sera bouleversé : la disposition inté­       M . H ols nous présente un projet aux lignes\nrieure, la décoration, les meubles, tout rece­\nvra l’em preinte des idées nouvelles. Voilà\nce qu’espère en grande partie la jeunesse\nartistique et vo ilà surtout ce que se pro­\nm ettent les membres de la « Corporation\nd’A rchitecture et d’A rt appliqué. »\n   M ais com bien de temps devront-ils lutter\nencore contre les idées dix-huit cent tren­\ntièm es ?\n   L e bon proprio, le propriétaire non artiste,\nne veut-il pas à tout prix son salon toujours\nLouis X V et sa salle à m anger éternellem ent\nflamande ?\n   L ’architecte actuel ne luttera-t-il pas dés­\nespérém ent contre les idées nouvelles qui\nannulent les poncifs qu’il livre continuelle­\nm ent au mauvais goût du public.\n   N éanm oins les membres de la Corporation\nont foi dans l’avenir, foi que nous partageons\nentièrem ent. Il est impossible qu’on se con­\ntente à jam ais de ces répétitions des temps         BO ITE A U X L E T T R E S       W ille m   HOLS\n"}, {"page_pdf": 43, "texte": "24                                                L A GERBE\n\nsouples et gracieuses, harmonieuses et lo gi­\nques. L ’aspect général est des plus heureux.                          Notes sur l’ameublement\n   L ’auteur a bien compris qu’il n ’y avait pas\nlieu ici de se laisser em porter par l’imagination;                      Bei n peu se préoccupent de la belle\nil a fait simple et a su répondre parfaitem ent                           rénovation d’art qu’il y aurait à tenter\nà ce qu’on était en droit d’attendre.                                     dans l ’am eublem ent. Considéré sou­\n    L e projet de M . H ols sera exécuté.                      ven   t comm    e chose secondaire dans l’archi­\n    M . Strauven s’est surtout préoccupé du                    tecture,     l’am eublem ent est n égligé, mis à\npoint de vue constructif. Disons, entre paren­                  part;  à  peine   s’il entre en ligne de com pte,\nthèses, que ceci n’est pas toujours assez lorsqu’il s’agit de com poser l’intérieur, ce\nprésent à l’esprit de nos\njeunes architectes.\n    L a vue de côté est par­\nfaite, à ce point de vue.\n M . Strauven est d’ailleurs\nle seul qui se soit assez pré­\n occupé de ce point, pour­\ntant de première utilité.\n    M . Bochom s présente\n deux projets très originaux,\nparfaitem ent compris éga­\n lem ent au point de vue\n constructif. U n peu de\n lourdeur — aux coins par­\n ticulièrem ent — serait à\nreprocher.\n    L a ferrure, très sobre,\nnous plaît. N ous aimons\nmoins les m ontants qui\nsont pourtant très heureu­\n sement enlacés à la base.\n    M . Van W aesberghe, a\nqui nous devons déjà le\ndessin de notre couverture\nnous donne un jo li projet,\navec le m otif de papier\npeint que nous reprodui­\nsons comm e fond.\n    On remarquera la gra­\ncieuse stylisation des iris,\ncomme aussi la souplesse\ndes ferrures et des lignes\nen général                           BO ITE A U X L E T T R E S                         A rm and V an W aesber gh e\n    M . Seldrayers donne un\nbon projet à exécuter en chêne clair et en qui produit, au point de vue esthétique, des\nbois laqué vert.                                                effets déplorables.\n    U ne heureuse harmonie des teintes est                         B ruxelles et L ièg e sont à peu près les seules\nainsi obtenue.                                                  villes où l’on m arche dans la voie du progrès,\n   Enfin, M M . Ham esse et Seldrayers pré­ si intéressant cependant pour toute personne\nsentent en collaboration 3 projets. Ils nous ont qui s’occupe de notre art.\nsemblé hâtifs et, par conséquent, peu étudiés.                     Il y a quelque années encore, l’am euble­\n   M êm e remarque pour le projet présenté par m ent était livré à un abandon sans goût,\nM . Ham esse seul; une jo lie courbe de ligne dénué de toute recherche artistique et sous\npourtant.                                    P. R.             la dépendance m alheureuse de m archands et\n"}, {"page_pdf": 44, "texte": "                             REVUE D’A R T ET DE L IT T É R A T U R E                             25\n\nde cam elots incapables, qui, n’ayant aucune         ces abominables chiffons de mauvais goût\nnotion des idées artistiques que l’on peut           qui, en réalité, nuisent à l ’hygiène de nos\nréaliser dans un intérieur, m êlaient les styles,    appartements. L ’espace qu’ils occupent serait\nles époques, reproduisaient d’une façon ab­          plus utilem ent remplacé par l’air, si néces­\nsurde les jolis m odèles que nous ont légués         saire et si rare dans nos grandes villes.\nles anciens. Incapables de comprendre ces               Laissons ces ramasse-poussière malsains\népoques, voire m êm e de les im iter, nous nous      et utilisons l’argent qui y fut autrefois des­\ndemandons actuellem ent quelles idées de             tiné à l’exécution de l’am eublem ent et à la\nproductions nouvelles pouvaient fournir de           décoration artistique des choses environ­\npareils cerveaux de boutiquiers.                     nantes.\n   Beaucoup de clients, à notre époque, s’oc­           Certains architectes construisent de ces\ncupent de leur propre intérieur, alors que           habitations banales, où les places carrées se\ncelui-ci devrait être étudié par une personne        représentent à chaque étage, n’ayant aucune\ncom pétente, qui, laissée absolum ent libre de       destination précise ou possible et se term inant\n composer, d’après les idées émises par le           toutes par l’éternel plafond. Dans de pareilles\nclient, arriverait à satisfaire ce'ui-ci, tout en    conditions, il est évident que l’on ne pourra\nproduisant une harm onie d’ensem ble qui             introduire que difficilement, peut-être jamais,\nplaise aux yeu x et ne nuise en rien au con­         un effet artistique quelconque.\n fort.\n   Certaines personnes vo n t chez un m ar­\n chand de m eubles quelconque, y choisissent\n quelques m odèles, se rendent ensuite chez le\n décorateur, qui, se heurtant à une cacophonie\n de goûts et de teintes, se vo it incapable de\n com poser quoi que ce soit.\n   N ous voyons apparaître heureusem ent l’au­\n rore d’un jour nouveau ! U n m ouvem ent se\nproduit, s'accentue de jour en jour, instruit le\nclien t lui-m ême, qui finit par comprendre,\noh! m iracle, qu’on peut faire som ptueux et\nriche sans faire nécessairem ent laid et qu’avec\nde m édiocres ressources on fera plus beau           BOITE AUX LE TTRE S               LÉ O N BOCHOMS\n\nm aintenant, qu’auparavant en prodiguant\nsans com pter. Je conseillerais volontiers à            E n province surtout, tout le monde se m êle\ncertains tapissiers de vendre du m euble sans        d’architecture : l’entrepreneur, le maçon, cer­\ns’occuper d’am eublem ent proprem ent dit, car       tains em ployés mêmes. Ici encore le client\nils se heurteront bientôt aux exigences de           s’est habitué à se charger de la commando\nl’ère nouvelle, qui s’annonce et s’accentue          des travaux nécessaires à la disposition inté­\ntoujours.                                            rieure.\n   Il est à remarquer aussi que beaucoup d’ar­          Pour com battre le m auvais goût et les\nchitectes connaissent peu les règles à obser­        chaos malsains de fantaisies burlesques, nous\nver pour préparer un intérieur confortable et        avons heureusem ent, en Belgique, de grands\nartistique à l’habitation. A m on avis, il doit      architectes, qui com prennent la décoration\nêtre intim e et conform e aux idées, aux goûts       intérieure en l’appropriant aux mœurs de\net aux mœurs de son destinataire. L e plus           notre époque et aux nécessités de nos occu­\nsouvent possible, s’il y a lieu, il doit être pré­   pations journalières.\nparé pour les occupations de l ’habitant, ce            M M . H orta, H ankar, Serru rier-B ovy et\nqui a été rarem ent observé en ces derniers          beaucoup d’autres encore, s’en occupent\ntem ps.                                              depuis quelques années et ont déjà obtenu\n   V oici la cham bre à coucher, par exem ple:       chacun des effets très étonnants et qui, je\noù rien ne doit exhorter au plaisir, au travail;     l’espère, aideront à constituer un art nouveau\nl’ensem ble invitera au repos ; le sommeil ou        qui sera essentiellem ent local.\nla nuit y seront représentés d’une nuance ori­          Tous les arts puisent leur caractère en ne\nginalem ent sym bolisés. L à je supprimerais         s’écartant jam ais du principe qui les subjugue,\n"}, {"page_pdf": 45, "texte": "26                                              LA GERBE\n\nà l’inspiration dans la nature, et c ’est chez elle       Progrès. Façades naïves surm ontées d’un\nque nous trouverons, j ’en suis sûr, les élé­         imm ense drapeau national.\nments les plus sains, les plus vrais, qui nous           E xcelsior. Pas si e xcelsio r que cela. Façades\nmèneront toujours à un résultat esthétique.           assez nulles et plans peu com m odes.\n                           L É O N B O C H O M S.        (C) dans un rond. Façades trop uniformes.\n                                                      C e projet est rendu avec art et l’aquarelle est\n                                                      d ’un coloris superbe.\n                                                         Lum ière. Enfin, voici un projet conçu par\n                                                      un jeune, dédaignant de s’envelopper dans la\n                                                      poussière des vieux bouquins. L es façades,\nConcours pour la construction                         d ’une com position assez sim ple, produisent\n                                                      un certain effet d ’élégance. Plans assez bien.\n              d’une école à Etterbeek                 Classes éclairées des deux côtés.\n        E concours a donné un résultat déplo­            Pour la comm une. M êm e auteur que pour le\n\n\nC          rable tant au point de vue des façades\n           que des plans de la plupart des\nprojets. L e projet prim é, d’une renaissance\nsoi-disant flamande, est d'une valeur médiocre.\n                                                      projet précédent. Façades d’une com position\n                                                      originale, un peu inspirées de l’architecture\n                                                      de M H orta, dont M . G ustave Strauven,\n                                                      auteurs des projets portant pour devises :\nL es façades déplaisent à tout homme de goût,         « Lum ière » et « Pour la com m une »; est\nparce qu’elles ne sont point de style pur, les        élève. Les plans sont très bien compris, avec\nplans sont peu logiques; des classes éclairées        préau couvert, escaliers placés dans le fond\nà deux m ètres d’un mur de clôture ! Pas de           du préau et recevant ainsi un éclairage parfait.\npréau couvert alors qu’il n ’existe aucune salle      A u prem ier étage, les galeries servent de dé­\nà E tterbeek pouvant convenir pour distribu­          gagem ent, celles-ci pourraient être avanta­\ntions de prix aux élèves des écoles comm u­           geusem ent utilisées en cas de fêtes.\nnales. D ans l’axe d’une des façades s’élève                                                  A. v . w .\npiteusem ent un pignon m aigre. D ans quel\nvieux bouquin a-t-on été décalquer ce m orceau\nd’architecture baroque ?                                      es    E gyp tien s élevaient des tem ples\n   L ’un des auteurs (ils sont deux) de ce pro­\njet, est un ancien prix de Rom e! H uit années\nd’études à l’académie et trois années de pro­\nm enades dans la ville éternelle ont suffit\n                                                       L          au bœ uf A pis, les H ébreux au Veau\n                                                                  d’or, les G recs à Jupiter, A p p olon et\n                                                                Vénus. L es Rom ains érigèrent le C apitole.\n                                                         O h ! B elgique soit fière ! une de tes villes les\npour produire ce chef-d’œ uvre d’école qui            plus im portantes a vu surgir un tem ple élevé\nsera bientôt élevé à E tterbeek.                      à l ’art, cette fois!\n   2e prime : Projet de M . L o w . Jolie façade.        L ’ange qui préside aux destinées des choses\nN ous regrettons de devoir constater que              avait m arqué cette place pour faire fleurir\n M . L o w ne se lance pas dans le m ouvem ent        dans un coin ignoré toutes les beautés de\n« ferme ».                                            l’idéal. V erviers a son tem ple de l ’art.\n   2e prime : Projet de M . V an Beesen. Façade          L ’œuvre est enfin enfantée. Considérons\nbien simple. Plans très logiques.                     l’ensem ble du bâtim ent. L ’harm onie qui s’en\n   3e prime : (Charlem agne). Façade naïve.           dégage im pose à l’âme.\nBon à exécuter dans une boîte de construc­               D e m ême que l’on enduit à la cam pagne les\ntion à l ’usage des enfants.                          réservoirs d’une couche de cim ent pour les\n   3e prime : (Orientation). Jolie façade. Plans      rendre im perm éables, nous voyons ici une\nbien étudiés                                          couche de m ême m atière voiler aux y e u x des\n   Clio. B elle façade. Plans assez défectueux.       indiscrets l’architecture éternellem ent cachée\n   V os. Façades d’une naïveté désolante.             de ce tem ple m onum ental.\n   U nion. Façades peu esthétiques. Plans bien           Aussi, si les favoris de l ’art s’avisent de\ncompris.                                              ven ir un jour à Verviers pour contem pler\n   (A ) dans un rond. Bonnes façades classiques.      l’édifice en question, nous leur conseillons\nPlans pratiques.                                      fort d’em porter avec eux un télescope, afin de\n   H y giène et confort. Façades assez bien.          pouvoir découvrir à travers ce p lâtrage les\nClasses éclairées des deux côtés.                     lignes majestueuses du m onum ent.\n"}, {"page_pdf": 46, "texte": "                              REVUE   D ’A R T   ET   DE LIT TÉ R A T U R E                       27\n\n\n\n\n                                                                              E l ie R o id o t\nC O U V E R TU R E D E L IV R E\n"}, {"page_pdf": 47, "texte": " 28                                                      LAGERBE\n\n                                                                  tes ainsi dans sa chanson légère et invoquant par son\n                                                                  rythm e la chanson naïve de la flûte...\n\n                                                                          Des gouttes de cristal\n                                                                          Tombent de la flû te ,\n                                                                          Berger naïf,\n                                                                          E t parm i les ifs\n                                                                          D e la montagne brute\n                                                                          S'envolent pâles,\n                                                                          Ou claires,\n                                                                          E t légères,\n                                                                          Tombent et s'envolent,\n                                                                          Folles...\n                                                                          Ou graves ou d’or,\n                                                                          Berger naïf, chante, encor.\n\n                                                                    Son verger, d’un beau rythm e, a toujours cette\n                                                                  m élancolie du rêve :\n\n                                                                          Fleuris le verger de ton âme\n                                                                          Fleuris le rire de tes yeux\n                                                                          Que j e croie voir une aube en flam m e\n                                                                          Monter belle dans toi connu en les deux. .\n\n                                                                     C ette chanson d’enfant qui évoque une ronde enfan­\n                                                                  tine en sa naïveté...\n\n                                                                          Sous les pommiers\n                                                                          Sommes allés\n                     Les Livres                                           Sous les pommiers\n                                                                          C'était très beau\n   A U B E S E T C R É P U S C U L E S . — P r o s p e r R o i-           Sommes allés...\nd o t. (C ollection de la Lutte.) — E diteu rs: Société\nBelge de librairie. — Office de publicité.                           E t son « R êve sim ple », qui me sem ble être la plus\n                                                                  belle de ses aubes et, qui dépasse en tendresse grise,\n   Beau bouquin, titre et frontispice d’E lie Roidot —\n                                                                  en m élancolie calme, tous ces autres vers.\nB elle couverture et surtout délicieux frontispice.\n                                                                     Ce rêve est celui du poète ; toujours le désir de pou­\n   Comme l’artiste a bien compris son frère poète,\n                                                                  vo ir aller sans contrainte, dédaigneux des heures, dans\ncomme son aube est bien jeune, douce et un peu mélan­\ncolique ; son crépuscule triste et si las.                        les bois, de pouvoir aim er l’attendue, oh oui, l'attendue,\n                                                                  celle qui serait de beauté idéale, presqu’im m atérielle...\n  A h, ce vague, cette tristesse calme et résignée, tous\nces rêves en blancs et en bleus, tous les espoirs et                      Mon rêve simple, mon rêve doux ?\ntoutes les déceptions du poète, comme ils sont chantés                    Voici...\ndans son livre, tous ces sentiments subtiles, tristesses                  E n un sentier perdu sous bois,\nvoilées en sym boles vagues, comme lorsqu’il nous dit                     Parm i l'ombre et les chansons,\nson cœ ur lassé, car c'est bien son cœ ur qu’il chante                    Voir apparaître l ’attendue,\ndans l'Heure triste.                                                      L a voir simple et frêle\n                                                                          E l belle ;\n         Cependant la pendule est même toujours.\n         E lle dresse comme jadis.                                        L u i voir de grands yeux clairs\n         Sa longue caisse à souvenirs.                                    Une chevelure de sainte auréolée\n         Son cadran regarde toujours                                      Su r son fron t p u r\n         A travers les carreaux poussiéreux                               E t les lèvres mélancoliques.\n         Les forêts lointaines et les horizons bleus,\n                                                                     Ses crépuscules : « A celle qui ne sait pas. » Il l’a vue\n         M ais l’âme est partie,\n                                                                  ou il l’a vécue en songe, celle qui ne sait pas. Peut-êtr\n         Avec le dernier tintement,\n                                                                  est-elle trop femme, peut-être trop rêve, et sa plainte\n         Avec le dernier rêve.\n                                                                  s’exhale :\n\n   Surtout son liminaire d’une m élancolie infinie et                     Mes rêves à celte qui ne sait pas\nd’une si douce tristesse, presque sanglot...                              Sont ainsi conçus, de lourdes tristesses\n   « Com m e en les pétales épars d’une naïve fleur des                   E t d'espoirs vagues murmurés tout bas\nbois, l ’on rêve parfois à toute la forêt aim ée, j ’ai rêvé              E n un rythme de frissons de détresse...\nà tant de choses fanées, douces et lointaines, à tant\nd ’espoirs flétris, h tant, tant de songes vivants ou ense­          E t cette «heure d’aim er», ce silence qui attriste,\nvelis en la fleur pure de l ’aube en celle fanée du cré­          qui fait songer, pleurer et ressouvenir, comme il sou\npuscule. »                                                        fre bien sa plainte :\n    Prosper Roidot à su rythm er le vers libre avec un                    Il fa it doux et vague en mon cœur,\nd illete n tism e qui est presque un défi aux anti-verlibris              Il fa it vague...\n"}, {"page_pdf": 48, "texte": "                                     RE V U E D’A R T E T DE L ITT É R A T U R E                                                29\n\n       On dirait unefin d'été\n       O ui serait toute mouillée\n                                                                                Chronique musicale\n       P a r une pluie déjà d’automne,                                   U n m o t s u r W a g n e r . — Certes, de toute œ uvre\n       I l fa it automne en mon cœur...                              musicale produite jusqu’à ce jour, celle de W agner est\n    Chose naïve, bien naïve : prière du poète qui ne sait            celle qui a atteint le plus haut degré de perfection d’art;\nplus prier, et qui, après toutes les amertumes, cherche              c ’est pourquoi nous prenons W agn er comme type de\n                                                                     l ’artiste parfait. Aussi, affirmons-nous que son œuvre\nl ’appui dans l’au-delà.\n                                                                     restera certainem ent im m ortelle, dans l’esprit des in tel­\n       Priez, bonnes, bonnes vieilles,                               lectuels, dans le cœur de tous ceux qui possèdent un\n       Pour moi qui ne sait plus,                                    peu de sentiment; et, surtout dans l’âme des poètes.\n       Presque plus                                                      L ’œ uvre du réformateur est conçue, on le sent, d’une\n       Prier                                                         âme entière (chose essentielle pour une œuvre d’art);\n       E t qui voudrait tant savoir                                  et sans préjugés de lois absurdes et fabriquées par les\n       Tant...                                                       hommes, mais se laissant aller au libre cours de ses\n                                                                     inspirations, qui chez lui étaient énergiques et pleines\n   Q uelquefois, comme dans Vers l'aube, il s’efforce\n                                                                      de vie. En artiste parfait il les dirigeait avec une volonté\nd ’être doucem ent jo yeu x, et c’est une chanson, triste\n                                                                      remarquable vers le plan de la conception de son idée.\nquand même par ce seul désir inexhaussé de bonheur                        C e n’est pas une œ uvre faite pour montrer que l’on\nà deux, qui est presqu’une ironie.                                    connait ses règles d’harmonie; ou même, qu’on les mé­\n        Oh viens, allons chanter avec la vie naissante                connaît, comme certains auteurs — parmi lesquels il y\n        Allons chanter avec les sources riantes                       a incontestablem ent des hommes de science — qui\n        Allons nous éperdre dans les forêts...                        perdent leu r tem ps et leu r esprit à chercher, en musique,\n                                                                      les effets les plus burlesques et qui en arrivent il pro­\n  Dans ses derniers vers, après toutes ces chansons, il               duire des œuvres incohérentes et souvent ridicules.\nexhale toute la tristesse de ses rêves, ses espoirs déçus,                Il y en a tant de ces ouvriers harmonistes ! Combien\net ses espoirs nouveaux :                                             de jeunes gens croient qu’on parvient, en même temps\n        I l ne m'est plus resté pour soleil                           qu’à son prem ier prix de composition, à fournir des\n        Q u’une toute petite lampe                                    œ uvres d’art ? Ils paraissent ignorer que sans inspira­\n        Celle de l ’espoir                                            tion il n’y a pas d’art et que sans âme il n’y a pas de\n        Oui ne s’éteint pas...                                         vie, pas plus que sans idée ni volonté il n’y a acte.\n                                                                          Que de gens croyent que pour produire une œ uvre\n  Garde-la, pauvre poète, garde ta lampe, elle brillera               d’art il suffit que la volonté mette à exécution les pro­\nsans espoirs réalisés, le rêve pour le poète ne suffit-il             jets enfantés par l’idée; ou qu’il suffit d’être intelligent\npas, et le rêve pour lui, n’est-ce pas la vie ?                        pour devenir artiste, et, abstraction faite de l’inspiration\n                                       E u g è n e H e r d ie s .      que l’on peut traduire, en reproduisant par n ’importe\n                                                                       quel m oyen, de purs sentiments que seul possède le\n                                                                       poète.\n     E N S O U V E N I R . — P a u l M u s s c h e . (C ollection\n                                                                          Pour être missionnaire de l’art (de l’art en général),\nde la Lutte.) — Surtout bien douce et un peu grave la\n                                                                       il faut avant tout avoir un cœ ur qui sen te, doublé d’une\ndédicace de l’auteur à G eorges Ramaekers.\n                                                                       intelligence assez grande pour comprendre ce que le\n     En souvenir, oui en souvenir du clair pays de H al,\n                                                                       cœ ur sent, et enfin une volonté assez forte pour m ettre\na u x dévotions fermes, aux grands prés verts, aux bois\n                                                                       à exécution le travail, fruit de l ’intelligence qui a pour\nsi doux et aimés où l’on rêve de longues heures, en\n                                                                       racine le cœ ur ou le sentiment.\nsouvenir de bonnes ballades en pleins champs.\n                                                                           T e l était W agner, et tels doivent être tous ceux qui\n     O n devine en l’auteur un grand épris de la nature ;\n                                                                        veulent être créateurs d’une œ uvre d’art.\net son verbe choisi et coloré, sa phrase bien braban­\n                                                                           Il faut sentir par le cœur, pouvoir par l'in telligence\nçonne peint délicieusem ent. « M ais bientôt voici la\n                                                                        et agir par la volonté                    He n r y He n g e .\ncampagne, la grande plaine aux futures récoltes douce­\nment remuees par le vent, des champs de colzas d’or                                                 A\net de trèfle incarnat où butinent fiévreusem ent les                    Samedi, 22 janvier, une intéressante soirée donnée\na b e i l l e s . De clairs appels de coqs se répondent dans          par le cercle artistique « L ’aube » (section III).\nl ’ a i r sonore et, dans les prairies grasses et fleuries de           T rès bon program me : des œ uvres de Bach, Chopin,\nmaguerites, des vaches broutent l ’herbe tendre. »                    Berlioz, W agner, Vincent d’Indy, Schubert.\n      Sa foi pure et forte l ’auteur nous la dit en procla­             M . A rlo ti-E rco le nous a, comme toujours, étonné\n mant celle des pèlerins «            la foi sublime des pèle­        par son brio, insoucieux de sentiments; M. S ch w artza\n rins éclatant en cet hym ne que les générations redisent             eu un jeu savant et expressif en exécutant du Schubert\n à travers le temps, saluant en Marie, pleine de grâce,               et du Chopin. M . Verboom a une voix bien tim brée et\n mère de Dieu, sa virginale m aternité; E toile du matin,             sym pathique — de la dureté dans la diction, peut-être.\n T o u r d’ivo ire! maison d’or!                                      Nous l ’avons aimé dans le magnifique P r eislied des\n                                        E u g è n e H e r d ie s .    Maîtres Chanteurs.\n                                                                         Enfin M me Feltesse-Oscom bre, de son admirable voix\n   L ivres reçus : E d g a r B a e s : Cantique de Spectres.—         de soprano, nous a détaillé trois charmantes choses :\n E d o u a r d N e d : Mon jardin fleuri. — V i e r s e t : Vers\n                                                                      Printemps trouvé, à la Violette, Absence qu’elle a dit\n les lointains. — P a u l J a s p a r : D u vieux, du neuf. —         avec un charme pénétrant et surtout une berceuse (non\n G e o r g e s R a m a e k e r s : L 'Hymnaire du printemps.\n                                                                      portée au program m e) dont elle a fait une absolue\n"}, {"page_pdf": 49, "texte": " 30                                                       LA GERBE\n\nm erveille de sentiments délicats, de tendresse et de             V. Christesen, G . Gandermak, A . B uli, tous artistes\nsollicitude aimante.                                              S c a n d in a v e s .\n  Bonne soirée donc et de bel intérêt artistique.                   A noter encore, dans cette livraison, des paysages\n                                                                  de M. W allace Rim ington, des illustrations de livres\n                               *\n                                                                  de M. L aurence Housman, une couverture de revue\n  Il va paraître à Berlin une publication intéressante :          due à M. M uchu.\nplusieurs mélodies pour carillon du maître J. S. Bach,              M M . R ocoe, M ullins, M ary T o w go od , J. Y o u n g\nmélodies recueillies par le directeur de musique de la            H unter, E .-G . E llis, A lfred T u rn er, J .-S . E land,\ncour de Pressau.                                                  M .-E . Thom pson, B . Clem ens, S. A ttk in et D .-R .\n                              *                                   Claque sont bien représentés.\n  Une manifestation de sym pathie en l’honneur de\nJoseph Dupont, aura lieu au mois de mai, après la                    S T U D I O . — L a livraison de jan vier est absolum ent\nclôture des concerts populaires.                                  remarquable.\n                                                                     Dans un article consacré au peintre G érald M oira\n                                                                  l’on admire de superbes planches, reproductions de\n  A l a G r a n d e H a r m o n i e . — E xécu tion à la soirée   quelques œ uvres de ce grand artiste.\ndu 17 janvier, d’une œ uvre de Henri H enge (tableau                 De charmantes façades et un intérieur d’un co ttage\nmélodique) où pleurent harmonieusement les chants du              dû à l ’architecte de talent A rn old M itchell.\npoète qui s’en va rêveur, tandis que les anges chantent              L es dessins de ferronnerie de M. H .-S. P ep per nous\npour lui leurs doux cantiques à la V ierge.                       sem blent un peu rococo.\n  L a mélodie est douce, conçue dans un sentim ent de                De belles lithographies du maître Steinlein.\npiété calme ou suppliante, comme dans la belle prière                U n e étude rem arquable de Forain.\n                                                                     Dec œ uvres de M M. J .-E . James, M ax K on er,\n                 Jésus d'anges et de Marie\n                                                                  W ako B u ko v a c , H an s T h o m a , C harles Sprague\n                 E n robes d’étoilesfleuries\n                                                                  Pearce, W ilh elm M üller, M ax Pietschm ann, V irg in ie\n                 Souriez-moi...\n                                                                  Breton, Per H usselberg, Fernand K hnopff, A lf. W a l ­\nqui est d’une belle envolée émotionante.                          lander, A . A nderson, M lle Bonnier, D .- Y . Cam eron,\n   De beaux passages aussi pour orgues, violons et                H .-R . W yse.\nflûtes dont les ressources, bien comprises, produisent\n                                                                                               *\ndes effets souvent délicieux.                                        L A L U T T E nous donne un num éro de N oël\n   E n somme, une œ uvre bonne et fertile en promesses.           ravissant. U n jo li ex-libris sur la couverture, un\n                                                       p . R.     délicieux croquis de G eorges Ram aekers, de bons\n                                                                  vers et de bonnes proses.\n                                                                     A lbert-Jounet : Nativité, des vers de belle envolée\n                                                                  G eorges Virrès : U n beau conte. Des vers de G eorges\n                                                                  Rodenbach, dont nous reproduisons ceux-ci :\n                                                                        L e soir tombe, prions pour les pauvres malades.\n                                                                        J e songe à ceux des salles d’hôpitaux,\n                    Les Revues                                          Pâles sur l'oreiller de leurs lits sans rideaux,\n                                                                        Qu'on n’appelle p lu s que d’un numéro.\n\n   T H E A R T I S T . — Dans son numéro de janvier 1898            U n conte intéressant de P o l D emade. D ’Edoüard\npublie des œuvres de M . W illiam H yde, paysagiste               N ed, de beaux vers. U n e curieuse étude de M aurice\nde grand talent. MM. Jean Baffier, M ucha, Carabin,               D ullaert. U n conte de G eorges O udinot, où flotte la\n                                                                  nostalgie de ses Noëls lointains. L a Prière des Inquiets,\nFantin-Lacour, L ucien M onod, sont bien représentés\ndans ce numéro.                                                   d’A lbert B erthel, évocatrice et bien suppliante. U n\n   L es panneaux décoratifs de M . Patten W ilso n sont           conte d’un beau colorism e, d’E ugèn e H erdies. U ne\ntraités avec vigueur et ses figures laissent une im pres­         prose à portée sociale, de G eorges Ram aekers.\n                                                                                               *\nsion fort bonne.\n   Dans l ’article consacré au « M ouvem ent pré-raphaé ­            M E R C U R E D E F R A N C E . — E tude de L éon\nliste », à noter les œuvres de M M . J .-E . M illais,            B lo y , sur les lieu x communs, étude profonde, originale\nA rth ur H ughes et surtout celles de Dante G abriel              et toujours traitée avec son engueulem ent spirituel.\nRossetti.                                                         Bons vers de E m ile M étrol. Masques, par V allonton\n   Remarquons encore, dans ce numéro, les dessins de              et R em y de G ourm ont, de : V allette, M ax E lskam p,\nM M . D. J. Cameron, Rosa W allis.                                M ozel, M arcel Schw ob et l’auteur de la Tête d’or.\n   A relever dans le numéro de février 1898 de The                                             *\nA rtist, de remarquables reproductions des toiles de\nM. A rth u r H acker. Des illustrations de M . E . R och er         L 'A U B E . — Des vers parnassiens de Charles\nD eux panneaux décoratifs absolum ent beaux de L ouis             Viane, qui sont d’un bon poète, et de l ’excellen te\nRhead. Des œuvres de M M . Dammonse, V alère B er­                prose du maître C am ille Lem onnier.\nnard, Patten W ilson, F ix Massau. D e jo lies choses                                          *\nd’art appliqué dues à M M . E. W ennerberg, A lf. W a l ­           L A P L U M E . — De belles reproductions de cartes\nlander, P. K roh n, C . Block, S. G iöbel Co, A . L in d e ­      de visite illustrées, et quelques vers assez bons de\ngren, J.-A . H allin , M . M ichelsen, G .-F . Carlm an           G eslain.\n"}, {"page_pdf": 50, "texte": "                                               REVUE          D ’A R T      ET     DE LIT TÉ R A T U R E\n\n    S P E C T A T E U R C A T H O L I Q U E . — Q u e lq u es                         D e b o n s p o r tra its , e n tr e a u tre s ceu x d u s c u lp te u r\nb e au x v e rs b ien c h ré tie n s d e L o u is D e n ise e t de                 W e ig e rs e t d e M . M a th ie u . P o u r ta n t, je p ré fè re ses\nV ic to r K in o n . In té re s s a n te é tu d e d e C h a rle s M o rice         in té rie u rs d ’é g lise s, si p lein s d e m y stè re e t d e re c u e il­\ns u r la foi d u p o è te V e rla in e .                                           le m e n t, e t ses v ie u x lo g is p itto re sq u e s.\n                                                                                      E n fin M . M ig n o t ex p o se des c ro q u is s p iritu e ls e t des\n                                                                                   p ro je ts d ’affiches a u x lig n e s b iz a rre s q u e n o u s lui c o n ­\n                                                                                   n aisso n s.\n                                                                                                                                                             H.    r .\n\n\n\n\n                              Çà et là                                                  A p rè s l ’e x p o sitio n d e M M . W e ig e rs, V erd u ssen ,\n                                                                                    J a n ss e n s e t M ig n o t, le « C e rcle A rtistiq u e » n o u s\n   J u le s M o n tig n y , l ’e x c e lle n t p e in tre p a y sa g iste e t       m o n tre des œ u v re s d e M me J e n n y B e rn ie r-H o p p e ,\na n im a lie r, v ie n t d e re m p o rte r u n e m éd a ille d ’o r à l ’ex ­      M M . G eo B e rn ie r e t E d o u a rd E lle .\np o sitio n d e P a ris, se c tio n des b e a u x -a rts.                               M me B e rn ie r-H o p p e a u n te m p é ra m e n t d e c o lo riste ;\n                                                                                    ses iris s o n t d ’u n e b e lle c o u le u r v ib ra n te e t d ’u n e p â te\n                                                                                    g ra sse e t ferm e.\n   L a Réforme re p ro d u it le c ro q u is du p ro je t de m éd a ille\n                                                                                        M . B e rn ie r ex p o se d e fo rt b o n n e s to ile s.\np o u r n o tre e x p o s itio n d é fu n te ; b e lle c o n c e p tio n , d u e\n                                                                                        S o u Quadrige brabançon e s t de to u te b e a u té . Q u a tre\nau ta le n t é v id e n t d e M . L ag a e.\n                                                                                    c h e v a u x , c o n d u its p a r de ru d e s p a le fre n ie rs ,s ’é la n c e n t\n                                                                                    e n p le in so leil, se d é ta c h a n t av ec v ig u e u r su r u n fond\n    M . O m e r C o p p e n s a c o m p o sé, e n s ty lis a n t de ra v is­        d e fe u illag e so m b re.\ns a n ts so le ils, la d é lic ie u se affich ette d u c e rc le « P o u r              L a Rue de l ’Equarisseur e st aussi u n e b o n n e to ile ,\nl ’A r t », d o n t n o u s p a rle ro n s e t d o n n e ro n s des re p ro ­       dans u n se n tim e n t tris te .\nd u c tio n s d a n s n o tre second n u m é ro .                                       C ito n s é g a le m e n t le Taureau e t l 'Attelage brabançon.\n                                                                                        Q u a n t au p o r tra it du cap itain e-c o m m a n d an t d e R ...,\n                                                                                    n o u s a u rio n s c e rta in e m e n t p ré fé ré ne pas le v o ir.\n    D e u x a rc h ite c te s v ie n n e n t d ’ê tre décorés c o m m e                 L e s a q u a re lle s d e M . E d . E lle so n t bien la v é e s,\na u te u rs des p la n s de c o n stru c tio n s é le v ée s e n sta f à            q u o iq u e u n p e u tro p po u ssées d a n s la n o te v io le tte e t\nl ’e x p o sitio n d e B ru x e lle s 1897.                                         b leu e .\n    C o p io n s e t c o n stru is o n s e n p a p ie r m âch é !                       Il e st c e rta in e m e n t p lu s facile de m e ttre u n to n fra n ­\n                                                                                    c h e m e n t bleu o u v io le t, q u e d ’en re c h e rc h e r to u te la\n                                                                                    finesse, to u t l ’in d éc is.\n   L e sa lo n d e la « L ib re e sth é tiq u e » s’o u v rira , com m e                                                                                     H . R.\nles a n n é e s p ré c é d e n te s, v e rs la fin d e fé v rie r, d a n s les\ng a le rie s d u M u sée m o d ern e de p e in tu re .\n                                                                                       D e p u is q u e lq u e te m p s, n o tre b e lle c ap itale se p a re\n   C e sa lo n s ’a n n o n c e c o m m e d e v a n t ê tre u n d e s p lu s\n                                                                                    d ’u n c a ra c tè re e s s e n tie lle m e n t n o u v e au .\nin té re s s a n ts d e la saison.\n                                                                                       D e b e lle s c o n stru c tio n s e t d e g ra n d s m agasins\n   D es e n v o is o n t é té faits de F ra n c e , d e H o lla n d e , d ’A n ­\n                                                                                    m o n tr e n t d éjà c o m b ien c e tte b e lle ren aissan c e de l’a rt\ng le te rre e t d ’A lle m a g n e . C es d e rn ie rs s u r to u t p r é ­\n                                                                                    e st a v an c ée . N o u s so m m es h e u re u x d ’a p p la u d ir les\ns e n te n t u n g ra n d in té r ê t, en ce sen s q u e les a rtiste s\n                                                                                    n o v a te u rs, M M . H o r t a e t H a n k a r.\na lle m a n d s d ’a v a n t g a rd e s o n t à p e u p rè s des in co n n u s\n                                                                                       S e u le m e n t, b e au c o u p d ’a rc h ite c te s et d ’e n tre p re ­\np o u r n o u s.\n                                                                                    n e u rs c o p ie n t à p le in e s m ain s e t ne ré u ssiss e n t q u ’à\n                                                                                    im ite r p ite u s e m e n t ces b e lle s œ u v re s.\n    A u C e r c l e A r t i s t i q u e . — T rè s in té re s sa n te e x p o ­        N o u s su p p lio n s ces m essieu rs d e bien v o u lo ir c h e r­\ns itio n d e M M . W e ig e rs , V e rd u ssen , J a n ss e n s e t M ig n o t.     c h e r a ille u rs e t de n o u s é p a rg n e r le tris te sp e c ta cle\n    Q u a tr e je u n e s q u i n o u s d o n n e n t des oeuvres d ’un             d ’u n e c o p ie m al faite. C h aq u e fois q u ’il n o u s sera\nin té r ê t m arq u é .                                                             d o n n é de c o n s ta te r u n cas n o u v e au , n o u s n e n o u s\n    M . D é siré W e ig e rs a d ’e x c e lle n ts m o rc e a u x . U n             fe ro n s pas fa u te d e le sig n a le r. P e u t ê tre le zèle p la ­\nSaint M ichel (iv o ire ) qu i, d ’u n beau g e ste e n th o u s ia ste ,           g ie u r d e ces m essieu rs e n sera-t-il d im in u é .\nte rra s s e le d ra g o n . — L e s Rameaux, sim p le g ro u p e ,                                                           *\np ris s u r le v if ; u n e fille tte , le to rse lé g è re m e n t r e n ­\nv e rsé , s e rra n t c o n tre e lle u n p o u p o n q u i so m m e ille , e t        F a ç ad e s d e la ru e C o u rb e (m o n ta g n e d e la C o u r).\nte n d a n t u n e b ra n c h e de buis.                                            B ien des re g a rd s o n t é té a ttiré s ces d e rn ie rs te m p s p a r\n    R e m a rq u é sp é c ia le m e n t u n b a s-re lie f : u n e v ieille         u n p la n -ty p e e x p o sé d a n s c e tte d e rn iè re ru e ; p ré s e n té\nfe m m e c o u rb é e so u s so n fag o t e t m a rc h a n t p é n ib le ­          p a r u n a rc h ite c te ou e n tre p re n e u r ( le d e r n ie r m o t\nm e n t. M . W e ig e rs sy m b o lise en e lle la Souffrance.                      se ra it, je crois, p lu s lo g iq u e ) qui n ’a pas d a ig n é sig n e r\n    M . V e rd u sse n a d e b o n s p a y sa g es, q u o iq u e un p e u           son œ u v re — je p a rle ici des p lan c h es.\nm assifs, p o u rta n t, e t m a n q u a n t p arfo is d 'a ir.                        O n y re m a rq u e en g ra n d e s le ttre s : P la n p o u v a n t\n    S on Etang en Brabant e st d ’u n e b e lle v e n u e ; l ’eau                  c o n v e n ir à u n e des m aisons a y a n t 7m50 d e façade.\nen e st b ien re n d u e , m ais les lo in ta in s b leu s so n t e x a ­              V ra im e n t, il se ra it à lui c o n se ille r d e ne pas d o n n e r\ng é ré s d ’in te n s ité . U n Lever de lune e st d a n s u n e n o te             su ite à son p lan .\nd o u c e e t re p o sa n te .                                                         C e d e v is, n o u s le sav o n s b ien , e s t de b o n n e te c h ­\n    M . Ja n ss e n s a u n e e x p o sitio n trè s re m a rq u a b le , ta n t     n iq u e ; aussi bien n e p ré te n d o n s-n o u s n u lle m e n t q u e\np a r le n o m b re q u e p a r la q u a lité .                                     ce so it q u e stio n se c o n d aire, m ais il y a ici c e rta in s\n"}, {"page_pdf": 51, "texte": " 32                                                   LA GERBE\n\n motifs d’art qui, vraim ent, dans les plans sont                  C ’est très bien de vouloir faire moderne et décoratif,\n pitoyables.                                                    mais encore ne faut-il pas pour cela faire un horrible\n   C e qui convient de faire, c ’est d’élever dans cette rue    m élange de style, de mauvaises com préhensions et de\nnouvelle des constructions en concordance avec les              modernités.\n temps nouveaux.                                                  Com m e, par exem ple, la « Maison de B lanc », où la\n   Q uel triomphe pour l ’architecture moderne, quelle          majolique, belle vraim ent, s’étale sur une construction\nbelle palme de compréhension et d’initiative à décerner         disproportionnée, à l’entrée lourde, œ uvre d’un archi­\naux dirigeants, si l ’on pouvait faire de ce quartier une       tecte de bon vouloir, peut-être, mais aussi par trop\n vraie conception d’architecture nouvelle, une centrali­        commerçant.\n sation d’art à la rue, une popularisation.\n   Puissent nos architectes modernes y faire briller leur\noriginalité, la logique de leur construction, la beauté         Inauguration bientôt (24 avril 98), d’une statue en\nde leurs conceptions.                                          mém oire d’E ugèn e D e la cro ix , à Charenton-Saint-\n   Nous espérons ne pas vo ir rem placer les maisons de        Maurice.\njadis par d’autres qui les surpasseraient en... horreur.\n   Pourquoi dém olir alors ? restaurons !\n                                                                 V u, boulevard Anspach, une regrettable vitrin e de\n                                                               papeterie ; pour faire beau, l ’auteur a n égligé de faire\n  N ul doute que l ’exquise ?! décoration extérieure du        constructif et n’a réussi qu’à produire, chose inévitable,\nRadjah (nous ne dirons rien de l’intérieur, trop prudent       une œ uvre absolum ent illogique.\nque nous sommes pour nous y être aventuré) n’attire\nen foule nos aimables mondains et mondaines. On sait\nque, pour plaire à ce m ilieu raffiné, il faut faire laid,        A propos de la miniature de l’abbaye de V illers, qui\nroccoco, et plus platem ent quelconque qu’on ne pour­          sera placée sous peu au musée du Cinquantenaire, une\nrait le supposer.                                              phrase à méditer, d’un des membres de la commission\n  L ’auteur de ce lourd morceau n’a que trop bien              spéciale chargée d’inventorier les fouilles pratiquées à\nréussi.                                                        V illers :\n                                                                 « Q uelle chose plus grandiose, en effet, que cette\n  A propos du Radjah encore, cela nous a été une sur­          » admirable église, pouvant servir n e v a r i e t u r pour\n                                                               » les monuments à construire dans l'avenir , ou du moins\nprise agréable de vo ir la charmante affichette qu’H enri\n                                                               » d’inspiration p ou r les architectes. »\nM eunier composa pour cette honorable maison.\n  T ous nos lecteurs auront apprécié comme nous le               Pourquoi pas le plagiat pur et sim ple ?\ncharme distingué de la fumeuse indienne, à l’exquise\nindolence, et, comme nous, auront applaudi au talent\ndu jeune maître.                                                 Il existe des règlem ents qui interdisent aux em ­\n                                                               ployés d’adm inistrations publiques d’élaborer des\n    Il y a des gens étonnants !                                plans pour les particuliers.\n    N on contents de posséder une infecte maison                 Or, de nombreuses constructions sont élevées d ’après\nplâtrée et bête au possible, ils s’ingénient encore à          des plans dressés par ces m essieurs. In utile d’ajouter,\nl ’enlaidir — si possible, toutefois.                          n est-ce pas, que ces architectes d’occasion ne pré­\n    Exem ple, ce brave homme qui vient d’im aginer de          sentent au public que des œ uvres sans art et aussi illo ­\n                                                               giques que possible.\nplaquer à sa façade je ne sais quels longs serpentins de\nbois, tordus d’agréable façon et qui, soigneusement               C eu x à qui incom be le soin de faire observer ces\npeinturlurés, produisent le plus hilarant effet. Pour          règlem ents seraient-ils assez bons pour nous dire le\nadmiration conform e, vo ir rue Jean Stas, près avenue         m otif de cette étrange com plaisance, si désastreuse\nLouise.                                                        pour nos jeunes architectes épris d’art nouveau et\n                                                               luttant pour leur idéal ; et messieurs les fonctionnaires\n                                                               n' auraient-ils pas l’extrêm e obligeance de laisser là des\n  Il est vrai, m alheureusement, que sem blable illo ­         choses auxquelles ils s'entendent aussi bien qu’un\n isme se rencontre un peu partout, à Bruxelles.                sourd à faire de la musique.\n"}, {"page_pdf": 52, "texte": "        \" LA LUTTE \"                                     revue catholique d ’art\n Directeur: G. RAMAEKERS,114 rue Franklin Secrét. de rédaction : Edouard NED, 34,rue du Conseil ,Bruxelles\n                                                                                       paraît\n\n\n                           ART                  &       D ÉC O RA TIO N\n L a livraison : 2 francs                 R evue mensuelle d’Art moderne                        Un    an:   20 francs\n               D i r e c t e u r : T h i é b a u t - S isson ,       13, rue Laf a y e tte, P a r is\n\nTHE STUDIO RevueLa livraison\n                   anglaise  1\n                                     d’Art etdeDécoration\n                               50. —Un an 18 frs.                             fr.\n                              5 , Henrietta Street, Covent Garden, L O N D R E S\n\n                                                         TH E                  A R T IS T\nRevue anglaise d'A rt & de Décoration. — La livraison, 1.50 f r . ; un an, 18 francs.\n        ,\n       2 W ith e h a ll Gardens, L O N D R E S              — 1 , Boulevard des Capucines, P A R I S\n             D E K O R A T IV E K U N S T\n                        Revue allemande d’A r t décoratif moderne, éditée à Munich\n\n\n  Deut s c he K u n st u n d Dekor a tio n\n                                                R evue d’A r t décoratif allemand,           éditée à D a rm stadt.\n\n\n                              ONS’ABONNE A CES RÉVUES CHEZ\nMM. DIETRICH & Cie, E diteurs d’Art\n                                                  MON T A G N E                            D E LACOU R B R U X E L L E S\n\n\n             L’Effort\n                           REVUE MENSUELLE D’A R T .                  —     DIRECTEUR : J E AN V I O L L I S\n                                                                3, Rue Sainte-Germaine, P A R I S .\n\n\n             L a P r o v i n c e N o u v e lle\n     d ir e c te u r   :   L aurent          SAVIGNY. 43,            r u e d e p a r is,    Au x e r r e\n\n\n             L’Œuvre\nREVUE MENSUELLE D'ART. — DIRECTEUR                               : JU\n                                                                    L ES   NADI,      V ALENC E -SU R - RHONE\n\n\n             De V la a m s c h e S c h o o l\nrevue        m e n su e lle    d ’a r t     e t DE LITTÉ R A T U R E . — Directeur : P O L DE MONT\n                                                    Rempart de l a P o r t e du Rhin, A N V E R S\n\n\n Vient de P a ra ître\n                 AUBES ET CRÉPUSCULES\n                                      par        PROSPER             R O ID O T\n\n             francs                                                   Beau volume in-1 2 carré sur papier fo r t\nP r ix : 2                                               avec titre et frontispice pa r E lie R O I D O T\n                                          E N V E N T E C H E Z L E S P R IN C IP A U X L I B R A IR E S\n"}, {"page_pdf": 53, "texte": "          P . - L . 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