{"numero_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "articles": [{"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-001", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": null, "page_fin": null, "titre_corps": "Couverture", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "1r e A N N E E . 2 Ma r s 18 9 8", "ancre_fin": "Ma r s 18 9 8", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "SO M M AIRE", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 54, "page_imprimee": null, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 255, "texte": "1r e A N N E E .         2                                                                                                                                      Ma r s       18 9 8\n\n\n\n\n                                                                       "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-002", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": null, "page_fin": null, "titre_corps": "Sommaire", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "SO M M AIRE: E D G A R B A E S", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 54, "page_imprimee": null, "debut_caractere": 255, "fin_caractere_exclue": 3171, "texte": "SO M M AIRE:\n                                                          E D G A R B A E S : Les sources d\n                                                                                          é c or a t i v          e      s\n\n                                                          H. R. : Les expositions.\n                                                           B . L. : Notes sur l'ameublement.\n                                                          T . R I A U : Travaux d'art moderne.\n                                                           G E O R G E S R A M A E K E R S : D es o r i g in e s r e l i­\n                                                                           g ie u se s de l'archi t e\n                                                                                                    cture.\n                                                           E L IE R O ID O T : De la décoration du li v r e\n                                                           E U G È N E H E R D I E S : L a c h a n s o n du. vie u x\n                                                                               lie r r e .\n                                                           JE A N D R È V E : Le cimetière.\n                                                           P R O SP E R R O I DOT : Une très courte histoire\n                                                                               d'amour.\n                                                           P A U L M USSCH E : Révolte.\n                                                           P A U L H U B I N : Sonnet,\n                                                                    Les livres. — Les revues. — Cà et là.\n\n\n\n                                                                            IL L U S T R A T IO N S\n\n                                                               de MM. E . P elseneer , L . B o cho ms\n                                                           A .V an W a esbergh e , A . C raps , I L R oidot\n                                                                                 E . M. M oore\n                                                                        A . C A S T IL L E , F . BO B E R G\n                                                                É . R o i d o t , P . J a s p a r . P. B r a ü t z k y\n                                                                 .G . S t r a u v e n , H. B a i l l i s S c o t t\n                                                                                             ETC.\n\n\n\n\n                             D I R E C T IO N :                                                                              A D M IN IS T R A T IO N :\n    2 12, C h a u s s é e d e W a te rlo o , S t - G ille s -B ru x e lle s                               3 8 , R u e d e I o n g u e -V ie , lx e lle s - B r u x e ll es\n\n\n\nCe numéro : 1 franc\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-003", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": null, "page_fin": null, "titre_corps": "Comité de direction, collaborateurs, abonnements, administration et rédaction", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "LA GERBE Revue mensuelle d’Art décoratif &", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 55, "page_imprimee": null, "debut_caractere": 10, "fin_caractere_exclue": 3871, "texte": "LA GERBE\n                                         Revue mensuelle d’Art décoratif & de Iiittératope\n     Directeur : P ro sp e r R O I D O T , 212, Chaussée de W aterloo.\nSecrétaire de Rédaction : E u gèn e H E R D IE S, 31, R ue de la Com m une.\n                                                 BRUXELLES\n\n                                C O M IT É          DE       D IR E C T IO N :\nLÉON E o c h o m s , rue de la Pépinière, 7. — E u g è n e HERDIES. — GEORGES R A M A E ­\n   k e r s , rue F ra n k lin , 11 4 . — P r o s p e r R o i d o t . — G u s t a v e S t r a u v e n , chaussée\n     de Louvain, 304. — A r m a n d V a n W a e s b e r g h e , rue d’ Irla n d e, 99.\n                                             B R U X E L L E S\n\n                     P R IN C IP A U X              COLLABORATEURS :\nA n t k n o r Al l a r d . — E d g a r B a e s . — F ir m in B a e s . — A l b e r t B e r t h e l . — P i e r r e\n  B r a e c k e . — A l b e r t Ca s t il l e . — A l b e r t Cia m b e r l a n i. — M a r ie C o l l e t t e . —\n  G isb e r t C om baz — Q m e r Go p p e n s . — A l e x is C r a p s . — P o l C r a p s . — A d o l p h e\n  C r e s p i n . — E r n s t D e l t e n r e . — D e V r i e s . — Je a n D r è v e . — A l b e r t D u e s b e r g .\n  — O m e r D i e r i c k x . — G. F i c h e f e t . — M a u r i c e G o o s s e n s — L é o n G o v a e r t s . —\n  A . G r o o t h a e r t . — P a u l et G e o r g e s H a m e s s e . — P a u l H a n k a r . — A l e x a n d r e\n  H a n n o t i a u . — H e n r y H e n g e . — W i l l e m H o l s . — J. Ja c o b i . — P i e r r e K e s s e l .\n  — G e o r g e s L e m m e n . — G e o r g e s M a r l o w . — L o u is M a s u r e . — O c t a v e M a u s .\n  — P a u l M u ssch e . — E d o u a r d N e d . — H e n r i O t t e v a e r e . — E. P e l s e n e e r , —\n  E d g a r R i c h a u m e . — E l i e et H e n r i R o i d o t . — A r t h u r R o g i e r s . — F r i t z S e e l ­\n  drayers. —          S tr e b e lle .   —    L o d e w ijk S t e y a e r t . — L o u is S tr u y s . —          Ernest\n  V an d ero o st. — Arm and               Van     W aesberghe. —             F é lix V erschave.            —    V ia n ­\n  d ie r. — J u le s D e s t r é e . — P a u l        Jaspar. — E d o u a rd           T o u rte a u . — C h a r le s\n  B e r n a r d . — L é o n S n e y e r s , — J. d u J a r d i n . — J. M i d d e l e e r . — J e a n D e l v i l l e .\n\n\n\n             ABONNEM ENTS\n     B E L G I Q U E : Un an, 10 francs. —                  E T R A N G E R : L e port en sus.\n    A dresser les abonnements à la D irection de la R evu e, 212, chaussée de W aterloo, B ruxelles.\n\n\n             A D M IN ISTR A T IO N\n    T outes les communications concernant le service de la revue (règlem ents, changem ents d’adresse, etc.)\ndoivent être adressées à l ’éditeur, M . P . L . M O L I T O R , 36, R u e L o n g u e - V ie , B r u x e lle s .\n\n\n             RÉ D AC TIO N\n    T outes les communications concernant la Rédaction de la revue (rectifications, manuscrits, docum ents,\ndessins, photographies) doivent être adressées à la D irection, 212 , ch a u ssé e d e W a t e r lo o , B r u x e lle s . —\n    L es manuscrits non insérés ne sont pas rendus. — Il sera donné un com pte rendu de tout ouvrage dont un\nexem plaire parviendra à la D irection.\n\n\n              R E P R O D U C T I O N D ’A R T I C L E S & D E G R A V U R E S\n    L a reproduction des articles, dessins et gravures est absolum ent interdite, même avec indication de\nsource de provenance, à moins d’une autorisation de la D irection.\n    N . B . — Les auteurs sont seuls responsables de leurs écrits.\n\n              P U B LIC ITÉ\n   Pour les annonces, réclames, etc., à insérer dans la Revue, demander les tarifs spéciaux et rensei­\ngnements à l'Editeur, M. P .-L . 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L ’ornem entation sur­\ntout, est de nature cosm opolite. L es p olé­\nmiques et les interminables discussions qu’à\n                                                        peuvent apporter au style qui se forme.\n                                                        Aucune d’elles ne vaut la nature, très cer­\n                                                        tainem ent. M ais la nature ne livre pas volon ­\n                                                        tiers ses secrets, et plutôt que l’imiter banale­\nfait naître soit l’origine obscure d’un m aître,         ment, sans initiative et sans m alice, il est\nsoit l'inconstance de ses pérégrinations, sont           cent fois préférable de chercher ailleurs du\nle fait d ’épilogueurs, de trop savants fure­            charme, du caractère, de l’artistique enfin.\nteurs d’archives, qui soulèvent souvent, avec                N otre art moderne est une orchidée, une\nla poussière de leurs documents, le cœur du              vrille exotique déconcertante, en comparai­\npoète à la poursuite d'idéal.                            son de la froide et pénible correction des pré­\n    M ais, est-ce à dire qu’il ne soit point de          décesseurs. Mais il est artificiel et factice,\npatrie pour les artistes, et que leur armée ne           et de tem ps à autre un bain de nature, de\nsoit qu’une internationale bigarrée ? Eh non !           soleil et de rosée ne lui fait pas de mal.\nl’artiste est de son temps, de sa race, de son               Il n ’est pas mauvais non plus de remonter\npays, mais il est avant tout un être humain,             parfois à l’exam en des sources.\n soumis à toutes les vicissitudes, et même plus              Pourquoi n'oserait-on plus regarder ces\n que son prochain le plus vulgaire. Il est ém o­         Grecs et ces Rom ains, si corrects et si com ­\n tif en même temps qu’intellectuel ; il sent             passés, mais qui furent plus près que nous de\n vivem ent tout ce qui le touche, germ e ou              la nature, m algré leur idéalisme ? Nous avons\n débris, rétrospectif ou futur, exotique ou              vu à la bibliothèque ambrosienne de M ilan,\n national. T ou t se rapporte à l’art, la nature         des miniatures napolitaines représentant des\nentière est tributaire de l’inspiration de l’ar­         scènes rustiques, des décors de jardins, des\ntiste, et même, s’il éprouve un contact surna­           arabesques finement tracées, d’une vérité\n turel, s’il se jette à corps perdu dans le rêve,        frappante, et d ’une tonalité toute m oderne.\n cramponné au cou de la chimère, c ’est encore           Quelques jours après nous avons retrouvé,\n le sentim ent de l’art, son vrai guide, qui lui per­    vivantes, ces scènes sous le soleil de la cam ­\n m ettra de coordonner ses visions, de les relier        pagne des Abruzzes et l’illusion était telle\n aux objets réels et d’en faire un tout homogène.        qu’on pouvait se croire transporté à dix-huit\n    Jamais plus qu’en ces dernières années du            cents ans en arrière.\n siècle, il n ’a été nécessaire de m ettre de                Dans une crypte sous l’église de Saint-\n l’ordre dans ses sensations. La névrose guette           C lém ent à Rom e se trouvent des fresques\n ceux qui se laissent flotter à la dérive, il faut       naïves, sauvagem ent brossées, sans doute par\n côtoyer, se ressaisir et ne pas perdre de vue            des esclaves barbares. L es unes sont déjà\n les assises de fondation des grandes œuvres.             inspirées par la vue des belles œuvres de\n    D es sources nombreuses et très diverses              Rom e, d’autres aussi primitives, aussi inté­\n sont à notre portée, nous amenant un flot                ressantes que les peintures des manuscrits\n d’éléments. A toutes, il est permis de puiser :          irlandais du British Muséum, ou qu’une illus­\n il est m ême charm ant de voir l’im agination            tration parfaite de la Princesse M aleine de\n  de l’artiste s’y abreuver dans la liberté abso­         M aeterlinck.\n"}, {"page_pdf": 57, "page_imprimee": 34, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 5164, "texte": "34                                           LA GERBE\n\n   Croit-on qu’il n ’y ait pas là ample m atière,    lois strictes, on ne pourrait obtenir de l’origi­\nnon à poncif, mais à étude pour l’artiste            nal, du jeune, du neuf.\néclectique qui cherche son bien où il peut le           M ais la décoration jeune ou vieille ne doit\ntrouver ?                                            pas être seulement un régal pour les yeu x,\n   Il n’y a rien de nouveau sous le soleil, est      une amusante m osaïque, il lui faut un pré­\nune pensée fausse ou mal exprim ée.                  texte, un m otif général autour duquel\n   L ’art, qui est une apparence, se transforme      viennent se grouper les idées.\néternellem ent, et avec les m êm es élém ents           L a différence est grande, com m e valeur\nreforme les m irages les plus variés et les plus     psychique entre un simple amas d’accessoires,\ncontradictoires : ainsi, le kaléidoscope, les        et ces mêmes objets reliés par une idée ou un\njeu x d’optique et de giroiem ent amènent tou­       sentim ent : supposons une guirlande de\njours des figures nouvelles, combinaisons de         fleurs, deux tourterelles voletant, un carquois\nquelques élém ents simples.                          et des flêches entrelacées dans les fleurs, ou\n   D e pareilles combinaisons et nuances             bien un tableau de nature m orte où sont\nform ent l’originalité décorative, car il ne faut    réunis sans but des fleurs, des armes, des\npas prétendre à créer de toutes pièces une           oiseaux. D eu x toiles peintes, certes, mais où\nchose sans rapport avec des objets déjà vus :        sera le m otif décoratif ?\nil s’agit seulem ent d’imprimer à des créations         M ettra-t-on un sujet pieux dans un bou­\nfactices un cachet spécial qui étonne et fait        doir, un sujet grivois dans une église ?\noublier tous les souvenirs.                             E h bien, m algré les apparences, il est cer­\n   Sous ce rapport Raphaël a été un novateur         tain que les décorateurs de l’antiquité (saut\ndans ses fresques tirées pourtant des Therm es       à la m auvaise époque où les esclaves se\nde Titus.                                            m irent à barbouiller les murs au gré de leur\n   Raphaël est m ort depuis longtem ps ! Mais        caprice), eurent toujours à la pensée cet\nB oticelli est m ort cinq ans avant lui et on ne     ensem ble né d’une pensée. Ce m ot d’ordre\nse lasse pas de le pasticher : pourquoi ? Parce      les retenait dans les lois de l’harm onie. Il est\nqu’il est moins classique, plus ignorant, plus       suffisant pour garantir contre l ’absurdité au\ninégal ?...                                          m ilieu de la liberté.\n   M ais le profit que peut tirer l’art d’aujour­       C ’est tout pour l’art gréco-rom ain au point\nd’hui de la décoration antique n ’est point la       de vue actuel.\ncorrection des formes, l’aspect classique ou            A près ce principe de pensée, et un exam en\nm ythologique, la noblesse ou la perfection          attentif de la façon spéciale dont les anciens\ntechnique. Certes, tout cela s’y trouve, mais        com prenaient l ’agencem ent de leurs lignes,\nc’est antipathique à la fantaisie actuelle!          le ch oix et les contrastes des m otifs im por­\n   Ce qu’il y a encore à en tirer, c ’est le sens,   tants avec leurs liaisons, il n ’y a rien à lui\nla signification des motifs et cette préoccupa­      prendre sans porter atteinte au caractère\ntion devrait s’insinuer dans l ’art nouveau.         décoratif m oderne.\n   T o u t objet (et le progrès nous en fournit         Cependant il y eut une époque de licence\nd’autres tous les jours), peut être utilisé par      décorative analogue à la nôtre.\nnos architectes et nos ornem anistes. M ais             A l’époque des empereurs, la décoration\nc’est une erreur que de grouper tous ces             que les Rom ains appelaient scénographie\ndocuments en vue d’un simple effet, et de            prit, surtout dans l’A sie M ineure, une direc­\ncroire que tout soit dit, quand ce décor ne          tion fantastique, se m oquant de toutes les\nsuggère rien au spectateur, parce qu’il n’a          règles de l’architecture, associant étrange­\npoint été en contact avec la pensée de               m ent des formes végétales dans des aspects\nl’artiste.                                           aériens et transparents.\n   Disons-le bien haut : Pas de froide et pré­          L es qualités les plus saillantes de l’art de\ntentieuse allégorie classique, pas d’idée an­        cette époque sont : la profusion, le génie d’in­\ncienne dans l’art neuf. C ’est pour avoir oublié     vention inépuisable m êm e dans l’art le plus\nce point que les Allem ands sont restés si           dégénéré, de riches et capricieuses arabesques,\nlongtem ps en retard sur Paris.                      des voûtes de feuillage, des oiseaux, des\n   Sans une levée de boucliers contre le             figures de danseuses, de bacchantes, de cen­\nromain, le néo-grec, la Renaissance italienne,       taures planant librem ent et se balançant dans\ncontre tout style compassé et soumis à des           les airs.\n"}, {"page_pdf": 58, "page_imprimee": 35, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 2494, "texte": "                                 REVUE      D’ART    ET    DE LITTÉ R A TU R E                                    35\n\n   M ais pourrait-on rajeunir un art pareil ?              de siècle, de notre décadence si l’on veut,\n   Sans faire de cliché ou de poncif, un artiste           (mais combien excitante et intensém ent raf­\ncontem porain ne peut-il faire de l’art en                 finée) c ’est l'abondance, la cohue, la lutte\nornant une place ou un édifice en style clas­              vertigineuse. Ce qui lui fait défaut pour\nsique, de m otifs conçus à la façon antique, en            atteindre la puissance créatrice d’œuvres\narabesque par exem ple où il introduirait des              durables, c ’est la cohésion, l'harm onie de\nobjets réels, modernes?                                    tous ces éléments hétérogènes qui s’enche­\n   Il suffit pour répondre à cette objection,              vêtrent, s’insinuent et se poursuivent comme\nd’exam iner par exem ple l’œuvre de Jean                   des couleuvres ou des sangsues, qui étonnent\nStradan, ou les dessins d’orfèvrerie et de                 et laissent rêveur, sans permettre ce sérieux\nciselure de H olbein, de Jean de Mabuse, de                exam en qui signale l’œuvre d’avenir.\nL an celot B londeel, de Lucas de L eyd e, etc.               C ’est donc à l’harmonie que doit s’attacher\nT ous ont m odernisé à la flamande ou à l’alle­            l’art contemporain, non à cette déesse\nm ande le goût antique, et ont négligé trop de             sereine, sym étrique et marmoréenne de jadis,\ncontem pler leurs travaux de variété exubé­                mais à celle de la vie qui unit les contrastes\nrante.                                                     les plus saisissants pour (à force d’émotions\n   L es B urae Jones, Rossetti, W alter Crane              et de passions m ultipliées), laisser dans l’â m e\net tant d’A nglais, ont bien su aller planter              ce profond sentiment d’admiration qui nous\nleur chevalet à F lorence et ils ont produit               soulève au-dessus de toutes les quotidiennes\npourtant de l’art anglais.                                 banalités!\n   E n somme, la caractéristique de notre fin                                             ED G A R BAES.\n\n\n\n\n                                                           dont il dépeint admirablement les instincts\n                                                           brutaux et fatalistes. On sent qu’il les a étu­\n                    "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-005", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 35, "page_fin": 38, "titre_corps": "Pour l’Art (6e exposition)", "titre_sommaire": "Les expositions", "rubrique": "", "signature_source": "H. R.", "ancre_debut": "Pour l’Art diés avec un acharnem ent", "ancre_fin": "m ouvem ent curieux. H. 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A utant l'un est doux,\nplein de rêves élevés, autant l’autre est fou­\ngueux, terrible parfois m êm e, nous m ontrant\nles plaies qui rongent l’hum anité. M . Sprin­\ngael pose une thèse sociale.\n   E n peinture, nous avons par exem ple :\n    M M . C IA M B E R L A N I, O M E R D I E R IC K X ,\nqui idéalisent toutes choses ; et, d’autre part,\nM . E u g è n e L a e r m a n s , lé peintre des\npaysans, des m alheureux asservis à la terre,               A N V E R S O IS E .           A l e x . H a n n o t ia u .\n"}, {"page_pdf": 59, "page_imprimee": 36, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 4584, "texte": "36                                               L A G E R BE\n\nqu’il a fouillé ces cerveaux, ces\nintelligences bornées.\n   L ’on est saisi d’un émoi sou­\ndain devant ces pages de vie\nréelle, où l’artiste a mis à nu\nl’âme de ces rustiques. Ainsi\ndans le tableau intitulé : K e r ­\nmesse. Dans tout ce m onde qui\ns’agite en danses folles, sur\ntoutes ces faces brillen t le dé­\nchaînem ent des sens. Q uelle\nconvoitise dans la figure de ce\npaysan qui a renversé le torse\n                                          COIN d e b r u y è r e .                         A d olph e H a m esse.\nd’une paysanne et qui s’appro­\nche pour l ’embrasser. E videm ­\nment, le dessin de cette femme est un peu                     Pourtant, je crois que M . L a e r m a n s\nhardi, je doute que l’on puisse prendre ce exagère la terreur que peut produire sur ces\nm ouvem ent. M ais cela n ’est qu’un faible dé­ âmes simples l’effet de la foudre.\ntail qui se perd dans les qualités de cette                   M . O MER C o p p e n s . Q uelle vibrance de\nsuperbe com position.                                     couleur dans ses effets de soleil, qui troublent\n   L a nuée. Q uelle belle toile ! comm e c ’est par leur violence. A c ite r: V ieux quai ; D un e\nbien cela : L e soleil brille, la joie est partout, au soleil, qui est très juste d’effet. M ais où\nles travailleurs rassem blent un tas de foin. l ’artiste excelle, c ’est dans ses effets de lune,\nSoudain à l’horizon, derrière le petit village, d’une impression juste et grande, d’une\ndont l’église coupe la ligne m onotone, une poésie rêveuse et douce. N u it lunaire est un\nnuée sombre, apparaît, jetan t l ’ombre sur tableau de toute beauté. L ’artiste n’a pas\nla cam pagne. Les paysans s’acharnent, tra­ besoin d’accrocher la lune dans le ciel, oh !\nvaillent avec ardeur, rassem blent le foin non, com m e on le sent, l’astre rêveur qui\navant la grêle; d’autres, fatalistes, regardent jette ses rayons sur un groupe de maisons,\nla nuée grossissante qui s’approche.                      com m e c ’est cela ; la couleur des tuiles et\n   E t comm e ces gens sont bien campés, des murs est d’une justesse étonnante.\ncom m e cela est bien le paysan.                              L a M aison du vieux pêcheur est égalem ent\n   D ans le Chemineau, nous voyons bien un tableau d’une grande sim plicité poétique,\ndépeint les instincts de m éfiance et de bru­ une vieille maison que la lune éclaire, avec\ntalité des villageois.                                    un vieu x pêcheur assis, le dos contre le mur\n   Citons aussi l’ E a u songeuse et le Coup de et songeant, tranquille, tout en fum ant sa\ntonnerre.                                                 pipe. C ’est d’un effet calm e et reposant.\n                                                                                   M. A lexan d re H anno­\n                                                                                t ia u  sem ble se com plaire\n                                                                                tou t spécialem ent dans la\n                                                                                m ystique B ruges, la vieille\n                                                                                ville aux rues calm es et sono­\n                                                                                res, aux habitants tranquilles,\n                                                                                aux femmes en m antes noi­\n                                                                                res, qui semblent glisser,\n                                                                                silencieuses et recueillies, sur\n                                                                                les vieu x trottoirs.\n                                                                                   A ses peintures, pourtant\n                                                                                bonnes, mais d ’un coloris\n                                                                                sans intérêt, je préfère de\n                                                                                beaucoup ses fusains, d’un\n                                                                                dessin juste et ferm e : L es\n                                                                                preneurs de mésanges est une\n  LES PRENEURS DE MÉSANGES.                        A l e x . H a n n o t ia u . petite scène de la rue où les\n"}, {"page_pdf": 60, "page_imprimee": 37, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 4120, "texte": "                                     REVUE      D’A R T   ET   DE LITTÉ R A TU R E                                     37\n\ntyp es sont d’un observateur consciencieux et                  est dans une gam m e un pou grise, mais il\n fin. L e calvaire, les commères sont égale­                   est très bon de dessin. Ce qu’il faut surtout\n m ent de simples scènes prises sur le vif,                    contem pler, je dirais plus, rêver, c ’est un\n dans lesquelles on revoit la vie de la vieille                petit tableau : Entrée d’église, d’un charme\n v ille avec les mœurs et coutumes de ses                      discret, d’une poésie pénétrante et douce.\n habitants.                                                    Comm e l’on sent le calm e régner entre ces\n     D e M . O m e r D i e r i c k x , il faut citer l'âge     vieux murs.\n d’or, un beau panneau décoratif, d’un dessin                     M . H e n r i O t t e v a e r e est un poète,\n très juste, d’une couleur douce et blonde, qui                épris du charme pénétrant des parcs soli­\n charm e infinim ent par le sentim ent de ten­                 taires, dans ses tableaux : Poésie des parcs.\n dresse dont il est em preint; et ces deux                     E coutez ces jolis titres : Promenade dans le\n amants enlacés sont vraim ent chastes. L a                    calme, Minuit, Où frissonnent les jours bruit\nfamille, le soir, semble quelque peu inspirée                  l’eau qui chemine. N e dirait-on pas quelques\n de Puvis de Chavanne.                                         titres de poésies tendres et vagues ?\n  M . J o s é D i e r i c k x a des ta b lea u x rich es          E t ce sont, en effet, des poèmes qu’il nous a\nde cou leu r.                                                  peints, de beaux poèmes qui nous charm ent\n  M . A d o l p h e H a m e s s e nous ravit par               et nous reposent l’âme.\nses fusains. Ils sont tous à\nciter, car il s’en dégage un\neffet poétique charmant. Les\nvêpres, la gardeuse d’oies,\ndans leur effet du soir, sont\nd’une justesse frappante. Rien\nn’est dur dans ces fusains,\ntout est enveloppé, tout est à\nsa place.\n   L es peintures de M . H a­\nmesse sont bonnes, quoique\nnous préférions ses dessins.\nCitons surtout Nocturne, dans\nune belle note calm ante, de\nnuit lunaire.\n   M . F i r m i n B a e s est un\nexcellent peintre II présente\nune toile très importante, les\ntrèfles, enveloppée dans une\ncouleur violette, et le village,             N U IT LU N A IR E .                                    O m e r CO PPEN S.\n\ntableau très réussi. L a p ay­\nsanne est fort juste com m e expression cam ­                        M . A l f r e d V e r h a e r e n se m on tre,\npagnarde et le village est bien à son plan comm e toujours, l’excellent coloriste qu’il\nderrière elle. L'arc-en-ciel, et surtout le clair est, dans deux natures mortes, enlevées et\nde lune, n oyé de lum ière lunaire, sont deux vibrantes. C ’est un pur flamand.\nexcellents fusains.                                                  M . V i a n d i e r n’a cette fois-ci que deux\n   M . A l b e r t C i a m b e r l a n i a une couleur fusains, travaillés avec conscience et très\nfort curieuse; à vrai dire, ce n ’est pas une poussés. Son Ravin surtout est une belle\ncouleur, c ’est bien plutôt un dessin à la œuvre.\nbrosse. L e jeune homme endormi produit                              La Poésie lyrique de M . E m i l e F a b r y\nune belle impression de rêve. Dans Tantale est un beau panneau décoratif, traité avec\net Sisyphe, il semble que Tantale fait peu                        l’autorité de quelqu’un sûr de son dessin.\nd’efforts musculaires pour pousser le rocher. Citons aussi du m ême une tapisserie : Retour\nPourtant, ce tableau est une belle com posi­ d’explorateur.\ntion, qui fait honneur à l’artiste.                                  M . P r o s p e r C o l m a n a d e n o m b re u se s\n   M . R e n é J a n s s e n s a, comm e toujours, œ u v r e s d ’u n m é r ite a sse z d iffé r e n ts . S e s\nd’excellents portraits. L e portrait de sa mère fig u re s so n t p e u t-ê tr e un p e u e x a g é r é e s d e\n"}, {"page_pdf": 61, "page_imprimee": 38, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 915, "texte": "  38                                                                LA    GERBE\n\n\n                                                                           pourtant il ém eut puissam m ent, il arrête, car\n                                                                           c ’est une œ uvre point banale, énergique et\n                                                                           d’une fougueuse exécution.\n                                                                               D e M . P i e r r e B r a c k e . Citons un christ\n                                                                           en croix, désolé, d ’un m ouvem ent curieux.\n                                                                                                                                       H. R.\n                                                                                                "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-006", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 38, "page_fin": 39, "titre_corps": "Au Cercle artistique", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "A u C e r c le A r tis tiq u e . 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Maré­\n                                                                            ch a l.— M lle De W eert peint d’une façon bien fém i­\n                                                                            nine ; ses tableaux, d’une couleur claire et tendre,\n                                                                            plaisent à l ’œil, m a is le souci de faire nature ne\n                                                                            la préoccupe peut-être pas autant qu’il le faudrait.\n                                                                               A citer : Meule dans le brouillard, et brouillard du\n                                                                           matin, qui sont cependant très justes d'effet.\n                                                                              M. Farasyn peint dans une pâte ferme et grasse,\n                                                                           avec un souci constant de la nature.\n                                                                              Son clair de lune, est une excellente toile qui donne\n                                                                           fort bien l’impression lunaire.\n                                                                              A citer : E n Flandre, sous bois, crépuscule, toutes\n                                                                           toiles pleines de qualités.\n                                                                              M. M aréchal expose de forts bons dessins et eaux-\n                                                                           fortes.\n\n                                                                             Exposition Evariste Carpentier, Hubert B ellis et\n       prom éthée      ( v it r a il ).         H ector T h e ys.          Mercquart. — M. Carpentier peint d’aim ables sujets\n                                                                           avec d’aim ables couleurs; ses toiles sont habiles et\n                                                                           plairont certainem ent;\n forme. Sa peinture est évidem m ent inspirée                                M . B ellis est toujours le bon peintre de natures\n des anciens et le bitume y joue un grand                                  mortes et de fleurs que nous connaissons, sa couleur\n                                                                           est parfois un peu criarde.\nrôle. A citer : Méditation, Songeuse et Jeune\n                                                                             M. M ercquart peint fougueusem ent, dans une belle\nfemme au chapeau, qui sont de forts bons                                   gamme chaude et ferm e, c’est un coloriste puissant.\ndessins. Il y a aussi deux cadres de bons                                  Peut-être, a-t-il parfois un peu de lourdeur.\ncroquis.\n   M me C l é m e n c e L a c r o i x peint avec                             Exposition Frédéric et A lice Ponner.— M. Frédéric est\n                                                                           un peintre très personnel, ses tableaux, fort poussés,\ngrâce de jolis paysages, dans une note claire\net agréable.\n    M . L é o n D a r d e n n e a de bons paysages,\na sse z ju s te sd ’e ffe t, m a is u n p e u ra p id e s\nd ’e x é c u tio n .\n    Citons aussi M . F i c h e f e t avec de bonnes\ntoi les, entre autre l'Automne; H e n r i D u h e m ,\nH e c t o r T h y s , W i l l i a m J e l l e y , qui se\nm ontrent peintres consciencieux.\n   L a sculpture est égalem ent fort bien\nreprésentée à cet intéressant salon. M . V i c ­\nt o r R o u s s e a u , le jeune artiste talentueux,\nexpose nombre de belles œ uvres : Vers la\nsérénité, d’une forme irréprochable, est\nconçue d’une façon calm e et grande; du\nreste, tout ce qu’il expose serait à citer, tant\npour le haut sentim ent que pour la forme\nvraim ent remarquable.\n    M . S p r i n g a e l , n ’ e st c e r te s p a s u n r ê v e u r ,\nc ’e s t un c o m b a tta n t, il d é p e in t l ’â p re d o u le u r\nd u p e u p le so u ffra n t, il d it la m irè s e a ffre u se\nd e c e u x q u i o n t fa im . S o n g r o u p e l ' Accable­\nment e s t p e u t- ê tr e u n            p e u th é â tr a l,   m a is     L A P O É SIE L Y R IQ U E .                  E m i l e F a B R Y.\n"}, {"page_pdf": 62, "page_imprimee": 39, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 361, "texte": "                                           REVUE        D ’A R T    ET    DE LITTÉ R A TU R E                                                      39\nsont d’une charm ante naïveté, et en même temps\nd’une technique étonnante.\n   Sa couleur claire charme, quoique parfois elle soit\nun peu crayeuse.                                                                 "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-007", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 39, "page_fin": 41, "titre_corps": "Notes sur l’ameublement", "titre_sommaire": "Notes sur l’ameublement", "rubrique": "", "signature_source": "B. 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Cela est étudié\n                                                                                              L A S A L L E A M ANGER\nsans petitesse.\n   L'arc-en-ciel est aussi une charmante com position.\n— Les fleurs qui chantent, un groupe de fillettes fleu­                     L          a    s a lle à m a n g e r e s t d e n o s h a b ita ­\nries chantant un chœ ur.                                                                   tio n s la s a lle la p lu s h a b ité e e t so u ­\n   M. Frédéric expose aussi quelques paysages, d’une                                   v e n t la p lu s s p a c ie u se . N o s g ra n d e s\nvision personnelle et juste.\n                                                                          s a lle s g o th iq u e s e t fla m a n d e s té m o ig n e n t\n   M lle A lice Bonner expose des natures mortes in té­\nressantes, et quelques études d’animaux, tigre, lion,                     c o m b ie n c e tte p iè c e é ta it im p o rta n te a u tr e ­\ndromadaire.                                                               fo is , ta n t p a r so n         a rc h ite c tu r e , q u e p a r la\n   L a tète de lion est bien peinte, mais l’artiste n’a guère\ndonné l’expression de fière férocité qu'on aurait pu\ns’attendre à voir.\n\n   Exposition Mme K äthi, Gilsoul et Léon Rotthier.— De\nbelles aquarelles, vibrantes de couleur. L es fleurs sont\ntraitées largem ent, tantôt dans une gamme violente,\ntantôt assourdie en des violets veloutés et doux.\n  L es intérieurs, paysages et marines, sont toujours\nd’une belle coloration forte.\n  M . L éon R otthier expose une grande toile, Les\nfusillés de Matines, d’une belle com position, mais encore\nbien académique. Ses portraits sont bien préférables,\non y sent bien mieux la personnalité de l’artiste, et la\nm étier acquis.\n  Heureuse mère, est une belle sym phonie de rouge.\n   A citer : les portraits de M lle Q uinaux, de M me R ,\net de M. Desvachez.\n\n   Exposition Henry Cassiers, Pieter Stobbaerts, M lle de\nB ièvre, Albert Sohie. — M. Cassiers, expose une ving­\ntaine d’aquarelles charmantes.\n   E lles se font, comme toujours, remarquer par leur\ndistinction, leur finesse, et l ’heureux choix des sujets.\n   L ’artiste a rapporté de Venise, de H ollande et\nd’A llem agne de douces impressions poétiques.\n   M. Stobbaerts a de beaux paysages dans une tona­\nlité chaude, et bien flamande; ils sont étudiés avec\nconscience et vigueur.\n   M lle D e B ièvre a de jolies fleurs, distinguées et\nfines de couleur.\n   Quand à M Sohie, il n’en est encore qu’à la période\ndes tâtonnements.\n\n  C o n c o u r s e t E x p o s i t i o n . — L a société de l’art pré­\ncieux de France inaugurera son exposition le 1er avril\n1898, à la galerie G eorges P etit.\n                                                                             M E U B LE D’A T E L IE R                      L É O N BO CH OM S.\n\n  L e 23 avril, à Barcelone, exposition des beaux-arts\net des industries artistiques.                                            r i c h e s s e d e s m e u b l e s , d e s t e n t u r e s e t d es\n  Réception des œ uvres du 15 au 20 mars.                                 a u t r e s o b j e t s q u ’e l le c o n t e n a i t .\n                                                                               D e n o s j o u r s c e t t e p iè c e e s t d e v e n u e p o u r\n  B e r l i n . — Verein des Kunstlerinnen und kunstfreun ­               b ea u co u p do p e rs o n n e s u n e so rte d e refuge\ndinnen (S té des femmes peintres et des amis de l’art)                    o ù d es b ib elots d iv ers, sans au c u n e v aleu r\nouverture en mars 1808.\n                                                                          a r t i s t i q u e s ’a m o n c e l l e n t , s’e n t r e c h o q u e n t ,\n                                                                          d a n s u n c h a o s aussi i n d e s c r i p t i b l e q u ’i r r a i ­\n                                                                          sonné.\n                                                                               Q u a n t a u x m e u b l e s , ils s o n t e n a c a j o u o u\n"}, {"page_pdf": 63, "page_imprimee": 40, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 4240, "texte": "40                                                LA   GERBE\n\n\nen noyer poli ; ces bois sont très pauvres acceptons cependant pour certaines fantaisies\nd’effet, quand ils sont mal em ployés, et peu de serres, mais nous les bannissons form elle­\npratiques à la fois. Cirés, ces mêmes bois m ent de la salle à m anger.\nconviendraient parfaitem ent dans certains                       L a quantité de m eubles à y introduire\nstyles e t donneraient com m e effet d’ensem ­               dépendra       de la grandeur de la pièce, car nos\nble de bien m eilleurs résultats.                            salles      à m anger m odernes sont souvent de\n   L e siège, cela va sans dire, se ressent du               dimensions        assez restreintes et ne peuvent\nmauvais goût m anifesté partout. L a boiserie contenir que le buffet et le dressoir com m e\nsouvent grossière, est pourvue d’une garni­ m eubles proprem ent dit.\nture affreuse. Rien n ’est observé, pas même                     A près le ch oix fait du bois nous arrivons à\nle choix des étoffes, chose élém entaire pour­ la décoration. Celle-ci, à quelque exception\ntant. L ’architecture et la décoration intérieures près, n’est pas assez scrupuleusem ent étudiée.\nsont un ramassis incohérent de motifs mal                        N ous puiserons nos idées dans la nature,\nchoisis ; les lambris, les moulures, les orne­ si féconde pour le ch oix de nos sujets C er­\nm ents — tous en plâtre — sont de styles taines plantes, certains fruits feraient m er­\nm élangés, choisis presque au hasard. Dans veilles dans la décoration d’ensem ble. D es\nces conditions un simple plafonnage serait panneaux décoratifs représentant des scènes\nsouvent préférable.                                          des champs, les saisons, les heures et tant\n   A u plafond quelques moulures bariolées d’autres sujets laissant de l’espace à l’im agi­\nrem placent les beaux gitages d’autrefois.                   nation saine et forte.\n    L es salles à m anger de nos jours font pen­                  Pour ces panneaux décoratifs et pour la\nser à des salles de ventes où le tapissier se décoration en général, l’artiste doit styliser\nserait efforcé de fournir force marchandises. les sujets. A doptant la grande ligne, en évi­\n   T o u t cela tend à disparaître et le particulier,        tant d’y introduire une ressem blance trop\nheureusem ent, apporte déjà dans son choix exacte de la nature qui pourrait nuire à l’as­\nplus de goût, d’harmonie et de discernem ent. pect décoratif, en enlevant l’unité ou l’har­\n    L a salle à m anger, com m e toute autre m onie de l’ensem ble. L es couleurs vives\nplace, peut être conçue pour toutes les for­ doivent être — selon nous — autant que pos­\ntunes ; il suffit pour cela d’étudier les matières sible écartées, car elles nuisent à l’harm onie.\n à y em ployer et d’en faire un emploi in telli­                  L ’aspect d’une salle à m anger peut être\ngent, une construction simple et pratique gai ou sévère selon le caractère et le goût de\n à la fois, répondant plus aux besoins et chacun. E n règle générale, il faut y laisser\naux usages qu’à un fiévreux désir d’entasser, abonder le plus de lum ière possible ; certains\n de faire preuve de richesse, plus que de tapissiers garnissent les fenêtres de draperies\n bon goût.                                                    qui n ’ont aucun but utile et sont au point\n    Prenons com m e première m atière le bois. de vue décoratif d’un effet abom inable. Si\n L e chêne est le plus beau, celui qui répond l’on préfère une lum ière m oins abondante,\n le m ieux aux usages auxquels est\n destinée une salle à m anger.\n    Pour l’architecture de la place,\n de m ême que pour les m eubles, —\n buffets, dressoirs, tables, chaises,\n etc. — il est préférable de laisser\n la construction aussi apparente que\n possible, chose très logique du\n reste. L ’ébène avec le chêne peut-\n être em ployé pour les tenons d’as­\n sem blages. Ce qui serait très déco­\n ratif.\n    Dans ces derniers temps certains\n ébénistes se sont avisés de teindre\n le bois d’une couleur verdâtre. L es\n plus belles teintes ne valent pas\n celle du bois naturel. N ous les              T A B L E D ’A T E L IE R                          L éo n B och om s.\n"}, {"page_pdf": 64, "page_imprimee": 41, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 1716, "texte": "                                          R E V U E D’ A R T E T DE L I T T É R A T U R E                         41\n\nnous pourrons la m odérer avec des vitraux de                         fil, est d’un sym bolism e d’impression repo­\ngoût artistique et non pas de ces atroces gra­                        sante. L e lys et l'auréole de sainteté encadre\nvures sur verres qui encom brent aujourd’hui                          bellem ent le profil et accentue la sensation\nla plupart des habitations bourgeoises, voir                          de candeur.\nm ême des habitations luxueuses.                                          E cce Homo. C ’est un Christ serein que\n   Soyons plus soucieux de nous composer                              celui de M . Craps.\nun intérieur confortable et apportons dans le                             Beaucoup, représentant le C hrist, ont\nchoix des choses qui le com posent plus de                            appuyé à l’excès sur l’expression douloureu­\nrecherche et plus de conscience du Beau.                              sement humaine de la Passion, alors que\nN ous arriverons ainsi à détruire la détestable\ninfluence des travaux ineptes, véritable cam e­\nlote faite jusqu’à nos jours et qui amènent la\nruine, qui découragent les esprits les m ieux\ndisposés au travail, enrichissent des m ar­\nchands peu consciencieux et com plètem ent\ninaptes à comprendre un souci d’art.\n   Travaillons, inspirons le vrai luxe qui ne se\nsatisfait guère d’im itations, mais est désireux\nde constantes créations. L ’artiste com pétent\net sincère vivra de son travail et le cam elot\ns’en retournera à ses articles à deux sous.\n                                                        B. L.\n\n\n\n\n         "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-008", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 41, "page_fin": 43, "titre_corps": "Travaux d’art moderne", "titre_sommaire": "Travaux d’art moderne", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "Travaux d’art moderne Léon B o c h om s : M eubles. — A r", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 64, "page_imprimee": 41, "debut_caractere": 1716, "fin_caractere_exclue": 3469, "texte": "Travaux d’art moderne\nLéon    B o c h om s   : M eubles. — A r m a n d V a n W a e s ­\n  b e r g h e : V itrail  d’appartem ent, — A l e x i s C r a p s :\n  Bas-relief, tapisserie. — E l i e R o i d o t et A r m a n d\n  V a n W a e s b e r g h e : L ettrines ornées\n\nNOS     H O R S - T E X T E : A . G r o o t h a e r t : Façade. —\n  E d ou ard     T o u rte a u   :   Décoration   de   plats.   —\n  E . P e l s e n e r : Façade. — L é o n B o c h o m s : Fum oir.\n  —    H e n r i R o i d o t : Paysage.\n\n\n          ES m eubles de M . Bochom s sont bien\n\n\n L         traités. Leur originalité de bon aloi\n           n’a rien d’étrange ou de grotesque et\n          ne nuit en rien à l’utilité ni à la destination\nde l’objet, pas plus d ’ailleurs qu’elle n’oublie\nles lois de la construction. On leur reprochera v i t r a i l d ’ a p p a r t e m e n t . A . V an W aesb er g h e.\n\npeut-être des angles par trop saillants, comme\naussi quelqu’influence anglaise.                    l’expression de bonté et de douceur est la\n   M . Van W aesberghe nous donne un vitrail plus vraie, puisque l’œuvre tout entière du\nd’appartem ent où est ingénieusem ent stylisé Christ est conçue en ce sens, que sa nature\nle cyclam en.                                       était essentiellem ent m iséricordieuse et qu’il\n   D e M . A le x is Craps nous reproduisons m ourut avec des paroles de pardon. C ’est ce\ndeux jolis bas-relief, Innocence et E cce Homo que M . Craps a compris. Son Christ est bien\nsobrem ent conçus dans une note délicate et le doux prophète des béatitudes.\nsincère qui nous plaît beaucoup.                       Tapisserie. La figure principale, gracieuse\n   Son Innocence, d’une belle pureté de pro­ et d’un beau dessin, s’érige sur un fond dis­\n"}, {"page_pdf": 65, "page_imprimee": 42, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 2712, "texte": " 42                                                    L A G E R BE\n\n tingué et d’une jo lie sim plicité de com posi­                 L es quelques culs-de-lam pes — petits\n tion ; mais n’est-elle pas sensiblem ent trop                paysages d’une jo lie stylisation aussi, — sont\n                                                              œ uvrettes d e M . H enri Roidot.\n                                                                 D e M . Strauven un joli program m e aux\n                                                              lignes distinguées et harmonieuses.\n\n\n                                                                                         N O S H O R S -T E X T E\n\n\n                                                                La façade de M A . G roothaert est d’un\n                                                              vraim ent bel aspect ( 1 ) .\n                                                                Pourtant le reproche que nous lui ferons\n\n\n\n\n  In n o ce n ce ( b a s -r e l ie f ).        A . C raps.\n\n\ncourte ? A part cette erreur la tapisserie de\nM . Craps nous plaît infiniment.\n  L es lettrines ornées de figures expressives\nou grotesques, œ uvre de M . E lie Roidot,\n\n\n\n\n                                                               b a s -r e l i e f .                          E sth er M. M oore.\n                                                                                      (Accident; l'architecture 1897 II)\n\n\n\n                                                             en prem ier lieu c ’est de s’être trop souvenu\n                                                             de la Renaissance flamande.\n                                                                N ous craignons fort, quant à nous, ces\n                                                             m élanges de sty le ; et l’œ uvre de M . G root­\n                                                             haert dénote assez de qualités pour que nous\n ecce   Ho m o ( b a s - r e l i e f ) .   a   . C raps.\n                                                             espérions le voir m archer franchem ent dans\n                                                             la voie nouvelle qu’il s’est tracée.\nsont d un beau dessin, ferm e et bien conçu\ndans le genre ornem aniste. C elles de M . Van\n                                                               (1 ) U n accident survenu au cliché nous o b lige à\nW aesberghe nous donnent de jolis motifs de\n                                                             rem ettre au prochain numéro la parution de cette\nfleurs stylisées.                                            œ uvre im portante.\n"}, {"page_pdf": 66, "page_imprimee": 43, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 4056, "texte": "                            R E V U E D’A R T E T DE L I T T É R A T U R E                                         43\n\n                                                                  nuisant à la nature constructive du\n                                                                  m euble.\n                                                                     La façade de M. Pelseneer (avenue\n                                                                  Bruggm an) est vraim ent remar­\n                                                                  quable Simple, sans recherches e x ­\n                                                                  cessives do cette originalité qui\n                                                                   aboutit si souvent à l'extravagance\n                                                                  ou à l’illogism e, elle prouve une\n                                                                  ferme compréhension des théories\n                                                                  nouvelles et fait m ontre de person­\n                                                                  nalité. Nous aimons particulière­\n                                                                  m ent les grilles de balcon , qui\n                                                                  développent de belles lignes déco­\n                                                                  ratives. En somme, une excellente\n                                                                  œuvre, bien conçue, dénotant un\n                                                                  vrai tem péram ent d’artiste.\n                                                                     D e M . E lie Roidot, une belle\n                                                                  lithographie, E lu d e , remarquable­\n                                                                  m ent dessinée dans une note douce,\n                                                                  qui nous plaît beaucoup. M . Elie\n                                                                  Roidot a de remarquables qualités\n                                                                  de dessinateur.\n                                                                     De M . C astille, une jolie affi­\n                                                                  chette, très distinguée de lignes. La\n                                                                  composition est agréable et soignée,\n                                                                  les ornements élégants, la stylisation\n                                                                  des objets ingénieuse.\n                                                                     L ’influence de P rivat - L ivem on t\n                                                                  est ici trop manifeste pourtant. Plus\n                                                                  de personnalité serait à souhaiter.\n\n\n    PROGRAM M E.                      G. Strau ven .\n\n\n\n\n   M . Henri Baes a apporté le concours de sa\ndécoration aisée et d'un beau travail. Nous\naimons spécialem ent les tym pans de fenêtres,\ntraités de belle manière.\n   M . Edouard Tourteau nous donne des\ndécorations de plats où la flore surtout est\nbellem ent stylisée. L es figures, d’un bon\ndessin pourtant, nous plaisent moins, sauf\nla dernière, qui est d’une jo lie naïveté.\n   D e M . H enri Roidot, un paysage, Sapi­\nnière au soir, qui dénote une belle com pré­\nhension de la nature et dont nous aimons la\nlarge façon d’exécuter, comm e aussi la sensa­\ntion de poésie crépusculaire qui en ressort.\n   D e M . Bochom s un très bon intérieur,\nbien compris, logique en tout et très esthé­\ntique. N ous aimons chez M . Bochom s une\nbelle simplicité de ligne unie à un goût sûr\nqui lui fait éviter des écarts d’imagination           A F F IC H E T T E .                 A . Ca s t i l l e .\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-009", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 44, "page_fin": 46, "titre_corps": "Des origines religieuses de l’architecture (Suite et fin)", "titre_sommaire": "Des origines religieuses de l’architecture", "rubrique": "", "signature_source": "GEORGES RAMAEKERS.", "ancre_debut": "Des origines religieuses", "ancre_fin": "GEORGES RAM A EK ER S.", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "De la décoration du livre L es anciens l ’avaient bi", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 67, "page_imprimee": 44, "debut_caractere": 424, "fin_caractere_exclue": 7168, "texte": "Des origines religieuses\n                                                                    totalem ent dépourvu de style. L a grande loi\n                                   D E L ’A R C H I T E C T U R E   de l’harm onie est absente de son esprit.\n                                                                       D evant un si navrant spectacle, se pose et\n                               (Suite et fin .)                     s’impose la question :\n                                                                       « Pourquoi le XIXe siècle n’a-t-il pas eu de\n   L e peintre et le sculpteur, depuis la Renais­\n                                                                    style ? »\nsance, s’appliquaient eux aussi à pasticher la\n                                                                       A cette question, dont l’im portance est\nG rèce, « la G rèce qui arracha l’art du sanc­\n                                                                    capitale (car la réponse qu’elle appelle, en\ntuaire où l’avait posé l’Orient, et le plaça sur\n                                                                    indiquant le mal nous dira le rem ède), à cette\nle petit autel de la beauté humaine, exclu si­\n                                                                    question un collaborateur de L a L u tte à donné\nvem ent représentée par la beauté » (1).\n                                                                    récem m ent cette trop véridique réponse :\n   E t ses deux arts si étroitem ent liés à l’archi­\n                                                                        « Parce que le XIXe siècle ne sait ce qu’il\ntecture furent entraînés dans sa décadence.\n                                                                    p en se — l’église d’antan exprim ait la suprême\n   Aussi quant s’ou vre le XIXe siècle la peinture\n                                                                    pensée d’un peuple — il est trop savant.\net la sculpture ont-elles cessé d’être décora­\n                                                                        « Il est grec, il est rom ain, oriental,\ntives et sont-elles devenues la copie servile\n                                                                    m oyen âgeux, tout, excepté lui-m êm e. D ég a ­\nde la réalité.\n                                                                    gez de ce cahos la vraie pensée du siècle : foi\n   L e m atérialism e a désorienté la peinture et\n                                                                    ou haine. E t du sol jaillira, naturellem ent\nla sculpture en leur faisant oublier leur véri­\n                                                                     alors, le m onum ent radieux ou terrible.\ntable objet : qui est de décorer les monum ents\n                                                                        » M oins de science n ’est-ce pas ? Je crois\nselon le style que leur a donné l’architecte.\n                                                                     que l’architecte de génie pourrait être le\n   A u XIXe siècle il n ’y a plus d’architecture\n                                                                    plus ignorant des hom m es. L a technique lui\net partant plus de style. E t l’artiste, peintre\n                                                                     suffirait.\nou sculpteur, n'interprète plus la création,\n                                                                        » Pourvu qu’il soit un sincère réceptacle\ncom m e l’ont fait dans le passé toutes les\n                                                                     des idées qui rodent. Songez que cet hom m e\ngrandes époques d’art; n ’ayant pas autour de\n                                                                     a le plus effroyable des devoirs : il doit\nlui de monum ents dont le style traduise les\n                                                                     m arier le rêve à la réalité...\naspirations de son époque sans Dieu, il ne sait\n                                                                        » Pourtant qu’il vienne le héros qui tra­\n     (1)   H e llo      L ’homme ( p. 3 1 8 ) .                      duira en pierre nos aspirations vers l’infini,\n                                                                     nos chutes, nos désespoirs, et le cri d’angoise\n                                                                     poussé vers le ciel, par la souffrance et couvert\n                                                                     par le sifflet des locom otives et les orchestres\n                                                                     des bastringues et des expositions.\n                                                                        » D ans deux m ille ans les savants fouillant\n                                                                     le sol de nos patries y retrouveront des m onu­\n                                                                     m ents assyriens, grecs, gothiques, de tous\n                                                                     âges, mais rien — je vous assure que la tour\n                                                                     Eiffel ne durera pas — ne leur rappellera\n                                                                     notre siècle triom phant. Ces hom m es doctes\n                                                                     s’inquiéteront-ils de cette lacune ?\n                                                                        » Peut-être alors retrouveront-ils cette\n                                                                     chose très frêle : un cadavre.\n                                                                        » B ossuet jadis persista dans son cercueil\n                                                                     pour m ontrer aux homm es la suprême figure\n                                                                      du XVIIe siècle.\n                                                                         » L es académ iciens sans doute découvriront\n                                                                      celui qui synthétise à m erveille notre époque.\n                                                                         » E n son cercueil dûm ent zingué, plom bé,\n                                                                      capitonné, les mains sur le ventre, vêtu d’un\n                                                                     habit noir, béat, auguste, ils verront Tribulat-\n     L A P E IN T U R E ( T A P I S S E R I E ) .     A . CRAPS.      Bonhom et homme savant.\n"}, {"page_pdf": 69, "page_imprimee": 46, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 2386, "texte": "4 6                                                           LA    GERBE\n\n\n   » A lors ceux qui prieront, pleureront, aim e­                       qu’il m ’a dit telle est ma conclusion : Quand\nront, sur la terre, à notre place, comprendront                         les artistes sauront de nouveau prier, quand\npourquoi se sont suicidés ces peuples qui sur­                          l’architecture sera retournée vers la source\nvivaient à la beauté. »                                                 éternelle et seule vraim ent féconde de ses\n   L a navrance d’une telle constatation excu ­                         inspirations, quand elle aura compris, com m e\nsera l’ironique scepticism e de ces paroles.                            autrefois, toujours, que D ieu est son m odèle\n   M ais nous, m essieurs, nous comprenons                              infinim ent parfait et infinim ent beau .\nque ce serait un crim e de nous laisser abattre.                           Quand elle aura compris qu’il lui faut allier\n   L oin de perm ettre aux découragem ents de                           le m oyen âge à la Renaissance, la grâce\nparalyser notre énergie, nous aurons foi                                païenne à l’idéalism e chrétien, la jo ie au\ndans la pérénité d’un art dont 0n ne peut                               repentir, l’ange à la bête, alors un art nouveau\nrésumer l ’historique sans parcourir en même                            naîtra com m e au printem ps la forêt ver­\ntemps toute l’histoire de l’hum anité.                                  doyante. E t c ’est avec les y e u x illum inés du\n   Vers la vo ix du passé nous tournerons notre                         semeur qui espère en la m oisson future que\nattention respectueuse afin de profiter de ses                          l’architecte, alors, osera regarder du côté du\nenseignem ents. Pour m oi j ’ai été attentif à ses                      L evant, du côté du Calvaire, se lever radieuse\nenseignem ents. Ce qu'il m ’a dit touchant                              l’aube des tem ps nouveaux !\nl’art de bâtir, je vous l ’ai dit ce soir. E t de ce                                        GEORGES RAM A EK ER S.\n\n\n\n\n                                                                        auxquels l ’indifférence générale l’avait habi­\n                                                                        tué ?\n      "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-011", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 46, "page_fin": 52, "titre_corps": "De la décoration du livre", "titre_sommaire": "De la décoration du livre", "rubrique": "", "signature_source": "ÉLIE ROIDOT.", "ancre_debut": "De la décoration du livre L es anciens l ’avaient bi", "ancre_fin": "É L IE R O ID O T .", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "Chanson du vieux lierre A J. et E. C a n n e e l", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 69, "page_imprimee": 46, "debut_caractere": 2386, "fin_caractere_exclue": 5654, "texte": "De la décoration du livre\n                                                                           L es anciens l ’avaient bien compris, et dès\n                                  I                                     les com m encem ents de l’im prim erie ils s’in­\n                                                                        génièrent à donner au livre un cachet d’œu­\n                     l ’i l l u s t r a t i o n\n                                                                        vre d’art tel, que dès les premiers essais il\n                                                                        atteignit la perfection.\n                            près        u n e lo n g u e p ério d e        D epuis, fidèle reflet de la physionom ie\n                              d e tâ to n n e m e n ts, d e c o p ie    d’une époque, édité avec soin et décoré avec\n                              o u d ’in d iffé r e n c e , le liv r e   art aux époques artistiques, le livre redeve­\n                              v ie n t en fin d ’en trer d a n s        nait quelconque ou décoré lourdem ent aux\n                              u n e p é r io d e d e p ro g rè s        époques de décadence.\n                              au p o in t d e v u e d e la                                      A\n                              form e a rtistiq u e , d e la                 C ’est au com m encem ent du X Ve siècle que\n                              d é c o r a tio n in té r ie u r e e t    furent imprimés les premiers livres, à l’aide\n                              e x t é r ie u r e , e t te n d d e       de planches xilographiques. Ces xilographes,\np lu s en p lu s à p ren d re u n e p h y s io n o m ie                 bois dans lesquels étaient taillés les carac­\np ro p re, b ien en rap p ort a v e c le g o û t d e n o tr e           tères, ne passaient pas sous la presse, encore\né p o q u e p o u r l’a sp e c t d é c o r a tif d e s o b je ts.       inconnue, mais étaient imprimés au frotton,\n    L e m o m e n t n o u s se m b le d o n c o p p o rtu n d ’y        com m e on le fait encore m aintenant quand\nc o n sa c re r q u e lq u e s c o lo n n e s d e n o tr e re v u e ,   on veut obtenir une épreuve d’une gravure.\nd a n s la q u e lle , se lo n so n p ro g ra m m e, to u s le s            C ’est alors que G utenberg parvint, après\narts, to u te s le s te n d a n c e s tr o u v e r o n t h o sp ita ­   bien des peines et des déboires, à fondre des\nlité .                                                                  caractères m obiles et à adapter la presse à\n    L e liv r e , d ’ailleu rs, n ’o c c u p e -t-il p a s u n e        l ’imprimerie.\np la c e d e p rem iè re im p o r ta n ce d a n s la v ie                   L a prem ière pièce im prim ée en caractères\nm o d e r n e ? V é h ic u le d e la p e n s é e , trad u cteu r        m obiles parut en 1454, et à la fin de 1455 était\nd e s c o n c e p tio n s g é n ia le s e t d e s a sp ira tio n s      term inée, en caractères m obiles gothiques, la\nd e s p e u p le s, n e m é r ite -t-il p a s m ie u x q u e le         Bible de Schœ ffer et Fust.\np ap ier à c h a n d e lle e t la g r o ssiè r e im p r essio n             L a nouvelle découverte se répandit rapide­\n"}, {"page_pdf": 70, "page_imprimee": 47, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 4070, "texte": "                                  R E V U E D’A R T E T DE L IT T É R A T U R E                                   47\n\n\n\n\n          T ête de chapitre de R u d n i c k i , dessinée pour l’A r t dans la décoration extérieure des livres\n\n                                       par O . U z a n n e , publié chez H . M a y .\n\n\nm ent de par le monde, et le m anuscrit fut                       Alors parurent, en France, les H eures de\nabandonné, laissant sans occupations les co ­                  Simon Vostre et Philippe Pigonchet, impri­\npistes, calligraphes, miniaturistes, lesquels                  mées en caractères gothiques et décorées do\ncherchèrent naturellem ent à occuper leurs                     magnifiques encadrements gravés sur bois,\ntalents en dessinant les caractères pour l’im­                 gravés en relief sur m étal, assurent d’autres,\npression et des motifs décoratifs pour l’illus­                tant le dessin est fin, d’un trait serré et élé­\ntration du livre imprimé.                                      gant. Ces encadrements, exécutés en quatre\n                                                               planches indépendantes, représentaient des\n                               comm ença par\n                                 N                             danses macabres, des ornements, des guir­\n                            décorer à la main                  landes de plantes et d’animaux grotesques.\n                            des livres impri­                     En 1491 était publiée en Italie une édition\n                            m és; ce n’est que                 du D ante ornée, par le Véronèse, d’une g ra ­\n                            plus tard, en 1467,                vure par chant. E n 1498 A lbert D ürer publiait\n                            que fut publié à                   son Apocalypse, qui n’était pas, à vrai dire,\n                            Rom e un livre                     un livre illustré, mais un album do planches\n                            orné de gravures                   sur bois sans texte.\n                            sur bois : c ’était                   Enfin, en 1499 A id e M anuce publiait à\n                            les Méditations de                 Venise le Songe de P olip h ile, livre curieux,\n                            Torquemada. E n                    sorte de roman développant toutes les idées\n                            1470 parut à Paris                 du temps sur l’esthétique et véritable œuvre\nle premier livre imprimé en caractères ro­                     d’art au point de vue de l ’illustration.\nmains et orné de lettrines, et en 1476 était                     A Paris, l’illustre libraire français Antoine\npublié à Venise le frontispice du Calendario,                  Vérard, introduisait l’usage de tirer des exem ­\nprem ier titre orné connu.                                     plaires de luxe de chaque livre publié chez\n   L ’impulsion était donnée ; les artistes                    lui : ces exem plaires étaient ornés de m inia­\nallaient rivaliser d'invention et d’habileté                   tures et de décorations manuscrites.\ndans la décoration du livre, qui allait vérita­\nblem ent devenir œuvre d’art.                                     A v e c le X V I e siècle com m ençait donc une\n   D éjà on em ployait la gravure au burin,                    période magnifique pour les arts du livre.\nim portante innovation, mais qui obligeait à                      Venise brillait au prem ier rang avec ses\ndeux tirages, les caractères en relief ne pou­                 libraires nom breux et érudits, ses artistes de\nvant être imprimés en m ême temps que la                       grand talent, ses graveurs habiles. A M ilan\ngravure en creux. Aussi n’abandonnait-on                       se publiaient des ouvrages illustrés par les\npas la gravure sur bois pour l’illustration du                 maîtres de l’école de Léonard de Vinci, et Fra\nlivre.                                                         Luca Pacioli attribue à Léonard lui-même la\n"}, {"page_pdf": 71, "page_imprimee": 48, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 4636, "texte": "48                                            L A GERBE\n\ngravure sur bois de son livre D e D ivina P r o ­ nait r are et le frontispice en constituait alors\nportione.                                         presque toute la décoration. Il y avait, du\n   En A llem agne, c ’était le célèbre A lb ert reste, une tendance générale à publier des\nD ürer et ses élèves qui continuaient à dé­ volum es de petit format, laissant peu de place\ncorer le livre de bois m agnifiques, planches,    à l’illustration.\nlettres ornées, titres.\n   A Paris, c ’est G eoffroy T o ry , graveur et\nimprimeur, qui orna les livres d’heures d’en­\ncadrements m erveilleux.\n   Vers le m ilieu du siècle tout était m otif à\ndécoration du livre : frontispices, lettres\nornées, portraits, blasons, em blèm es, plan­\nches topographiques. L es bois se repassaient\nà cette époque, et c’est ainsi que l’on voit\nplusieurs planches de la N e f des fo u s, de\nde Brandt, orner une édition de YE lo g e de la\n                                                  LETTRINE                          A . V A N W AESBERG H E\nfo lie , d’Erasm e, publiée à Paris.\n    L a Belgique occupait une honorable place\n                                                      L a gravure sur bois était bien tom bée,\ndans l’industrie du livre et, dans la seconde\n                                                  m orte pour ainsi dire : tous ces titres se gra­\n m oitié du X V I e siècle, elle exposait plus de\n                                                  vaient au burin. E n H ollande, l ’atelier des\n 1,200 ouvrages aux foires de Francfort et de\n                                                  E lzevier était dans toute sa célébrité : leurs\n Leipzig.\n                                                  petits in-12 étaient des bijoux au point de vue\n    Christophe P lantin, né à Tours, établi à\n                                                  typographique ; m a is , sauf le titre gravé\nA nvers com m e relieur et m aroquinier en\n                                                  l’illustration était abandonnée.\n 1549, et com m e im prim eur en 1555, était le\n                                                      M ais alors survint C allot, qui releva en\nplus célèbre imprimeur belge. C ’est lui qui\n                                                  France l’illustration du livre. Qui ne connaît\ngénéralisa l’emploi de la gravure en creux,\n                                                  ses pittoresques et satiriques vignettes ? Puis\nau burin, à l’eau-forte, pour l’illustration du\n                                                  vin t Abraham Bosse, l ’artiste fécond, qui\nlivre. L es frontispices de l'officine planti­\n                                                  aborda tous les genres et étendit considéra­\nnienne, en passe-partout, gravés au burin,\n                                                  blem ent la décoration du livre.\ndevinrent à la m ode et furent imités un peu\n                                                      A la fin du X V I I e siècle, le livre était orné\npartout.\n                                                  d’une profusion de titres, en-têtes, lettres\n    Rubens ne dédaigna pas de donner des\n                                                  ornées, vignettes, fleurons.\n dessins pour la décoration du liv re ; il des­\nsina, entre autres, le frontispice des A c ta\n                                                      A u X V I I I e siècle, la vign ette était dans\nsanctorum , le fam eux recueil des bollandistes,\n                                                  toute sa vogue. L es m oindres livres, les plus\ndont la publication se continue et qui forme\n                                                  petits formats se couvraient d'illustrations.\n actuellem ent soixante-quatre volum es in-\n folio.\n    A la fin du X V I e siècle la décadence ita­\nlienne amena la m ode des em blèm es, a llégo ­\nries de tous genres, scènes m ythologiques, et\n  e livre suivit l’engouem ent.\n\n   A v e c le X V I I e siècle le goût change et se\nporte vers les décorations de style architec­\ntural. L es livres sont généralem ent ornés de\nfrontispices à colonnades et frontons. U n gra­\nveur français, Léonard G aultier, inven ta des\nfrontispices de ce g e n re , dans lesquels il\ngroupait un grand nom bre de figures a llégo ­                   l e t t r in e       E . R o id o t\nriques ou de saintes et des personnages de son\ntemps.                                                 L ’eau-forte était le procédé le plus em ployé.\n   M ais l’illustration intérieure du livre d eve­     L a coquetterie, le jo li, le pim pant régn aien t\n"}, {"page_pdf": 75, "page_imprimee": 50, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 4732, "texte": "50                                               L A GERBE\n\nen maîtres, W atteau, Boucher, donnant le                 sont taillés dans le bois d’une façon m erveil­\nton.                                                      leuse.\n   D ans des encadrements ravissants, gravés                 C ’est alors qu’apparaît G ustave D oré, le\navec une grande finesse, se déroulaient des               plus prodigieux illustrateur du siècle D oué\nguirlandes de fleurs, des rinceaux, supportant            d’une im agination extraordinaire, d’une verve\ndes amours joufflus. L es lettres ornées deve­            intarissable, possédant une science du dessin\nnaient des com positions charmantes.                      qui le fait se jouer de toutes les difficultés,\n   L ’œuvre la plus com plète de cette époque             vo ya n t grand, il a traduit les œuvres les plus\nest la fameuse édition des Contes de L a F o n ­          sublimes de la pensée avec supériorité, se\ntaine, dite « des fermiers généraux », dont les           faisant, à côté de l ’auteur, une place m ém o­\nhors-texte, les m otifs décoratifs, les lettri­           rable.\nnes, etc., s’harm onisent avec une impression                Il débuta avec Rabelais, dans une gros­\nm erveilleusem ent claire et en font le chef-             sière édition qui le fit cependant tout de suite\nd’œuvre du genre.                                         remarquer.\n                                                             L es Contes drolatiques de B alzac suivirent,\n                                OUS\n                                N      vo ici à l’en­     et l’année 1860 marque son triom phe avec\n                                 trée du X I X e siècle   YE n fe r , du D a n te, triom phe m agnifique,\n                                 et aux com posi­         étant donné le génie de l ’im m ortel auteur de\n                                 tions h é r o ïq u e s\n                                 des artistes de\n                                 l’école de D avid.\n                                    L a gravure sur\n                                 bois, n égligée de­\n                                 puis si longtem ps,\n                                 reprend      faveur.\n                                 C ela     s’explique\n                                 par la grande éco­\n                                 nom ie et la faci­\nlité du tirage, le bois, taillé en relief perm et­\ntant de tirer en m ême temps la gravure et le\ntexte.\n   M ais l’art dans l ’illustration du livre tom be              l e t t r in e          E . R o id o t .\nen décadence. L e livre se dém ocratisant, on\nvise surtout au bon m arché ; de là ces impres­           la D ivine comédie, l’ampleur écrasante du\nsions grossières sur papier à chandelle, avec             sublime poèm e.\nune illustration extravagante.                               M ais D oré, avec son im agination fantasti­\n                                                          que, sa vision grandiloquente, était bien l ’ar­\n                                                          tiste qu’il fallait pour horrifier la souffrance\n                                                          hum aine, inspirer l’effroi du ténébreux séjour,\n                                                          et son œ uvre restera une des productions\n                                                          marquantes de ce siècle.\n                                                              E n m êm e temps que YE n fe r , il term inait\n                                                          l’illustration des Contes de P errault, dans\n                                                          lesquels, il faut bien l’avouer, il n’a pas su\n                                                          m ettre tout le charm e n aïf que réclam ait le\n                                                          sujet.\n                                                              Il attacha son nom à plusieurs autres œ u­\n                                                          vres im portantes : le P urgatoire et 1e P arad is,\n               LETTRINE DE RU DN ICKI.                    du D ante, A ta la , de Châteaubriant, le Don\n                                                           Quichotte, de Cervantes, œuvre difficile à tra­\n   Cependant Curm er, le grand éditeur pari­              duire, peut-être à cause de sa popularité\nsien, travaille avec ardeur au relèvem ent du             m êm e, mais où il a été supérieur, et, nous\nlivre, secondé par des artistes de talent,                n’hésitons pas à le dire, qui est un de ses\nD evéria, M eissonier, dont les dessins corrects          m eilleurs ouvrages.\n"}, {"page_pdf": 76, "page_imprimee": 51, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 6547, "texte": "                                      REVUE       D'ART     ET    DE    LITTÉRATURE                                           51\n\n\n   A près Don Quichotte vin t la Sainte Bible,                     naux illustrés, grâce à la rapidité d’exécution\ndeux volum es in-folio, en collaboration avec                      et à la facilité du métier.\nG iacom elli, qui fut chargé de la décoration                         C'est par la lithographie que C h arlet,\ndes pages de texte.                                                Raff et, Gavarni, Daum ier conquirent leur\n   Dans la Chanson du vieux marin, de C ole­                       célébrité, les deux premiers faisant revivre,\nridge, D oré a su dramatiser son sujet à tel                       avec une verve endiablée allant jusqu’à l’épi­\npoint que l’auteur est totalem ent oublié : ce                     que, l’épopée napoléonienne; Gavarni, spi­\nn ’est plus un poèm e illustré, c’est devenu un                    rituel observateur des petits travers de ses\ntex te qui explique l’illustration. C et ouvrage,                  contem porains (et contemporaines) dessinant,\npublié d’abord en A ngleterre et plus tard en                      infatigable, pour l' E cla ir, pour le Chari­\nFrance avec un texte français, est m alheureu­                     vari, etc. ; Daum ier enfin, qui exécuta envi­\nsem ent un des moins connus de D oré.                              ron six m ille lithographies, dont la fameuse\n   G ustave D oré a évidem m ent marqué une                        série des « R obert M acaire », dans le Cha­\nétape dans l’histoire de la décoration du livre,                   rivari.\net la gravure sur                                                                                             C et e x c e l l e n t\nbois lui est rede­                                                                                        procédé, bien tom ­\nvable d’une nou­                                                                                          bé en désuétude\nve lle t e c h n i q u e                                                                                  par suite de n o m ­\nconsistant à faire                                                                                        b r e u s e s applica­\nrendre au relief ce                                                                                       tions photographi­\nq u e , jusqu’alors ,                                                                                     ques        récem m ent\non ne demandait                                                                                           découvertes, n ’est\nqu’à la gravure en                                                                                        cependant pas com ­\ncreux : il s’appli­                                                                                       plètem ent aban­\nqua, en effet, à                                                                                          donné et Robida,\ntraduire par le bois                                                                                      dans ses m agni­\nces étonnants ef­                                                                                         fiques volum es de\nfets de lum ière qui                                                                                      l' Ancienne France,\nsont la caractéristi­                                                                                     nous donne une\nque de sa manière.                                                                                        suite de très beaux\n                                                                                                          dessins        lithogra­\n                                                                                                          phiques.\n   A côté de Gus­                                                                                             Il faut cepen­\ntave D oré, il faut                                                                                       dant reconnaître\nfaire une place à                                                                                         que la photogra­\npart pour un ex ce l­                                                                                     phie et les divers\nlent artiste, moins                                                                                       procédés qui en d é ­\nfécond, sans doute,                                                                                       rivent : photogra­\n                            B o is d e D a n i e l V i e r g e , p o u r le Cabaret des Trois Vertus\net d’im agination                     p a r S a i n t - J u i r s , p u b lié p a r T a l l a n d i e r .\n                                                                                                          vure,     ph ototypie,\nmoins fantastique,                                                                                        zincographie, simi­\nmais qui a illustré un des plus beaux livres ligravure, ont amené une véritable révolution\nmodernes : nous avons nommé Bida, qui a dans la décoration du livre et com plètem ent\ndonné l’illustration des Evangiles, de W allon. changé son aspect.\n   Ici, c ’est à l ’eau-forte qu’on a demandé la                              D e nouvelles tendances se font jour, le sens\nreproduction des belles compositions de l ’ar­ décoratif se développe, de nouvelles formules\ntiste ; les lettrines, têtes de chapitres, le fron­ sont proclam ées, adoptées, et, comm e tou­\ntispice de l’ouvrage, sont gravés au burin; le jours, le livre suit le m ouvement.\ntexte encadré d’un simple filet. L ’ensemble                                   L a flore, la faune, stylisées, apparaissent\nest parfait.                                                               dans     la décoration intérieure comm e dans la\n                                                                           décoration extérieure du livre. Dos artistes\n                                                                           de talent, dans chaque pays, s’appliquent à\n   L a lithographie est un des procédés les orner le livre, à donner à sa décoration un\nmoins em ployés dans l’illustration du livre,                               sens, un caractère en harmonie avec le carac­\nmais qui eut une grande vogue dans les jour­ tère du livre. D es frontispices sym bolisent\n"}, {"page_pdf": 77, "page_imprimee": 52, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 1191, "texte": "52                                                   LA   GERBE\n\n\nl’idée de l’auteur dans des com positions sou­                 M ais ne nous attardons pas à ces tristes\nven t compliquées et un peu obscures, des                   productions qui se condam nent d’elles-mêmes\nencadrements au trait, délicates stylisations,              et considérons le m agnifique renouveau d'art\n                                                            du livre actuel, si plein de prom esses, soutenu\n                                                            par les nombreuses revues françaises, an­\n                                                            glaises, allem andes, belges, qui, hantées du\n                                                            seul souci d’art, cherchent à grouper les\n                                                            jeunes talents, à diriger les efforts vers la con­\n                                                            quête d’un seul but : L e B eau !\n                                                                                               É L IE R O ID O T .\n\n\n\n\n                                                                  "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-014", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 52, "page_fin": 53, "titre_corps": "Chanson du vieux lierre", "titre_sommaire": "La chanson du vieux lierre", "rubrique": "", "signature_source": "EUGÈNE HERDIES.", "ancre_debut": "Chanson du vieux lierre A J. et E. C a n n e e l", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 77, "page_imprimee": 52, "debut_caractere": 1191, "fin_caractere_exclue": 5463, "texte": "Chanson du vieux lierre\n                                                                                            A J. et E. C a n n e e l .\n       LETTRINE           A . V A N W AESBERGH E\n                                                                                        LE vieu x jardin est\nornent chaque page et donnent au livre actuel                                            m ort, les automnes\nun cachet d’art, souvent original et bien par­                                           ven us, la pluie grince\nticulier. Enfin, le tirage en couleur, m ono­                                            et crie sa plainte\nchrom e ou polychrom e, tend aussi à se                                                  g r i s e , là - b a s a u x\ngénéraliser, surtout dans les livres pour                                                grands poiriers qui\nenfants, qui, illustrés par des artistes de pre­                                         p ré se n te n t       aux\nm ier ordre, tels que B outet de M onvel, Job                                             vents, leurs corps\net tant d’autres, sont arrivés à une perfection                                           vidés ,      crevassés ,\nartistique qu’ils n ’avaient jam ais atteinte.                                            bruns et nus de sé­\n   L es nouveaux procédés d’illustration per­                                             nilité ; les larmes\nm ettent de donner aux plus petits formats                                                coulent dans leurs\nune décoration m erveilleuse, tém oins les col­                                           bras tordus comm e\nlections Guillaum e, dont les livres lilliputiens                                         la souffrance.\ndeviennent de véritables joyau x.                              Il est m ort le vieu x jardin.\n                                                               O h! la pluie grise au ven t d’autom ne, ah !\n  D e très m alheureux essais d’illustration                les frissons qui secouent les vieux.\npar la photographie ont aussi été faits : nous                 I ls iront plus tard se tordre de rouges dou­\nne pouvons que déplorer cette grossière                     leurs de volupté, sous les baisers ardents de\nerreur qui consiste à faire sim plem ent poser              la flamme, puis un jour ils s'éparpilleront en\nune scène par des personnages, plus ou moins                poudre fine, sous la poussière d’or des soleils.\n                                                               I ls auront vécu.\n                                                               L es plaines sont chauves com m e des crânes\n                                                            de vieillards.\n                                                               L es murs se sont couverts de lèpres éter­\n                                                            nelles, et restent avec leurs plaies qui se sont\n                                                             fermées.\n                                                                L es vignes se tissent sur leur mur, avec\n                                                            leurs nœuds bruns, et l’on dirait quelque\n                                                            gigantesque araignée qui aurait œ uvré sa\n                                                             toile sous la garde du tem ps.\n                                                                L a mousse a envahi les terres brunes et\n                                                            grasses, de leurs peluches vertes et glissantes,\n           CU L D E -L A M P E D E R U D N IC K I.          et le rosier qui germ e sans produire, s’affaisse\n                                                            tranquillem ent, et quitte son pan de mur.\nbons com édiens, et à reproduire le cliché tel                  Là-bas, les lilas, avec leurs branches fortes\nquel. D ans cette condition, les attidudes sont              et vieilles laissent pourrir leurs fleurs rousses,\nfausses et guindées, les expressions grotes­                 sous un rayon pâle et phthisique, promesse\nques, le nu ignoble et obscène.                             m ensongère de jours bleus et d’or.\n"}, {"page_pdf": 78, "page_imprimee": 53, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 4744, "texte": "                                           REV U E D’A R T ET DE LITTÉRA TU RE                                                             53\n\n   L es chevelures du lierre avec leurs petites                             l’herbe était grasse, verte, et serrée sur les\ntètes vertes, se bercent doucem ent au vent                                 terres grasses.\nglacé, avec des frissonnements inquiets                                        Puis les enfants sont revenus aux cheveux\nd’espoir, pour les choses du passé, claires et                              or et brun, avec leur chevelure dans le soleil\ndouces, pour celles de m aintenant, froides et                              pur et fort, sous le bleu du ciel beau et lim­\ndécolorées.                                                                 pide.\n   C ’est la chanson du vieu x lierre qui chu­                                 Ils avaient des cris doux, et des chansons\nchotte là bas, com m e la source gaie ; les                                 naïves.\nlarmes brillent aux fronts des têtes vertes.                                   D es fleurs rouges, bleues, des mauves, des\n   E t c’est la chanson du vieux lierre qui                                 ly s blancs à cœur orange, des roses rouges,\npleure son harm onique douleur, et le lierre                                dégageaient des brises pures et sereines.\nchante en accords comm e le ven t dans les                                     L es lilas embaumaient, enivraient de leurs\ncordes d’or, des harpes éoliennes.                                          touffes mauves qui s’exhalaient au vent, qui\n   E t il chante pour tous ; pour les vieux troncs                          rythm aient leurs têtes, des enivrements d’odo­\nlà-bas qui affaissent leurs corps nus sous le                               rances pures et rêveuses.\ntemps, pour le mur qui s’ém iette, pour la vie                                  L e vieux lierre se tut un instant, la brise\nqui se dessèche, et pour les lilas qui se meu­                              avait cessé, et sa chanson reprit :\nrent doucem ent com m e de pâles anémiques,\nsous l’averse............................................................      L es enfants sont partis, puis ils sont reve­\n                                                                            nus, longtemps, après; oui, ils étaient forts,\n                                                                            beaux, ils aimaient, et ils savaient.\n   Les étés ne sont plus, les rires sont éteints,                              L ’enfant brun a murmuré à l’enfant blonde\nles chansons se sont tues, il y a longtem ps le                             des paroles douces et enchanteresses, comme\njardin était d e jo ie et d’or; à l’avril les poiriers                      l’enivrem ent des lilas, leurs branches se sont\nbruns se paraient de neige comme un bou­                                    scellées, et les couples enlacés comm e des\n quet pour de blanches fiançailles.                                         lianes vertes, se sont crispés de volupté,\n   I ls étaient robustes, leurs flancs donnaient                            comm e les branches du chêne au vent\nde beaux fruits lourds, bruns et dorés que des                              d’automne.\nenfants blonds sont venus ravir.                                               L es hivers sont venus, les poiriers ont péris;\n   L es murs étaient de couleur gaie, blan­                                 les lilas sont morts de stérilité, les allées sont\nche com m e la neige des poiriers, et les vignes                            grasses et marécageuses, les roses trémières\nbrunes débordaient de sève impétueuse,                                      se meurent sur leurs tiges.................................\nportaient de beaux fruits, de belles parures\nmauves et sévères, avec des tons d’or brun,                                   E t c ’est la chanson du vieux lierre qui chu­\ndont les oiseaux aux ventres d'argent terni,                                chote là-bas, comme la source gaie ; la vie\nsont venus s’enivrer, en troupes gaies, avec                                n’est plus.\ndes froissements de becs d’argent et d’ailes                                  Les larmes brillent aux fronts des têtes\nbrunes.                                                                     vertes...\n   Il y avait longtem ps, dans l’irréel peut être,                                                           EUGÈNE HERDIES.\n\n\n\n\n      SE M I-D E T A C H E D H O U SES (IL E D E M A N )                                     M. H. B A IL L IE SCOTT, A R C H IT E C T E\n                                                           (Acaderny Architecture 1897 II)\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-015", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 54, "page_fin": 55, "titre_corps": "Le Cimetière", "titre_sommaire": "Le cimetière", "rubrique": "", "signature_source": "JEAN DRÈVE.", "ancre_debut": "Le Cimetière I L e cimetière dort", "ancre_fin": "JEAN DRÈVE.", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "Une très courte histoire d’amour E t comme tes yeu x étaient beau", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 79, "page_imprimee": 54, "debut_caractere": 63, "fin_caractere_exclue": 1766, "texte": "Le Cimetière\n                                  I\n     L e cimetière dort, car le soir doux descend\n     E t seule, à l'horizon, une ligne de sang\n     Subsiste encore et pose une note éclatante\n     E ntre les peupliers tristes qui se lamentent.\n\n     Poussons la g rille en bois, qui s'ouvre en gémissant,\n     Entrons dans le silence et la p a ix endormante\n     E t n'aie pas peur du vent qui sanglote en grinçant\n     Dans lef e r des tombeaux couverts defleurs charmantes.\n\n     Pourquoi frissonnes-tu? nous sommes protégés\n     P a r le geste béni du vieux clocher léger\n     Qui monte dans le ciel sa douceur d'accalmie.\n\n     E t puis ne crains donc point; tous ceux qui dorment là,\n     Parm i la senteur vague et douce des lilas,\n     Sourient à notre amour. Prions pour eux, amie.\n\n\n                                 II\n\n            P our dormir l'éternel sommeil,\n            Dans ma maison de quatre planches,\n            Sous les fleu rs d'or et les fleu rs blanches,\n            Jusqu'à l'heure du grand réveil.\n\n            Je voudrais être où le soleil\n            Frappe et scintille entre les branches,\n            E t répand une gaîté fra n ch e\n             Comme un rire d'enfant vermeil.\n\n            J'aimerais entendre, à l'église,\n            Sonner la pâle chanson grise\n             Qui pénètre et parle d'espoir.\n\n            Je voudrais bien qu'un oiseau f r ê le\n             Fasse dans ma croix son nid grêle\n            P ou r chanter du matin au soir.\n\n\n                                 III\n\n            Je voudrais aussi qu'une fem m e\n             Toute courbée, aux cheveux blancs,\n             A ma tombe vienne, en tremblant,\n             Y prier de toute son âme.\n"}, {"page_pdf": 80, "page_imprimee": 55, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 1058, "texte": "                               REV U E D’A R T ET DE LITTÉRA TU RE\n                                                                                                        55\n                               E t ce serait toi, ma mignonne,\n                               Dont les grands y e u x clairs sont si doux;\n                               Tu prierais pour le pauvre fo u\n                               Qui dort son sommeil monotone.\n\n                               Tu prierais bien doucement\n                               E t de tes y e u x encor aimants,\n                               Une larme tomberait claire.\n\n                              Sur mon cœur elle descendrait,\n                              Légère et douce, et me fe r a it\n                              Tressaillir dans ma tombe austère.\n\n                                                                    JEAN   DRÈVE.\n\n\n\n\n                                                      musique, berceuse exquise et lente pour nos\n                                                      cœurs.\n "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-016", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 55, "page_fin": 57, "titre_corps": "Une très courte histoire d’amour (Suite et fin)", "titre_sommaire": "Une très courte histoire d’amour", "rubrique": "", "signature_source": "PROSPER ROIDOT.", "ancre_debut": "Une très courte histoire d’amour E t comme tes yeu x étaient beau", "ancre_fin": "P R O S P E R R O ID O T .", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "Révolte (fragm ent) Oui, la révolte", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 80, "page_imprimee": 55, "debut_caractere": 1058, "fin_caractere_exclue": 4277, "texte": "Une très courte histoire d’amour                         E t comme tes yeu x étaient beaux en ce\n                        (Suite)                       jour   de fin d’automne. Il semblait que l’au­\n                                                      tomne était en tes regards, tes regards bleus\n                      AUTOM NE.                       sombres, comme des soirs, aux reflets violets,\n                                                      parfois, comme si des nuages passaient sou­\n           e s feuilles m ortes partout, de grands    dain dans l’iris de tes larges prunelles.\n\n\n D          tourbillons qui s’envolent dans les\n\n           pluies tom bées tous ces jours, les allées une\n                                                         T e s yeu x étaient si beaux, si beaux, et...\n            larges allées, luisantes et claires des fo lie ... je croyais y voir le reflet de to n âm e...,\n                                                       tristes\n                                                             âme blanche comme un ly s... cela est\n et solitaires, et si bonnes, comm e amies, de très vieux à dire et à penser... âme de ly s ...\nnos ballades d’amoureux.                              et pourtant cela me semblait très doux que\n   D es feuilles m ortes, de la tristesse partout... ton âme fut un ly s... cette belle et blanche\net de la jo ie plein m on cœur.                       fleur, où l’or des étamines rayonne, dans\n   O ! cette forêt aux arbres silencieux et l’exquise blancheur de la corolle, ainsi que dos\ndroits dans le gris du ciel, ces horizons sans regards. Mais soudain j ’ai eu froid au cœur en\nfin, bleus et violets, couleur de nuage et cou­ songeant à un grand lys que j ’avais vu se\nleur de tes y e u x , comm e il y fait bon n ’est-ce balancer sur une tom be... une pauvre tombe\npas, et quelle douce chanson n ’a-t-elle pas abandonnée, dans un coin de cim etière, une\npour rythm er nos paroles.                            tombe sans croix, sans couronne, où la fleur\n   N os p aroles..., simples et vieilles et blanche, radieuse et ensoleillée apparaissait\nredites... Regarde ces initiales gravées aux très b elle... comme un reproche pour ceux\nflancs des hêtres, toutes elles nous disent les qui oubliaient.\nmêmes choses en mêmes paroles... redites?                O ! que jam ais le lys de ton âme ne s’élève\nO ! oui, mais combien belles et bonnes et sur une tombe, car celle-là, qui se creuserait\nvibrées, tout près l’un de l’autre, frileux à la entre nous deux, serait celle de notre amour.\nbise déjà froide, e t si heureux d’être à deux           M ais pourquoi songer à cette chose triste,\net de ne plus songer à autre chose, à rien lorsque tes yeux jolis, me regardent, lorsque\nautre.                                               ton rire argentin dit de joyeuses chansons?...\n   N os paroles... elles furent très simples pour Je ne sais, mais voici qu’une feuille morte,\ndire notre id ylle n eu ve..., simples pour dire détachée d’une branche, s’est mise à tourbil­\nque tu étais jo lie com m e un rêve, et simples lonner dans la subite lumière d’un rayon de\npour te dire aim ée... simple et très douce soleil, qui la rendait d’or, et tout près de la\n"}, {"page_pdf": 81, "page_imprimee": 56, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 4996, "texte": "56                                            LA GERBE\n\nterre humide et jonchée d’autres feuilles, il          E t nous songions à tout cela, rêveurs heu­\nsembla qu’elle eut peur du sol noir, du cim e­      reux, tandis que l ’ombre descendait déjà,\ntière éternel, et m ollem ent, com m e un grand     sans crépuscule presque; à peine entre les\npapillon blessé, d’un dernier coup d’aile, s’est    arbres une lointaine barre d’or pâle, qui\nenvolée sur ma poitrine, à gauche, près de          scintillait et m ettait du sang aux feuilles\nmon cœur.                                           m ortes.\n   E st-ce un présage? m ’as-tu dem andé,              C ’était l ’heure du retour... et nous eûmes\nm ignonne, un présage? peut-être, mais si           un dernier regard pour le vieu x banc, le\ntriste que je ne veu x pas te l’expliquer.          vieu x banc qui restera toujours insépara­\n                                                    blem ent lié dans notre souvenir, à nos quel­\n                                                    ques bonnes heures d’errances en forêt.\n                                                       N ous nous en allâm es, le lon g des sentiers\n                                                    noyés d’ombre bleue, les beaux sentiers\n                                                    glissant sous les voûtes des hautes branches,\n                     LE BANC.                       les sentiers qui sem blaient des ruisseaux de\n                                                    feuilles m ortes que la bise faisait frémir\n    Il est très vieux ce banc, dans l’allée soli­ com m e de l’eau remuée.\ntaire et éloignée, très vieu x et verm oulu.           E t la lune très blanche et très amie, pla­\n    L es feuilles m ortes s’étaient amassées tout nait son grand regard blanc au-dessus des\nautour en un grand tas fauve qui le recou­ hautes cim es chanteuses, et une lum ière argen­\nvrait presque et ce nous fut une jo ie m élan­ tine errait en les sentes, com m e des feux-\ncolique de les vo ir se disperser sous nos pas, fo lle ts, des feu x-follets qui m ontrent le\nlasses, et lourdes d’eau, et fleurant une chem in du bonheur... ai-je dit.\nétrange senteur humide et si bonne, si bonne.          F o lie, il ne m ène qu’à la nuit et à la réa­\n    D evant nous c ’était encore l’horizon violet lité... et c ’est toi qui l ’a d it...\nde la forêt, les grands arbres sans feuilles,          Puis, soudain, au détour du chem in, l’étang\nblancs et rigid es.... com m e des cierges, di­ nous apparut, endorm i et calm e, au fond de\nsais-tu toute rêveuse.                              la vallée, sa grande flaque, claire et verte à\n    Oui, com m e des cierges, des cierges qu'un la lum ière lunaire, com m e un grand œil dou­\nrayon de soleil sem blait allum er pour le ser­ leureux dans un visage saignant.\nvice funèbre de la nature d’automne, tandis            N ous restâm es à le regarder — longtem ps\nque la brise et les feuilles sourdinaient un — à voir la blanche lum ière errer à chacun\nplein-chant, très triste et pourtant très doux des frissons de l’eau et faire des zébrures\nà entendre, et si beau.                             d’argent et des taches lum ineuses, à voir les\n    O h, l’heure bonne que nous eûmes là, lourds nuages passer en reflets énorm es,\nn ’est-ce pas, à être deux sans presque parler. argentés aux bords, sem blables à de grands\nCar — pourquoi parler? des paroles vieilles corbeaux endeuillés et lam és d’argent.\net lassantes à dire, des paroles que l’on pro­         N ous restâm es à écouter l’eau pleurer en\nnonce avec la tristesse — toujours — de ne frappant le bord, pleurer sa plainte assourdie,\npouvoir leur faire dire toute la chanson que m ystérieuse, toujours m êm e, et grandissante\nl’on a dans l’âme, et de se savoir — souvent,        soudain à des rafales de vent, à vo ir les\nn ’être pas compris. — Oui, m ieu x vaut ne feuilles tom bées dans l’eau, frémir com m e de\nrien dire, n ’est-ce pas?                            tout petits oiseaux noyés, dont on ne verrait\n    E t puis, éternel enfantillage d’am oureux, ce plus qu’une aile, qui battrait désespérém ent\nfurent les deux lettres que l’on grave au dos­ et tout cela était si triste, si triste.\nsier du banc, entre d’autres initiales, dont l’une      V ie n s... partons — allons notre route, il me\nest zébrée d’un coup de canif, et qui raconte        sem ble que l’étang est une vo ix qui m enace,\ntoute une histoire de désillusion ... les deux       et j ’ai peur d’elle, partons...\nlettres entrelacées tout près l’une de l’autre,         E t puis ce fut, à l’horizon, bien vite, trop\n com m e l’on rêve de vivre, toute la v ie ... les vite, le grand regard sanglant de la ville, qui\n deux lettres qui resteront là, longtem ps, lon g­ jetait sa lueur blêm e, dans l’ombre sainte,\n tem ps, jusqu’à ce que le vieux banc devienne vers la clarté triste de la lu n e ; c ’est fin i...\n si vieu x qu’on le brise pour en faire du feu, des rentrons.\n flammes claires.\n"}, {"page_pdf": 84, "page_imprimee": 57, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 2503, "texte": "                                    REVUE D’ART ET DE LIT TÉRA TU RE                                             57\n\n                       H IV E R .                            O ! m ignonne, com m ent se fait-il que ton\n                                                          âme soit si petite, si petite?\n   D e la neige, de la neige, de la neige, et de             Tiens, j ’ai pitié de toi, mais oui, pitié, pitié\nla solitude. L a forêt a mis son voile d’épou­            de voir ainsi mentir tes yeux, pitié de ta peti ­\nsée, un grand voile triste, tout blanc, d’où              tesse, et je souris, je te regarde de bien haut,\nles arbres jaillissent noirs et crispés, comme            comme je regarderais une belle poupée, à terre,\ndes bras dressés d’un linceul.                            sur le tapis, en souriant de songer que les tout\n   D e la solitude e t d e la tristesse. C ’est seul et   petits peuvent s’amuser de cela... Je souris,\nsongeur, que je m ’en vais m aintenant par les            cela empêche de pleurer.\nsentiers blancs .... seu l?. . O h ! c ’est l’éter­          E t maintenant, avant de partir, d’un coup\nnelle histoire, la très vieille et très triste des        de canif, je fais disparaître les initiales qui\ndésillusions ; c’est l’histoire des feuilles qui          m entent... une désillusion de plus, à côté de\nmeurent, de la lum ière qui s’éteint, de                  l’autre, la très vieille, et c’est fini.\nl’ombre qui vient.                                           M ais mon coup de canif a fait surgir de la\n   C ’est la nôtre aussi, un peu de soleil, un            neige une feuille morte collée au banc... et la\nr êve, puis la nuit. Je suis seul, notre très             neige autour de moi, me fait penser encore\ncourte histoire d’amour est finie... Celle-là             au grand lys du cimetière.\nqui la conta avec m oi, a eu peur de la neige                O ! petites et belles choses de la nature, que\nsans doute.                                               vous fûtes sages prophètes, et combien plus\n   C ’est froid, rentrons bien vite près du poêle         sages que moi ; car elle est creusée la tombe\nronflant... A d ieu ... les bois m e font peur, et        de notre amour, et déjà les feuilles mortes\ntes rêves sont tristes, toujours, et moi j ’aime          l’ont comblées.\nle rire qui sonne la oie !                                                          P R O S P E R R O ID O T .\n\n\n\n\n                                                  "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-018", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 57, "page_fin": 58, "titre_corps": "Révolte", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "PAUL MUSSCHE.", "ancre_debut": "Révolte (fragm ent) Oui, la révolte", "ancre_fin": "L M U SSCH E .", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "Sonnet Qu'importent aux rêveur", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 84, "page_imprimee": 57, "debut_caractere": 2503, "fin_caractere_exclue": 3466, "texte": "Révolte\n                                                              (fragm ent)\n\n\n\n                        Oui, la révolte armait le bras des prolétaires\n                        et les clairons d'airain, sonnant le branle-bas,\n                        groupaient les opprimés pour le futur combat\n                        autour du clair défi des tragiques bannières.\n\n                        L e peuple effervescent, guidé par les meneurs\n                        exaltant sa fu r e u r en phrases violentes,\n                        voulait rompre et briser la puissance accablante\n                        des hauts barons, des grands vassaux et des seigneurs.\n\n                        Entre des poings crispés, il brandissait des haches;\n                         il était fie r d ’audace et cambré dans l'orgueil\n                         de conquérir les libertés à p r ix de deuil,\n                         les fo r ts et les vaillants encourageant les lâches.\n"}, {"page_pdf": 85, "page_imprimee": 58, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 1019, "texte": "58                           LA G ERBE\n\n     Mais tous étaient venus vers la ville aux remparts\n     de pierre, les forçats et laboureurs de glèbe,\n     les bûcherons prêts à cogner, ceux de la plèbe :\n     les meurts-de-faim, les va-nus-pieds et les pillards.\n\n\n     Ils s’ en venaient de la montagne et de la plaine\n     où le travail est dur et le labeur ingrat\n     sous la schlague et le fo u et des rudes potentats,\n     ils arrivaient, le cœur fielleu x de larges haines.\n\n\n     Varlets, batteurs en grange armés de lourds fléaux,\n     mais qui levaient la tête en attendant l'aurore;\n     forgerons velus, vieux à poitrine sonore\n     cherchant l'enclume des têtes pour leurs marteaux.\n\n\n     E t le flo t déferlant, lorsqu'il bat les falaises,\n     n'a pas de chocs pareils à celui des manants\n     qui se jetaient, avec des gestes de forbans,\n     au f o l assaut des murs que les gardes délaissent.......\n\n                                               P A U L M U SSCH E .\n\n\n\n\n                              "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-019", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 58, "page_fin": 58, "titre_corps": "Sonnet", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "PAUL HUBIN.", "ancre_debut": "Sonnet Qu'importent aux rêveur", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 85, "page_imprimee": 58, "debut_caractere": 1019, "fin_caractere_exclue": 1815, "texte": "Sonnet\n     Qu'importent aux rêveurs l'opulente richesse,\n     Les voluptés d'amour, les vaniteux désirs?\n     Bannissons loin de nous ces énervants plaisirs.\n     A mis, exilons-nous au sein de la tristesse.\n\n\n     Que nos doigts, frémissant d’une sainte allégresse,\n     A la lyre sacrée arrachent des soupirs\n     Que nos vers, défiant les sombres avenirs,\n     A illent verser partout des flots de douce ivresse.\n\n\n     E t sans nous reposer aux haltes du chemin,\n     Gravissons à pas sûrs la pente du Destin,\n     Nous trouverons là-haut l'éclatante Victoire.\n\n\n     Nous aurons accompli les volontés du Sort,\n     Fiers, nous nous coucherons, quand passera la Mort,\n     Dans les plis du linceul de l'immortelle Gloire.\n\n                                                  PA U L H U B IN .\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-024", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 61, "page_fin": 63, "titre_corps": "Les Livres", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "Les Livres que nous aimons ses vers", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 90, "page_imprimee": 61, "debut_caractere": 586, "fin_caractere_exclue": 10021, "texte": "Les Livres                                                  que nous aimons ses vers juvénils, enthousiastes et\n                                                                                         heureux — qui ne veulent voir dans la nature et dans\n  « V e r s les L o in ta in s ». A u g u s t e V i e r s e t . Cou­                     la vie que la joie — que les pensées sont délicates, les\nverture d ' H e n r i M e u n i e r . — Il y a de bons vers dans                         figures choisies, l’observation fine, profonde souvent,\nce livre, certains sont d’une belle vigueur et ont toute                                 qu'enfin il produit une belle impression de poésie et\nnotre sym pathie. Ceux-ci notamment :                                                    de nature printanière, que c ’est là une œuvre pleine\n                                                                                         de bonnes promesses pour l’avenir.\n      Mes beaux cygnes de songe au col libre de rênes\n      M'ont à leur gré guidé vers les pays lointains\n      Où les brises sont sœurs de rires enfantins                                          « Nuits subversives ». G e o r g e s L e b a c q . — Au\n      E t les fécondes nuits, mères d'aubes sereines.                                    service d’idées étranges et souvent morbides, l'auteur\n                                                                                         met une langue riche, imagée et artiste qui rend sédui­\n   D ’autres :\n                                                                                         sante la lecture de son ouvrage.\n      Je songe à l'aromal frisson des roseraies,                                           Q ’on en juge par cet extrait, empreint d’harmonieuse\n      A u x barcarolles monotones des épis,                                              et vague poésie, qui donne la note juste du livre, fait\n      A u rire d'une source en les près assoupis,                                        de symboles subtils et de charme de style :\n      A u bruit vague de l'herbe, aux gazouillis des haies.                                « Une douce harmonie chantait autour de moi — le\n                                                                                         » vent, longuement parmi les cèdres. Mon âme passait\n  Com m e on le vo it par ces citations, M. Vierset est\n                                                                                         » dans un doux paysage de lune; la brise caressait mon\nun parnassien am oureux de vers bien ciselés, et toute\n                                                                                         » fro n t blême d ’une pensive songerie; il n’y avait qu’une\nson admiration est acquise à José Maria de Hérédia à\n                                                                                         » étoile au ciel, douce comme tes larmes et pâle comme\nqui est dédié ce livre Il manie du reste fort bien son\n                                                                                         » l ’espoir vague qui m’entraînait par des sentiers per ­\nvers et son alexandrin est presque toujours souple et\n                                                                                           dus et silencieux où je n’entendais point mes pas. Je\nharm onieux.\n                                                                                         » glissais; moins encore mon clair manteau d’argent\n  Mais nous lui reprocherons le manque de cohésion\n                                                                                         » s’éployait derrière moi et me portait : je volais, âme\ndans la conception, et le peu de cas qu’il semble faire\n                                                                                         » voyageuse... un rossignol chantait, éperdument dans\ndu fond dans l’œ uvre d’art, le sujet le plus subtil lui\n                                                                                         » les nues — ton amour. »\nétant sujet à versifier.\n                                                                                                                                                                P. R.\n                                          *\n                                                                                                                                 *\n   « C a n tiq u e de S p e c tr e s ». E d g a r B a e s . ( P a u l\nL a c o m b l e z , é d it e u r ) . — N o u s n e p a r ta g e o n s , c e r te s pas      « La Philosophie de Saint François ». E d g a r\ne t e n m a in t e n d r o it , le s t h é o r ie s p h ilo s o p h iq u e s o u         R ic h a u m e . (T iré à part de la Lutte). — Bonne étude\n\nh u m a n it a ir e s d e M . E .       B a e s , s u r t o u t lo r s q u ’il n o u s   sur la philosophie de St François qu’une langue châtiée\np a r le d e la s e c t e d e s Skoptzi, m a is n o u s a im o n s , d an s\n                                                                                         rend intéressante.\nsa p r o s e , la p h r a s e fo r t e , le v e r b e c h o is i, m is au s e r v ic e\n                                                                                           L'auteur nous décrit l’admirable vie de renoncement\nd ’u n e im a g in a t io n r ic h e , é t r a n g e     p a r fo is et s o u v e n t\n                                                                                         du Saint Poète, et préconise son humilité, son esprit\ns é d u is a n te c o m m e d a n s la Plainte de Vierge, q u i é m e u t\n                                                                                         de pauvreté et d’amour comme remède à l’efferves­\ns in g u liè r e m e n t .\n                                                                                         cence de la crise sociale.\n   Parm i les vers, que nous aimons moins pourtant que                                     C ette opinion est peut-être bien optim iste et candide,\nla prose, beaucoup nous plurent.                                                         mais la plaquette est vraiment jolie à lire.\n                                                                                                                                             P. r .\n   Ceux-ci entre autres que nous citons pour leur piété\nconfiante et m oyen âgeuse :\n\n                 Lys pur de l î le verdoyante,\n                                                                                             « Mon jardin fleuri ». E d o u a r d N e d . ( C o lle c tio n\n                                                                                         d e la Lutte). — C ’e st là un b e au liv r e v r a im e n t, a u ta n t\n                 Princesse dont la fo i vaillante\n                                                                                          p a r la c o n c e p tio n   q u e p a r l ’e x é c u t io n e t q u e n o u s\n                 Repoussa son indigne époux !\n                                                                                          s o m m e s h e u r e u x d e tr o u v e r e n c o n s id é r a b le p r o g rè s\n                 Qui méprisa le diadème,\n                                                                                          s u r u n e p r e m iè r e œ u v r e d e M. N e d , Les poèmes catho­\n                 Qui souffris pour le dieu suprême\n                                                                                          liques.\n                 E t planta la croix parm i nous,\n                                                                                              L e vers est souple, harmonieux; sa belle aisance met\n                        Guéris les fous.\n                                                                                          en lumière la délicatesse des pensées.\n   E t puis ces autres, largem ent rythm és :                                                 L e poète nous résume ainsi son livre, dans son lim i­\n                                                                                          naire :\n          C ’est un rude semeur plié sous les années.\n          Ses rides lentement au vent se sont tannées,                                          Lassé des misères et des stupidités\n          E l son regard perdu sous des sourcils velus                                          Que la vie en souffrance éternellement clame,\n          Vers les hommes nouveaux ne se relève plus.                                           Fuyant l’horreur des mauvaises réalités\n  L iv re intéressant et sans aridité m algré la subtilité                                      J e suis descendu seul et triste dans mon âme.\ndes idées émises.\n                                                                           E. H.            E t il a tro u vé dans ce jardin intime des fl e u r s délicates\n                                          *                                              et mélancoliques qu’il nous dit en sym boles clairs et\n    « L ’H y m n a ir e du P r in te m p s ». G e o r g e s R a m a e ­                  reposés, d'une belle pureté, parfumés de piété, comme\n k e r s . (C ollection  de la Lutte). — Nous venons bien                                si elles étaient cueillies dans un calme jardin de cloître,\n"}, {"page_pdf": 91, "page_imprimee": 62, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 8440, "texte": "62                                                        LA G ERBE\n\n  Citons quelques vers, que nous aimons surtout :                 ultérieurem ent. D e bons articles accom pagnent les\n                                                                  planches.\n  Mon âme est claire ainsi d'une douce clarté,\n                                                                                                                            P . R.\n  Comme d'un rayon gris d’un printemps chimérique.\n  Fusant par un vitrail de Rêve et de Bonté\n  Dans le mystère aimé d'une église gothique.                        M. Paul Jaspar, achitecte à L iè g e , vient de faire édi­\n                                                                  ter une plaquette pleine de goût intitulée : D u vieux,\n  E t ceux-ci, d’une tristesse résignée et songeuse :\n                                                                  D u neuf, contenant de ravissantes reproductions de ses\n  Mais un jo u r que l’hiver pleurait sur les vendanges           œ uvres principales exécutées durant ces dernières\n  E t chantait sa chanson de pluie et de brouillard,              années.\n  E lle partit vers le lointain pays des anges                       N otons un buffet original bien approprié à son\n  E t des roses riaient au coin du corbillard.                    usage, une chem inée d’un bel aspect ; nous aimons\n                                                                  les cottages reproduits dans cet opuscule, la W ithe\n   Ces brèves citations et cette courte notice suffiront-         H ouse à Spa est rem arquable dans sa sim plicité ru s­\nelles pour donner à beaucoup le désir de lire le livre            tique, de même la Maison d’été. L e s maisons à T ilff nous\nentier ? C ’est bien sincèrem ent que nous le souhaitons          semblent un peu m onotones et la maison à S t N icolas-\nà l’auteur.                                                       lez-L iége est fortem ent influencée de Renaissance,\n                                                                  nous préférons les maisons de rapport, quai de la B o ­\n                                                                  verie à L iège; les grilles de balcon de deux de ces habi­\n   L e Deutsche K unst und D ekoration nous envoie réunis\n                                                                  tations modernes sont réellem ent belles.\nen un volum e de bel aspect ses numéros déjà parus.\n                                                                     De bonnes pensées, tirées des auteurs, accom pagnent\n   L ’art allem and est rem arquablem ent représenté —\n                                                                   chaque œ uvre reproduite dans ce superbe livret. Beau­\naffiches, am eublem ents, panneaux décoratif de grande\n                                                                   coup sont assez rem arquablem ent choisies pour que\nallure, tableaux, vitrau x, y abondent, form ant un tout\n                                                                   nous en citions :\nadm irable.\n   Il serait im possible de détailler toutes les œ uvres —          » M on ami, quand on a fait ce qu’on peut, du m ieux\nsi nom breuses — qui ont attiré et arrêté notre attention;        que l’on peut, il ne faut pas reculer devant la critique. »\nen général, dirons-nous plutôt que les artistes du Deut­                                                  V IO L L E T -L E -D U C .\nsche K unst sont de m erveilleux stylisateurs, qu’ils sont           ( Histoire d’une maison : Conseils à M . P aul).\nremarquables par leur étude profonde et consciencieuse\n                                                                    « L ’architecture n’est point ignorée des anim aux : le\nde la nature dont ils m ettent en lum ière le caractère,\n                                                                  » trou du ver, les galeries de la fourm i, la ruche de l’a ­\nla synthèse, et que leur im agination, souvent large et\n                                                                    beille, le nid de l’épinoche ou de l ’oiseau, l a tannière\nélevée, est toujours ingénieuse et pratique.\n                                                                  » du loup, le terrier du renard et du lapin, le village du\n   T out d’abord et dès les prem ières pages ce nous fut\n                                                                  » castor, la hutte du gorille, la maison, le donjon, le\nune joie d’admirer les délicieux petits paysages et les\n                                                                  » tem ple et le palais répondent au même besoin diver ­\ndélicates stylisations de fleurs de M . Berhn. W en ig mis\n                                                                    sifié à l ’infini.\nen tête de page et qui sont œ uvre d’artiste et de poète.\n                                                                    » U n e loi com m une s’en dégage, la loi d’appropria ­\n    Puis de M . O tto Eckm an des panneaux décoratifs\n                                                                    tion. L ’utilité est lef ond de l'esthétique architecturale »\n(exposés actuellem ent au salon annuel de la Libre E sthé­\n                                                                                                          ANDRÉ LE FÈ V R E .\n tique). N ous avons surtout admirés ses cygnes glissant\nsur une rivière et son marais au clair de lune, œ uvres             « A près une longue gestation pleine d’incertitudes,\nde toute beauté, une frise décorative de M . K . C agels où       » de marasmes, de crises douloureuses, une société\nla faune est habilem ent stylisée.                                » nouvelle va ven ir au monde. Q ue les architectes se\n    Des vitraux de grand intérêt de M M . Carlule, B er­          » pénètrent de son génie, s’inspirent de ses mœurs, de\n nard W einig, M elchior L ech ter.                               » ses droits, de ses espérances; et leur œ uvre conçue à\n    De ce dernier, des reproductions de meubles qui nous          » son im age, qu’ils y appliquent les élém ents acces ­\n plaisent. De même ceux de M M . H .E . Van Berlepsel               soires fournis par leur science incontestable, mais\n et L . H ohlw ein .                                                renouvelés p a r l’esprit de leur temps. E t dans un âge\n    M G eorg. H u ile a su utiliser rem arquablem ent le          » lointain il restera d’eux peut-être quelque pan de\n cuir; ses com positions sont dignes d’intérêt et d’admi­         » mur, quelque ruine, où l’observateur dém êlera et\n ration.                                                          » reconnaîtra l ’em preinte de leur race, de leur époque\n    M . A n g elo Janck et O tto F ischer, de très belles         » et de leur personnalité. \"\n                                                                                                          ANDRÉ LEFÈVRE.\n affiches, surtout celles de M . Janck.\n    De M. Hans Stubenrach une com position ém otion­                 » Il y a le style; il y a les styles.\n nante, Judas, et de M . F ritz E rler, D er Koningssolm             » L es styles sont les caractères qui font distinguer\n und die Seerauber,où la figure principale est bien conçue.        » entre elles les écoles, les époques...\n    Des poteries très ingénieuses aussi de M E rle r et              » Q u ’est-ce donc que le style? C ’est, dans une œ uvre\n enfin une com position très poétique et très douce,               » d’art, la manifestation d’un idéal établi sur un prin ­\n  Orphèus, de M. O tto T ra g g y.                                   cip e...\n    Q uelques nom s encore spécialem ent remarqués :                 » Quand une œ uvre d’architecture indique claire ­\n M M . L efebre, avec son Faim und Nymphe, maxim von                 m ent l’usage auquel on la destine, elle est bien près\n  H eider et sohn, dont nous aimons les Antilopen, d’un            » de posséder le style...»\n  beau style, O sk. Schwindrazheim , Rud. M ayer, O tto                                                    V IO L L E T -L E -D U C .\n  R ohloffe, Fried. Brodauf, F r. W iese, M . L an ger, avec          Dictionnaire de l'Architecture Française 1868.\n  une très belle affichette, K elln er, H einz. W e tze l, bien                                                          a . v. w.\n d’autres encore dont nous aurons sans doute à parler\n"}, {"page_pdf": 92, "page_imprimee": 63, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 4585, "texte": "                                        REVUE D’ART ET DE LITTÉRATURE                                                                   63\n\n  « L a p la n t e e t ses a p p lic a tio n s o rn em en ta le s ».    L es livraisons 1 à 15 contiennent des documents\n( E . L y o n - C l a e s e n , éditeur, Bruxelles). Publié sous la  réellem ent beaux.\ndirection et précédé d’une préface de M . E u g è n e G r a s ­         M M . Boklund, D üchting et Janish, Hanser, A . W eber,\ns e t . — C et ouvrage, petit in-folio, se compose de                Prof. Bischoff, Schomburgh et W inkler, Jacques Grôs,\n72 planches toutes coloriées à la main avec le plus grand            Sachse, Stôrmer, Hanser, Schwerdtfever et Schmüser,\nsoin. D e ces 72 planches, 24 sont consacrées à l’étude              Schenk, Seeling, Richter, Curjel e t Moser, Puttfarcken\nde la plante et les 48 autres à ses applications orne­               et Janda, L u d w ig et Hülssner, Peter et un grand\nmentales.                                                            nombre d’autres architectes de talent ont leurs œuvres\n     L a plante est représentée dans cet ouvrage sous tous           architecturales reproduites dans cette magnifique publi­\nses aspects. O n y vo it com m ent,de l ’étude de la nature,         cation.\nle travail peut être charm ant et logiquem ent approprié                 Il serait trop long d’énumérer les noms de tous les\nà sa destination et selon les ressources constructives de            artistes qui collaborent à ce bel ouvrage, qui s’adresse\nla matière. N ous conseillons vivem ent aux décorateurs               non seulement aux architectes mais aux élèves et à\n et aux architectes d’étudier ce beau recueil.                        tous ceux qui s’intéressent h l’architecture.\n                                                                         Ce travail met en relief les nombreux spécimens de\n                                                                      l’architecture moderne d’A llem agne. A ceux qui igno­\n                                                                      rent la valeur artistique et la beauté des conceptions\n     « N eubauten ». ( E . A . S e e m a n , éditeur à L eip zig .)—\n                                                                      d’architectes allemands nous conseillons cet ouvrage\n Superbe recueil de maisons particulières, maisons de\n                                                                      dans lequel ils trouveront des reproductions d’églises,\n com m erce,v illa s , monuments publics, religieux et civils\n                                                                      banques, gares, maisons urbaines, villas, etc , édifiées\n construits durant ces dernières années et dus au talent\n                                                                       en Germanie et témoignant la plupart d’une certaine\n des m eilleurs architectes allemands. Cette belle revue\n                                                                       originalité.\n d’architecture, publiée sous la direction de M M . N eu ­\n                                                                          Nous parlerons dans un prochain numéro des livrai­\n  meister e t H âberle, architectes et professeurs à Carls ­\n                                                                       sons postérieures à la 150.\n ruhe, est éditée avec un soin tout spécial par M. E . A.\n                                                                          P rix d’une livraison de Neubauten 1.80 mark; abon­\n  Seemann, éditeur à L eip zig. L ’ouvrage paraît de­\n                                                                       nement annuel (12 livraisons) 15 marks.\n  puis 1894 en douze livraisons annuelles. Toutes les                     E. A . Seemann éditeur, Gartenstrasse, 15, Leipzig.\n  reproductions sont faites d’après photographies accom­                                                                         a . v. W.\n  pagnées des dessins de la construction, coupes, plans,\n  commandes des pierres, profils, détails, le tout claire­\n  ment dessiné et perm ettant d’étudier avantageusement                   L iv r e s reçu s : C h a r l e s B e r n a r d : La belle douleur.\n  l ’art de bâtir.                                                     Lucanie. F r a n ç o i s L a t t a r d : Le sortilège de vivre.\n\n\n\n\n                                WHITE 1IOUSE, A SPA (1898).                                     PAU L JASPAR.\n                                                              (Du Vieux, du NeuJ)\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-025", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 64, "page_fin": 67, "titre_corps": "Les Revues", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "Les Revues N oël (de G abriel de Sart), a", "ancre_fin": "au congrès, de graves intérêts le", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "Çà et là retenant à Paris.", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 93, "page_imprimee": 64, "debut_caractere": 426, "fin_caractere_exclue": 7238, "texte": "Les Revues                                 N oël (de G abriel de Sart), agréable à lire et très jo li­\n                                                              m ent term iné par une belle figure de style.\n   « L ’Œ u v r e » (de jan vier) consacre un numéro spé­\ncial à un poète com plètem ent inconnu, — E lie Lupano          \" D u re n d a l. \" Im portant numéro de N o ël, avec\n— et qui certes m érite l’hom m age des jeunes poètes         une nouvelle couverture, composition de M . G isbert\nValentinois.                                                  Com baz. Des vers de Severin, Franz A nsel, Christina\n   U ne note de Jules N adi nous dit rapidement l’œu­         Rosseti. Des pages inédites d’Ernest H ello , Barbey\nvre de Lupano, puis Paul M arius A ndré, dans un court        d’A u re v illy , O ctave Pirm ez.\narticle, m élancolique et de grand charme, nous conte\nla vie triste du poète, m ort à 31 ans, dans un hôpital\n                                                                 « L ’E r m ita g e » (février) — U ne excellen te critique\nde Valence.\n                                                              d ’A ndré G ide à propos des Déracinés, de M aurice B ar­\n   Suivent alors des œuvres de Lupano, vers remarqua­\n                                                              rés.\nbles souvent, ceux-ci entre autres...\n                                                                 L a F in des Borgia. Intéressante adaptation de Jacques\n     I l descend, i l descend dans cette mer immense          des Gâchons.\n     Comme un lys de douleur nu milieu desflots gris             De jolis vers de Ramaekers, où ces deux-ci que nous\n                                                              remarquons :\n     T u te rappelleras que là-bas i l repose\n                                                                  Toute vie pour naître a dû germer dans l'ombre,\n     Sur un lit de varech et de sable argente\n                                                                  Comme germe un poème en l'ombre du cerveau.\n     E t qu’i l n'a même p as, tremblante et demi-close,\n     Unefle u r pour charmer son immobilité.                  de M. Edm ond Jaloux, Octobre, d’une délicate et fine\n                              (L a tombe du petit mousse.)    m élancolie ; M arc Lafargue, Edm ond P ilo n et A lbert\n                                                              J. Brandenbury ont aussi de bons poèm es. D 'intéres­\n     Oui, nous avons assez de vieillards de vingt ans         santes chroniques et quelques dessins dont un portrait\n     O ui vont pâles et froids par lesjours de printemps,     du poète Paul Fort.\n               L e long des ruelles infâmes,                                                *\n     Alors qu’au plus profond des bois les amoureux\n                                                                  « L a L u t te » consacre son numéro de février à\n     Echangent des serments dans les sentiers ombreux,\n                                                              l ’apologie de l’esthétique franciscaine.\n               E t sentent tressaillir leur âme !\n                                                                  U n article d’Edgar Richaum e : L a Philosophie de\n     Oui, nous en avons assez des vendeuses d’amour           St-François, des vers intéressants de G eorges Ram ae­\n     Qui se montrent la nuit et qui dorment le jou r          kers, de bonne prose d’Edouard N ed, M aurice D u l ­\n                                                              laert, A lb ert B erthel, P o l Demade, etc.\n              Dans des lassitudes étranges,\n     Quant aux seuils des couvents se traînent à genoux           Ce numéro est en outre orné de deux hors texte, la\n     Des vierges qui n'ont pas de passe-temps plus doux       statue de St-François d’A ssise, par Sacharie A strug\n              Que d’être amoureuses des anges.                (d ’après A lon zo C an o), statue qui se trouve exposée\n                                                              depuis longtem ps déjà chez Christofle, à B ruxelles, et\n                                       ( Sursum Corda.)\n                                                              la mort de St-François d’Assise, d’après une fresque\n                                                              de G iotto.\n   « L e M e rcu re d e F r a n c e » (num éro de février).       L ’esthétique franciscaine est ardemment présentée et\n— U n conte n aïf: L e Triomphe de la Laideur, étrange        défendue par les artistes chrétiens de la Lutte.\net impressionnant d’A lexan dre U lu r. — Des ballades\nde Paul F o rt. U ne intéressante étude sur W a lter Pater,\ncritique et littérateur, d’A rth u r Sym ons (traduit par       « L ’E sso r. » — N um éro spécial consacré à E m ile\nG . K noff) Des notes mordantes de R em y de G our ­          Zola, où des opinions diverses se coudoient, la plupart\nmont. N ous y relevons aussi l’annonce d’une nouvelle         favorables à Zola d’ailleurs.\nœ uvre de G . Rodenbach sur A lphonse Daudet: L 'E lite.\n   Dans la Revue des Palais une étude de C am ille M au ­\n                                                                « L e S illo n . » — U ne bonne m onographie d’A l­\nclair sur le Roman de Dem ain, dont notam m ent il dit\n                                                              phonse Daudet par Jacques Cor, qui l’apprécie comme\ndans sa définition :\n                                                              naturaliste aim able et styliste brillant.\n   « E levons le Rom an de l ’émotion nerveuse à l’émo ­\n                                                                De la bonne prose traduite de Rudyard R ip li n g une\n  tion in tellectuelle, écoutons battre le cœ ur du monde\n                                                              curieuse étude : Une vieille hérésie, d’André Dareau.\n» et qu’il règle les nôtres. E t surtout que l'hom ogé ­\n  néité du discours, du style et du ton ne leur soit plus\n» une loi. — L es âmes sont com m e les places publi ­          « L e M a g a sin L it t é r a ir e . » — A u numéro de jan ­\n  ques où l ’on dresse l’échafaud d’un roi, où l’on décrète   vier de l’intéressante prose de M . Berthel: L'Effroyable\n» une ère n ou velle à l’endroit même où hier les mar­        Seconde. Des vers gracieux de Jean D rève, quelques\n  chands vendaient leurs légum es: le rom an,m ém orial       autres de Prosper R oidot qui nous plaisent.\n» de l’âme collective, doit,com m e elle, accueillir toutes\n  les form ules. »\n   Et il sem ble décréter le roman d’aventures, repris          « R e v u e d e P a r is . » — Des lettres inédites de V ic­\npar les intellectuels, comme étant celui-là.                  tor H u g o . Etude sur le poète D ’A nnunzio et son œ uvre.\n"}, {"page_pdf": 94, "page_imprimee": 65, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 8444, "texte": "                                          REVUE D'ART ET DE LITTÉRA TU RE\n                                                                                                                                       65\n    « H u m a n ité N o u v e lle . » — Des vers traduits de                    Notons de fort belles reproductions d’œuvres de ce\nl ’allemand de Julius von den Traum :                                         maître graveur.\n                    Les cygnes s'envolent                                       Des affiches et estampes remarquables de MM. F o ­\n                    D u lac verdoyant                                         rain, Grün, J. Faverot, G eorges Redon, H. S. Ibels,\n                    E t de leur plumage mille larmes                          W histler, Cézanne, H. P. Dillon.\n                    S 'épendirent en larmesfines.                               Un délicieux frontispice, de l’artiste belge Henry\n                                                                              Meunier, pour les contes de Mlle Blanche Rousseau.\n   Etude d’E lie R eclus sur les religions et les supersti­\n                                                                                L ivraison de février 1898 (n° 2, 2° année). — A rticle\ntions. U n e délicieuse n ouvelle de V an d e P u tte: J'aime.\n                                                                              consacré au maître Fantin-Lacour. Reproduction de\n                                                                              nombre de ses travaux.\n   « R e v u e d ’a rt d ra m a tiq u e . » — U ne enquête sur                   Suite de l ’article consacré à C . F. G aillard.\nla question sociale du théâtre avec des opinions de                              Des affiches et estampes remarquables de MM. Eu­\nplusieurs littérateurs. T ro is actes d’une pièce inédite                     gène Carriès, Mucha, H. S. Ibels, Peské, N ocq, Pal,\nde Lucien Besnard.                                                            Charpentier, Maurin, Odilon Redon.\n                                                                                 Des médailles de M M . Chaplain, Patey, D elove,\n                                                                              J. P. Droz, Rupert Carabin, Henry Nocq.             a . v.w .\n  « C o sm o p o lis. » — T o m . U ne petite nouvelle de\nJacques Armand. V icto r Barch : Etude sur Hoen et\nG eorges Sand.                                                                   « T h e A r tis t. » — Cette superbe revue a pris une\n                                                                              importance considérable.\n   « K u n s t » nous envoie ses trois derniers numéros                          L a livraison de mars 1898 est fort belle.\ndes 5,9 , 21 février. N ous y avons lus de bons articles                         A rticle intitulé : A Modem Memling, consacré h\net des vers intéressants. Q uelques jolis croquis ornent                      notie compatriote Edmond Van H ove, qui prend une\nle texte. T o u te notre sym pathie à cette vaillante revue.                  belle place parmi les peintres mystiques de notre\n                                                                              époque.\n                                                                                 Ses meilleures toiles: Mater Amabilis, Tempus,\n     « In n s n - D e k o r a t io n . » ( A l e x a n d e r K o c h , édi­   Legenda, Historia, Une sorcière, S t-Jean, St-Luc, La\n teur, Darm stadt). — B e lle publication d’architecture                       Vierge, sont reproduites dans ce numéro.\n  et de décoration intérieure.                                                   Reproduction d’une œuvre remarquable d’un autre\n     L es livraisons de jan vier, février et mars 1898 contien­               B elge, A lbert Baertsoen: Vieux port en ville morte.\n  nent des œ uvres réellem ent belles, qui nous donnent la                       Des œuvres de M M . John W . Alexander, des com ­\n  valeur véritable de l ’am eublem ent d’A llem agne, que                     positions fantaisistes de Steinlein: Le Chat et la Gre­\n  l’on accuse trop souvent de lourdeur.                                       nouille et Ça brûle. Vers la Sérénité, sculpture de\n     T rès curieux les meubles en gothique tyrolien de                        M. Rousseau, exposée au récen t salon de «Pour l’Art»\n  M M . A nton L och n er et H. K irchm ayr, architectes.                     à Bruxelles.\n  C ette belle publication donne aussi des œuvres des                            U n article consacré au portraitiste Archibald Stuart\n  artistes anglais, autrichiens, etc., de sorte qu’elle forme                 W ortley et à la «Portraits Pointers Society».\n  un organe sérieux de l'am eublem ent contemporain.                              Quelques pages dues à M. A . H orsley Hintou et\n     M M James A . M orris, architecte à A y r (Ecosse),                      consacrées à la photographie. D e belles applications\n  A . M essel et M ex. N . Paterson sont représentés dans                     de M. Demachay\n  Innen-Dekoration par des ameublements modernes                                  Une maison à Surrey, œuvre de M. W illiam A . Pi te,\n  pleins de goût.                                                              nous préférons les applications décoratives de M M . H.\n     N ous regrettons que la place nous fasse défaut pour                      et J. Cooper.\n  énum érer toutes les belles choses publiées dans les                            Un bel hors-texte : The Swimming de J. (1. M illais.\n. trois prem ières livraisons de cette année.                                  Des dessins et croquis du même artiste.\n     N ous conseillons cette superbe publication à tous                           Notons encore les œuvres de Miss A ndrey T re v e ­\n  les architectes belges qui, pour la plupart, l'ignorent.                     lyan . Miss Hilda, M. Pemberton, E thel W right, M. L .\n                                                                               H ankley, Cecil J. Hobson, K . A . Béherma, Miss M.\n                                                                               J. Gibson, Miss W . H. Thomson, A lyn W illiam s,\n    « L ’E sta m p e e t l ’A ffic h e . » (D irecteur: C l é m e n t          E . W . Andrenos et M. Deuvent Wood.\n J a m i n ; R édacteur en chef: A n d r é M e l l e r i o ; Rédac­\n tion et administration : 50, rue S te Anne, Paris.) — L es\n                                                                                  « L e s M a îtres de l’A ffich e» (numéro de mars 1898).\n livraisons de jan vier et février 1898 sont bien conçues\n                                                                               — U ne prime de Steinlein pour les abonnés. Quatre\n et remarquables par l’excellen ce, la diversité et le\n                                                                               affiches de M M . Chéret, Lautrec, Réalier-Dumas,\n nombre des illustrations qu’elles contiennent.\n                                                                               W oodburg.\n    Com m e le dit fort exactem ent le programme de\n l'Estampe et l ’Affiche, cette revue continue ses études\n de fond sur les artistes en vue, en s’efforçant également                        « T h e S tu d io . » — Livraison de février 1898.\n de mettre en lum ière ceux dont le talent réel est encore                        Une superbe planche hors-texte en couleur MElan g\n peu connu. E lle publie avec exactitude les nouveautés                        de M énil de M. Fernand Knopff. A rticle : l'Œ uvre de\n parues chaque mois, non seulement chez les éditeurs                           E . B arough-Johnson par A . L . Baldry, accompagné de\n et les marchands, mais aussi chez les artistes, que la                        plusieurs planches fort belles.\n revue aidera ainsi à se faire connaître, en toute indé­                          Nous aimons les vitraux de MM. Oscar Paterson et\n pendance.                                                                     Harry Thomson pour leur composition originale et\n    Livraison de janvier 1898 (n° 1, 2e année). — Une                          leur technique irréprochable.\n étude de fond sur un artiste en vue, C . F . Gaillard.                           De jolies études du peintre N ico Jungmann. A dm i­\n"}, {"page_pdf": 95, "page_imprimee": 66, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 7028, "texte": "66                                                              LA GERBE\n\nrons surtout la superbe planche en couleur de cet                            De belles applications d’étoffes de M M . M .-P . V er ­\nartiste intitulée du nom naïf Neeltje Tuyp.                                neuil, M m e D e Rudder, G . De Feure.\n  S ix pages consacrées au célèbre caricaturiste français                    L es jardinières en fer forgé de M M . Charles B o u ril ­\nCaran d A c h e .                                                          lon et de M lle M. H enning nous paraissent peu lo gi­\n  Des œ uvres de M M . Eleanor F . Brickda, F . D er ­                     ques, nous préférons les projets de M M . A drien Bru ­\nw en t W ood, A lfred T urner, M ary T o w go ost, H .                     neau et A lb ert Vanderplancke.\nHughes-Stanton et T alb o t H ughes, H. C . F ehr, Miss                                                      A\nM. R . H ill Burton, Joseph Stevens, H einrich V o geler,                     « T h e A r c h it e c t u r a l R e v i e w ( 1 ) . » — L es trois\nHenrique Bernardelli, Charles K een e.                                     prem ières livraisons de la nouvelle année de The\n                                                                           A rchitectural Review, ont parus et sont éditées avec\n   « A c a d e m y A r c h it e c t u r e a n d A r c h it e c t u r a l   grand luxe.\nR e v i e w . » — C ette belle publication d’architecture                     N otons dans ces trois livraisons de remarquables\net de sculpture reproduit,dans son numéro de 1897, des                     reproductions de sculptures accom pagnant un article\nœuvres m ultiples, variées et remarquables dues à des                      consacré à la vie et à l ’œ uvre de Jean Carriès, le célè­\narchitectes et sculpteurs de talent. L es A nglais sont                    bre sculpteur f rançais.\nbien représentés dans cette livraison et se révèlent\nartistes novateurs par leurs cottages pleins de charmes.                     « L a R e v u e p o p u la ir e d e s B e a u x - A r t s » annonce\nCitons les habitations rustiques dues à M M . W im p e ­                   dans son num éro du 5 mars un con cours. d’affiche\nris et A rber, Bastem an, Thom as W . Cutler, M . H.                       pour la Socité populaire, avec un p rix de 300 francs,\nB aillie Scott, Ernest G eorges et Y ates, A rth u r K een ,               divers objets d’art et divers abonnements.\nP ercy E. N ew ton, James Ransom e, W . Frank B right.                       Pou r tout renseignem ent s’adresser au secrétariat,\n   N ous aimons surtout les Semi-Detached Houses à                         13, rue G ra n g e-B atelière. D ernier délai d’envoi :\nDouglas (Ile de Man) de M . H . B aillie Scott.                            1er mai 1898.\n   M. Franken-W illem aers de B ruxelles est représenté\ndans ce numéro par la V illa, Mon Caprice, à Court-St-                       « L a F é d é r a tio n A r tis tiq u e » du 6 mars contient\nE tienne. C ette construction accuse une certaine origi­                   un excellen t article d’E dgar Baes : Les lois du pittores­\nnalité ; son élégance plaît.                                               que.\n   De M. Ferdinand Boberg, de Stockholm , un monu­\nment original et de bon goût, le Palais de l ’A r t à l ’E x ­                « D e k o r a tiv e K u n s t. » — L e n° 3 (janvier 1898) de\nposition de Stockholm 18 9 7.                                              la revue Dekorative K un st est de toute beauté. P lu ­\n   C ’est une œ uvre grande, m ajestueuse,dont les m oin­                  sieurs planches coloriées font de ce numéro une\ndres détails sont traités avec recherche.                                  livraison exceptionnelle. N otons de superbes poteries\n   L e relief (sculpture) d e M . E sther M . M oore est de                de la M anufacture royale de Porcelaine de Copenhague.\ntoute beauté.                                                              Des reliures de M . T .-J . Cobden-Sanderson. Des\n   R elevons les noms des grands artistes dont les sculp­                  œ uvres de M M . Burne-Jones. miss M ary N ew ill,\ntures paraissent dans ce numéro :                                          A rn old B öcklin, M. V . Schwind., C . U le, R . E valdre,\n   M M . E sther M . M oore, E lla R . Courtois, K e llo ck                H . Christiansen, M. R oth, R. Hesse, E ugèn e Grasset,\nBrow n, Pitten drigh M acgillivray, John H ughes, C.                       P . V uillard, R o u ssel. U n article consacré à l’archi­\nW . Jew itt, Cuno von U chtritz, Ernest Seger, F ritz                      tecture française. M M . K ögel, Schum acher, Jord\nHeinem ann, W alter Schott, W ilh elm Haverkam p,                          M adox Brow n sont bien représentés dans ce numéro.\nH ennann K o ko lsky, H . Uberbacher, O tto G lauflügel,                      N ° 4 (février 18 98).— Des reproductions de monu­\nH einrich G ünther-G era, F ritz Hausmann, V icto r Seif- ­                ments com m ém oratifs dûs à M. Bruno Schm itz, archi­\nfert, Johannes G ö tz et A . Bosch.                                        tecte. U n article élo gieu x consacré à l’architecture\n  Academy Architecture and Architectural R eview est                       intérieure en B elgique. D e forts belles planches de\néditée avec un soin tout spécial par M . A le x . K och,                   M M . G . Serrurier-B ovy, V a n d i V eld e, V an R y ssel ­\narchitecte à Londres (1 ).                                                 berghe et Paul Hankar. De beaux projets de lampes\n                                  *                                        de M M . E . v. O ppolzer, Konrad G oschw end, V icto r\n   « A r t e t D é co ra tio n . » — N um éro de jan vier 1898.            B atteu x et H u go L even . Des affiches de M M . T h.\nA rticle remarquable de M . G ustave Soulier, consacré                     H eine, Hans U n ger, A . R o ller. L a suite de l’article\nà l’œ uvre de M . L év y-D h u rm er, peintre de grand talent.             consacré à l ’architecture française moderne.\nL es œuvres de cet artiste, que publie A r t et Décora­                       C ette livraison contient encore un grand nombre\ntion, sont à retenir, citons L a Bourrasque, Frise des                     d’autres docum ents intéressants, parmi lesquels\nTritons, Portrait de M . Raraisson-Mollien, Circé, Por­                    notons le portail de l’usine d'électricité à Stockholm ,\ntrait de M . Georges Rodenbach, Eve et Etude de Châ­                       par Ferdinand B oberg, architecte.\ntaignier.                                                                                                                         a . v.   w.\n\n\n (1). Parait un volume en juin et décembre. Prix 6 frs. En vente chez        (1). L a livraison 0.80 tr. Vente et abom em ent chez MM. D ietrich\nM. E . Lyon-Claesen, éditeur, 8, rue Berckm ans, Bruxelles.                et Cie, Bruxelles.\n"}, {"page_pdf": 96, "page_imprimee": 67, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 631, "texte": "                                           REV U E D’ART ET DE LITTÉRA TU RE\n                                                                                                                                       67\n\n                                                                           M. Saint-Georges de Bouhélier (qui devait présenter\n                                                                           l’esthétique des Naturistes) par laquelle il s’excuse de\n                                                                           ne pouvoir assister au congrès, de graves intérêts le\n                           "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-026", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 67, "page_fin": 68, "titre_corps": "Çà et là", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "Çà et là retenant à Paris.", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 96, "page_imprimee": 67, "debut_caractere": 631, "fin_caractere_exclue": 7816, "texte": "Çà et là                                        retenant à Paris.\n                                                                             Il développe ensuite ses théories, séduisantes d’ail­\n   T u r i n . — E xposition rétrospective d’art chrétien,                 leurs, mais peu solides et dont son contradicteur _\nen mai 1898.                                                               Edgar Richaume — attaque les bases dans une cau­\n                                                                           serie spirituelle.\n  V i e n n e . — E xposition internationale des beaux-arts,                 M. Picard, ensuite, parle, lui, brillamment, non pas\nau Künstlerhaus. — D ’avril à juin 1898.                                   de l’art social, mais bien plutôt de l’art socialisé, et\n                                                                           déclare ne pas se soucier d’école, ni de système en art,\n   B e r c k e l e y (C aliforn ie). — Concours international              pourvu qu’une impression esthétique ressorte d’une\npour la construction d'une université.                                     oeuvre.\n   Pour tous renseignem ents s’adresser au conseil d’ad­                     M. Paul Mussche, dans la séance de l’après-midi, lui\nministration de l ’U niversité, 217, rue Sansome (San-                     reproche en substance de se préoccuper trop de l’im ­\nF ra n cisco .                                                             pression produite au détriment de celle à produire. Il se\n                                                                           montre orateur chaleureux et se fait longuement\n    L es artistes suivants ont été promus et nommés dans                   applaudir.\nl’Ordre de L éop old .                                                         M. Charles Bernard monte ensuite à la tribune et\n    Officiers : M M . Blom m e, architecte, à Anvers ; De                  dénie au chrétien le pouvoir d’être aussi complètement\nla Censerie, id ., à Bruges ; D evaux, artiste-peintre, à                  artiste que le panthéiste, déclarant, entre autre, que\nB ruxelles ; Drion, directeur de l’Académ ie des Beaux-                    l 'a rt n’est pas sans immoralité. Heureusement il nous\nA rts, à Gand.                                                             prévient — était-ce bien utile ? — que c’est là un para­\n    Chevaliers : M M . Charlet, artiste-peintre, à Bru­                    doxe.\nxelles ; de la Hoese, id., id. ; Desvachez., graveur, id. ;                    M M . Edouard Ned et N ilis répondent.\nDe Vreese, statuaire, id. ; G ilsoul, artiste-peintre, id. ;                   Georges Ramaekers enfin, présente l’A rt pour Dieu.\nHamesse, id., id.; Heins, id., à G an d ; Joors, id., à                    Sincère et expressive, sa parole charme; à plusieurs\nA nvers; Lagae, statuaire, à B ruxelles; Lam botte,                        reprises les applaudissements l’interrompent. Il dé­\nsecrétaire de l ’Exposition des Beaux-Arts ; Lauw ers,                     montre, en résumé, que l’art pour Dieu est la véri­\ngraveur, à A nvers ; Leem poels, artiste-peintre, à Bru­                   table interprétation de la devise dont nul ne se serait\nxelles ; L ico t, architecte, id. ; Marchand, id., à G and;                étonné : L ’art pour le beau, et que l’esthétique chré­\nM ertens, artiste-peintre, à A n vers; M otte, id., à Bru­                 tienne dépasse et résume toutes les autres.\nx e lle s; N aert, architecte, à Bruges; Seghers, artiste-                     M. Mecislas G olberg met ensuite, dans une véhé­\npeintre, à B ruxelles ; Van den Bussche, professeur à                      mente im provisation, l’individualisme en art, au-dessus\nl ’Académ ie royale des Beaux-A rts, à A nvers ; Van der                   de toute esthétique.\nL inden, statuaire, à L ouvain ; Van H ove, artiste-pein­                      Enfin, les débats sont clos par la lecture d’une lettre\ntre, à Bruges ; Verhaert, Pierre, artiste-peintre, à                       de A . Jounet, directeur de la Résurrection, qui se\nA nvers.                                                                   déclare en parfaite concordance d’idée avec les poètes\n    T o u t ceci à simple titre de renseignem ent, car nous                de la Lutte.\nne voyons pas quelle joie un artiste peut bien éprouver\nà se vo ir autoriser à fleurir sa boutonnière d ’un bout                     Exposition de l ’union des femmes peintres et sculp­\nde ruban.                                                                  teurs, du 8 au 31 mars,à la galerie G eorges P etit, à Paris.\n\n   C o n g r è s l i t t é r a i r e d e B r u x e l l e s . — Séance du     M. Georges Thurner, le peintre alsacien, connu et\nsamedi 19 février. C ’est à la vaillante pléiade des poètes                apprécié, a réuni dernièrement toutes scs œuvres des\nde la Lutte qu’est due toute l’initiative de l’organisa­                   dernières années en une exposition.\ntion du Congrès littéraire qui s'est ouvert samedi à                         Notre confrère la Revue populaire des beaux-arts\nquatre heures au Palais des Académ ies (salle de mar­                      déclare que des œuvres de M. T hurner ressort une\nbre) sous la présidence de M. de H aulleville.                             personnalité remarquable et applaudit aux efforts du\n   P ublic nom breux et d’ailleurs attentif.                               sympathique artiste.\n   M. G eorges Virrès délim ite le terrain des débats :\nToute question philosophique, comme base d’esthé­                            A Anvers une grande vente aura lieu, paraît-il. L es\ntique étant écartée, des quatre en présence ( L ’A rt                      œuvres contenues en le musée K ins vont être mises\npour l ’A r t — L 'A r t social — L e Naturisme — L 'A r t                 aux enchères.\npour Dieu — ) quelle est la form ule la plus propice aux                     Parmi les œuvres des Corot, des D elacroix, des\ncréations d’art ?                                                          Diaz, des M illet, des Meissonier, des Leys. Parmi les\n   M . Valère G ille , dans un discours chaleureux et                      maîtres anciens : Van D yck, G uyp, M em ling. Teniers,\nécouté avec sym pathie, présente et défend : l’art pour                    Rembrandt, etc.\nl’art, et déclare que l ’art, rien que l’art, doit préoccu­\nper le poète ou l’écrivain, c’est-à-dire la forme.                           A l a G r a n d e H a r m o n i e (16 fév rie r).— L e concert,\n   M. Edouard N ed (secrétaire du Congrès) combat,                         donné par M. Jansens, le pianiste déjà connu et appré­\ndans une riposte serrée, les argumentations de                             cié, nous a permis d’applaudir encore à ses nombreuses\nM . G ille .                                                               qualités de virtuose. La ballade en sol de Chopin et le\n   Séance du dimanche 20 février. — A u début de la                        carnaval de Schumann, ont été particulièrem ent bril­\nséance M. M ontfort donne lecture d’une lettre de                          lants d’exécution.\n"}, {"page_pdf": 97, "page_imprimee": 68, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 7057, "texte": "68                                                      LA G ERBE\n\n   Madame M iry-M erck, com m e toujours, nous a déli­           ou les différences qui existent entre l’allégorie et le\ncieusement charmé dans ses quatre chansons de G rieg             sym bole? E tablir et caractériser, par des exem ples\net de Brams; sa diction est tout sim plem ent m erveil­          em pruntés à l’histoire de la peinture, les élém ents\n leuse.                                                          essentiels qui rapprochent ou distinguent ces deux\n   M. Josz (vio lo n iste), lui aussi, a été remarquable         conceptions esthétiques.\ndans l ’allégro de la sonate en la de César Franck, d’un            Deuxième question. Faire l’histoire de la céram ique\nbeau sentiment, exécuté avec âme, et dans le concerto            au point de vue de l ’art, dans nos provinces, depuis le\nde M ax-Brug, enlevé avec une virtuosité surprenante.            XVe siècle jusqu’à la fin du XVIIIe siècle.\n   Soirée remarquable donc et succès m érité aux trois              Troisième question. Ecrire l’histoire des édifices cons­\nartistes. Nous les félicitons, pour term iner, du choix          truits place de l ’H ôtel de V ille à B ruxelles, après le\njudicieux des oeuvres exécutées, qui m irent en lum ière         bombardement do 1695. E xposer les faits, donner une\nle génie de ces maîtres respectés.                               appréciation esthétique des bâtiments et faire connaî­\n                                                     H. H.       tre leur im portance au point de vue de l'histoire du\n                                                                 style architectonique auquel ils appartiennent.\n  U n nouveau périodique allem and a vu, depuis peu,\n                                                                    Quatrième question. Faire l ’historique de la partie\nle jour. Das N arrenschif (La Barque des fous) est une\n                                                                 spécialem ent m usicale de la chanson flamande (origine\npublication dans le genre du Jugend , illustrée de cari­\n                                                                 des mélodies et des formes rythm iques), depuis le haut\ncatures en noir et en c o u le u r .\n                                                                 m oyen âge jusqu’aux temps modernes.\n                                                                    L a valeur des m édailles d’or présentées com m e prix\n  Paraîtront prochainem ent, deux oeuvres de haut                sei'a de huit cents francs pour la première question, de\nintérêt : Les Aubes, drame lyrique d’E m ile Verhaeren           mille francs pour la deuxième, pour la troisième et pour\net Le mendiant ingrat, de L éon B lo y , le magnifique           la quatrième question.\nauteur de L a fem m e pauvre.                                       L e s m ém oires envoyés en réponse à ces questions\n                                                                 doivent être lisiblem ent écrits et peuvent être rédigés\n   U n e commission vien t d’être form ée à Spa pour             en français, en flamand ou en latin. Ils devront être\nrecueillir, en un musée, les spécim ens anciens de tous          adressés, francs de port, avant le 1er juin 1898, à M . le\nles produits de l’industrie locale, connus sous le nom           Secrétaire perpétuel, au Palais des Académ ies.\nde « B oites de Spa ».                                              A r t appliqué. Gravure en taille-douce. O n demande le\n   A p p el est fait a ux détenteurs de ces bibelots anciens     portrait en buste, gravé en taille-douce, d’un B elge\npour qu’il consentent à s’en dessaisir au profit du              contem porain, ayant une notoriété reconnue dans le\nmusée.                                                           domaine politique, adm inistratif, scientifique, littéraire\n   L e s objets porteront la m ention des donateurs.             ou artistique.\n( S ’adresser : A lb in B ody à Spa).                               L e p rix sera de 800 francs.\n                                                                    Sculpture. On demande un bas-relief (à figures dem i-\n    L e sculpteur Van der Stappen est invité par l ’aca­         nature) représentant la B elgique recevant les Nations\ndém ie des arts de Berlin, à réunir une vingtaine de ses         étrangères à l ’occasion de l’E xposition internationale\ndernières œ uvres en un salon spécial qui fera partie de         de Bruxelles.\nl ’exposition d’art national allem and s’ouvrant à B e rlin         L e p rix sera de 800 francs.\nle 1er mai 1898.\n                                                                    L a com m une de H uyssinghen-lez-H al ouvre un con­\n    L ’éditeur A rth u r Botte, vient de publier les 85, 86 et\n                                                                 cours pour la construction d’une école de garçons. On\n87me livraisons de son grand ouvrage L ’A r t Flamand.\n                                                                 peut se procurer le program m e et le plan du terrain à\nCes dernières livraisons sont consacrées aux lithogra­\n                                                                 l’Adm inistration com m unale de H uyssinghen. R em ise\nphes, miniaturistes, dessinateurs et paysagistes de\n                                                                 des projets avant le 1er avril 1898.\nl ’école 1830 — un texte intéressant de Jules du Jardin.\n\n\n   O n vient de p lacer dans le salon carré du Palais des           U n e exposition de peintres néo-im pressionnistes\nB eaux-A rts (salle des gothiques), une Descente de              s’ouvrira en septem bre prochain, à B erlin , sous les\nCroix de l'anversois H enri de C lerk qui, assez visible­        auspices du com te de K essler.\nment, s’inspire du tableau de Rubens, et un Rosaire de              M . Van R ysselberghe est invité en outre à réunir un\nD e Crayer, très mal placé, soit d it en passant.                ensem ble de ses œ uvres du Künsterhaus de Vienne\n                                                                 qui sera inauguré au com m encem ent de l’hiver.\n\n  M. Jules V an d en H erd e, le jeune architecte gantois,\n                                                                    Jeudi 25 février, s’ouvrait au musée, la quinzième\nvient de rem porter le prix du concours de Gand.\n                                                                 exposition de la L ib re Esthétique. A u prochain numéro\n                                    «                            nous donnerons un com pte-rendu de cette intéres­\n     A c a d é m ie   royale   B e l g i q u e . — Classe des\n                               de                                sante exposition. A u prochain aussi la reproduction de\nBeaux-Arts. P r0gramme du concours pour 1898. Partie             l’affichette — très remarquée et si jo lie de couleur —\nlittéraire. Première question. Q uelles sont les analogies       de M. G isbert Com baz.\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1898-03-n2-027", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": null, "page_fin": null, "titre_corps": "Annonces", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "\" LA LUTTE \" revue catholique d’art D irecteur", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 98, "page_imprimee": null, "debut_caractere": 8, "fin_caractere_exclue": 12683, "texte": "LA LUTTE \" revue catholique d’art D irecteur: G . R A M A E K ER S,114\nr u e F r a n k lin S e c r é t. d e r é d a c tio n :E d o u a r d N E D , 3 4 , r u e d u\n                                                                                                                                                                       Conseil, a\n                                                                                                                                                                                rîtm\n                                                                                                                                                                                   p\n                                                                                                                                                                                   Bruxelles\n                                                                                                                                                                                     ensuellem ent\n\n\n                                  A R T                                              &       D É C O R A T I O N                                                       L a\n\n             l i v        r a         i s o                                          n        :       2               f r a n                     c s          R           e       v    u                    e\n                                         m\n                                         ’A\n                                          ,ld\n                                            n\n                                            so\n                                             -S\n                                              a\n                                              éb\n                                               h\n                                               :T\n                                                irectu\n                                                     D\n                                                     13\n                                                      fyP\n                                                        L\n                                                        vg'&\n                                                         R\n                                                         IO\n                                                          U\n                                                          E\n                                                          HN\n                                                           G\n                                                           C\n                                                           2\n                                                           ;8\n                                                            0\n                                                            5\n                                                            .—\n                                                             W\n                                                             d\n                                                             n\n                                                             lm\n                                                              a\n                                                              eu\n                                                               S\n                                                               V\n                                                               T\n                                                               A\n                                                               K\n                                                               M\n                                                               i,à\n                                                                 ’rtéco\n                                                                      h\n                                                                      sU\n                                                                      É\n                                                                      R\n                                                                      B\n                                                                      D\n                                                                      E\n                                                                      Ovk\n                                                                        Z\n                                                                        fIH\n                                                                          L\n                                                                          :J\n                                                                           '—\n                                                                           Œ\n                                                                           x\n                                                                           p\n                                                                           4\n                                                                           Y\n                                                                           .N\n                                                                            P\n                                                                            -G\n                                                                             3\n                                                                             C                                            E\n                                                                                                                          DS\n                                                                                                                           X\n                                                                                                                           B\n                                                                                                                           R\n                                                                                                                           U\n                                                                                                                           O\n                                                                                                                           C\n                                                                                                                           A\n                                                                                                                           L                                                                    1,B\n                                                                                                                                                                                                  IS\n                                                                                                                                                                                                  R\n                                                                                                                                                                                                  A\n                                                                                                                                                                                                  P\n                                                                                                                                                                                                  cin\n                                                                                                                                                                                                    p\n                                                                                                                                                                                                    sC\n                                                                                                                                                                                                     rd\n                                                                                                                                                                                                      leva\n                                                                                                                                                                                                         u\n                                                                                                                                                                                                         o                 :\n                                                                                                                                                                                                                           a\n                                                                                                                                                                                                                           n\n                                                                                                                                                                                                                           U\n\n\n\n                      V       l a                  a                      m              s        c    h          e           S       c           h       o    o       l\n\n                                                                                                              r e v u e                       m           e n s u e lle                     d ’a r t\n\n     e                                                                                                        t\n\n\n         D    E       L I T T É R A                                                                   T U             R       E           .       —\n                        D      i  r                                                                    e                  c                   t           e            u                    r\n\n\n\n\n                                  :               P                              O       L            D           E           M                   O        N       T\n\nR        e        m                     p                                        a           r         t               d                      e\n                                                                                                 l a              P           o       r           t e          d           u            R                    h   i n   ,\n\n\n\n         ANVERS Vient\n                   d                                                                                                                  e\n                                                                                                                          P a r a îtr e                        A U B E S                                 E T\n\n\n         C    R       É       P       U                     S C                          U        L       E       S\n\n\n\n         par PR O SPER\n\n\n\n         R    O           I D               O                               T                B         e          a    u\n\n                                                                                                           v o l u m                              e        i n - 1 2                   c a r r é\n\n\ns u r p a p ie r fo r tP r ix : 2\n\n                  f       r           a                                          n                c               s               a                   v        e               c\n                                                                                 titr e                                                                                                e t fr o n tis p ic e\n                                                                                                                                                                                                         p a r             E l i e\n\n                                  EN VENTE CHEZ LES PRINCIPAUX LIBRAIRES\n"}, {"page_pdf": 99, "page_imprimee": null, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 114, "texte": "           P . - L . MOLIT O R   IM P R IM E U R -\nED ITEUR *         RU E LONGUE VIE        36\n\nB R U X E LL E S\n"}]}], "pages_ocr_originales": [{"page_pdf": 54, "texte": "1r e A N N E E .         2                                                                                                                                      Ma r s       18 9 8\n\n\n\n\n                                                                       SO M M AIRE:\n                                                          E D G A R B A E S : Les sources d\n                                                                                          é c or a t i v          e      s\n\n                                                          H. R. : Les expositions.\n                                                           B . L. : Notes sur l'ameublement.\n                                                          T . R I A U : Travaux d'art moderne.\n                                                           G E O R G E S R A M A E K E R S : D es o r i g in e s r e l i­\n                                                                           g ie u se s de l'archi t e\n                                                                                                    cture.\n                                                           E L IE R O ID O T : De la décoration du li v r e\n                                                           E U G È N E H E R D I E S : L a c h a n s o n du. vie u x\n                                                                               lie r r e .\n                                                           JE A N D R È V E : Le cimetière.\n                                                           P R O SP E R R O I DOT : Une très courte histoire\n                                                                               d'amour.\n                                                           P A U L M USSCH E : Révolte.\n                                                           P A U L H U B I N : Sonnet,\n                                                                    Les livres. — Les revues. — Cà et là.\n\n\n\n                                                                            IL L U S T R A T IO N S\n\n                                                               de MM. E . P elseneer , L . B o cho ms\n                                                           A .V an W a esbergh e , A . C raps , I L R oidot\n                                                                                 E . M. M oore\n                                                                        A . C A S T IL L E , F . BO B E R G\n                                                                É . R o i d o t , P . J a s p a r . P. B r a ü t z k y\n                                                                 .G . S t r a u v e n , H. B a i l l i s S c o t t\n                                                                                             ETC.\n\n\n\n\n                             D I R E C T IO N :                                                                              A D M IN IS T R A T IO N :\n    2 12, C h a u s s é e d e W a te rlo o , S t - G ille s -B ru x e lle s                               3 8 , R u e d e I o n g u e -V ie , lx e lle s - B r u x e ll es\n\n\n\nCe numéro : 1 franc\n"}, {"page_pdf": 55, "texte": "          LA GERBE\n                                         Revue mensuelle d’Art décoratif & de Iiittératope\n     Directeur : P ro sp e r R O I D O T , 212, Chaussée de W aterloo.\nSecrétaire de Rédaction : E u gèn e H E R D IE S, 31, R ue de la Com m une.\n                                                 BRUXELLES\n\n                                C O M IT É          DE       D IR E C T IO N :\nLÉON E o c h o m s , rue de la Pépinière, 7. — E u g è n e HERDIES. — GEORGES R A M A E ­\n   k e r s , rue F ra n k lin , 11 4 . — P r o s p e r R o i d o t . — G u s t a v e S t r a u v e n , chaussée\n     de Louvain, 304. — A r m a n d V a n W a e s b e r g h e , rue d’ Irla n d e, 99.\n                                             B R U X E L L E S\n\n                     P R IN C IP A U X              COLLABORATEURS :\nA n t k n o r Al l a r d . — E d g a r B a e s . — F ir m in B a e s . — A l b e r t B e r t h e l . — P i e r r e\n  B r a e c k e . — A l b e r t Ca s t il l e . — A l b e r t Cia m b e r l a n i. — M a r ie C o l l e t t e . —\n  G isb e r t C om baz — Q m e r Go p p e n s . — A l e x is C r a p s . — P o l C r a p s . — A d o l p h e\n  C r e s p i n . — E r n s t D e l t e n r e . — D e V r i e s . — Je a n D r è v e . — A l b e r t D u e s b e r g .\n  — O m e r D i e r i c k x . — G. F i c h e f e t . — M a u r i c e G o o s s e n s — L é o n G o v a e r t s . —\n  A . G r o o t h a e r t . — P a u l et G e o r g e s H a m e s s e . — P a u l H a n k a r . — A l e x a n d r e\n  H a n n o t i a u . — H e n r y H e n g e . — W i l l e m H o l s . — J. Ja c o b i . — P i e r r e K e s s e l .\n  — G e o r g e s L e m m e n . — G e o r g e s M a r l o w . — L o u is M a s u r e . — O c t a v e M a u s .\n  — P a u l M u ssch e . — E d o u a r d N e d . — H e n r i O t t e v a e r e . — E. P e l s e n e e r , —\n  E d g a r R i c h a u m e . — E l i e et H e n r i R o i d o t . — A r t h u r R o g i e r s . — F r i t z S e e l ­\n  drayers. —          S tr e b e lle .   —    L o d e w ijk S t e y a e r t . — L o u is S tr u y s . —          Ernest\n  V an d ero o st. — Arm and               Van     W aesberghe. —             F é lix V erschave.            —    V ia n ­\n  d ie r. — J u le s D e s t r é e . — P a u l        Jaspar. — E d o u a rd           T o u rte a u . — C h a r le s\n  B e r n a r d . — L é o n S n e y e r s , — J. d u J a r d i n . — J. M i d d e l e e r . — J e a n D e l v i l l e .\n\n\n\n             ABONNEM ENTS\n     B E L G I Q U E : Un an, 10 francs. —                  E T R A N G E R : L e port en sus.\n    A dresser les abonnements à la D irection de la R evu e, 212, chaussée de W aterloo, B ruxelles.\n\n\n             A D M IN ISTR A T IO N\n    T outes les communications concernant le service de la revue (règlem ents, changem ents d’adresse, etc.)\ndoivent être adressées à l ’éditeur, M . P . L . M O L I T O R , 36, R u e L o n g u e - V ie , B r u x e lle s .\n\n\n             RÉ D AC TIO N\n    T outes les communications concernant la Rédaction de la revue (rectifications, manuscrits, docum ents,\ndessins, photographies) doivent être adressées à la D irection, 212 , ch a u ssé e d e W a t e r lo o , B r u x e lle s . —\n    L es manuscrits non insérés ne sont pas rendus. — Il sera donné un com pte rendu de tout ouvrage dont un\nexem plaire parviendra à la D irection.\n\n\n              R E P R O D U C T I O N D ’A R T I C L E S & D E G R A V U R E S\n    L a reproduction des articles, dessins et gravures est absolum ent interdite, même avec indication de\nsource de provenance, à moins d’une autorisation de la D irection.\n    N . B . — Les auteurs sont seuls responsables de leurs écrits.\n\n              P U B LIC ITÉ\n   Pour les annonces, réclames, etc., à insérer dans la Revue, demander les tarifs spéciaux et rensei­\ngnements à l'Editeur, M. P .-L . MOLITOR, 3 6 , rue L o n g u e-V ie, B ruxelles.\n"}, {"page_pdf": 56, "texte": "                     LA GERBE\n                                       R E V U E D ’A R T D É C O R A T IF & D E L I T T É R A T U R E\n\n\n\n\n      Les Sources décoratives                           lue, m ais il est nécessaire de ne pas s’égarer\n                                                        avec lui et de rester possible.\n                                                            Nous voulons étudier quelques-unes de ces\n          N étroit esprit de clocher ou de sys­         sources décoratives et rechercher ce qu’elles\n\n\n U           tèm e ne saurait être le propre des\n             artistes vrais. L ’ornem entation sur­\ntout, est de nature cosm opolite. L es p olé­\nmiques et les interminables discussions qu’à\n                                                        peuvent apporter au style qui se forme.\n                                                        Aucune d’elles ne vaut la nature, très cer­\n                                                        tainem ent. M ais la nature ne livre pas volon ­\n                                                        tiers ses secrets, et plutôt que l’imiter banale­\nfait naître soit l’origine obscure d’un m aître,         ment, sans initiative et sans m alice, il est\nsoit l'inconstance de ses pérégrinations, sont           cent fois préférable de chercher ailleurs du\nle fait d ’épilogueurs, de trop savants fure­            charme, du caractère, de l’artistique enfin.\nteurs d’archives, qui soulèvent souvent, avec                N otre art moderne est une orchidée, une\nla poussière de leurs documents, le cœur du              vrille exotique déconcertante, en comparai­\npoète à la poursuite d'idéal.                            son de la froide et pénible correction des pré­\n    M ais, est-ce à dire qu’il ne soit point de          décesseurs. Mais il est artificiel et factice,\npatrie pour les artistes, et que leur armée ne           et de tem ps à autre un bain de nature, de\nsoit qu’une internationale bigarrée ? Eh non !           soleil et de rosée ne lui fait pas de mal.\nl’artiste est de son temps, de sa race, de son               Il n ’est pas mauvais non plus de remonter\npays, mais il est avant tout un être humain,             parfois à l’exam en des sources.\n soumis à toutes les vicissitudes, et même plus              Pourquoi n'oserait-on plus regarder ces\n que son prochain le plus vulgaire. Il est ém o­         Grecs et ces Rom ains, si corrects et si com ­\n tif en même temps qu’intellectuel ; il sent             passés, mais qui furent plus près que nous de\n vivem ent tout ce qui le touche, germ e ou              la nature, m algré leur idéalisme ? Nous avons\n débris, rétrospectif ou futur, exotique ou              vu à la bibliothèque ambrosienne de M ilan,\n national. T ou t se rapporte à l’art, la nature         des miniatures napolitaines représentant des\nentière est tributaire de l’inspiration de l’ar­         scènes rustiques, des décors de jardins, des\ntiste, et même, s’il éprouve un contact surna­           arabesques finement tracées, d’une vérité\n turel, s’il se jette à corps perdu dans le rêve,        frappante, et d ’une tonalité toute m oderne.\n cramponné au cou de la chimère, c ’est encore           Quelques jours après nous avons retrouvé,\n le sentim ent de l’art, son vrai guide, qui lui per­    vivantes, ces scènes sous le soleil de la cam ­\n m ettra de coordonner ses visions, de les relier        pagne des Abruzzes et l’illusion était telle\n aux objets réels et d’en faire un tout homogène.        qu’on pouvait se croire transporté à dix-huit\n    Jamais plus qu’en ces dernières années du            cents ans en arrière.\n siècle, il n ’a été nécessaire de m ettre de                Dans une crypte sous l’église de Saint-\n l’ordre dans ses sensations. La névrose guette           C lém ent à Rom e se trouvent des fresques\n ceux qui se laissent flotter à la dérive, il faut       naïves, sauvagem ent brossées, sans doute par\n côtoyer, se ressaisir et ne pas perdre de vue            des esclaves barbares. L es unes sont déjà\n les assises de fondation des grandes œuvres.             inspirées par la vue des belles œuvres de\n    D es sources nombreuses et très diverses              Rom e, d’autres aussi primitives, aussi inté­\n sont à notre portée, nous amenant un flot                ressantes que les peintures des manuscrits\n d’éléments. A toutes, il est permis de puiser :          irlandais du British Muséum, ou qu’une illus­\n il est m ême charm ant de voir l’im agination            tration parfaite de la Princesse M aleine de\n  de l’artiste s’y abreuver dans la liberté abso­         M aeterlinck.\n"}, {"page_pdf": 57, "texte": "34                                           LA GERBE\n\n   Croit-on qu’il n ’y ait pas là ample m atière,    lois strictes, on ne pourrait obtenir de l’origi­\nnon à poncif, mais à étude pour l’artiste            nal, du jeune, du neuf.\néclectique qui cherche son bien où il peut le           M ais la décoration jeune ou vieille ne doit\ntrouver ?                                            pas être seulement un régal pour les yeu x,\n   Il n’y a rien de nouveau sous le soleil, est      une amusante m osaïque, il lui faut un pré­\nune pensée fausse ou mal exprim ée.                  texte, un m otif général autour duquel\n   L ’art, qui est une apparence, se transforme      viennent se grouper les idées.\néternellem ent, et avec les m êm es élém ents           L a différence est grande, com m e valeur\nreforme les m irages les plus variés et les plus     psychique entre un simple amas d’accessoires,\ncontradictoires : ainsi, le kaléidoscope, les        et ces mêmes objets reliés par une idée ou un\njeu x d’optique et de giroiem ent amènent tou­       sentim ent : supposons une guirlande de\njours des figures nouvelles, combinaisons de         fleurs, deux tourterelles voletant, un carquois\nquelques élém ents simples.                          et des flêches entrelacées dans les fleurs, ou\n   D e pareilles combinaisons et nuances             bien un tableau de nature m orte où sont\nform ent l’originalité décorative, car il ne faut    réunis sans but des fleurs, des armes, des\npas prétendre à créer de toutes pièces une           oiseaux. D eu x toiles peintes, certes, mais où\nchose sans rapport avec des objets déjà vus :        sera le m otif décoratif ?\nil s’agit seulem ent d’imprimer à des créations         M ettra-t-on un sujet pieux dans un bou­\nfactices un cachet spécial qui étonne et fait        doir, un sujet grivois dans une église ?\noublier tous les souvenirs.                             E h bien, m algré les apparences, il est cer­\n   Sous ce rapport Raphaël a été un novateur         tain que les décorateurs de l’antiquité (saut\ndans ses fresques tirées pourtant des Therm es       à la m auvaise époque où les esclaves se\nde Titus.                                            m irent à barbouiller les murs au gré de leur\n   Raphaël est m ort depuis longtem ps ! Mais        caprice), eurent toujours à la pensée cet\nB oticelli est m ort cinq ans avant lui et on ne     ensem ble né d’une pensée. Ce m ot d’ordre\nse lasse pas de le pasticher : pourquoi ? Parce      les retenait dans les lois de l’harm onie. Il est\nqu’il est moins classique, plus ignorant, plus       suffisant pour garantir contre l ’absurdité au\ninégal ?...                                          m ilieu de la liberté.\n   M ais le profit que peut tirer l’art d’aujour­       C ’est tout pour l’art gréco-rom ain au point\nd’hui de la décoration antique n ’est point la       de vue actuel.\ncorrection des formes, l’aspect classique ou            A près ce principe de pensée, et un exam en\nm ythologique, la noblesse ou la perfection          attentif de la façon spéciale dont les anciens\ntechnique. Certes, tout cela s’y trouve, mais        com prenaient l ’agencem ent de leurs lignes,\nc’est antipathique à la fantaisie actuelle!          le ch oix et les contrastes des m otifs im por­\n   Ce qu’il y a encore à en tirer, c ’est le sens,   tants avec leurs liaisons, il n ’y a rien à lui\nla signification des motifs et cette préoccupa­      prendre sans porter atteinte au caractère\ntion devrait s’insinuer dans l ’art nouveau.         décoratif m oderne.\n   T o u t objet (et le progrès nous en fournit         Cependant il y eut une époque de licence\nd’autres tous les jours), peut être utilisé par      décorative analogue à la nôtre.\nnos architectes et nos ornem anistes. M ais             A l’époque des empereurs, la décoration\nc’est une erreur que de grouper tous ces             que les Rom ains appelaient scénographie\ndocuments en vue d’un simple effet, et de            prit, surtout dans l’A sie M ineure, une direc­\ncroire que tout soit dit, quand ce décor ne          tion fantastique, se m oquant de toutes les\nsuggère rien au spectateur, parce qu’il n’a          règles de l’architecture, associant étrange­\npoint été en contact avec la pensée de               m ent des formes végétales dans des aspects\nl’artiste.                                           aériens et transparents.\n   Disons-le bien haut : Pas de froide et pré­          L es qualités les plus saillantes de l’art de\ntentieuse allégorie classique, pas d’idée an­        cette époque sont : la profusion, le génie d’in­\ncienne dans l’art neuf. C ’est pour avoir oublié     vention inépuisable m êm e dans l’art le plus\nce point que les Allem ands sont restés si           dégénéré, de riches et capricieuses arabesques,\nlongtem ps en retard sur Paris.                      des voûtes de feuillage, des oiseaux, des\n   Sans une levée de boucliers contre le             figures de danseuses, de bacchantes, de cen­\nromain, le néo-grec, la Renaissance italienne,       taures planant librem ent et se balançant dans\ncontre tout style compassé et soumis à des           les airs.\n"}, {"page_pdf": 58, "texte": "                                 REVUE      D’ART    ET    DE LITTÉ R A TU R E                                    35\n\n   M ais pourrait-on rajeunir un art pareil ?              de siècle, de notre décadence si l’on veut,\n   Sans faire de cliché ou de poncif, un artiste           (mais combien excitante et intensém ent raf­\ncontem porain ne peut-il faire de l’art en                 finée) c ’est l'abondance, la cohue, la lutte\nornant une place ou un édifice en style clas­              vertigineuse. Ce qui lui fait défaut pour\nsique, de m otifs conçus à la façon antique, en            atteindre la puissance créatrice d’œuvres\narabesque par exem ple où il introduirait des              durables, c ’est la cohésion, l'harm onie de\nobjets réels, modernes?                                    tous ces éléments hétérogènes qui s’enche­\n   Il suffit pour répondre à cette objection,              vêtrent, s’insinuent et se poursuivent comme\nd’exam iner par exem ple l’œuvre de Jean                   des couleuvres ou des sangsues, qui étonnent\nStradan, ou les dessins d’orfèvrerie et de                 et laissent rêveur, sans permettre ce sérieux\nciselure de H olbein, de Jean de Mabuse, de                exam en qui signale l’œuvre d’avenir.\nL an celot B londeel, de Lucas de L eyd e, etc.               C ’est donc à l’harmonie que doit s’attacher\nT ous ont m odernisé à la flamande ou à l’alle­            l’art contemporain, non à cette déesse\nm ande le goût antique, et ont négligé trop de             sereine, sym étrique et marmoréenne de jadis,\ncontem pler leurs travaux de variété exubé­                mais à celle de la vie qui unit les contrastes\nrante.                                                     les plus saisissants pour (à force d’émotions\n   L es B urae Jones, Rossetti, W alter Crane              et de passions m ultipliées), laisser dans l’â m e\net tant d’A nglais, ont bien su aller planter              ce profond sentiment d’admiration qui nous\nleur chevalet à F lorence et ils ont produit               soulève au-dessus de toutes les quotidiennes\npourtant de l’art anglais.                                 banalités!\n   E n somme, la caractéristique de notre fin                                             ED G A R BAES.\n\n\n\n\n                                                           dont il dépeint admirablement les instincts\n                                                           brutaux et fatalistes. On sent qu’il les a étu­\n                    Pour l’Art                             diés avec un acharnem ent calm e et tenace,\n\n              (6e   E x p o s i t i o n )\n\n\n\n         e   cercle « Pour l’A rt » prouve, par\n\n\n L          sa 6e exposition, qu’il continue sa\n            marche en progrès.\n   Tous ces artistes sont personnels, ce qui\nn ’est pas une m ince qualité. Il n ’y a pas de\ntendance spéciale dans ce cercle, chacun est\nlibre de suivre son inspiration com m e il\nl’entend.\n   C ’est ainsi que nous voyons en sculpture\nM M . R o u s s e a u et S p r i n g a e l , absolument\nopposés l’un à l’autre. A utant l'un est doux,\nplein de rêves élevés, autant l’autre est fou­\ngueux, terrible parfois m êm e, nous m ontrant\nles plaies qui rongent l’hum anité. M . Sprin­\ngael pose une thèse sociale.\n   E n peinture, nous avons par exem ple :\n    M M . C IA M B E R L A N I, O M E R D I E R IC K X ,\nqui idéalisent toutes choses ; et, d’autre part,\nM . E u g è n e L a e r m a n s , lé peintre des\npaysans, des m alheureux asservis à la terre,               A N V E R S O IS E .           A l e x . H a n n o t ia u .\n"}, {"page_pdf": 59, "texte": "36                                               L A G E R BE\n\nqu’il a fouillé ces cerveaux, ces\nintelligences bornées.\n   L ’on est saisi d’un émoi sou­\ndain devant ces pages de vie\nréelle, où l’artiste a mis à nu\nl’âme de ces rustiques. Ainsi\ndans le tableau intitulé : K e r ­\nmesse. Dans tout ce m onde qui\ns’agite en danses folles, sur\ntoutes ces faces brillen t le dé­\nchaînem ent des sens. Q uelle\nconvoitise dans la figure de ce\npaysan qui a renversé le torse\n                                          COIN d e b r u y è r e .                         A d olph e H a m esse.\nd’une paysanne et qui s’appro­\nche pour l ’embrasser. E videm ­\nment, le dessin de cette femme est un peu                     Pourtant, je crois que M . L a e r m a n s\nhardi, je doute que l’on puisse prendre ce exagère la terreur que peut produire sur ces\nm ouvem ent. M ais cela n ’est qu’un faible dé­ âmes simples l’effet de la foudre.\ntail qui se perd dans les qualités de cette                   M . O MER C o p p e n s . Q uelle vibrance de\nsuperbe com position.                                     couleur dans ses effets de soleil, qui troublent\n   L a nuée. Q uelle belle toile ! comm e c ’est par leur violence. A c ite r: V ieux quai ; D un e\nbien cela : L e soleil brille, la joie est partout, au soleil, qui est très juste d’effet. M ais où\nles travailleurs rassem blent un tas de foin. l ’artiste excelle, c ’est dans ses effets de lune,\nSoudain à l’horizon, derrière le petit village, d’une impression juste et grande, d’une\ndont l’église coupe la ligne m onotone, une poésie rêveuse et douce. N u it lunaire est un\nnuée sombre, apparaît, jetan t l ’ombre sur tableau de toute beauté. L ’artiste n’a pas\nla cam pagne. Les paysans s’acharnent, tra­ besoin d’accrocher la lune dans le ciel, oh !\nvaillent avec ardeur, rassem blent le foin non, com m e on le sent, l’astre rêveur qui\navant la grêle; d’autres, fatalistes, regardent jette ses rayons sur un groupe de maisons,\nla nuée grossissante qui s’approche.                      com m e c ’est cela ; la couleur des tuiles et\n   E t comm e ces gens sont bien campés, des murs est d’une justesse étonnante.\ncom m e cela est bien le paysan.                              L a M aison du vieux pêcheur est égalem ent\n   D ans le Chemineau, nous voyons bien un tableau d’une grande sim plicité poétique,\ndépeint les instincts de m éfiance et de bru­ une vieille maison que la lune éclaire, avec\ntalité des villageois.                                    un vieu x pêcheur assis, le dos contre le mur\n   Citons aussi l’ E a u songeuse et le Coup de et songeant, tranquille, tout en fum ant sa\ntonnerre.                                                 pipe. C ’est d’un effet calm e et reposant.\n                                                                                   M. A lexan d re H anno­\n                                                                                t ia u  sem ble se com plaire\n                                                                                tou t spécialem ent dans la\n                                                                                m ystique B ruges, la vieille\n                                                                                ville aux rues calm es et sono­\n                                                                                res, aux habitants tranquilles,\n                                                                                aux femmes en m antes noi­\n                                                                                res, qui semblent glisser,\n                                                                                silencieuses et recueillies, sur\n                                                                                les vieu x trottoirs.\n                                                                                   A ses peintures, pourtant\n                                                                                bonnes, mais d ’un coloris\n                                                                                sans intérêt, je préfère de\n                                                                                beaucoup ses fusains, d’un\n                                                                                dessin juste et ferm e : L es\n                                                                                preneurs de mésanges est une\n  LES PRENEURS DE MÉSANGES.                        A l e x . H a n n o t ia u . petite scène de la rue où les\n"}, {"page_pdf": 60, "texte": "                                     REVUE      D’A R T   ET   DE LITTÉ R A TU R E                                     37\n\ntyp es sont d’un observateur consciencieux et                  est dans une gam m e un pou grise, mais il\n fin. L e calvaire, les commères sont égale­                   est très bon de dessin. Ce qu’il faut surtout\n m ent de simples scènes prises sur le vif,                    contem pler, je dirais plus, rêver, c ’est un\n dans lesquelles on revoit la vie de la vieille                petit tableau : Entrée d’église, d’un charme\n v ille avec les mœurs et coutumes de ses                      discret, d’une poésie pénétrante et douce.\n habitants.                                                    Comm e l’on sent le calm e régner entre ces\n     D e M . O m e r D i e r i c k x , il faut citer l'âge     vieux murs.\n d’or, un beau panneau décoratif, d’un dessin                     M . H e n r i O t t e v a e r e est un poète,\n très juste, d’une couleur douce et blonde, qui                épris du charme pénétrant des parcs soli­\n charm e infinim ent par le sentim ent de ten­                 taires, dans ses tableaux : Poésie des parcs.\n dresse dont il est em preint; et ces deux                     E coutez ces jolis titres : Promenade dans le\n amants enlacés sont vraim ent chastes. L a                    calme, Minuit, Où frissonnent les jours bruit\nfamille, le soir, semble quelque peu inspirée                  l’eau qui chemine. N e dirait-on pas quelques\n de Puvis de Chavanne.                                         titres de poésies tendres et vagues ?\n  M . J o s é D i e r i c k x a des ta b lea u x rich es          E t ce sont, en effet, des poèmes qu’il nous a\nde cou leu r.                                                  peints, de beaux poèmes qui nous charm ent\n  M . A d o l p h e H a m e s s e nous ravit par               et nous reposent l’âme.\nses fusains. Ils sont tous à\nciter, car il s’en dégage un\neffet poétique charmant. Les\nvêpres, la gardeuse d’oies,\ndans leur effet du soir, sont\nd’une justesse frappante. Rien\nn’est dur dans ces fusains,\ntout est enveloppé, tout est à\nsa place.\n   L es peintures de M . H a­\nmesse sont bonnes, quoique\nnous préférions ses dessins.\nCitons surtout Nocturne, dans\nune belle note calm ante, de\nnuit lunaire.\n   M . F i r m i n B a e s est un\nexcellent peintre II présente\nune toile très importante, les\ntrèfles, enveloppée dans une\ncouleur violette, et le village,             N U IT LU N A IR E .                                    O m e r CO PPEN S.\n\ntableau très réussi. L a p ay­\nsanne est fort juste com m e expression cam ­                        M . A l f r e d V e r h a e r e n se m on tre,\npagnarde et le village est bien à son plan comm e toujours, l’excellent coloriste qu’il\nderrière elle. L'arc-en-ciel, et surtout le clair est, dans deux natures mortes, enlevées et\nde lune, n oyé de lum ière lunaire, sont deux vibrantes. C ’est un pur flamand.\nexcellents fusains.                                                  M . V i a n d i e r n’a cette fois-ci que deux\n   M . A l b e r t C i a m b e r l a n i a une couleur fusains, travaillés avec conscience et très\nfort curieuse; à vrai dire, ce n ’est pas une poussés. Son Ravin surtout est une belle\ncouleur, c ’est bien plutôt un dessin à la œuvre.\nbrosse. L e jeune homme endormi produit                              La Poésie lyrique de M . E m i l e F a b r y\nune belle impression de rêve. Dans Tantale est un beau panneau décoratif, traité avec\net Sisyphe, il semble que Tantale fait peu                        l’autorité de quelqu’un sûr de son dessin.\nd’efforts musculaires pour pousser le rocher. Citons aussi du m ême une tapisserie : Retour\nPourtant, ce tableau est une belle com posi­ d’explorateur.\ntion, qui fait honneur à l’artiste.                                  M . P r o s p e r C o l m a n a d e n o m b re u se s\n   M . R e n é J a n s s e n s a, comm e toujours, œ u v r e s d ’u n m é r ite a sse z d iffé r e n ts . S e s\nd’excellents portraits. L e portrait de sa mère fig u re s so n t p e u t-ê tr e un p e u e x a g é r é e s d e\n"}, {"page_pdf": 61, "texte": "  38                                                                LA    GERBE\n\n\n                                                                           pourtant il ém eut puissam m ent, il arrête, car\n                                                                           c ’est une œ uvre point banale, énergique et\n                                                                           d’une fougueuse exécution.\n                                                                               D e M . P i e r r e B r a c k e . Citons un christ\n                                                                           en croix, désolé, d ’un m ouvem ent curieux.\n                                                                                                                                       H. R.\n                                                                                                A u C e r c le A r tis tiq u e .\n                                                                               Exposition A nna de Weert, Edg. Farasyn, F r . Maré­\n                                                                            ch a l.— M lle De W eert peint d’une façon bien fém i­\n                                                                            nine ; ses tableaux, d’une couleur claire et tendre,\n                                                                            plaisent à l ’œil, m a is le souci de faire nature ne\n                                                                            la préoccupe peut-être pas autant qu’il le faudrait.\n                                                                               A citer : Meule dans le brouillard, et brouillard du\n                                                                           matin, qui sont cependant très justes d'effet.\n                                                                              M. Farasyn peint dans une pâte ferme et grasse,\n                                                                           avec un souci constant de la nature.\n                                                                              Son clair de lune, est une excellente toile qui donne\n                                                                           fort bien l’impression lunaire.\n                                                                              A citer : E n Flandre, sous bois, crépuscule, toutes\n                                                                           toiles pleines de qualités.\n                                                                              M. M aréchal expose de forts bons dessins et eaux-\n                                                                           fortes.\n\n                                                                             Exposition Evariste Carpentier, Hubert B ellis et\n       prom éthée      ( v it r a il ).         H ector T h e ys.          Mercquart. — M. Carpentier peint d’aim ables sujets\n                                                                           avec d’aim ables couleurs; ses toiles sont habiles et\n                                                                           plairont certainem ent;\n forme. Sa peinture est évidem m ent inspirée                                M . B ellis est toujours le bon peintre de natures\n des anciens et le bitume y joue un grand                                  mortes et de fleurs que nous connaissons, sa couleur\n                                                                           est parfois un peu criarde.\nrôle. A citer : Méditation, Songeuse et Jeune\n                                                                             M. M ercquart peint fougueusem ent, dans une belle\nfemme au chapeau, qui sont de forts bons                                   gamme chaude et ferm e, c’est un coloriste puissant.\ndessins. Il y a aussi deux cadres de bons                                  Peut-être, a-t-il parfois un peu de lourdeur.\ncroquis.\n   M me C l é m e n c e L a c r o i x peint avec                             Exposition Frédéric et A lice Ponner.— M. Frédéric est\n                                                                           un peintre très personnel, ses tableaux, fort poussés,\ngrâce de jolis paysages, dans une note claire\net agréable.\n    M . L é o n D a r d e n n e a de bons paysages,\na sse z ju s te sd ’e ffe t, m a is u n p e u ra p id e s\nd ’e x é c u tio n .\n    Citons aussi M . F i c h e f e t avec de bonnes\ntoi les, entre autre l'Automne; H e n r i D u h e m ,\nH e c t o r T h y s , W i l l i a m J e l l e y , qui se\nm ontrent peintres consciencieux.\n   L a sculpture est égalem ent fort bien\nreprésentée à cet intéressant salon. M . V i c ­\nt o r R o u s s e a u , le jeune artiste talentueux,\nexpose nombre de belles œ uvres : Vers la\nsérénité, d’une forme irréprochable, est\nconçue d’une façon calm e et grande; du\nreste, tout ce qu’il expose serait à citer, tant\npour le haut sentim ent que pour la forme\nvraim ent remarquable.\n    M . S p r i n g a e l , n ’ e st c e r te s p a s u n r ê v e u r ,\nc ’e s t un c o m b a tta n t, il d é p e in t l ’â p re d o u le u r\nd u p e u p le so u ffra n t, il d it la m irè s e a ffre u se\nd e c e u x q u i o n t fa im . S o n g r o u p e l ' Accable­\nment e s t p e u t- ê tr e u n            p e u th é â tr a l,   m a is     L A P O É SIE L Y R IQ U E .                  E m i l e F a B R Y.\n"}, {"page_pdf": 62, "texte": "                                           REVUE        D ’A R T    ET    DE LITTÉ R A TU R E                                                      39\nsont d’une charm ante naïveté, et en même temps\nd’une technique étonnante.\n   Sa couleur claire charme, quoique parfois elle soit\nun peu crayeuse.                                                                 N o te s        su r       l 'a m e u b l e m e n t .\n   A citer : L a vie de Saint François, une série de\npetites toiles vraim ent remarquables. Cela est étudié\n                                                                                              L A S A L L E A M ANGER\nsans petitesse.\n   L'arc-en-ciel est aussi une charmante com position.\n— Les fleurs qui chantent, un groupe de fillettes fleu­                     L          a    s a lle à m a n g e r e s t d e n o s h a b ita ­\nries chantant un chœ ur.                                                                   tio n s la s a lle la p lu s h a b ité e e t so u ­\n   M. Frédéric expose aussi quelques paysages, d’une                                   v e n t la p lu s s p a c ie u se . N o s g ra n d e s\nvision personnelle et juste.\n                                                                          s a lle s g o th iq u e s e t fla m a n d e s té m o ig n e n t\n   M lle A lice Bonner expose des natures mortes in té­\nressantes, et quelques études d’animaux, tigre, lion,                     c o m b ie n c e tte p iè c e é ta it im p o rta n te a u tr e ­\ndromadaire.                                                               fo is , ta n t p a r so n         a rc h ite c tu r e , q u e p a r la\n   L a tète de lion est bien peinte, mais l’artiste n’a guère\ndonné l’expression de fière férocité qu'on aurait pu\ns’attendre à voir.\n\n   Exposition Mme K äthi, Gilsoul et Léon Rotthier.— De\nbelles aquarelles, vibrantes de couleur. L es fleurs sont\ntraitées largem ent, tantôt dans une gamme violente,\ntantôt assourdie en des violets veloutés et doux.\n  L es intérieurs, paysages et marines, sont toujours\nd’une belle coloration forte.\n  M . L éon R otthier expose une grande toile, Les\nfusillés de Matines, d’une belle com position, mais encore\nbien académique. Ses portraits sont bien préférables,\non y sent bien mieux la personnalité de l’artiste, et la\nm étier acquis.\n  Heureuse mère, est une belle sym phonie de rouge.\n   A citer : les portraits de M lle Q uinaux, de M me R ,\net de M. Desvachez.\n\n   Exposition Henry Cassiers, Pieter Stobbaerts, M lle de\nB ièvre, Albert Sohie. — M. Cassiers, expose une ving­\ntaine d’aquarelles charmantes.\n   E lles se font, comme toujours, remarquer par leur\ndistinction, leur finesse, et l ’heureux choix des sujets.\n   L ’artiste a rapporté de Venise, de H ollande et\nd’A llem agne de douces impressions poétiques.\n   M. Stobbaerts a de beaux paysages dans une tona­\nlité chaude, et bien flamande; ils sont étudiés avec\nconscience et vigueur.\n   M lle D e B ièvre a de jolies fleurs, distinguées et\nfines de couleur.\n   Quand à M Sohie, il n’en est encore qu’à la période\ndes tâtonnements.\n\n  C o n c o u r s e t E x p o s i t i o n . — L a société de l’art pré­\ncieux de France inaugurera son exposition le 1er avril\n1898, à la galerie G eorges P etit.\n                                                                             M E U B LE D’A T E L IE R                      L É O N BO CH OM S.\n\n  L e 23 avril, à Barcelone, exposition des beaux-arts\net des industries artistiques.                                            r i c h e s s e d e s m e u b l e s , d e s t e n t u r e s e t d es\n  Réception des œ uvres du 15 au 20 mars.                                 a u t r e s o b j e t s q u ’e l le c o n t e n a i t .\n                                                                               D e n o s j o u r s c e t t e p iè c e e s t d e v e n u e p o u r\n  B e r l i n . — Verein des Kunstlerinnen und kunstfreun ­               b ea u co u p do p e rs o n n e s u n e so rte d e refuge\ndinnen (S té des femmes peintres et des amis de l’art)                    o ù d es b ib elots d iv ers, sans au c u n e v aleu r\nouverture en mars 1808.\n                                                                          a r t i s t i q u e s ’a m o n c e l l e n t , s’e n t r e c h o q u e n t ,\n                                                                          d a n s u n c h a o s aussi i n d e s c r i p t i b l e q u ’i r r a i ­\n                                                                          sonné.\n                                                                               Q u a n t a u x m e u b l e s , ils s o n t e n a c a j o u o u\n"}, {"page_pdf": 63, "texte": "40                                                LA   GERBE\n\n\nen noyer poli ; ces bois sont très pauvres acceptons cependant pour certaines fantaisies\nd’effet, quand ils sont mal em ployés, et peu de serres, mais nous les bannissons form elle­\npratiques à la fois. Cirés, ces mêmes bois m ent de la salle à m anger.\nconviendraient parfaitem ent dans certains                       L a quantité de m eubles à y introduire\nstyles e t donneraient com m e effet d’ensem ­               dépendra       de la grandeur de la pièce, car nos\nble de bien m eilleurs résultats.                            salles      à m anger m odernes sont souvent de\n   L e siège, cela va sans dire, se ressent du               dimensions        assez restreintes et ne peuvent\nmauvais goût m anifesté partout. L a boiserie contenir que le buffet et le dressoir com m e\nsouvent grossière, est pourvue d’une garni­ m eubles proprem ent dit.\nture affreuse. Rien n ’est observé, pas même                     A près le ch oix fait du bois nous arrivons à\nle choix des étoffes, chose élém entaire pour­ la décoration. Celle-ci, à quelque exception\ntant. L ’architecture et la décoration intérieures près, n’est pas assez scrupuleusem ent étudiée.\nsont un ramassis incohérent de motifs mal                        N ous puiserons nos idées dans la nature,\nchoisis ; les lambris, les moulures, les orne­ si féconde pour le ch oix de nos sujets C er­\nm ents — tous en plâtre — sont de styles taines plantes, certains fruits feraient m er­\nm élangés, choisis presque au hasard. Dans veilles dans la décoration d’ensem ble. D es\nces conditions un simple plafonnage serait panneaux décoratifs représentant des scènes\nsouvent préférable.                                          des champs, les saisons, les heures et tant\n   A u plafond quelques moulures bariolées d’autres sujets laissant de l’espace à l’im agi­\nrem placent les beaux gitages d’autrefois.                   nation saine et forte.\n    L es salles à m anger de nos jours font pen­                  Pour ces panneaux décoratifs et pour la\nser à des salles de ventes où le tapissier se décoration en général, l’artiste doit styliser\nserait efforcé de fournir force marchandises. les sujets. A doptant la grande ligne, en évi­\n   T o u t cela tend à disparaître et le particulier,        tant d’y introduire une ressem blance trop\nheureusem ent, apporte déjà dans son choix exacte de la nature qui pourrait nuire à l’as­\nplus de goût, d’harmonie et de discernem ent. pect décoratif, en enlevant l’unité ou l’har­\n    L a salle à m anger, com m e toute autre m onie de l’ensem ble. L es couleurs vives\nplace, peut être conçue pour toutes les for­ doivent être — selon nous — autant que pos­\ntunes ; il suffit pour cela d’étudier les matières sible écartées, car elles nuisent à l’harm onie.\n à y em ployer et d’en faire un emploi in telli­                  L ’aspect d’une salle à m anger peut être\ngent, une construction simple et pratique gai ou sévère selon le caractère et le goût de\n à la fois, répondant plus aux besoins et chacun. E n règle générale, il faut y laisser\naux usages qu’à un fiévreux désir d’entasser, abonder le plus de lum ière possible ; certains\n de faire preuve de richesse, plus que de tapissiers garnissent les fenêtres de draperies\n bon goût.                                                    qui n ’ont aucun but utile et sont au point\n    Prenons com m e première m atière le bois. de vue décoratif d’un effet abom inable. Si\n L e chêne est le plus beau, celui qui répond l’on préfère une lum ière m oins abondante,\n le m ieux aux usages auxquels est\n destinée une salle à m anger.\n    Pour l’architecture de la place,\n de m ême que pour les m eubles, —\n buffets, dressoirs, tables, chaises,\n etc. — il est préférable de laisser\n la construction aussi apparente que\n possible, chose très logique du\n reste. L ’ébène avec le chêne peut-\n être em ployé pour les tenons d’as­\n sem blages. Ce qui serait très déco­\n ratif.\n    Dans ces derniers temps certains\n ébénistes se sont avisés de teindre\n le bois d’une couleur verdâtre. L es\n plus belles teintes ne valent pas\n celle du bois naturel. N ous les              T A B L E D ’A T E L IE R                          L éo n B och om s.\n"}, {"page_pdf": 64, "texte": "                                          R E V U E D’ A R T E T DE L I T T É R A T U R E                         41\n\nnous pourrons la m odérer avec des vitraux de                         fil, est d’un sym bolism e d’impression repo­\ngoût artistique et non pas de ces atroces gra­                        sante. L e lys et l'auréole de sainteté encadre\nvures sur verres qui encom brent aujourd’hui                          bellem ent le profil et accentue la sensation\nla plupart des habitations bourgeoises, voir                          de candeur.\nm ême des habitations luxueuses.                                          E cce Homo. C ’est un Christ serein que\n   Soyons plus soucieux de nous composer                              celui de M . Craps.\nun intérieur confortable et apportons dans le                             Beaucoup, représentant le C hrist, ont\nchoix des choses qui le com posent plus de                            appuyé à l’excès sur l’expression douloureu­\nrecherche et plus de conscience du Beau.                              sement humaine de la Passion, alors que\nN ous arriverons ainsi à détruire la détestable\ninfluence des travaux ineptes, véritable cam e­\nlote faite jusqu’à nos jours et qui amènent la\nruine, qui découragent les esprits les m ieux\ndisposés au travail, enrichissent des m ar­\nchands peu consciencieux et com plètem ent\ninaptes à comprendre un souci d’art.\n   Travaillons, inspirons le vrai luxe qui ne se\nsatisfait guère d’im itations, mais est désireux\nde constantes créations. L ’artiste com pétent\net sincère vivra de son travail et le cam elot\ns’en retournera à ses articles à deux sous.\n                                                        B. L.\n\n\n\n\n         Travaux d’art moderne\nLéon    B o c h om s   : M eubles. — A r m a n d V a n W a e s ­\n  b e r g h e : V itrail  d’appartem ent, — A l e x i s C r a p s :\n  Bas-relief, tapisserie. — E l i e R o i d o t et A r m a n d\n  V a n W a e s b e r g h e : L ettrines ornées\n\nNOS     H O R S - T E X T E : A . G r o o t h a e r t : Façade. —\n  E d ou ard     T o u rte a u   :   Décoration   de   plats.   —\n  E . P e l s e n e r : Façade. — L é o n B o c h o m s : Fum oir.\n  —    H e n r i R o i d o t : Paysage.\n\n\n          ES m eubles de M . Bochom s sont bien\n\n\n L         traités. Leur originalité de bon aloi\n           n’a rien d’étrange ou de grotesque et\n          ne nuit en rien à l’utilité ni à la destination\nde l’objet, pas plus d ’ailleurs qu’elle n’oublie\nles lois de la construction. On leur reprochera v i t r a i l d ’ a p p a r t e m e n t . A . V an W aesb er g h e.\n\npeut-être des angles par trop saillants, comme\naussi quelqu’influence anglaise.                    l’expression de bonté et de douceur est la\n   M . Van W aesberghe nous donne un vitrail plus vraie, puisque l’œuvre tout entière du\nd’appartem ent où est ingénieusem ent stylisé Christ est conçue en ce sens, que sa nature\nle cyclam en.                                       était essentiellem ent m iséricordieuse et qu’il\n   D e M . A le x is Craps nous reproduisons m ourut avec des paroles de pardon. C ’est ce\ndeux jolis bas-relief, Innocence et E cce Homo que M . Craps a compris. Son Christ est bien\nsobrem ent conçus dans une note délicate et le doux prophète des béatitudes.\nsincère qui nous plaît beaucoup.                       Tapisserie. La figure principale, gracieuse\n   Son Innocence, d’une belle pureté de pro­ et d’un beau dessin, s’érige sur un fond dis­\n"}, {"page_pdf": 65, "texte": " 42                                                    L A G E R BE\n\n tingué et d’une jo lie sim plicité de com posi­                 L es quelques culs-de-lam pes — petits\n tion ; mais n’est-elle pas sensiblem ent trop                paysages d’une jo lie stylisation aussi, — sont\n                                                              œ uvrettes d e M . H enri Roidot.\n                                                                 D e M . Strauven un joli program m e aux\n                                                              lignes distinguées et harmonieuses.\n\n\n                                                                                         N O S H O R S -T E X T E\n\n\n                                                                La façade de M A . G roothaert est d’un\n                                                              vraim ent bel aspect ( 1 ) .\n                                                                Pourtant le reproche que nous lui ferons\n\n\n\n\n  In n o ce n ce ( b a s -r e l ie f ).        A . C raps.\n\n\ncourte ? A part cette erreur la tapisserie de\nM . Craps nous plaît infiniment.\n  L es lettrines ornées de figures expressives\nou grotesques, œ uvre de M . E lie Roidot,\n\n\n\n\n                                                               b a s -r e l i e f .                          E sth er M. M oore.\n                                                                                      (Accident; l'architecture 1897 II)\n\n\n\n                                                             en prem ier lieu c ’est de s’être trop souvenu\n                                                             de la Renaissance flamande.\n                                                                N ous craignons fort, quant à nous, ces\n                                                             m élanges de sty le ; et l’œ uvre de M . G root­\n                                                             haert dénote assez de qualités pour que nous\n ecce   Ho m o ( b a s - r e l i e f ) .   a   . C raps.\n                                                             espérions le voir m archer franchem ent dans\n                                                             la voie nouvelle qu’il s’est tracée.\nsont d un beau dessin, ferm e et bien conçu\ndans le genre ornem aniste. C elles de M . Van\n                                                               (1 ) U n accident survenu au cliché nous o b lige à\nW aesberghe nous donnent de jolis motifs de\n                                                             rem ettre au prochain numéro la parution de cette\nfleurs stylisées.                                            œ uvre im portante.\n"}, {"page_pdf": 66, "texte": "                            R E V U E D’A R T E T DE L I T T É R A T U R E                                         43\n\n                                                                  nuisant à la nature constructive du\n                                                                  m euble.\n                                                                     La façade de M. Pelseneer (avenue\n                                                                  Bruggm an) est vraim ent remar­\n                                                                  quable Simple, sans recherches e x ­\n                                                                  cessives do cette originalité qui\n                                                                   aboutit si souvent à l'extravagance\n                                                                  ou à l’illogism e, elle prouve une\n                                                                  ferme compréhension des théories\n                                                                  nouvelles et fait m ontre de person­\n                                                                  nalité. Nous aimons particulière­\n                                                                  m ent les grilles de balcon , qui\n                                                                  développent de belles lignes déco­\n                                                                  ratives. En somme, une excellente\n                                                                  œuvre, bien conçue, dénotant un\n                                                                  vrai tem péram ent d’artiste.\n                                                                     D e M . E lie Roidot, une belle\n                                                                  lithographie, E lu d e , remarquable­\n                                                                  m ent dessinée dans une note douce,\n                                                                  qui nous plaît beaucoup. M . Elie\n                                                                  Roidot a de remarquables qualités\n                                                                  de dessinateur.\n                                                                     De M . C astille, une jolie affi­\n                                                                  chette, très distinguée de lignes. La\n                                                                  composition est agréable et soignée,\n                                                                  les ornements élégants, la stylisation\n                                                                  des objets ingénieuse.\n                                                                     L ’influence de P rivat - L ivem on t\n                                                                  est ici trop manifeste pourtant. Plus\n                                                                  de personnalité serait à souhaiter.\n\n\n    PROGRAM M E.                      G. Strau ven .\n\n\n\n\n   M . Henri Baes a apporté le concours de sa\ndécoration aisée et d'un beau travail. Nous\naimons spécialem ent les tym pans de fenêtres,\ntraités de belle manière.\n   M . Edouard Tourteau nous donne des\ndécorations de plats où la flore surtout est\nbellem ent stylisée. L es figures, d’un bon\ndessin pourtant, nous plaisent moins, sauf\nla dernière, qui est d’une jo lie naïveté.\n   D e M . H enri Roidot, un paysage, Sapi­\nnière au soir, qui dénote une belle com pré­\nhension de la nature et dont nous aimons la\nlarge façon d’exécuter, comm e aussi la sensa­\ntion de poésie crépusculaire qui en ressort.\n   D e M . Bochom s un très bon intérieur,\nbien compris, logique en tout et très esthé­\ntique. N ous aimons chez M . Bochom s une\nbelle simplicité de ligne unie à un goût sûr\nqui lui fait éviter des écarts d’imagination           A F F IC H E T T E .                 A . Ca s t i l l e .\n"}, {"page_pdf": 67, "texte": "44                                                           L A G E R BE\n\n                                                                    même plus qu’un tableau ou qu’une statue\n                                                                    doit être stylée, puisque ces œ uvres d’art ont\n                                                                    pour destination la décoration d’un édifice,\n           Des origines religieuses\n                                                                    totalem ent dépourvu de style. L a grande loi\n                                   D E L ’A R C H I T E C T U R E   de l’harm onie est absente de son esprit.\n                                                                       D evant un si navrant spectacle, se pose et\n                               (Suite et fin .)                     s’impose la question :\n                                                                       « Pourquoi le XIXe siècle n’a-t-il pas eu de\n   L e peintre et le sculpteur, depuis la Renais­\n                                                                    style ? »\nsance, s’appliquaient eux aussi à pasticher la\n                                                                       A cette question, dont l’im portance est\nG rèce, « la G rèce qui arracha l’art du sanc­\n                                                                    capitale (car la réponse qu’elle appelle, en\ntuaire où l’avait posé l’Orient, et le plaça sur\n                                                                    indiquant le mal nous dira le rem ède), à cette\nle petit autel de la beauté humaine, exclu si­\n                                                                    question un collaborateur de L a L u tte à donné\nvem ent représentée par la beauté » (1).\n                                                                    récem m ent cette trop véridique réponse :\n   E t ses deux arts si étroitem ent liés à l’archi­\n                                                                        « Parce que le XIXe siècle ne sait ce qu’il\ntecture furent entraînés dans sa décadence.\n                                                                    p en se — l’église d’antan exprim ait la suprême\n   Aussi quant s’ou vre le XIXe siècle la peinture\n                                                                    pensée d’un peuple — il est trop savant.\net la sculpture ont-elles cessé d’être décora­\n                                                                        « Il est grec, il est rom ain, oriental,\ntives et sont-elles devenues la copie servile\n                                                                    m oyen âgeux, tout, excepté lui-m êm e. D ég a ­\nde la réalité.\n                                                                    gez de ce cahos la vraie pensée du siècle : foi\n   L e m atérialism e a désorienté la peinture et\n                                                                    ou haine. E t du sol jaillira, naturellem ent\nla sculpture en leur faisant oublier leur véri­\n                                                                     alors, le m onum ent radieux ou terrible.\ntable objet : qui est de décorer les monum ents\n                                                                        » M oins de science n ’est-ce pas ? Je crois\nselon le style que leur a donné l’architecte.\n                                                                     que l’architecte de génie pourrait être le\n   A u XIXe siècle il n ’y a plus d’architecture\n                                                                    plus ignorant des hom m es. L a technique lui\net partant plus de style. E t l’artiste, peintre\n                                                                     suffirait.\nou sculpteur, n'interprète plus la création,\n                                                                        » Pourvu qu’il soit un sincère réceptacle\ncom m e l’ont fait dans le passé toutes les\n                                                                     des idées qui rodent. Songez que cet hom m e\ngrandes époques d’art; n ’ayant pas autour de\n                                                                     a le plus effroyable des devoirs : il doit\nlui de monum ents dont le style traduise les\n                                                                     m arier le rêve à la réalité...\naspirations de son époque sans Dieu, il ne sait\n                                                                        » Pourtant qu’il vienne le héros qui tra­\n     (1)   H e llo      L ’homme ( p. 3 1 8 ) .                      duira en pierre nos aspirations vers l’infini,\n                                                                     nos chutes, nos désespoirs, et le cri d’angoise\n                                                                     poussé vers le ciel, par la souffrance et couvert\n                                                                     par le sifflet des locom otives et les orchestres\n                                                                     des bastringues et des expositions.\n                                                                        » D ans deux m ille ans les savants fouillant\n                                                                     le sol de nos patries y retrouveront des m onu­\n                                                                     m ents assyriens, grecs, gothiques, de tous\n                                                                     âges, mais rien — je vous assure que la tour\n                                                                     Eiffel ne durera pas — ne leur rappellera\n                                                                     notre siècle triom phant. Ces hom m es doctes\n                                                                     s’inquiéteront-ils de cette lacune ?\n                                                                        » Peut-être alors retrouveront-ils cette\n                                                                     chose très frêle : un cadavre.\n                                                                        » B ossuet jadis persista dans son cercueil\n                                                                     pour m ontrer aux homm es la suprême figure\n                                                                      du XVIIe siècle.\n                                                                         » L es académ iciens sans doute découvriront\n                                                                      celui qui synthétise à m erveille notre époque.\n                                                                         » E n son cercueil dûm ent zingué, plom bé,\n                                                                      capitonné, les mains sur le ventre, vêtu d’un\n                                                                     habit noir, béat, auguste, ils verront Tribulat-\n     L A P E IN T U R E ( T A P I S S E R I E ) .     A . CRAPS.      Bonhom et homme savant.\n"}, {"page_pdf": 68, "texte": "EXPOSITION   DE   STOCKHOLM   1897.   —   PALAIS   DE   L ’ART.                    FERDINAND   BO BERG , a r c h i t e c t e .\n\n                                               [Academy    architecture 1897 II)\n"}, {"page_pdf": 69, "texte": "4 6                                                           LA    GERBE\n\n\n   » A lors ceux qui prieront, pleureront, aim e­                       qu’il m ’a dit telle est ma conclusion : Quand\nront, sur la terre, à notre place, comprendront                         les artistes sauront de nouveau prier, quand\npourquoi se sont suicidés ces peuples qui sur­                          l’architecture sera retournée vers la source\nvivaient à la beauté. »                                                 éternelle et seule vraim ent féconde de ses\n   L a navrance d’une telle constatation excu ­                         inspirations, quand elle aura compris, com m e\nsera l’ironique scepticism e de ces paroles.                            autrefois, toujours, que D ieu est son m odèle\n   M ais nous, m essieurs, nous comprenons                              infinim ent parfait et infinim ent beau .\nque ce serait un crim e de nous laisser abattre.                           Quand elle aura compris qu’il lui faut allier\n   L oin de perm ettre aux découragem ents de                           le m oyen âge à la Renaissance, la grâce\nparalyser notre énergie, nous aurons foi                                païenne à l’idéalism e chrétien, la jo ie au\ndans la pérénité d’un art dont 0n ne peut                               repentir, l’ange à la bête, alors un art nouveau\nrésumer l ’historique sans parcourir en même                            naîtra com m e au printem ps la forêt ver­\ntemps toute l’histoire de l’hum anité.                                  doyante. E t c ’est avec les y e u x illum inés du\n   Vers la vo ix du passé nous tournerons notre                         semeur qui espère en la m oisson future que\nattention respectueuse afin de profiter de ses                          l’architecte, alors, osera regarder du côté du\nenseignem ents. Pour m oi j ’ai été attentif à ses                      L evant, du côté du Calvaire, se lever radieuse\nenseignem ents. Ce qu'il m ’a dit touchant                              l’aube des tem ps nouveaux !\nl’art de bâtir, je vous l ’ai dit ce soir. E t de ce                                        GEORGES RAM A EK ER S.\n\n\n\n\n                                                                        auxquels l ’indifférence générale l’avait habi­\n                                                                        tué ?\n      De la décoration du livre\n                                                                           L es anciens l ’avaient bien compris, et dès\n                                  I                                     les com m encem ents de l’im prim erie ils s’in­\n                                                                        génièrent à donner au livre un cachet d’œu­\n                     l ’i l l u s t r a t i o n\n                                                                        vre d’art tel, que dès les premiers essais il\n                                                                        atteignit la perfection.\n                            près        u n e lo n g u e p ério d e        D epuis, fidèle reflet de la physionom ie\n                              d e tâ to n n e m e n ts, d e c o p ie    d’une époque, édité avec soin et décoré avec\n                              o u d ’in d iffé r e n c e , le liv r e   art aux époques artistiques, le livre redeve­\n                              v ie n t en fin d ’en trer d a n s        nait quelconque ou décoré lourdem ent aux\n                              u n e p é r io d e d e p ro g rè s        époques de décadence.\n                              au p o in t d e v u e d e la                                      A\n                              form e a rtistiq u e , d e la                 C ’est au com m encem ent du X Ve siècle que\n                              d é c o r a tio n in té r ie u r e e t    furent imprimés les premiers livres, à l’aide\n                              e x t é r ie u r e , e t te n d d e       de planches xilographiques. Ces xilographes,\np lu s en p lu s à p ren d re u n e p h y s io n o m ie                 bois dans lesquels étaient taillés les carac­\np ro p re, b ien en rap p ort a v e c le g o û t d e n o tr e           tères, ne passaient pas sous la presse, encore\né p o q u e p o u r l’a sp e c t d é c o r a tif d e s o b je ts.       inconnue, mais étaient imprimés au frotton,\n    L e m o m e n t n o u s se m b le d o n c o p p o rtu n d ’y        com m e on le fait encore m aintenant quand\nc o n sa c re r q u e lq u e s c o lo n n e s d e n o tr e re v u e ,   on veut obtenir une épreuve d’une gravure.\nd a n s la q u e lle , se lo n so n p ro g ra m m e, to u s le s            C ’est alors que G utenberg parvint, après\narts, to u te s le s te n d a n c e s tr o u v e r o n t h o sp ita ­   bien des peines et des déboires, à fondre des\nlité .                                                                  caractères m obiles et à adapter la presse à\n    L e liv r e , d ’ailleu rs, n ’o c c u p e -t-il p a s u n e        l ’imprimerie.\np la c e d e p rem iè re im p o r ta n ce d a n s la v ie                   L a prem ière pièce im prim ée en caractères\nm o d e r n e ? V é h ic u le d e la p e n s é e , trad u cteu r        m obiles parut en 1454, et à la fin de 1455 était\nd e s c o n c e p tio n s g é n ia le s e t d e s a sp ira tio n s      term inée, en caractères m obiles gothiques, la\nd e s p e u p le s, n e m é r ite -t-il p a s m ie u x q u e le         Bible de Schœ ffer et Fust.\np ap ier à c h a n d e lle e t la g r o ssiè r e im p r essio n             L a nouvelle découverte se répandit rapide­\n"}, {"page_pdf": 70, "texte": "                                  R E V U E D’A R T E T DE L IT T É R A T U R E                                   47\n\n\n\n\n          T ête de chapitre de R u d n i c k i , dessinée pour l’A r t dans la décoration extérieure des livres\n\n                                       par O . U z a n n e , publié chez H . M a y .\n\n\nm ent de par le monde, et le m anuscrit fut                       Alors parurent, en France, les H eures de\nabandonné, laissant sans occupations les co ­                  Simon Vostre et Philippe Pigonchet, impri­\npistes, calligraphes, miniaturistes, lesquels                  mées en caractères gothiques et décorées do\ncherchèrent naturellem ent à occuper leurs                     magnifiques encadrements gravés sur bois,\ntalents en dessinant les caractères pour l’im­                 gravés en relief sur m étal, assurent d’autres,\npression et des motifs décoratifs pour l’illus­                tant le dessin est fin, d’un trait serré et élé­\ntration du livre imprimé.                                      gant. Ces encadrements, exécutés en quatre\n                                                               planches indépendantes, représentaient des\n                               comm ença par\n                                 N                             danses macabres, des ornements, des guir­\n                            décorer à la main                  landes de plantes et d’animaux grotesques.\n                            des livres impri­                     En 1491 était publiée en Italie une édition\n                            m és; ce n’est que                 du D ante ornée, par le Véronèse, d’une g ra ­\n                            plus tard, en 1467,                vure par chant. E n 1498 A lbert D ürer publiait\n                            que fut publié à                   son Apocalypse, qui n’était pas, à vrai dire,\n                            Rom e un livre                     un livre illustré, mais un album do planches\n                            orné de gravures                   sur bois sans texte.\n                            sur bois : c ’était                   Enfin, en 1499 A id e M anuce publiait à\n                            les Méditations de                 Venise le Songe de P olip h ile, livre curieux,\n                            Torquemada. E n                    sorte de roman développant toutes les idées\n                            1470 parut à Paris                 du temps sur l’esthétique et véritable œuvre\nle premier livre imprimé en caractères ro­                     d’art au point de vue de l ’illustration.\nmains et orné de lettrines, et en 1476 était                     A Paris, l’illustre libraire français Antoine\npublié à Venise le frontispice du Calendario,                  Vérard, introduisait l’usage de tirer des exem ­\nprem ier titre orné connu.                                     plaires de luxe de chaque livre publié chez\n   L ’impulsion était donnée ; les artistes                    lui : ces exem plaires étaient ornés de m inia­\nallaient rivaliser d'invention et d’habileté                   tures et de décorations manuscrites.\ndans la décoration du livre, qui allait vérita­\nblem ent devenir œuvre d’art.                                     A v e c le X V I e siècle com m ençait donc une\n   D éjà on em ployait la gravure au burin,                    période magnifique pour les arts du livre.\nim portante innovation, mais qui obligeait à                      Venise brillait au prem ier rang avec ses\ndeux tirages, les caractères en relief ne pou­                 libraires nom breux et érudits, ses artistes de\nvant être imprimés en m ême temps que la                       grand talent, ses graveurs habiles. A M ilan\ngravure en creux. Aussi n’abandonnait-on                       se publiaient des ouvrages illustrés par les\npas la gravure sur bois pour l’illustration du                 maîtres de l’école de Léonard de Vinci, et Fra\nlivre.                                                         Luca Pacioli attribue à Léonard lui-même la\n"}, {"page_pdf": 71, "texte": "48                                            L A GERBE\n\ngravure sur bois de son livre D e D ivina P r o ­ nait r are et le frontispice en constituait alors\nportione.                                         presque toute la décoration. Il y avait, du\n   En A llem agne, c ’était le célèbre A lb ert reste, une tendance générale à publier des\nD ürer et ses élèves qui continuaient à dé­ volum es de petit format, laissant peu de place\ncorer le livre de bois m agnifiques, planches,    à l’illustration.\nlettres ornées, titres.\n   A Paris, c ’est G eoffroy T o ry , graveur et\nimprimeur, qui orna les livres d’heures d’en­\ncadrements m erveilleux.\n   Vers le m ilieu du siècle tout était m otif à\ndécoration du livre : frontispices, lettres\nornées, portraits, blasons, em blèm es, plan­\nches topographiques. L es bois se repassaient\nà cette époque, et c’est ainsi que l’on voit\nplusieurs planches de la N e f des fo u s, de\nde Brandt, orner une édition de YE lo g e de la\n                                                  LETTRINE                          A . V A N W AESBERG H E\nfo lie , d’Erasm e, publiée à Paris.\n    L a Belgique occupait une honorable place\n                                                      L a gravure sur bois était bien tom bée,\ndans l’industrie du livre et, dans la seconde\n                                                  m orte pour ainsi dire : tous ces titres se gra­\n m oitié du X V I e siècle, elle exposait plus de\n                                                  vaient au burin. E n H ollande, l ’atelier des\n 1,200 ouvrages aux foires de Francfort et de\n                                                  E lzevier était dans toute sa célébrité : leurs\n Leipzig.\n                                                  petits in-12 étaient des bijoux au point de vue\n    Christophe P lantin, né à Tours, établi à\n                                                  typographique ; m a is , sauf le titre gravé\nA nvers com m e relieur et m aroquinier en\n                                                  l’illustration était abandonnée.\n 1549, et com m e im prim eur en 1555, était le\n                                                      M ais alors survint C allot, qui releva en\nplus célèbre imprimeur belge. C ’est lui qui\n                                                  France l’illustration du livre. Qui ne connaît\ngénéralisa l’emploi de la gravure en creux,\n                                                  ses pittoresques et satiriques vignettes ? Puis\nau burin, à l’eau-forte, pour l’illustration du\n                                                  vin t Abraham Bosse, l ’artiste fécond, qui\nlivre. L es frontispices de l'officine planti­\n                                                  aborda tous les genres et étendit considéra­\nnienne, en passe-partout, gravés au burin,\n                                                  blem ent la décoration du livre.\ndevinrent à la m ode et furent imités un peu\n                                                      A la fin du X V I I e siècle, le livre était orné\npartout.\n                                                  d’une profusion de titres, en-têtes, lettres\n    Rubens ne dédaigna pas de donner des\n                                                  ornées, vignettes, fleurons.\n dessins pour la décoration du liv re ; il des­\nsina, entre autres, le frontispice des A c ta\n                                                      A u X V I I I e siècle, la vign ette était dans\nsanctorum , le fam eux recueil des bollandistes,\n                                                  toute sa vogue. L es m oindres livres, les plus\ndont la publication se continue et qui forme\n                                                  petits formats se couvraient d'illustrations.\n actuellem ent soixante-quatre volum es in-\n folio.\n    A la fin du X V I e siècle la décadence ita­\nlienne amena la m ode des em blèm es, a llégo ­\nries de tous genres, scènes m ythologiques, et\n  e livre suivit l’engouem ent.\n\n   A v e c le X V I I e siècle le goût change et se\nporte vers les décorations de style architec­\ntural. L es livres sont généralem ent ornés de\nfrontispices à colonnades et frontons. U n gra­\nveur français, Léonard G aultier, inven ta des\nfrontispices de ce g e n re , dans lesquels il\ngroupait un grand nom bre de figures a llégo ­                   l e t t r in e       E . R o id o t\nriques ou de saintes et des personnages de son\ntemps.                                                 L ’eau-forte était le procédé le plus em ployé.\n   M ais l’illustration intérieure du livre d eve­     L a coquetterie, le jo li, le pim pant régn aien t\n"}, {"page_pdf": 72, "texte": "SAPINIÈRE   AU   SO IR .                              D’après le tableau   de M.   H enri   R o id o t .\n\n\n\n\n                           La   Gerbe (mars   1898)\n"}, {"page_pdf": 73, "texte": ""}, {"page_pdf": 74, "texte": "Reproduction du trait d’un dessin de C a r l o z S c h w a b e pour L'Évangile de l'Enfance de Noire-Seigneur,\n\n                      mis eu français par C a t u i l e   M e n d è s e t publié chez C o l i n .\n"}, {"page_pdf": 75, "texte": "50                                               L A GERBE\n\nen maîtres, W atteau, Boucher, donnant le                 sont taillés dans le bois d’une façon m erveil­\nton.                                                      leuse.\n   D ans des encadrements ravissants, gravés                 C ’est alors qu’apparaît G ustave D oré, le\navec une grande finesse, se déroulaient des               plus prodigieux illustrateur du siècle D oué\nguirlandes de fleurs, des rinceaux, supportant            d’une im agination extraordinaire, d’une verve\ndes amours joufflus. L es lettres ornées deve­            intarissable, possédant une science du dessin\nnaient des com positions charmantes.                      qui le fait se jouer de toutes les difficultés,\n   L ’œuvre la plus com plète de cette époque             vo ya n t grand, il a traduit les œuvres les plus\nest la fameuse édition des Contes de L a F o n ­          sublimes de la pensée avec supériorité, se\ntaine, dite « des fermiers généraux », dont les           faisant, à côté de l ’auteur, une place m ém o­\nhors-texte, les m otifs décoratifs, les lettri­           rable.\nnes, etc., s’harm onisent avec une impression                Il débuta avec Rabelais, dans une gros­\nm erveilleusem ent claire et en font le chef-             sière édition qui le fit cependant tout de suite\nd’œuvre du genre.                                         remarquer.\n                                                             L es Contes drolatiques de B alzac suivirent,\n                                OUS\n                                N      vo ici à l’en­     et l’année 1860 marque son triom phe avec\n                                 trée du X I X e siècle   YE n fe r , du D a n te, triom phe m agnifique,\n                                 et aux com posi­         étant donné le génie de l ’im m ortel auteur de\n                                 tions h é r o ïq u e s\n                                 des artistes de\n                                 l’école de D avid.\n                                    L a gravure sur\n                                 bois, n égligée de­\n                                 puis si longtem ps,\n                                 reprend      faveur.\n                                 C ela     s’explique\n                                 par la grande éco­\n                                 nom ie et la faci­\nlité du tirage, le bois, taillé en relief perm et­\ntant de tirer en m ême temps la gravure et le\ntexte.\n   M ais l’art dans l ’illustration du livre tom be              l e t t r in e          E . R o id o t .\nen décadence. L e livre se dém ocratisant, on\nvise surtout au bon m arché ; de là ces impres­           la D ivine comédie, l’ampleur écrasante du\nsions grossières sur papier à chandelle, avec             sublime poèm e.\nune illustration extravagante.                               M ais D oré, avec son im agination fantasti­\n                                                          que, sa vision grandiloquente, était bien l ’ar­\n                                                          tiste qu’il fallait pour horrifier la souffrance\n                                                          hum aine, inspirer l’effroi du ténébreux séjour,\n                                                          et son œ uvre restera une des productions\n                                                          marquantes de ce siècle.\n                                                              E n m êm e temps que YE n fe r , il term inait\n                                                          l’illustration des Contes de P errault, dans\n                                                          lesquels, il faut bien l’avouer, il n’a pas su\n                                                          m ettre tout le charm e n aïf que réclam ait le\n                                                          sujet.\n                                                              Il attacha son nom à plusieurs autres œ u­\n                                                          vres im portantes : le P urgatoire et 1e P arad is,\n               LETTRINE DE RU DN ICKI.                    du D ante, A ta la , de Châteaubriant, le Don\n                                                           Quichotte, de Cervantes, œuvre difficile à tra­\n   Cependant Curm er, le grand éditeur pari­              duire, peut-être à cause de sa popularité\nsien, travaille avec ardeur au relèvem ent du             m êm e, mais où il a été supérieur, et, nous\nlivre, secondé par des artistes de talent,                n’hésitons pas à le dire, qui est un de ses\nD evéria, M eissonier, dont les dessins corrects          m eilleurs ouvrages.\n"}, {"page_pdf": 76, "texte": "                                      REVUE       D'ART     ET    DE    LITTÉRATURE                                           51\n\n\n   A près Don Quichotte vin t la Sainte Bible,                     naux illustrés, grâce à la rapidité d’exécution\ndeux volum es in-folio, en collaboration avec                      et à la facilité du métier.\nG iacom elli, qui fut chargé de la décoration                         C'est par la lithographie que C h arlet,\ndes pages de texte.                                                Raff et, Gavarni, Daum ier conquirent leur\n   Dans la Chanson du vieux marin, de C ole­                       célébrité, les deux premiers faisant revivre,\nridge, D oré a su dramatiser son sujet à tel                       avec une verve endiablée allant jusqu’à l’épi­\npoint que l’auteur est totalem ent oublié : ce                     que, l’épopée napoléonienne; Gavarni, spi­\nn ’est plus un poèm e illustré, c’est devenu un                    rituel observateur des petits travers de ses\ntex te qui explique l’illustration. C et ouvrage,                  contem porains (et contemporaines) dessinant,\npublié d’abord en A ngleterre et plus tard en                      infatigable, pour l' E cla ir, pour le Chari­\nFrance avec un texte français, est m alheureu­                     vari, etc. ; Daum ier enfin, qui exécuta envi­\nsem ent un des moins connus de D oré.                              ron six m ille lithographies, dont la fameuse\n   G ustave D oré a évidem m ent marqué une                        série des « R obert M acaire », dans le Cha­\nétape dans l’histoire de la décoration du livre,                   rivari.\net la gravure sur                                                                                             C et e x c e l l e n t\nbois lui est rede­                                                                                        procédé, bien tom ­\nvable d’une nou­                                                                                          bé en désuétude\nve lle t e c h n i q u e                                                                                  par suite de n o m ­\nconsistant à faire                                                                                        b r e u s e s applica­\nrendre au relief ce                                                                                       tions photographi­\nq u e , jusqu’alors ,                                                                                     ques        récem m ent\non ne demandait                                                                                           découvertes, n ’est\nqu’à la gravure en                                                                                        cependant pas com ­\ncreux : il s’appli­                                                                                       plètem ent aban­\nqua, en effet, à                                                                                          donné et Robida,\ntraduire par le bois                                                                                      dans ses m agni­\nces étonnants ef­                                                                                         fiques volum es de\nfets de lum ière qui                                                                                      l' Ancienne France,\nsont la caractéristi­                                                                                     nous donne une\nque de sa manière.                                                                                        suite de très beaux\n                                                                                                          dessins        lithogra­\n                                                                                                          phiques.\n   A côté de Gus­                                                                                             Il faut cepen­\ntave D oré, il faut                                                                                       dant reconnaître\nfaire une place à                                                                                         que la photogra­\npart pour un ex ce l­                                                                                     phie et les divers\nlent artiste, moins                                                                                       procédés qui en d é ­\nfécond, sans doute,                                                                                       rivent : photogra­\n                            B o is d e D a n i e l V i e r g e , p o u r le Cabaret des Trois Vertus\net d’im agination                     p a r S a i n t - J u i r s , p u b lié p a r T a l l a n d i e r .\n                                                                                                          vure,     ph ototypie,\nmoins fantastique,                                                                                        zincographie, simi­\nmais qui a illustré un des plus beaux livres ligravure, ont amené une véritable révolution\nmodernes : nous avons nommé Bida, qui a dans la décoration du livre et com plètem ent\ndonné l’illustration des Evangiles, de W allon. changé son aspect.\n   Ici, c ’est à l ’eau-forte qu’on a demandé la                              D e nouvelles tendances se font jour, le sens\nreproduction des belles compositions de l ’ar­ décoratif se développe, de nouvelles formules\ntiste ; les lettrines, têtes de chapitres, le fron­ sont proclam ées, adoptées, et, comm e tou­\ntispice de l’ouvrage, sont gravés au burin; le jours, le livre suit le m ouvement.\ntexte encadré d’un simple filet. L ’ensemble                                   L a flore, la faune, stylisées, apparaissent\nest parfait.                                                               dans     la décoration intérieure comm e dans la\n                                                                           décoration extérieure du livre. Dos artistes\n                                                                           de talent, dans chaque pays, s’appliquent à\n   L a lithographie est un des procédés les orner le livre, à donner à sa décoration un\nmoins em ployés dans l’illustration du livre,                               sens, un caractère en harmonie avec le carac­\nmais qui eut une grande vogue dans les jour­ tère du livre. D es frontispices sym bolisent\n"}, {"page_pdf": 77, "texte": "52                                                   LA   GERBE\n\n\nl’idée de l’auteur dans des com positions sou­                 M ais ne nous attardons pas à ces tristes\nven t compliquées et un peu obscures, des                   productions qui se condam nent d’elles-mêmes\nencadrements au trait, délicates stylisations,              et considérons le m agnifique renouveau d'art\n                                                            du livre actuel, si plein de prom esses, soutenu\n                                                            par les nombreuses revues françaises, an­\n                                                            glaises, allem andes, belges, qui, hantées du\n                                                            seul souci d’art, cherchent à grouper les\n                                                            jeunes talents, à diriger les efforts vers la con­\n                                                            quête d’un seul but : L e B eau !\n                                                                                               É L IE R O ID O T .\n\n\n\n\n                                                                  Chanson du vieux lierre\n                                                                                            A J. et E. C a n n e e l .\n       LETTRINE           A . V A N W AESBERGH E\n                                                                                        LE vieu x jardin est\nornent chaque page et donnent au livre actuel                                            m ort, les automnes\nun cachet d’art, souvent original et bien par­                                           ven us, la pluie grince\nticulier. Enfin, le tirage en couleur, m ono­                                            et crie sa plainte\nchrom e ou polychrom e, tend aussi à se                                                  g r i s e , là - b a s a u x\ngénéraliser, surtout dans les livres pour                                                grands poiriers qui\nenfants, qui, illustrés par des artistes de pre­                                         p ré se n te n t       aux\nm ier ordre, tels que B outet de M onvel, Job                                             vents, leurs corps\net tant d’autres, sont arrivés à une perfection                                           vidés ,      crevassés ,\nartistique qu’ils n ’avaient jam ais atteinte.                                            bruns et nus de sé­\n   L es nouveaux procédés d’illustration per­                                             nilité ; les larmes\nm ettent de donner aux plus petits formats                                                coulent dans leurs\nune décoration m erveilleuse, tém oins les col­                                           bras tordus comm e\nlections Guillaum e, dont les livres lilliputiens                                         la souffrance.\ndeviennent de véritables joyau x.                              Il est m ort le vieu x jardin.\n                                                               O h! la pluie grise au ven t d’autom ne, ah !\n  D e très m alheureux essais d’illustration                les frissons qui secouent les vieux.\npar la photographie ont aussi été faits : nous                 I ls iront plus tard se tordre de rouges dou­\nne pouvons que déplorer cette grossière                     leurs de volupté, sous les baisers ardents de\nerreur qui consiste à faire sim plem ent poser              la flamme, puis un jour ils s'éparpilleront en\nune scène par des personnages, plus ou moins                poudre fine, sous la poussière d’or des soleils.\n                                                               I ls auront vécu.\n                                                               L es plaines sont chauves com m e des crânes\n                                                            de vieillards.\n                                                               L es murs se sont couverts de lèpres éter­\n                                                            nelles, et restent avec leurs plaies qui se sont\n                                                             fermées.\n                                                                L es vignes se tissent sur leur mur, avec\n                                                            leurs nœuds bruns, et l’on dirait quelque\n                                                            gigantesque araignée qui aurait œ uvré sa\n                                                             toile sous la garde du tem ps.\n                                                                L a mousse a envahi les terres brunes et\n                                                            grasses, de leurs peluches vertes et glissantes,\n           CU L D E -L A M P E D E R U D N IC K I.          et le rosier qui germ e sans produire, s’affaisse\n                                                            tranquillem ent, et quitte son pan de mur.\nbons com édiens, et à reproduire le cliché tel                  Là-bas, les lilas, avec leurs branches fortes\nquel. D ans cette condition, les attidudes sont              et vieilles laissent pourrir leurs fleurs rousses,\nfausses et guindées, les expressions grotes­                 sous un rayon pâle et phthisique, promesse\nques, le nu ignoble et obscène.                             m ensongère de jours bleus et d’or.\n"}, {"page_pdf": 78, "texte": "                                           REV U E D’A R T ET DE LITTÉRA TU RE                                                             53\n\n   L es chevelures du lierre avec leurs petites                             l’herbe était grasse, verte, et serrée sur les\ntètes vertes, se bercent doucem ent au vent                                 terres grasses.\nglacé, avec des frissonnements inquiets                                        Puis les enfants sont revenus aux cheveux\nd’espoir, pour les choses du passé, claires et                              or et brun, avec leur chevelure dans le soleil\ndouces, pour celles de m aintenant, froides et                              pur et fort, sous le bleu du ciel beau et lim­\ndécolorées.                                                                 pide.\n   C ’est la chanson du vieu x lierre qui chu­                                 Ils avaient des cris doux, et des chansons\nchotte là bas, com m e la source gaie ; les                                 naïves.\nlarmes brillent aux fronts des têtes vertes.                                   D es fleurs rouges, bleues, des mauves, des\n   E t c’est la chanson du vieux lierre qui                                 ly s blancs à cœur orange, des roses rouges,\npleure son harm onique douleur, et le lierre                                dégageaient des brises pures et sereines.\nchante en accords comm e le ven t dans les                                     L es lilas embaumaient, enivraient de leurs\ncordes d’or, des harpes éoliennes.                                          touffes mauves qui s’exhalaient au vent, qui\n   E t il chante pour tous ; pour les vieux troncs                          rythm aient leurs têtes, des enivrements d’odo­\nlà-bas qui affaissent leurs corps nus sous le                               rances pures et rêveuses.\ntemps, pour le mur qui s’ém iette, pour la vie                                  L e vieux lierre se tut un instant, la brise\nqui se dessèche, et pour les lilas qui se meu­                              avait cessé, et sa chanson reprit :\nrent doucem ent com m e de pâles anémiques,\nsous l’averse............................................................      L es enfants sont partis, puis ils sont reve­\n                                                                            nus, longtemps, après; oui, ils étaient forts,\n                                                                            beaux, ils aimaient, et ils savaient.\n   Les étés ne sont plus, les rires sont éteints,                              L ’enfant brun a murmuré à l’enfant blonde\nles chansons se sont tues, il y a longtem ps le                             des paroles douces et enchanteresses, comme\njardin était d e jo ie et d’or; à l’avril les poiriers                      l’enivrem ent des lilas, leurs branches se sont\nbruns se paraient de neige comme un bou­                                    scellées, et les couples enlacés comm e des\n quet pour de blanches fiançailles.                                         lianes vertes, se sont crispés de volupté,\n   I ls étaient robustes, leurs flancs donnaient                            comm e les branches du chêne au vent\nde beaux fruits lourds, bruns et dorés que des                              d’automne.\nenfants blonds sont venus ravir.                                               L es hivers sont venus, les poiriers ont péris;\n   L es murs étaient de couleur gaie, blan­                                 les lilas sont morts de stérilité, les allées sont\nche com m e la neige des poiriers, et les vignes                            grasses et marécageuses, les roses trémières\nbrunes débordaient de sève impétueuse,                                      se meurent sur leurs tiges.................................\nportaient de beaux fruits, de belles parures\nmauves et sévères, avec des tons d’or brun,                                   E t c ’est la chanson du vieux lierre qui chu­\ndont les oiseaux aux ventres d'argent terni,                                chote là-bas, comme la source gaie ; la vie\nsont venus s’enivrer, en troupes gaies, avec                                n’est plus.\ndes froissements de becs d’argent et d’ailes                                  Les larmes brillent aux fronts des têtes\nbrunes.                                                                     vertes...\n   Il y avait longtem ps, dans l’irréel peut être,                                                           EUGÈNE HERDIES.\n\n\n\n\n      SE M I-D E T A C H E D H O U SES (IL E D E M A N )                                     M. H. B A IL L IE SCOTT, A R C H IT E C T E\n                                                           (Acaderny Architecture 1897 II)\n"}, {"page_pdf": 79, "texte": "54                         LA GERBE\n\n\n\n\n                       Le Cimetière\n                                  I\n     L e cimetière dort, car le soir doux descend\n     E t seule, à l'horizon, une ligne de sang\n     Subsiste encore et pose une note éclatante\n     E ntre les peupliers tristes qui se lamentent.\n\n     Poussons la g rille en bois, qui s'ouvre en gémissant,\n     Entrons dans le silence et la p a ix endormante\n     E t n'aie pas peur du vent qui sanglote en grinçant\n     Dans lef e r des tombeaux couverts defleurs charmantes.\n\n     Pourquoi frissonnes-tu? nous sommes protégés\n     P a r le geste béni du vieux clocher léger\n     Qui monte dans le ciel sa douceur d'accalmie.\n\n     E t puis ne crains donc point; tous ceux qui dorment là,\n     Parm i la senteur vague et douce des lilas,\n     Sourient à notre amour. Prions pour eux, amie.\n\n\n                                 II\n\n            P our dormir l'éternel sommeil,\n            Dans ma maison de quatre planches,\n            Sous les fleu rs d'or et les fleu rs blanches,\n            Jusqu'à l'heure du grand réveil.\n\n            Je voudrais être où le soleil\n            Frappe et scintille entre les branches,\n            E t répand une gaîté fra n ch e\n             Comme un rire d'enfant vermeil.\n\n            J'aimerais entendre, à l'église,\n            Sonner la pâle chanson grise\n             Qui pénètre et parle d'espoir.\n\n            Je voudrais bien qu'un oiseau f r ê le\n             Fasse dans ma croix son nid grêle\n            P ou r chanter du matin au soir.\n\n\n                                 III\n\n            Je voudrais aussi qu'une fem m e\n             Toute courbée, aux cheveux blancs,\n             A ma tombe vienne, en tremblant,\n             Y prier de toute son âme.\n"}, {"page_pdf": 80, "texte": "                               REV U E D’A R T ET DE LITTÉRA TU RE\n                                                                                                        55\n                               E t ce serait toi, ma mignonne,\n                               Dont les grands y e u x clairs sont si doux;\n                               Tu prierais pour le pauvre fo u\n                               Qui dort son sommeil monotone.\n\n                               Tu prierais bien doucement\n                               E t de tes y e u x encor aimants,\n                               Une larme tomberait claire.\n\n                              Sur mon cœur elle descendrait,\n                              Légère et douce, et me fe r a it\n                              Tressaillir dans ma tombe austère.\n\n                                                                    JEAN   DRÈVE.\n\n\n\n\n                                                      musique, berceuse exquise et lente pour nos\n                                                      cœurs.\n Une très courte histoire d’amour                         E t comme tes yeu x étaient beaux en ce\n                        (Suite)                       jour   de fin d’automne. Il semblait que l’au­\n                                                      tomne était en tes regards, tes regards bleus\n                      AUTOM NE.                       sombres, comme des soirs, aux reflets violets,\n                                                      parfois, comme si des nuages passaient sou­\n           e s feuilles m ortes partout, de grands    dain dans l’iris de tes larges prunelles.\n\n\n D          tourbillons qui s’envolent dans les\n\n           pluies tom bées tous ces jours, les allées une\n                                                         T e s yeu x étaient si beaux, si beaux, et...\n            larges allées, luisantes et claires des fo lie ... je croyais y voir le reflet de to n âm e...,\n                                                       tristes\n                                                             âme blanche comme un ly s... cela est\n et solitaires, et si bonnes, comm e amies, de très vieux à dire et à penser... âme de ly s ...\nnos ballades d’amoureux.                              et pourtant cela me semblait très doux que\n   D es feuilles m ortes, de la tristesse partout... ton âme fut un ly s... cette belle et blanche\net de la jo ie plein m on cœur.                       fleur, où l’or des étamines rayonne, dans\n   O ! cette forêt aux arbres silencieux et l’exquise blancheur de la corolle, ainsi que dos\ndroits dans le gris du ciel, ces horizons sans regards. Mais soudain j ’ai eu froid au cœur en\nfin, bleus et violets, couleur de nuage et cou­ songeant à un grand lys que j ’avais vu se\nleur de tes y e u x , comm e il y fait bon n ’est-ce balancer sur une tom be... une pauvre tombe\npas, et quelle douce chanson n ’a-t-elle pas abandonnée, dans un coin de cim etière, une\npour rythm er nos paroles.                            tombe sans croix, sans couronne, où la fleur\n   N os p aroles..., simples et vieilles et blanche, radieuse et ensoleillée apparaissait\nredites... Regarde ces initiales gravées aux très b elle... comme un reproche pour ceux\nflancs des hêtres, toutes elles nous disent les qui oubliaient.\nmêmes choses en mêmes paroles... redites?                O ! que jam ais le lys de ton âme ne s’élève\nO ! oui, mais combien belles et bonnes et sur une tombe, car celle-là, qui se creuserait\nvibrées, tout près l’un de l’autre, frileux à la entre nous deux, serait celle de notre amour.\nbise déjà froide, e t si heureux d’être à deux           M ais pourquoi songer à cette chose triste,\net de ne plus songer à autre chose, à rien lorsque tes yeux jolis, me regardent, lorsque\nautre.                                               ton rire argentin dit de joyeuses chansons?...\n   N os paroles... elles furent très simples pour Je ne sais, mais voici qu’une feuille morte,\ndire notre id ylle n eu ve..., simples pour dire détachée d’une branche, s’est mise à tourbil­\nque tu étais jo lie com m e un rêve, et simples lonner dans la subite lumière d’un rayon de\npour te dire aim ée... simple et très douce soleil, qui la rendait d’or, et tout près de la\n"}, {"page_pdf": 81, "texte": "56                                            LA GERBE\n\nterre humide et jonchée d’autres feuilles, il          E t nous songions à tout cela, rêveurs heu­\nsembla qu’elle eut peur du sol noir, du cim e­      reux, tandis que l ’ombre descendait déjà,\ntière éternel, et m ollem ent, com m e un grand     sans crépuscule presque; à peine entre les\npapillon blessé, d’un dernier coup d’aile, s’est    arbres une lointaine barre d’or pâle, qui\nenvolée sur ma poitrine, à gauche, près de          scintillait et m ettait du sang aux feuilles\nmon cœur.                                           m ortes.\n   E st-ce un présage? m ’as-tu dem andé,              C ’était l ’heure du retour... et nous eûmes\nm ignonne, un présage? peut-être, mais si           un dernier regard pour le vieu x banc, le\ntriste que je ne veu x pas te l’expliquer.          vieu x banc qui restera toujours insépara­\n                                                    blem ent lié dans notre souvenir, à nos quel­\n                                                    ques bonnes heures d’errances en forêt.\n                                                       N ous nous en allâm es, le lon g des sentiers\n                                                    noyés d’ombre bleue, les beaux sentiers\n                                                    glissant sous les voûtes des hautes branches,\n                     LE BANC.                       les sentiers qui sem blaient des ruisseaux de\n                                                    feuilles m ortes que la bise faisait frémir\n    Il est très vieux ce banc, dans l’allée soli­ com m e de l’eau remuée.\ntaire et éloignée, très vieu x et verm oulu.           E t la lune très blanche et très amie, pla­\n    L es feuilles m ortes s’étaient amassées tout nait son grand regard blanc au-dessus des\nautour en un grand tas fauve qui le recou­ hautes cim es chanteuses, et une lum ière argen­\nvrait presque et ce nous fut une jo ie m élan­ tine errait en les sentes, com m e des feux-\ncolique de les vo ir se disperser sous nos pas, fo lle ts, des feu x-follets qui m ontrent le\nlasses, et lourdes d’eau, et fleurant une chem in du bonheur... ai-je dit.\nétrange senteur humide et si bonne, si bonne.          F o lie, il ne m ène qu’à la nuit et à la réa­\n    D evant nous c ’était encore l’horizon violet lité... et c ’est toi qui l ’a d it...\nde la forêt, les grands arbres sans feuilles,          Puis, soudain, au détour du chem in, l’étang\nblancs et rigid es.... com m e des cierges, di­ nous apparut, endorm i et calm e, au fond de\nsais-tu toute rêveuse.                              la vallée, sa grande flaque, claire et verte à\n    Oui, com m e des cierges, des cierges qu'un la lum ière lunaire, com m e un grand œil dou­\nrayon de soleil sem blait allum er pour le ser­ leureux dans un visage saignant.\nvice funèbre de la nature d’automne, tandis            N ous restâm es à le regarder — longtem ps\nque la brise et les feuilles sourdinaient un — à voir la blanche lum ière errer à chacun\nplein-chant, très triste et pourtant très doux des frissons de l’eau et faire des zébrures\nà entendre, et si beau.                             d’argent et des taches lum ineuses, à voir les\n    O h, l’heure bonne que nous eûmes là, lourds nuages passer en reflets énorm es,\nn ’est-ce pas, à être deux sans presque parler. argentés aux bords, sem blables à de grands\nCar — pourquoi parler? des paroles vieilles corbeaux endeuillés et lam és d’argent.\net lassantes à dire, des paroles que l’on pro­         N ous restâm es à écouter l’eau pleurer en\nnonce avec la tristesse — toujours — de ne frappant le bord, pleurer sa plainte assourdie,\npouvoir leur faire dire toute la chanson que m ystérieuse, toujours m êm e, et grandissante\nl’on a dans l’âme, et de se savoir — souvent,        soudain à des rafales de vent, à vo ir les\nn ’être pas compris. — Oui, m ieu x vaut ne feuilles tom bées dans l’eau, frémir com m e de\nrien dire, n ’est-ce pas?                            tout petits oiseaux noyés, dont on ne verrait\n    E t puis, éternel enfantillage d’am oureux, ce plus qu’une aile, qui battrait désespérém ent\nfurent les deux lettres que l’on grave au dos­ et tout cela était si triste, si triste.\nsier du banc, entre d’autres initiales, dont l’une      V ie n s... partons — allons notre route, il me\nest zébrée d’un coup de canif, et qui raconte        sem ble que l’étang est une vo ix qui m enace,\ntoute une histoire de désillusion ... les deux       et j ’ai peur d’elle, partons...\nlettres entrelacées tout près l’une de l’autre,         E t puis ce fut, à l’horizon, bien vite, trop\n com m e l’on rêve de vivre, toute la v ie ... les vite, le grand regard sanglant de la ville, qui\n deux lettres qui resteront là, longtem ps, lon g­ jetait sa lueur blêm e, dans l’ombre sainte,\n tem ps, jusqu’à ce que le vieux banc devienne vers la clarté triste de la lu n e ; c ’est fin i...\n si vieu x qu’on le brise pour en faire du feu, des rentrons.\n flammes claires.\n"}, {"page_pdf": 82, "texte": "                                         Phototypie Liorel & C ie, Bruxelles.\n\n\n\n                                                                                E. P elsen eer.\nM AISON A VE N U E BR U G M AN , 5 1 .\n\n\n\n\n                                            L a Gerbe (mars 1898).\n"}, {"page_pdf": 83, "texte": "I\n"}, {"page_pdf": 84, "texte": "                                    REVUE D’ART ET DE LIT TÉRA TU RE                                             57\n\n                       H IV E R .                            O ! m ignonne, com m ent se fait-il que ton\n                                                          âme soit si petite, si petite?\n   D e la neige, de la neige, de la neige, et de             Tiens, j ’ai pitié de toi, mais oui, pitié, pitié\nla solitude. L a forêt a mis son voile d’épou­            de voir ainsi mentir tes yeux, pitié de ta peti ­\nsée, un grand voile triste, tout blanc, d’où              tesse, et je souris, je te regarde de bien haut,\nles arbres jaillissent noirs et crispés, comme            comme je regarderais une belle poupée, à terre,\ndes bras dressés d’un linceul.                            sur le tapis, en souriant de songer que les tout\n   D e la solitude e t d e la tristesse. C ’est seul et   petits peuvent s’amuser de cela... Je souris,\nsongeur, que je m ’en vais m aintenant par les            cela empêche de pleurer.\nsentiers blancs .... seu l?. . O h ! c ’est l’éter­          E t maintenant, avant de partir, d’un coup\nnelle histoire, la très vieille et très triste des        de canif, je fais disparaître les initiales qui\ndésillusions ; c’est l’histoire des feuilles qui          m entent... une désillusion de plus, à côté de\nmeurent, de la lum ière qui s’éteint, de                  l’autre, la très vieille, et c’est fini.\nl’ombre qui vient.                                           M ais mon coup de canif a fait surgir de la\n   C ’est la nôtre aussi, un peu de soleil, un            neige une feuille morte collée au banc... et la\nr êve, puis la nuit. Je suis seul, notre très             neige autour de moi, me fait penser encore\ncourte histoire d’amour est finie... Celle-là             au grand lys du cimetière.\nqui la conta avec m oi, a eu peur de la neige                O ! petites et belles choses de la nature, que\nsans doute.                                               vous fûtes sages prophètes, et combien plus\n   C ’est froid, rentrons bien vite près du poêle         sages que moi ; car elle est creusée la tombe\nronflant... A d ieu ... les bois m e font peur, et        de notre amour, et déjà les feuilles mortes\ntes rêves sont tristes, toujours, et moi j ’aime          l’ont comblées.\nle rire qui sonne la oie !                                                          P R O S P E R R O ID O T .\n\n\n\n\n                                                  Révolte\n                                                              (fragm ent)\n\n\n\n                        Oui, la révolte armait le bras des prolétaires\n                        et les clairons d'airain, sonnant le branle-bas,\n                        groupaient les opprimés pour le futur combat\n                        autour du clair défi des tragiques bannières.\n\n                        L e peuple effervescent, guidé par les meneurs\n                        exaltant sa fu r e u r en phrases violentes,\n                        voulait rompre et briser la puissance accablante\n                        des hauts barons, des grands vassaux et des seigneurs.\n\n                        Entre des poings crispés, il brandissait des haches;\n                         il était fie r d ’audace et cambré dans l'orgueil\n                         de conquérir les libertés à p r ix de deuil,\n                         les fo r ts et les vaillants encourageant les lâches.\n"}, {"page_pdf": 85, "texte": "58                           LA G ERBE\n\n     Mais tous étaient venus vers la ville aux remparts\n     de pierre, les forçats et laboureurs de glèbe,\n     les bûcherons prêts à cogner, ceux de la plèbe :\n     les meurts-de-faim, les va-nus-pieds et les pillards.\n\n\n     Ils s’ en venaient de la montagne et de la plaine\n     où le travail est dur et le labeur ingrat\n     sous la schlague et le fo u et des rudes potentats,\n     ils arrivaient, le cœur fielleu x de larges haines.\n\n\n     Varlets, batteurs en grange armés de lourds fléaux,\n     mais qui levaient la tête en attendant l'aurore;\n     forgerons velus, vieux à poitrine sonore\n     cherchant l'enclume des têtes pour leurs marteaux.\n\n\n     E t le flo t déferlant, lorsqu'il bat les falaises,\n     n'a pas de chocs pareils à celui des manants\n     qui se jetaient, avec des gestes de forbans,\n     au f o l assaut des murs que les gardes délaissent.......\n\n                                               P A U L M U SSCH E .\n\n\n\n\n                              Sonnet\n     Qu'importent aux rêveurs l'opulente richesse,\n     Les voluptés d'amour, les vaniteux désirs?\n     Bannissons loin de nous ces énervants plaisirs.\n     A mis, exilons-nous au sein de la tristesse.\n\n\n     Que nos doigts, frémissant d’une sainte allégresse,\n     A la lyre sacrée arrachent des soupirs\n     Que nos vers, défiant les sombres avenirs,\n     A illent verser partout des flots de douce ivresse.\n\n\n     E t sans nous reposer aux haltes du chemin,\n     Gravissons à pas sûrs la pente du Destin,\n     Nous trouverons là-haut l'éclatante Victoire.\n\n\n     Nous aurons accompli les volontés du Sort,\n     Fiers, nous nous coucherons, quand passera la Mort,\n     Dans les plis du linceul de l'immortelle Gloire.\n\n                                                  PA U L H U B IN .\n"}, {"page_pdf": 86, "texte": "                                                 R E V U E D’A R T E T DE L IT T É R A T U R E                                                 59\n\n\n\n\nEXPOSITIO N DE STO CKH O LM . — P A L A IS DE L ’A R T .                                         F e r d i n a n d B o b e r g , a r c h ite c te .\n                                                           (A cadem y A rchitecture 1897 II)\n\n\n\n\n                                                                                                                              P a u l Ja sp a r .\n m a is o n   d ’ é t é. a   spa .   —   1896.\n                                                                 (Du Vieux, du Neuf.)\n"}, {"page_pdf": 87, "texte": "R A T H A U S ZU JA U E R I   SC H L E S.                                         A rch. F.   B ran tzky, C ologne.\n\n                                            Deutsche K u n st u n d D ekoration\n"}, {"page_pdf": 88, "texte": ""}, {"page_pdf": 89, "texte": "INTERIEUR   DE   FU M OIR.                                L éon   B o ch o m s.\n\n\n\n\n                             La   Gerbe   (mars   1898)\n"}, {"page_pdf": 90, "texte": "                                                  REVUE D’A RT ET DE LITTÉRATURE                                                                                     6l\n\n                                                                                         tard, sans doute, pour parler du livre de M . G eorges\n                                                                                         Ramaekers.\n                                                                                            Disons toutefois que nous n’en pensons que du bien,\n                             Les Livres                                                  que nous aimons ses vers juvénils, enthousiastes et\n                                                                                         heureux — qui ne veulent voir dans la nature et dans\n  « V e r s les L o in ta in s ». A u g u s t e V i e r s e t . Cou­                     la vie que la joie — que les pensées sont délicates, les\nverture d ' H e n r i M e u n i e r . — Il y a de bons vers dans                         figures choisies, l’observation fine, profonde souvent,\nce livre, certains sont d’une belle vigueur et ont toute                                 qu'enfin il produit une belle impression de poésie et\nnotre sym pathie. Ceux-ci notamment :                                                    de nature printanière, que c ’est là une œuvre pleine\n                                                                                         de bonnes promesses pour l’avenir.\n      Mes beaux cygnes de songe au col libre de rênes\n      M'ont à leur gré guidé vers les pays lointains\n      Où les brises sont sœurs de rires enfantins                                          « Nuits subversives ». G e o r g e s L e b a c q . — Au\n      E t les fécondes nuits, mères d'aubes sereines.                                    service d’idées étranges et souvent morbides, l'auteur\n                                                                                         met une langue riche, imagée et artiste qui rend sédui­\n   D ’autres :\n                                                                                         sante la lecture de son ouvrage.\n      Je songe à l'aromal frisson des roseraies,                                           Q ’on en juge par cet extrait, empreint d’harmonieuse\n      A u x barcarolles monotones des épis,                                              et vague poésie, qui donne la note juste du livre, fait\n      A u rire d'une source en les près assoupis,                                        de symboles subtils et de charme de style :\n      A u bruit vague de l'herbe, aux gazouillis des haies.                                « Une douce harmonie chantait autour de moi — le\n                                                                                         » vent, longuement parmi les cèdres. Mon âme passait\n  Com m e on le vo it par ces citations, M. Vierset est\n                                                                                         » dans un doux paysage de lune; la brise caressait mon\nun parnassien am oureux de vers bien ciselés, et toute\n                                                                                         » fro n t blême d ’une pensive songerie; il n’y avait qu’une\nson admiration est acquise à José Maria de Hérédia à\n                                                                                         » étoile au ciel, douce comme tes larmes et pâle comme\nqui est dédié ce livre Il manie du reste fort bien son\n                                                                                         » l ’espoir vague qui m’entraînait par des sentiers per ­\nvers et son alexandrin est presque toujours souple et\n                                                                                           dus et silencieux où je n’entendais point mes pas. Je\nharm onieux.\n                                                                                         » glissais; moins encore mon clair manteau d’argent\n  Mais nous lui reprocherons le manque de cohésion\n                                                                                         » s’éployait derrière moi et me portait : je volais, âme\ndans la conception, et le peu de cas qu’il semble faire\n                                                                                         » voyageuse... un rossignol chantait, éperdument dans\ndu fond dans l’œ uvre d’art, le sujet le plus subtil lui\n                                                                                         » les nues — ton amour. »\nétant sujet à versifier.\n                                                                                                                                                                P. R.\n                                          *\n                                                                                                                                 *\n   « C a n tiq u e de S p e c tr e s ». E d g a r B a e s . ( P a u l\nL a c o m b l e z , é d it e u r ) . — N o u s n e p a r ta g e o n s , c e r te s pas      « La Philosophie de Saint François ». E d g a r\ne t e n m a in t e n d r o it , le s t h é o r ie s p h ilo s o p h iq u e s o u         R ic h a u m e . (T iré à part de la Lutte). — Bonne étude\n\nh u m a n it a ir e s d e M . E .       B a e s , s u r t o u t lo r s q u ’il n o u s   sur la philosophie de St François qu’une langue châtiée\np a r le d e la s e c t e d e s Skoptzi, m a is n o u s a im o n s , d an s\n                                                                                         rend intéressante.\nsa p r o s e , la p h r a s e fo r t e , le v e r b e c h o is i, m is au s e r v ic e\n                                                                                           L'auteur nous décrit l’admirable vie de renoncement\nd ’u n e im a g in a t io n r ic h e , é t r a n g e     p a r fo is et s o u v e n t\n                                                                                         du Saint Poète, et préconise son humilité, son esprit\ns é d u is a n te c o m m e d a n s la Plainte de Vierge, q u i é m e u t\n                                                                                         de pauvreté et d’amour comme remède à l’efferves­\ns in g u liè r e m e n t .\n                                                                                         cence de la crise sociale.\n   Parm i les vers, que nous aimons moins pourtant que                                     C ette opinion est peut-être bien optim iste et candide,\nla prose, beaucoup nous plurent.                                                         mais la plaquette est vraiment jolie à lire.\n                                                                                                                                             P. r .\n   Ceux-ci entre autres que nous citons pour leur piété\nconfiante et m oyen âgeuse :\n\n                 Lys pur de l î le verdoyante,\n                                                                                             « Mon jardin fleuri ». E d o u a r d N e d . ( C o lle c tio n\n                                                                                         d e la Lutte). — C ’e st là un b e au liv r e v r a im e n t, a u ta n t\n                 Princesse dont la fo i vaillante\n                                                                                          p a r la c o n c e p tio n   q u e p a r l ’e x é c u t io n e t q u e n o u s\n                 Repoussa son indigne époux !\n                                                                                          s o m m e s h e u r e u x d e tr o u v e r e n c o n s id é r a b le p r o g rè s\n                 Qui méprisa le diadème,\n                                                                                          s u r u n e p r e m iè r e œ u v r e d e M. N e d , Les poèmes catho­\n                 Qui souffris pour le dieu suprême\n                                                                                          liques.\n                 E t planta la croix parm i nous,\n                                                                                              L e vers est souple, harmonieux; sa belle aisance met\n                        Guéris les fous.\n                                                                                          en lumière la délicatesse des pensées.\n   E t puis ces autres, largem ent rythm és :                                                 L e poète nous résume ainsi son livre, dans son lim i­\n                                                                                          naire :\n          C ’est un rude semeur plié sous les années.\n          Ses rides lentement au vent se sont tannées,                                          Lassé des misères et des stupidités\n          E l son regard perdu sous des sourcils velus                                          Que la vie en souffrance éternellement clame,\n          Vers les hommes nouveaux ne se relève plus.                                           Fuyant l’horreur des mauvaises réalités\n  L iv re intéressant et sans aridité m algré la subtilité                                      J e suis descendu seul et triste dans mon âme.\ndes idées émises.\n                                                                           E. H.            E t il a tro u vé dans ce jardin intime des fl e u r s délicates\n                                          *                                              et mélancoliques qu’il nous dit en sym boles clairs et\n    « L ’H y m n a ir e du P r in te m p s ». G e o r g e s R a m a e ­                  reposés, d'une belle pureté, parfumés de piété, comme\n k e r s . (C ollection  de la Lutte). — Nous venons bien                                si elles étaient cueillies dans un calme jardin de cloître,\n"}, {"page_pdf": 91, "texte": "62                                                        LA G ERBE\n\n  Citons quelques vers, que nous aimons surtout :                 ultérieurem ent. D e bons articles accom pagnent les\n                                                                  planches.\n  Mon âme est claire ainsi d'une douce clarté,\n                                                                                                                            P . R.\n  Comme d'un rayon gris d’un printemps chimérique.\n  Fusant par un vitrail de Rêve et de Bonté\n  Dans le mystère aimé d'une église gothique.                        M. Paul Jaspar, achitecte à L iè g e , vient de faire édi­\n                                                                  ter une plaquette pleine de goût intitulée : D u vieux,\n  E t ceux-ci, d’une tristesse résignée et songeuse :\n                                                                  D u neuf, contenant de ravissantes reproductions de ses\n  Mais un jo u r que l’hiver pleurait sur les vendanges           œ uvres principales exécutées durant ces dernières\n  E t chantait sa chanson de pluie et de brouillard,              années.\n  E lle partit vers le lointain pays des anges                       N otons un buffet original bien approprié à son\n  E t des roses riaient au coin du corbillard.                    usage, une chem inée d’un bel aspect ; nous aimons\n                                                                  les cottages reproduits dans cet opuscule, la W ithe\n   Ces brèves citations et cette courte notice suffiront-         H ouse à Spa est rem arquable dans sa sim plicité ru s­\nelles pour donner à beaucoup le désir de lire le livre            tique, de même la Maison d’été. L e s maisons à T ilff nous\nentier ? C ’est bien sincèrem ent que nous le souhaitons          semblent un peu m onotones et la maison à S t N icolas-\nà l’auteur.                                                       lez-L iége est fortem ent influencée de Renaissance,\n                                                                  nous préférons les maisons de rapport, quai de la B o ­\n                                                                  verie à L iège; les grilles de balcon de deux de ces habi­\n   L e Deutsche K unst und D ekoration nous envoie réunis\n                                                                  tations modernes sont réellem ent belles.\nen un volum e de bel aspect ses numéros déjà parus.\n                                                                     De bonnes pensées, tirées des auteurs, accom pagnent\n   L ’art allem and est rem arquablem ent représenté —\n                                                                   chaque œ uvre reproduite dans ce superbe livret. Beau­\naffiches, am eublem ents, panneaux décoratif de grande\n                                                                   coup sont assez rem arquablem ent choisies pour que\nallure, tableaux, vitrau x, y abondent, form ant un tout\n                                                                   nous en citions :\nadm irable.\n   Il serait im possible de détailler toutes les œ uvres —          » M on ami, quand on a fait ce qu’on peut, du m ieux\nsi nom breuses — qui ont attiré et arrêté notre attention;        que l’on peut, il ne faut pas reculer devant la critique. »\nen général, dirons-nous plutôt que les artistes du Deut­                                                  V IO L L E T -L E -D U C .\nsche K unst sont de m erveilleux stylisateurs, qu’ils sont           ( Histoire d’une maison : Conseils à M . P aul).\nremarquables par leur étude profonde et consciencieuse\n                                                                    « L ’architecture n’est point ignorée des anim aux : le\nde la nature dont ils m ettent en lum ière le caractère,\n                                                                  » trou du ver, les galeries de la fourm i, la ruche de l’a ­\nla synthèse, et que leur im agination, souvent large et\n                                                                    beille, le nid de l’épinoche ou de l ’oiseau, l a tannière\nélevée, est toujours ingénieuse et pratique.\n                                                                  » du loup, le terrier du renard et du lapin, le village du\n   T out d’abord et dès les prem ières pages ce nous fut\n                                                                  » castor, la hutte du gorille, la maison, le donjon, le\nune joie d’admirer les délicieux petits paysages et les\n                                                                  » tem ple et le palais répondent au même besoin diver ­\ndélicates stylisations de fleurs de M . Berhn. W en ig mis\n                                                                    sifié à l ’infini.\nen tête de page et qui sont œ uvre d’artiste et de poète.\n                                                                    » U n e loi com m une s’en dégage, la loi d’appropria ­\n    Puis de M . O tto Eckm an des panneaux décoratifs\n                                                                    tion. L ’utilité est lef ond de l'esthétique architecturale »\n(exposés actuellem ent au salon annuel de la Libre E sthé­\n                                                                                                          ANDRÉ LE FÈ V R E .\n tique). N ous avons surtout admirés ses cygnes glissant\nsur une rivière et son marais au clair de lune, œ uvres             « A près une longue gestation pleine d’incertitudes,\nde toute beauté, une frise décorative de M . K . C agels où       » de marasmes, de crises douloureuses, une société\nla faune est habilem ent stylisée.                                » nouvelle va ven ir au monde. Q ue les architectes se\n    Des vitraux de grand intérêt de M M . Carlule, B er­          » pénètrent de son génie, s’inspirent de ses mœurs, de\n nard W einig, M elchior L ech ter.                               » ses droits, de ses espérances; et leur œ uvre conçue à\n    De ce dernier, des reproductions de meubles qui nous          » son im age, qu’ils y appliquent les élém ents acces ­\n plaisent. De même ceux de M M . H .E . Van Berlepsel               soires fournis par leur science incontestable, mais\n et L . H ohlw ein .                                                renouvelés p a r l’esprit de leur temps. E t dans un âge\n    M G eorg. H u ile a su utiliser rem arquablem ent le          » lointain il restera d’eux peut-être quelque pan de\n cuir; ses com positions sont dignes d’intérêt et d’admi­         » mur, quelque ruine, où l’observateur dém êlera et\n ration.                                                          » reconnaîtra l ’em preinte de leur race, de leur époque\n    M . A n g elo Janck et O tto F ischer, de très belles         » et de leur personnalité. \"\n                                                                                                          ANDRÉ LEFÈVRE.\n affiches, surtout celles de M . Janck.\n    De M. Hans Stubenrach une com position ém otion­                 » Il y a le style; il y a les styles.\n nante, Judas, et de M . F ritz E rler, D er Koningssolm             » L es styles sont les caractères qui font distinguer\n und die Seerauber,où la figure principale est bien conçue.        » entre elles les écoles, les époques...\n    Des poteries très ingénieuses aussi de M E rle r et              » Q u ’est-ce donc que le style? C ’est, dans une œ uvre\n enfin une com position très poétique et très douce,               » d’art, la manifestation d’un idéal établi sur un prin ­\n  Orphèus, de M. O tto T ra g g y.                                   cip e...\n    Q uelques nom s encore spécialem ent remarqués :                 » Quand une œ uvre d’architecture indique claire ­\n M M . L efebre, avec son Faim und Nymphe, maxim von                 m ent l’usage auquel on la destine, elle est bien près\n  H eider et sohn, dont nous aimons les Antilopen, d’un            » de posséder le style...»\n  beau style, O sk. Schwindrazheim , Rud. M ayer, O tto                                                    V IO L L E T -L E -D U C .\n  R ohloffe, Fried. Brodauf, F r. W iese, M . L an ger, avec          Dictionnaire de l'Architecture Française 1868.\n  une très belle affichette, K elln er, H einz. W e tze l, bien                                                          a . v. w.\n d’autres encore dont nous aurons sans doute à parler\n"}, {"page_pdf": 92, "texte": "                                        REVUE D’ART ET DE LITTÉRATURE                                                                   63\n\n  « L a p la n t e e t ses a p p lic a tio n s o rn em en ta le s ».    L es livraisons 1 à 15 contiennent des documents\n( E . L y o n - C l a e s e n , éditeur, Bruxelles). Publié sous la  réellem ent beaux.\ndirection et précédé d’une préface de M . E u g è n e G r a s ­         M M . Boklund, D üchting et Janish, Hanser, A . W eber,\ns e t . — C et ouvrage, petit in-folio, se compose de                Prof. Bischoff, Schomburgh et W inkler, Jacques Grôs,\n72 planches toutes coloriées à la main avec le plus grand            Sachse, Stôrmer, Hanser, Schwerdtfever et Schmüser,\nsoin. D e ces 72 planches, 24 sont consacrées à l’étude              Schenk, Seeling, Richter, Curjel e t Moser, Puttfarcken\nde la plante et les 48 autres à ses applications orne­               et Janda, L u d w ig et Hülssner, Peter et un grand\nmentales.                                                            nombre d’autres architectes de talent ont leurs œuvres\n     L a plante est représentée dans cet ouvrage sous tous           architecturales reproduites dans cette magnifique publi­\nses aspects. O n y vo it com m ent,de l ’étude de la nature,         cation.\nle travail peut être charm ant et logiquem ent approprié                 Il serait trop long d’énumérer les noms de tous les\nà sa destination et selon les ressources constructives de            artistes qui collaborent à ce bel ouvrage, qui s’adresse\nla matière. N ous conseillons vivem ent aux décorateurs               non seulement aux architectes mais aux élèves et à\n et aux architectes d’étudier ce beau recueil.                        tous ceux qui s’intéressent h l’architecture.\n                                                                         Ce travail met en relief les nombreux spécimens de\n                                                                      l’architecture moderne d’A llem agne. A ceux qui igno­\n                                                                      rent la valeur artistique et la beauté des conceptions\n     « N eubauten ». ( E . A . S e e m a n , éditeur à L eip zig .)—\n                                                                      d’architectes allemands nous conseillons cet ouvrage\n Superbe recueil de maisons particulières, maisons de\n                                                                      dans lequel ils trouveront des reproductions d’églises,\n com m erce,v illa s , monuments publics, religieux et civils\n                                                                      banques, gares, maisons urbaines, villas, etc , édifiées\n construits durant ces dernières années et dus au talent\n                                                                       en Germanie et témoignant la plupart d’une certaine\n des m eilleurs architectes allemands. Cette belle revue\n                                                                       originalité.\n d’architecture, publiée sous la direction de M M . N eu ­\n                                                                          Nous parlerons dans un prochain numéro des livrai­\n  meister e t H âberle, architectes et professeurs à Carls ­\n                                                                       sons postérieures à la 150.\n ruhe, est éditée avec un soin tout spécial par M. E . A.\n                                                                          P rix d’une livraison de Neubauten 1.80 mark; abon­\n  Seemann, éditeur à L eip zig. L ’ouvrage paraît de­\n                                                                       nement annuel (12 livraisons) 15 marks.\n  puis 1894 en douze livraisons annuelles. Toutes les                     E. A . Seemann éditeur, Gartenstrasse, 15, Leipzig.\n  reproductions sont faites d’après photographies accom­                                                                         a . v. W.\n  pagnées des dessins de la construction, coupes, plans,\n  commandes des pierres, profils, détails, le tout claire­\n  ment dessiné et perm ettant d’étudier avantageusement                   L iv r e s reçu s : C h a r l e s B e r n a r d : La belle douleur.\n  l ’art de bâtir.                                                     Lucanie. F r a n ç o i s L a t t a r d : Le sortilège de vivre.\n\n\n\n\n                                WHITE 1IOUSE, A SPA (1898).                                     PAU L JASPAR.\n                                                              (Du Vieux, du NeuJ)\n"}, {"page_pdf": 93, "texte": "64                                                    LA GERBE\n\n                                                                 « L ’A u b e » ( 1er fév rier). — Un bon conte d ’A lbert\n                                                              B erthel : L a Parabole de l'amour déçu.\n                                                                 Vers d’E m ile Jom eaux et de G. Josse. Un Conte de\n                   Les Revues                                 N oël (de G abriel de Sart), agréable à lire et très jo li­\n                                                              m ent term iné par une belle figure de style.\n   « L ’Œ u v r e » (de jan vier) consacre un numéro spé­\ncial à un poète com plètem ent inconnu, — E lie Lupano          \" D u re n d a l. \" Im portant numéro de N o ël, avec\n— et qui certes m érite l’hom m age des jeunes poètes         une nouvelle couverture, composition de M . G isbert\nValentinois.                                                  Com baz. Des vers de Severin, Franz A nsel, Christina\n   U ne note de Jules N adi nous dit rapidement l’œu­         Rosseti. Des pages inédites d’Ernest H ello , Barbey\nvre de Lupano, puis Paul M arius A ndré, dans un court        d’A u re v illy , O ctave Pirm ez.\narticle, m élancolique et de grand charme, nous conte\nla vie triste du poète, m ort à 31 ans, dans un hôpital\n                                                                 « L ’E r m ita g e » (février) — U ne excellen te critique\nde Valence.\n                                                              d ’A ndré G ide à propos des Déracinés, de M aurice B ar­\n   Suivent alors des œuvres de Lupano, vers remarqua­\n                                                              rés.\nbles souvent, ceux-ci entre autres...\n                                                                 L a F in des Borgia. Intéressante adaptation de Jacques\n     I l descend, i l descend dans cette mer immense          des Gâchons.\n     Comme un lys de douleur nu milieu desflots gris             De jolis vers de Ramaekers, où ces deux-ci que nous\n                                                              remarquons :\n     T u te rappelleras que là-bas i l repose\n                                                                  Toute vie pour naître a dû germer dans l'ombre,\n     Sur un lit de varech et de sable argente\n                                                                  Comme germe un poème en l'ombre du cerveau.\n     E t qu’i l n'a même p as, tremblante et demi-close,\n     Unefle u r pour charmer son immobilité.                  de M. Edm ond Jaloux, Octobre, d’une délicate et fine\n                              (L a tombe du petit mousse.)    m élancolie ; M arc Lafargue, Edm ond P ilo n et A lbert\n                                                              J. Brandenbury ont aussi de bons poèm es. D 'intéres­\n     Oui, nous avons assez de vieillards de vingt ans         santes chroniques et quelques dessins dont un portrait\n     O ui vont pâles et froids par lesjours de printemps,     du poète Paul Fort.\n               L e long des ruelles infâmes,                                                *\n     Alors qu’au plus profond des bois les amoureux\n                                                                  « L a L u t te » consacre son numéro de février à\n     Echangent des serments dans les sentiers ombreux,\n                                                              l ’apologie de l’esthétique franciscaine.\n               E t sentent tressaillir leur âme !\n                                                                  U n article d’Edgar Richaum e : L a Philosophie de\n     Oui, nous en avons assez des vendeuses d’amour           St-François, des vers intéressants de G eorges Ram ae­\n     Qui se montrent la nuit et qui dorment le jou r          kers, de bonne prose d’Edouard N ed, M aurice D u l ­\n                                                              laert, A lb ert B erthel, P o l Demade, etc.\n              Dans des lassitudes étranges,\n     Quant aux seuils des couvents se traînent à genoux           Ce numéro est en outre orné de deux hors texte, la\n     Des vierges qui n'ont pas de passe-temps plus doux       statue de St-François d’A ssise, par Sacharie A strug\n              Que d’être amoureuses des anges.                (d ’après A lon zo C an o), statue qui se trouve exposée\n                                                              depuis longtem ps déjà chez Christofle, à B ruxelles, et\n                                       ( Sursum Corda.)\n                                                              la mort de St-François d’Assise, d’après une fresque\n                                                              de G iotto.\n   « L e M e rcu re d e F r a n c e » (num éro de février).       L ’esthétique franciscaine est ardemment présentée et\n— U n conte n aïf: L e Triomphe de la Laideur, étrange        défendue par les artistes chrétiens de la Lutte.\net impressionnant d’A lexan dre U lu r. — Des ballades\nde Paul F o rt. U ne intéressante étude sur W a lter Pater,\ncritique et littérateur, d’A rth u r Sym ons (traduit par       « L ’E sso r. » — N um éro spécial consacré à E m ile\nG . K noff) Des notes mordantes de R em y de G our ­          Zola, où des opinions diverses se coudoient, la plupart\nmont. N ous y relevons aussi l’annonce d’une nouvelle         favorables à Zola d’ailleurs.\nœ uvre de G . Rodenbach sur A lphonse Daudet: L 'E lite.\n   Dans la Revue des Palais une étude de C am ille M au ­\n                                                                « L e S illo n . » — U ne bonne m onographie d’A l­\nclair sur le Roman de Dem ain, dont notam m ent il dit\n                                                              phonse Daudet par Jacques Cor, qui l’apprécie comme\ndans sa définition :\n                                                              naturaliste aim able et styliste brillant.\n   « E levons le Rom an de l ’émotion nerveuse à l’émo ­\n                                                                De la bonne prose traduite de Rudyard R ip li n g une\n  tion in tellectuelle, écoutons battre le cœ ur du monde\n                                                              curieuse étude : Une vieille hérésie, d’André Dareau.\n» et qu’il règle les nôtres. E t surtout que l'hom ogé ­\n  néité du discours, du style et du ton ne leur soit plus\n» une loi. — L es âmes sont com m e les places publi ­          « L e M a g a sin L it t é r a ir e . » — A u numéro de jan ­\n  ques où l ’on dresse l’échafaud d’un roi, où l’on décrète   vier de l’intéressante prose de M . Berthel: L'Effroyable\n» une ère n ou velle à l’endroit même où hier les mar­        Seconde. Des vers gracieux de Jean D rève, quelques\n  chands vendaient leurs légum es: le rom an,m ém orial       autres de Prosper R oidot qui nous plaisent.\n» de l’âme collective, doit,com m e elle, accueillir toutes\n  les form ules. »\n   Et il sem ble décréter le roman d’aventures, repris          « R e v u e d e P a r is . » — Des lettres inédites de V ic­\npar les intellectuels, comme étant celui-là.                  tor H u g o . Etude sur le poète D ’A nnunzio et son œ uvre.\n"}, {"page_pdf": 94, "texte": "                                          REVUE D'ART ET DE LITTÉRA TU RE\n                                                                                                                                       65\n    « H u m a n ité N o u v e lle . » — Des vers traduits de                    Notons de fort belles reproductions d’œuvres de ce\nl ’allemand de Julius von den Traum :                                         maître graveur.\n                    Les cygnes s'envolent                                       Des affiches et estampes remarquables de MM. F o ­\n                    D u lac verdoyant                                         rain, Grün, J. Faverot, G eorges Redon, H. S. Ibels,\n                    E t de leur plumage mille larmes                          W histler, Cézanne, H. P. Dillon.\n                    S 'épendirent en larmesfines.                               Un délicieux frontispice, de l’artiste belge Henry\n                                                                              Meunier, pour les contes de Mlle Blanche Rousseau.\n   Etude d’E lie R eclus sur les religions et les supersti­\n                                                                                L ivraison de février 1898 (n° 2, 2° année). — A rticle\ntions. U n e délicieuse n ouvelle de V an d e P u tte: J'aime.\n                                                                              consacré au maître Fantin-Lacour. Reproduction de\n                                                                              nombre de ses travaux.\n   « R e v u e d ’a rt d ra m a tiq u e . » — U ne enquête sur                   Suite de l ’article consacré à C . F. G aillard.\nla question sociale du théâtre avec des opinions de                              Des affiches et estampes remarquables de MM. Eu­\nplusieurs littérateurs. T ro is actes d’une pièce inédite                     gène Carriès, Mucha, H. S. Ibels, Peské, N ocq, Pal,\nde Lucien Besnard.                                                            Charpentier, Maurin, Odilon Redon.\n                                                                                 Des médailles de M M . Chaplain, Patey, D elove,\n                                                                              J. P. Droz, Rupert Carabin, Henry Nocq.             a . v.w .\n  « C o sm o p o lis. » — T o m . U ne petite nouvelle de\nJacques Armand. V icto r Barch : Etude sur Hoen et\nG eorges Sand.                                                                   « T h e A r tis t. » — Cette superbe revue a pris une\n                                                                              importance considérable.\n   « K u n s t » nous envoie ses trois derniers numéros                          L a livraison de mars 1898 est fort belle.\ndes 5,9 , 21 février. N ous y avons lus de bons articles                         A rticle intitulé : A Modem Memling, consacré h\net des vers intéressants. Q uelques jolis croquis ornent                      notie compatriote Edmond Van H ove, qui prend une\nle texte. T o u te notre sym pathie à cette vaillante revue.                  belle place parmi les peintres mystiques de notre\n                                                                              époque.\n                                                                                 Ses meilleures toiles: Mater Amabilis, Tempus,\n     « In n s n - D e k o r a t io n . » ( A l e x a n d e r K o c h , édi­   Legenda, Historia, Une sorcière, S t-Jean, St-Luc, La\n teur, Darm stadt). — B e lle publication d’architecture                       Vierge, sont reproduites dans ce numéro.\n  et de décoration intérieure.                                                   Reproduction d’une œuvre remarquable d’un autre\n     L es livraisons de jan vier, février et mars 1898 contien­               B elge, A lbert Baertsoen: Vieux port en ville morte.\n  nent des œ uvres réellem ent belles, qui nous donnent la                       Des œuvres de M M . John W . Alexander, des com ­\n  valeur véritable de l ’am eublem ent d’A llem agne, que                     positions fantaisistes de Steinlein: Le Chat et la Gre­\n  l’on accuse trop souvent de lourdeur.                                       nouille et Ça brûle. Vers la Sérénité, sculpture de\n     T rès curieux les meubles en gothique tyrolien de                        M. Rousseau, exposée au récen t salon de «Pour l’Art»\n  M M . A nton L och n er et H. K irchm ayr, architectes.                     à Bruxelles.\n  C ette belle publication donne aussi des œuvres des                            U n article consacré au portraitiste Archibald Stuart\n  artistes anglais, autrichiens, etc., de sorte qu’elle forme                 W ortley et à la «Portraits Pointers Society».\n  un organe sérieux de l'am eublem ent contemporain.                              Quelques pages dues à M. A . H orsley Hintou et\n     M M James A . M orris, architecte à A y r (Ecosse),                      consacrées à la photographie. D e belles applications\n  A . M essel et M ex. N . Paterson sont représentés dans                     de M. Demachay\n  Innen-Dekoration par des ameublements modernes                                  Une maison à Surrey, œuvre de M. W illiam A . Pi te,\n  pleins de goût.                                                              nous préférons les applications décoratives de M M . H.\n     N ous regrettons que la place nous fasse défaut pour                      et J. Cooper.\n  énum érer toutes les belles choses publiées dans les                            Un bel hors-texte : The Swimming de J. (1. M illais.\n. trois prem ières livraisons de cette année.                                  Des dessins et croquis du même artiste.\n     N ous conseillons cette superbe publication à tous                           Notons encore les œuvres de Miss A ndrey T re v e ­\n  les architectes belges qui, pour la plupart, l'ignorent.                     lyan . Miss Hilda, M. Pemberton, E thel W right, M. L .\n                                                                               H ankley, Cecil J. Hobson, K . A . Béherma, Miss M.\n                                                                               J. Gibson, Miss W . H. Thomson, A lyn W illiam s,\n    « L ’E sta m p e e t l ’A ffic h e . » (D irecteur: C l é m e n t          E . W . Andrenos et M. Deuvent Wood.\n J a m i n ; R édacteur en chef: A n d r é M e l l e r i o ; Rédac­\n tion et administration : 50, rue S te Anne, Paris.) — L es\n                                                                                  « L e s M a îtres de l’A ffich e» (numéro de mars 1898).\n livraisons de jan vier et février 1898 sont bien conçues\n                                                                               — U ne prime de Steinlein pour les abonnés. Quatre\n et remarquables par l’excellen ce, la diversité et le\n                                                                               affiches de M M . Chéret, Lautrec, Réalier-Dumas,\n nombre des illustrations qu’elles contiennent.\n                                                                               W oodburg.\n    Com m e le dit fort exactem ent le programme de\n l'Estampe et l ’Affiche, cette revue continue ses études\n de fond sur les artistes en vue, en s’efforçant également                        « T h e S tu d io . » — Livraison de février 1898.\n de mettre en lum ière ceux dont le talent réel est encore                        Une superbe planche hors-texte en couleur MElan g\n peu connu. E lle publie avec exactitude les nouveautés                        de M énil de M. Fernand Knopff. A rticle : l'Œ uvre de\n parues chaque mois, non seulement chez les éditeurs                           E . B arough-Johnson par A . L . Baldry, accompagné de\n et les marchands, mais aussi chez les artistes, que la                        plusieurs planches fort belles.\n revue aidera ainsi à se faire connaître, en toute indé­                          Nous aimons les vitraux de MM. Oscar Paterson et\n pendance.                                                                     Harry Thomson pour leur composition originale et\n    Livraison de janvier 1898 (n° 1, 2e année). — Une                          leur technique irréprochable.\n étude de fond sur un artiste en vue, C . F . Gaillard.                           De jolies études du peintre N ico Jungmann. A dm i­\n"}, {"page_pdf": 95, "texte": "66                                                              LA GERBE\n\nrons surtout la superbe planche en couleur de cet                            De belles applications d’étoffes de M M . M .-P . V er ­\nartiste intitulée du nom naïf Neeltje Tuyp.                                neuil, M m e D e Rudder, G . De Feure.\n  S ix pages consacrées au célèbre caricaturiste français                    L es jardinières en fer forgé de M M . Charles B o u ril ­\nCaran d A c h e .                                                          lon et de M lle M. H enning nous paraissent peu lo gi­\n  Des œ uvres de M M . Eleanor F . Brickda, F . D er ­                     ques, nous préférons les projets de M M . A drien Bru ­\nw en t W ood, A lfred T urner, M ary T o w go ost, H .                     neau et A lb ert Vanderplancke.\nHughes-Stanton et T alb o t H ughes, H. C . F ehr, Miss                                                      A\nM. R . H ill Burton, Joseph Stevens, H einrich V o geler,                     « T h e A r c h it e c t u r a l R e v i e w ( 1 ) . » — L es trois\nHenrique Bernardelli, Charles K een e.                                     prem ières livraisons de la nouvelle année de The\n                                                                           A rchitectural Review, ont parus et sont éditées avec\n   « A c a d e m y A r c h it e c t u r e a n d A r c h it e c t u r a l   grand luxe.\nR e v i e w . » — C ette belle publication d’architecture                     N otons dans ces trois livraisons de remarquables\net de sculpture reproduit,dans son numéro de 1897, des                     reproductions de sculptures accom pagnant un article\nœuvres m ultiples, variées et remarquables dues à des                      consacré à la vie et à l ’œ uvre de Jean Carriès, le célè­\narchitectes et sculpteurs de talent. L es A nglais sont                    bre sculpteur f rançais.\nbien représentés dans cette livraison et se révèlent\nartistes novateurs par leurs cottages pleins de charmes.                     « L a R e v u e p o p u la ir e d e s B e a u x - A r t s » annonce\nCitons les habitations rustiques dues à M M . W im p e ­                   dans son num éro du 5 mars un con cours. d’affiche\nris et A rber, Bastem an, Thom as W . Cutler, M . H.                       pour la Socité populaire, avec un p rix de 300 francs,\nB aillie Scott, Ernest G eorges et Y ates, A rth u r K een ,               divers objets d’art et divers abonnements.\nP ercy E. N ew ton, James Ransom e, W . Frank B right.                       Pou r tout renseignem ent s’adresser au secrétariat,\n   N ous aimons surtout les Semi-Detached Houses à                         13, rue G ra n g e-B atelière. D ernier délai d’envoi :\nDouglas (Ile de Man) de M . H . B aillie Scott.                            1er mai 1898.\n   M. Franken-W illem aers de B ruxelles est représenté\ndans ce numéro par la V illa, Mon Caprice, à Court-St-                       « L a F é d é r a tio n A r tis tiq u e » du 6 mars contient\nE tienne. C ette construction accuse une certaine origi­                   un excellen t article d’E dgar Baes : Les lois du pittores­\nnalité ; son élégance plaît.                                               que.\n   De M. Ferdinand Boberg, de Stockholm , un monu­\nment original et de bon goût, le Palais de l ’A r t à l ’E x ­                « D e k o r a tiv e K u n s t. » — L e n° 3 (janvier 1898) de\nposition de Stockholm 18 9 7.                                              la revue Dekorative K un st est de toute beauté. P lu ­\n   C ’est une œ uvre grande, m ajestueuse,dont les m oin­                  sieurs planches coloriées font de ce numéro une\ndres détails sont traités avec recherche.                                  livraison exceptionnelle. N otons de superbes poteries\n   L e relief (sculpture) d e M . E sther M . M oore est de                de la M anufacture royale de Porcelaine de Copenhague.\ntoute beauté.                                                              Des reliures de M . T .-J . Cobden-Sanderson. Des\n   R elevons les noms des grands artistes dont les sculp­                  œ uvres de M M . Burne-Jones. miss M ary N ew ill,\ntures paraissent dans ce numéro :                                          A rn old B öcklin, M. V . Schwind., C . U le, R . E valdre,\n   M M . E sther M . M oore, E lla R . Courtois, K e llo ck                H . Christiansen, M. R oth, R. Hesse, E ugèn e Grasset,\nBrow n, Pitten drigh M acgillivray, John H ughes, C.                       P . V uillard, R o u ssel. U n article consacré à l’archi­\nW . Jew itt, Cuno von U chtritz, Ernest Seger, F ritz                      tecture française. M M . K ögel, Schum acher, Jord\nHeinem ann, W alter Schott, W ilh elm Haverkam p,                          M adox Brow n sont bien représentés dans ce numéro.\nH ennann K o ko lsky, H . Uberbacher, O tto G lauflügel,                      N ° 4 (février 18 98).— Des reproductions de monu­\nH einrich G ünther-G era, F ritz Hausmann, V icto r Seif- ­                ments com m ém oratifs dûs à M. Bruno Schm itz, archi­\nfert, Johannes G ö tz et A . Bosch.                                        tecte. U n article élo gieu x consacré à l’architecture\n  Academy Architecture and Architectural R eview est                       intérieure en B elgique. D e forts belles planches de\néditée avec un soin tout spécial par M . A le x . K och,                   M M . G . Serrurier-B ovy, V a n d i V eld e, V an R y ssel ­\narchitecte à Londres (1 ).                                                 berghe et Paul Hankar. De beaux projets de lampes\n                                  *                                        de M M . E . v. O ppolzer, Konrad G oschw end, V icto r\n   « A r t e t D é co ra tio n . » — N um éro de jan vier 1898.            B atteu x et H u go L even . Des affiches de M M . T h.\nA rticle remarquable de M . G ustave Soulier, consacré                     H eine, Hans U n ger, A . R o ller. L a suite de l’article\nà l’œ uvre de M . L év y-D h u rm er, peintre de grand talent.             consacré à l ’architecture française moderne.\nL es œuvres de cet artiste, que publie A r t et Décora­                       C ette livraison contient encore un grand nombre\ntion, sont à retenir, citons L a Bourrasque, Frise des                     d’autres docum ents intéressants, parmi lesquels\nTritons, Portrait de M . Raraisson-Mollien, Circé, Por­                    notons le portail de l’usine d'électricité à Stockholm ,\ntrait de M . Georges Rodenbach, Eve et Etude de Châ­                       par Ferdinand B oberg, architecte.\ntaignier.                                                                                                                         a . v.   w.\n\n\n (1). Parait un volume en juin et décembre. Prix 6 frs. En vente chez        (1). L a livraison 0.80 tr. Vente et abom em ent chez MM. D ietrich\nM. E . Lyon-Claesen, éditeur, 8, rue Berckm ans, Bruxelles.                et Cie, Bruxelles.\n"}, {"page_pdf": 96, "texte": "                                           REV U E D’ART ET DE LITTÉRA TU RE\n                                                                                                                                       67\n\n                                                                           M. Saint-Georges de Bouhélier (qui devait présenter\n                                                                           l’esthétique des Naturistes) par laquelle il s’excuse de\n                                                                           ne pouvoir assister au congrès, de graves intérêts le\n                           Çà et là                                        retenant à Paris.\n                                                                             Il développe ensuite ses théories, séduisantes d’ail­\n   T u r i n . — E xposition rétrospective d’art chrétien,                 leurs, mais peu solides et dont son contradicteur _\nen mai 1898.                                                               Edgar Richaume — attaque les bases dans une cau­\n                                                                           serie spirituelle.\n  V i e n n e . — E xposition internationale des beaux-arts,                 M. Picard, ensuite, parle, lui, brillamment, non pas\nau Künstlerhaus. — D ’avril à juin 1898.                                   de l’art social, mais bien plutôt de l’art socialisé, et\n                                                                           déclare ne pas se soucier d’école, ni de système en art,\n   B e r c k e l e y (C aliforn ie). — Concours international              pourvu qu’une impression esthétique ressorte d’une\npour la construction d'une université.                                     oeuvre.\n   Pour tous renseignem ents s’adresser au conseil d’ad­                     M. Paul Mussche, dans la séance de l’après-midi, lui\nministration de l ’U niversité, 217, rue Sansome (San-                     reproche en substance de se préoccuper trop de l’im ­\nF ra n cisco .                                                             pression produite au détriment de celle à produire. Il se\n                                                                           montre orateur chaleureux et se fait longuement\n    L es artistes suivants ont été promus et nommés dans                   applaudir.\nl’Ordre de L éop old .                                                         M. Charles Bernard monte ensuite à la tribune et\n    Officiers : M M . Blom m e, architecte, à Anvers ; De                  dénie au chrétien le pouvoir d’être aussi complètement\nla Censerie, id ., à Bruges ; D evaux, artiste-peintre, à                  artiste que le panthéiste, déclarant, entre autre, que\nB ruxelles ; Drion, directeur de l’Académ ie des Beaux-                    l 'a rt n’est pas sans immoralité. Heureusement il nous\nA rts, à Gand.                                                             prévient — était-ce bien utile ? — que c’est là un para­\n    Chevaliers : M M . Charlet, artiste-peintre, à Bru­                    doxe.\nxelles ; de la Hoese, id., id. ; Desvachez., graveur, id. ;                    M M . Edouard Ned et N ilis répondent.\nDe Vreese, statuaire, id. ; G ilsoul, artiste-peintre, id. ;                   Georges Ramaekers enfin, présente l’A rt pour Dieu.\nHamesse, id., id.; Heins, id., à G an d ; Joors, id., à                    Sincère et expressive, sa parole charme; à plusieurs\nA nvers; Lagae, statuaire, à B ruxelles; Lam botte,                        reprises les applaudissements l’interrompent. Il dé­\nsecrétaire de l ’Exposition des Beaux-Arts ; Lauw ers,                     montre, en résumé, que l’art pour Dieu est la véri­\ngraveur, à A nvers ; Leem poels, artiste-peintre, à Bru­                   table interprétation de la devise dont nul ne se serait\nxelles ; L ico t, architecte, id. ; Marchand, id., à G and;                étonné : L ’art pour le beau, et que l’esthétique chré­\nM ertens, artiste-peintre, à A n vers; M otte, id., à Bru­                 tienne dépasse et résume toutes les autres.\nx e lle s; N aert, architecte, à Bruges; Seghers, artiste-                     M. Mecislas G olberg met ensuite, dans une véhé­\npeintre, à B ruxelles ; Van den Bussche, professeur à                      mente im provisation, l’individualisme en art, au-dessus\nl ’Académ ie royale des Beaux-A rts, à A nvers ; Van der                   de toute esthétique.\nL inden, statuaire, à L ouvain ; Van H ove, artiste-pein­                      Enfin, les débats sont clos par la lecture d’une lettre\ntre, à Bruges ; Verhaert, Pierre, artiste-peintre, à                       de A . Jounet, directeur de la Résurrection, qui se\nA nvers.                                                                   déclare en parfaite concordance d’idée avec les poètes\n    T o u t ceci à simple titre de renseignem ent, car nous                de la Lutte.\nne voyons pas quelle joie un artiste peut bien éprouver\nà se vo ir autoriser à fleurir sa boutonnière d ’un bout                     Exposition de l ’union des femmes peintres et sculp­\nde ruban.                                                                  teurs, du 8 au 31 mars,à la galerie G eorges P etit, à Paris.\n\n   C o n g r è s l i t t é r a i r e d e B r u x e l l e s . — Séance du     M. Georges Thurner, le peintre alsacien, connu et\nsamedi 19 février. C ’est à la vaillante pléiade des poètes                apprécié, a réuni dernièrement toutes scs œuvres des\nde la Lutte qu’est due toute l’initiative de l’organisa­                   dernières années en une exposition.\ntion du Congrès littéraire qui s'est ouvert samedi à                         Notre confrère la Revue populaire des beaux-arts\nquatre heures au Palais des Académ ies (salle de mar­                      déclare que des œuvres de M. T hurner ressort une\nbre) sous la présidence de M. de H aulleville.                             personnalité remarquable et applaudit aux efforts du\n   P ublic nom breux et d’ailleurs attentif.                               sympathique artiste.\n   M. G eorges Virrès délim ite le terrain des débats :\nToute question philosophique, comme base d’esthé­                            A Anvers une grande vente aura lieu, paraît-il. L es\ntique étant écartée, des quatre en présence ( L ’A rt                      œuvres contenues en le musée K ins vont être mises\npour l ’A r t — L 'A r t social — L e Naturisme — L 'A r t                 aux enchères.\npour Dieu — ) quelle est la form ule la plus propice aux                     Parmi les œuvres des Corot, des D elacroix, des\ncréations d’art ?                                                          Diaz, des M illet, des Meissonier, des Leys. Parmi les\n   M . Valère G ille , dans un discours chaleureux et                      maîtres anciens : Van D yck, G uyp, M em ling. Teniers,\nécouté avec sym pathie, présente et défend : l’art pour                    Rembrandt, etc.\nl’art, et déclare que l ’art, rien que l’art, doit préoccu­\nper le poète ou l’écrivain, c’est-à-dire la forme.                           A l a G r a n d e H a r m o n i e (16 fév rie r).— L e concert,\n   M. Edouard N ed (secrétaire du Congrès) combat,                         donné par M. Jansens, le pianiste déjà connu et appré­\ndans une riposte serrée, les argumentations de                             cié, nous a permis d’applaudir encore à ses nombreuses\nM . G ille .                                                               qualités de virtuose. La ballade en sol de Chopin et le\n   Séance du dimanche 20 février. — A u début de la                        carnaval de Schumann, ont été particulièrem ent bril­\nséance M. M ontfort donne lecture d’une lettre de                          lants d’exécution.\n"}, {"page_pdf": 97, "texte": "68                                                      LA G ERBE\n\n   Madame M iry-M erck, com m e toujours, nous a déli­           ou les différences qui existent entre l’allégorie et le\ncieusement charmé dans ses quatre chansons de G rieg             sym bole? E tablir et caractériser, par des exem ples\net de Brams; sa diction est tout sim plem ent m erveil­          em pruntés à l’histoire de la peinture, les élém ents\n leuse.                                                          essentiels qui rapprochent ou distinguent ces deux\n   M. Josz (vio lo n iste), lui aussi, a été remarquable         conceptions esthétiques.\ndans l ’allégro de la sonate en la de César Franck, d’un            Deuxième question. Faire l’histoire de la céram ique\nbeau sentiment, exécuté avec âme, et dans le concerto            au point de vue de l ’art, dans nos provinces, depuis le\nde M ax-Brug, enlevé avec une virtuosité surprenante.            XVe siècle jusqu’à la fin du XVIIIe siècle.\n   Soirée remarquable donc et succès m érité aux trois              Troisième question. Ecrire l’histoire des édifices cons­\nartistes. Nous les félicitons, pour term iner, du choix          truits place de l ’H ôtel de V ille à B ruxelles, après le\njudicieux des oeuvres exécutées, qui m irent en lum ière         bombardement do 1695. E xposer les faits, donner une\nle génie de ces maîtres respectés.                               appréciation esthétique des bâtiments et faire connaî­\n                                                     H. H.       tre leur im portance au point de vue de l'histoire du\n                                                                 style architectonique auquel ils appartiennent.\n  U n nouveau périodique allem and a vu, depuis peu,\n                                                                    Quatrième question. Faire l ’historique de la partie\nle jour. Das N arrenschif (La Barque des fous) est une\n                                                                 spécialem ent m usicale de la chanson flamande (origine\npublication dans le genre du Jugend , illustrée de cari­\n                                                                 des mélodies et des formes rythm iques), depuis le haut\ncatures en noir et en c o u le u r .\n                                                                 m oyen âge jusqu’aux temps modernes.\n                                                                    L a valeur des m édailles d’or présentées com m e prix\n  Paraîtront prochainem ent, deux oeuvres de haut                sei'a de huit cents francs pour la première question, de\nintérêt : Les Aubes, drame lyrique d’E m ile Verhaeren           mille francs pour la deuxième, pour la troisième et pour\net Le mendiant ingrat, de L éon B lo y , le magnifique           la quatrième question.\nauteur de L a fem m e pauvre.                                       L e s m ém oires envoyés en réponse à ces questions\n                                                                 doivent être lisiblem ent écrits et peuvent être rédigés\n   U n e commission vien t d’être form ée à Spa pour             en français, en flamand ou en latin. Ils devront être\nrecueillir, en un musée, les spécim ens anciens de tous          adressés, francs de port, avant le 1er juin 1898, à M . le\nles produits de l’industrie locale, connus sous le nom           Secrétaire perpétuel, au Palais des Académ ies.\nde « B oites de Spa ».                                              A r t appliqué. Gravure en taille-douce. O n demande le\n   A p p el est fait a ux détenteurs de ces bibelots anciens     portrait en buste, gravé en taille-douce, d’un B elge\npour qu’il consentent à s’en dessaisir au profit du              contem porain, ayant une notoriété reconnue dans le\nmusée.                                                           domaine politique, adm inistratif, scientifique, littéraire\n   L e s objets porteront la m ention des donateurs.             ou artistique.\n( S ’adresser : A lb in B ody à Spa).                               L e p rix sera de 800 francs.\n                                                                    Sculpture. On demande un bas-relief (à figures dem i-\n    L e sculpteur Van der Stappen est invité par l ’aca­         nature) représentant la B elgique recevant les Nations\ndém ie des arts de Berlin, à réunir une vingtaine de ses         étrangères à l ’occasion de l’E xposition internationale\ndernières œ uvres en un salon spécial qui fera partie de         de Bruxelles.\nl ’exposition d’art national allem and s’ouvrant à B e rlin         L e p rix sera de 800 francs.\nle 1er mai 1898.\n                                                                    L a com m une de H uyssinghen-lez-H al ouvre un con­\n    L ’éditeur A rth u r Botte, vient de publier les 85, 86 et\n                                                                 cours pour la construction d’une école de garçons. On\n87me livraisons de son grand ouvrage L ’A r t Flamand.\n                                                                 peut se procurer le program m e et le plan du terrain à\nCes dernières livraisons sont consacrées aux lithogra­\n                                                                 l’Adm inistration com m unale de H uyssinghen. R em ise\nphes, miniaturistes, dessinateurs et paysagistes de\n                                                                 des projets avant le 1er avril 1898.\nl ’école 1830 — un texte intéressant de Jules du Jardin.\n\n\n   O n vient de p lacer dans le salon carré du Palais des           U n e exposition de peintres néo-im pressionnistes\nB eaux-A rts (salle des gothiques), une Descente de              s’ouvrira en septem bre prochain, à B erlin , sous les\nCroix de l'anversois H enri de C lerk qui, assez visible­        auspices du com te de K essler.\nment, s’inspire du tableau de Rubens, et un Rosaire de              M . Van R ysselberghe est invité en outre à réunir un\nD e Crayer, très mal placé, soit d it en passant.                ensem ble de ses œ uvres du Künsterhaus de Vienne\n                                                                 qui sera inauguré au com m encem ent de l’hiver.\n\n  M. Jules V an d en H erd e, le jeune architecte gantois,\n                                                                    Jeudi 25 février, s’ouvrait au musée, la quinzième\nvient de rem porter le prix du concours de Gand.\n                                                                 exposition de la L ib re Esthétique. A u prochain numéro\n                                    «                            nous donnerons un com pte-rendu de cette intéres­\n     A c a d é m ie   royale   B e l g i q u e . — Classe des\n                               de                                sante exposition. A u prochain aussi la reproduction de\nBeaux-Arts. P r0gramme du concours pour 1898. Partie             l’affichette — très remarquée et si jo lie de couleur —\nlittéraire. Première question. Q uelles sont les analogies       de M. G isbert Com baz.\n"}, {"page_pdf": 98, "texte": "      \" LA LUTTE \" revue catholique d’art D irecteur: G . R A M A E K ER S,114\nr u e F r a n k lin S e c r é t. d e r é d a c tio n :E d o u a r d N E D , 3 4 , r u e d u\n                                                                                                                                                                       Conseil, a\n                                                                                                                                                                                rîtm\n                                                                                                                                                                                   p\n                                                                                                                                                                                   Bruxelles\n                                                                                                                                                                                     ensuellem ent\n\n\n                                  A R T                                              &       D É C O R A T I O N                                                       L a\n\n             l i v        r a         i s o                                          n        :       2               f r a n                     c s          R           e       v    u                    e\n                                         m\n                                         ’A\n                                          ,ld\n                                            n\n                                            so\n                                             -S\n                                              a\n                                              éb\n                                               h\n                                               :T\n                                                irectu\n                                                     D\n                                                     13\n                                                      fyP\n                                                        L\n                                                        vg'&\n                                                         R\n                                                         IO\n                                                          U\n                                                          E\n                                                          HN\n                                                           G\n                                                           C\n                                                           2\n                                                           ;8\n                                                            0\n                                                            5\n                                                            .—\n                                                             W\n                                                             d\n                                                             n\n                                                             lm\n                                                              a\n                                                              eu\n                                                               S\n                                                               V\n                                                               T\n                                                               A\n                                                               K\n                                                               M\n                                                               i,à\n                                                                 ’rtéco\n                                                                      h\n                                                                      sU\n                                                                      É\n                                                                      R\n                                                                      B\n                                                                      D\n                                                                      E\n                                                                      Ovk\n                                                                        Z\n                                                                        fIH\n                                                                          L\n                                                                          :J\n                                                                           '—\n                                                                           Œ\n                                                                           x\n                                                                           p\n                                                                           4\n                                                                           Y\n                                                                           .N\n                                                                            P\n                                                                            -G\n                                                                             3\n                                                                             C                                            E\n                                                                                                                          DS\n                                                                                                                           X\n                                                                                                                           B\n                                                                                                                           R\n                                                                                                                           U\n                                                                                                                           O\n                                                                                                                           C\n                                                                                                                           A\n                                                                                                                           L                                                                    1,B\n                                                                                                                                                                                                  IS\n                                                                                                                                                                                                  R\n                                                                                                                                                                                                  A\n                                                                                                                                                                                                  P\n                                                                                                                                                                                                  cin\n                                                                                                                                                                                                    p\n                                                                                                                                                                                                    sC\n                                                                                                                                                                                                     rd\n                                                                                                                                                                                                      leva\n                                                                                                                                                                                                         u\n                                                                                                                                                                                                         o                 :\n                                                                                                                                                                                                                           a\n                                                                                                                                                                                                                           n\n                                                                                                                                                                                                                           U\n\n\n\n                      V       l a                  a                      m              s        c    h          e           S       c           h       o    o       l\n\n                                                                                                              r e v u e                       m           e n s u e lle                     d ’a r t\n\n     e                                                                                                        t\n\n\n         D    E       L I T T É R A                                                                   T U             R       E           .       —\n                        D      i  r                                                                    e                  c                   t           e            u                    r\n\n\n\n\n                                  :               P                              O       L            D           E           M                   O        N       T\n\nR        e        m                     p                                        a           r         t               d                      e\n                                                                                                 l a              P           o       r           t e          d           u            R                    h   i n   ,\n\n\n\n         ANVERS Vient\n                   d                                                                                                                  e\n                                                                                                                          P a r a îtr e                        A U B E S                                 E T\n\n\n         C    R       É       P       U                     S C                          U        L       E       S\n\n\n\n         par PR O SPER\n\n\n\n         R    O           I D               O                               T                B         e          a    u\n\n                                                                                                           v o l u m                              e        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