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R a y N y s t .\n                                    L’Art et le goût dans l’Industrie.              E d g a r B a e s.\n\n                                    Chronique..............................................G.Hamesse.\n                                    Une Erreur....................................L. B.\n\n\n                                                    IL L U ST R A T IO N S :\n\n                                       RODIN, W OLFERS, ROUSSEAU, B OCHOMS.\n\n\n\n                                                       HORS T E X T E :\n\n                                                  Le Penseur d e A . R o d i n .\n\n\n                                    J U I L L E T 1899                                          N° 1\n\n\n\n\n                               DIRECTION BRUXE LLES\n                               7 RUE DE L A PEPINIE RE 7\n\nIMPRIMER I E-PHOTOGRAVUR E ,    L.        VANDAMME                         ET       C      JETTE\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1899-07-n1-003", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": null, "page_fin": null, "titre_corps": "Direction, comité, administration, abonnements", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "LA GERBERE V U E M E N S U E L L E D' ART D É C O R A T I F", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 221, "page_imprimee": null, "debut_caractere": 18, "fin_caractere_exclue": 3067, "texte": "LA GERBERE V U E M E N S U E L L E D' ART D É C O R A T I F\n\n\n\nD I R E C T I O N              :     7,    Rue de la                     P é p in iè re ,           7,       à      B ruxelles.\n                                                M. L é o n B O C H O M S , D irecteur\n                                                                          COMITÉ :\n                                      MM. RAY-NYST, Edgar BAES,\n                                          Adolphe CRESPIN, Georges HAMESSE.\n\n                                             T o u tes       le s      c o m m u n ic a t io n s      con cern an t          la\n                                      R é d a c t i o n , r e c t i f i c a t i o n s , m a n u s c r i t s , d o c u m e n ts ,\n                                      d e s s in s , p h o t o g r a p h i e s , d o i v e n t ê t r e a d r e s s é e s à l a\n                                      D i r e c t io n , 7, Rue de la Pépinière.\n                                             L e s m a n u s c r its n e so n t p a s r e n d u s .\n                                             I l s e r a r e n d u c o m p te d e t o u t o u v r a g e , r e v u e ,\n                                      l i v r e s , d o n t u n e x e m p la ir e p a r v i e n d r a à l a D i r e c t io n .\n\n                                                     Reproduction d’articles et de gravures\n                                           L a r e p r o d u c t i o n d e s a r t i c l e s , d e s s in s , e s t a b s o ­\n                                      lu m e n t i n t e r d i t e , m ê m e a v e c i n d i c a t i o n d e s o u r c e d e\n                                      p r o v e n a n c e , à m o in s d ’u n e a u t o r i s a t io n s p é c ia le .\n\n\n\n\nADM INISTRATION :\n                          L. V a n d a m m e & C°, E d ite u rs , à J e tte -B r u x e lle s\n\n                                          ABONNEMENTS :\n            B E L G IQ U E :       Un An. .          6 francs. — S ix M ois.                    .   3 francs\n            ETRANGER :              » »   ..         8 francs.\n\n                                                                     PUBLICITÉ :\n                                          P o u r les annonces, réclam es, e tc ., à in sérer dans\n                                    la R évue, s ’a d resser aux E d ite u rs qui en v erro n t le\n                                    ta r if et tous les renseign em en ts.\n\n\n\n                         AVI S               IMPORTANT\n\nP r iè r e de pren d re note\n   T o u te s les com m unications con cern an t la RÉDACTION d oiven t être adressées à\n                          M . L. B O C H O M S , D ir e c t e u r\n                                                         R U E D E L A P É P I N I È R E , 7, BR U XELLES\n\n\n\n  P o u r les ABONN EM ENTS, ANNONCES, R ÉCLAM ATIO N S, V EN TES, DÉPÔTS,\nCHANGEMENTS D’AD RESSE, etc., etc., s ’a d resser à\n               L. V a n d a m m e A. C°, E d iteu rs, J e t t e - B r u x e l les\nTÉLÉPHONE 4003\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1899-07-n1-004", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": null, "page_fin": null, "titre_corps": "Aux lecteurs de la Gerbe", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "La Direction", "ancre_debut": "AU X le c t e u r s de la G erb e.", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 222, "page_imprimee": null, "debut_caractere": 55, "fin_caractere_exclue": 4309, "texte": "AU X le c t e u r s de la G erb e.\n\n\n       C h a cu n a u jo u rd 'h u i r e c o n n a ît c o m b ie n d é s a s t r e u x a é té le r ô le d e p r è s\nque       to u t le X I X e s iè c le d a n s le s q u e s tio n s d ’art d é c o r a tif, d e ce c ô té\nd e l ’A r t q u i a p a s s io n n é le s p lu s g r a n d s m a îtr e s et qui se m b le d e v e n ir ,\nd e p a r l ’é v o lu t io n , l ’e x p r e s s io n a d é q u a te d e l ’é ta t d ’â m e d a n s le s g é n é r a tio n s\nn o u v e lle s .\n      L e m o u v e m e n t s ’a c c e n tu e d é jà p a rto u t a u to u r d e la B e lg iq u e , p etit c e n ­\ntr e p e u n é g lig e a b le p o u r ta n t, .ca r sa v it a lit é n e s ’a c c o m m o d e , p oint d ’u ne\ns im p le s u jé tio n à d e s m o ts d ’o r d r e v e n u s d e l’é tr a n g e r .\n       S i n o s a r t is t e s s in sp ir e n t v o lo n tie r s au x s o u r c e s du B ea u , d ’où q u’e lle s\na fflu e n t , s i n o u s a v o n s sa lu é a v e c jo ie l'a p p a r itio n d e r e v u e s te lle s q u e le\nS tu d io , l ’A r t d é c o r a tif, e tc . q u i n o u s p e r m e tte n t de fr a te r n is e r a v e c d ’a u tr e s\na d m ir a te u r s d e l ’A rt v r a i, n o u s v o u lo n s é c h a n g e r a v e c ce u x ci n os im pres­\ns io n s , le u r m o n tr e r , m ê lé e s a u x le u r s , d e s œ u v r e s in é d ite s d e n o s m a îtr e s\nqu' ils s a v e n t a p p r é c ie r d é jà , et d e s t e n t a t iv e s d e n o s tr a v a ille u r s n o u v e a u x\nq u i m é r ite n t d ’ê t r e p r o j e t é e s à la lu m iè r e .\n       L ’u n io n in tim e d ’un g r o u p e fix é au se in de n o tr e n a tio n peut s e u le faire\nle v e r le s g e r m e s d e s o r ig in a lit é s v é r ita b le s , si p r é c ie u s e s p o u r lu r é v o lu tio n\nd u g o û t e t q u i s o u v e n t n o u s s e r o n t e n v ié e s .\n        A u ta n t La Gerbe sa u r a c h o is ir p arm i le s œ u v r e s u tilem en t b e lle s de\nn o s v o is in s e t le s p r o p o s e r à l ’é tu d e d e s B e lg e s , a u ta n t e lle s ’e ffo rc era\nd ’é te n d r e en d e h o r s d e n o s fr o n tiè r e s la r é e lle c o n n a is s a n c e d e s r e s s o u r c e s\nq u e n o u s o ffr e n t n o s in d u s t r ie s en a p p lic a tio n s o r n e m e n ta le s et d é c o r a tiv e s ,\nd e to u t c e q u i to u c h e à la fo is à n o tr e sé c u la ir e g é n ie a r tis tiq u e et à n ô tr e\nf ié v r e u s e e x p a n s io n d e tr a v a il c o n te m p o r a in .\n        E l le fe r a a in s i, g r â c e a u x c o n c o u r s de fo r c e s v a r ié e s, œ u v r e in t é r e s ­\ns a n t e m a is a u s s i p r o fita b le p o u r c e u x qui lui au ron t a p p o r té leu r p a r t ,\na r t is t e s , e s t h è t e s , m o d e r n e s M é cè n e s.\n        A p r è s a v o ir dû su s p e n d r e sa p u b lic a tio n durant p lu s ie u r s m o is,          les\nd é b u t s p é n ib le s so n t in h é r e n ts à       p a r e ille s e n t r e p r is e s , La Gerbe    vien t r e p r e n ­\nd r e sa p la c e e t s e r é c la m e à n o u v e a u a u p r è s du p u b lie a r tis te et a m a te u r\nd ’a r t q ui p r é c e d é m m e n t a v a it , a p p la u d i à l'in it ia t iv e de la d ir e c tio n .\n        E t a n t d o n n é e s le s. b a s e s n o u v e lle s , su r le s q u e lle s s'a p p u ie l'a d m in istr a tio n\npour        c o n t in u e r la p u b lic a tio n         du jo u r n a l, l ’e x is te n c e de La Gerbe est\nd é s o r m a is a s s u r é e .\n        C e r te s n o tr e form at e s t m o d e s te , m a is n o u s a v o n s le ferm e e s p o ir , eu\ng r o u p a n t le s b o n n e s v o lo n té s et en c o o r d o n n a n t to u s n o s e ffo r ts v e r s le but\np o u r s u iv i, d 'a r r iv e r b ie n tô t à le d o u b le r , à le tr ip le r m êm e : n o u s v o u lo n s\nfa ir e d e La Gerbe un o r g a n e d ’é v o lu tio n a it is t iq u e a p p e lé à d é m o n tr e r q ue\nl ’A r t B e lg e e s t to u jo u r s v iv a c e e t, q u e s ’il lui m a n q u a it une trib u n e où il\n p u is s e s e p r o d u ir e lib r e m e n t, c e t te la c u n e est c o m b lé e .\n\n                                                                                      LA     D IR E C T IO N .\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1899-07-n1-005", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": null, "page_fin": null, "titre_corps": "Annonce : Mombel-Bossart et fils", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "MOMBEL-BOSSART ET FILS 19, R U E DE B E R L A I M O N T", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 223, "page_imprimee": null, "debut_caractere": 1, "fin_caractere_exclue": 1423, "texte": "MOMBEL-BOSSART ET FILS\n        19, R U E DE B E R L A I M O N T , B R U X E L L E S\n\n                             3, R U E J A N V A N L I E R , A N V E R S\n\n                U s in e à C h e r c q -le z - T o u r n a i\n\n\n   Ciments et chaux de toutes qualités, pierres de taille,\n         Carreaux en ciment, trass-plâtre, etc., etc.\n\nM A T É R IA U X DE CONSTRUCTION EN G É N É R A L\n\n   Pavés lumière Hayward pour l’éclairage des sous-sols,\n                           caves et pièces obscures.\n\n\n             Trous à charbon et ventilateurs Hayward.\n\n\n Ciment blanc anglais super fin. Le plus niche produit pour\n                           façades, vestibules, etc.\n\n\n Grès vert de la Gileppe d’ une teinte superbe, le plus beau\n    de tous les grès, employé dans les façades, églises, villas,\n    châteaux et monuments importants.\n\n\n Carreaux de revêtement Civer, produit en verre-porcelaine\n    pour revêtement des murs, plafonds, vérandas,                                  ter­\n     rasses , etc. — Carreaux blanc de neige et teintes fines.\n\n\n                 Briques et plaques en liège aggloméré\n         Produits de qualité extra, prix très avantageux.\n\n    A V IS IM P O R T A N T . — L a M aison M om b el= B ossart e t F ils , a\n créé un d ép a rtem en t sp é c ia l qui se ch arge de rech erch er, à la\n dem ande de MM. le s a r c h ite c te s, le s a r tic le s et p ro d u its sp é c ia u x\n de to u s p ays.\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1899-07-n1-006", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 1, "page_fin": 7, "titre_corps": "Auguste Rodin", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "Ray Nyst", "ancre_debut": "u g u s t e Rod in .                                           sim plem ent, on savoure l", "ancre_fin": "R ay Nyst.", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "La période actuelle est surtout indus­        niques. C ’est ceci, en ef", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 224, "page_imprimee": 1, "debut_caractere": 76, "fin_caractere_exclue": 8514, "texte": "u g u s t e Rod in .                                           sim plem ent, on savoure l’éblouissem ent ; on goûte,\n\n\n\n\nA\n                                                                                 avec une joie, ce tte lumière qui vient à vous.\n               Je crois que la m atière d’art, de­                                 Puis, si l’on s’en va, jusqu’à attendre pour\n             mande autant de précision dans l’exa­                               revenir que toutes ces choses soient mises en\n             m en, que la m atière scientifique. A vant                          place, cette lum ière ne s’oublie pas ; de largos\n             donc de parler de Rodin, je crois utile                             form es irradiantes restent dans la mémoire, comme\nde faire remarquer que c’est, exclusivem ent, des                                une essence qui se serait ém anée de l’œ uvre et\nœ uvres qui furent exposées à « La Toison d’Or ”,                                resterait, sous form e d’impression im matérielle,\nqu’il est question.                                                              toute légère, sans que le souvenir de la m atière\n  Cette exposition com prenait l’ensem ble des                                   d’où elle s’est ém anée, l’alourdisse.\nouvrages qui se trouvaient en cours dans l’atelier                                 C’est le m iracle de la lumière fouillant et, an i­\nde Rodin, lorsqu’on le décida à en faire une                                     mant la substance.\nexposition.\n  Cet ensem ble peut donc, et doit donc seulem ent\nêtre considéré, avec toute l’intim ité qu’aurait eu                                 Et l’on revient.\nune visite dans l ’atelier du m aître, à Paris.                                     On retrouve avec volupté cette m êm e lumière,\n                                                                                 prodigieusement irradiante, sur toutes ces choses\n                                                                                 m ises en place, et qui apparaissent comme des\n   Ceci n’est pas une étude sur Rodin, m ais une                                 m oulages grecs, avec la sensation du doux ciel\nétude sur l’exposition Rodin, à Bruxelles. Je m ’y                               lum ineux par dessus, où il n’y a cependant que\nbornerai forcém ent, n ’ayant jamais vu une statue                               le vitrage du hall.\ndéfinitive de Rodin, en place, ni un bronze, ni un                                   C’est l’impression d'un allègem ent m iraculeux\nm arbre, où que ce soit (*). Il ne faut pas d’équi­                              de la m atière, qui s’accentue.\nvoque à ce sujet. Quand on parle d’un artiste                                        Quelques détails intriguent :\naussi personnel et aussi varié, on ne saurait,                                       Un m étier singulier en sa forme extérieure,\ntrop n ettem ent, préciser d’abord com m ent on le                               insoucieux des brisures, et de l’encroûtement des\nconnaît.                                                                         retouches sur les surfaces, donnant un équivoque;\n   Parler, d’après des plâtres en chambre, d’un                                  aspect d’œ uvres rongées par u ne lèpre du tem ps;\nsculpteur travaillant pour le m arbre, le bronze                                  les surfaces dessinant la ligne à travers les\net surtout le plein air, sans doute ce serait                                    éclaboussures, im pitoyablem ent m oulées, de la\nimprudent.                                                                       glaise primitive, comme d’œ uvres retrouvées dans\n   Mais on peut se détourner de cette imprudence,                                 un célèbre atelier, où quelque cataclysm e ense­\ne t s’en tenir à ses im pressions vives.                                          velissant, eut interrompu subitement le travail de\n                                                                                  l’artiste, il y a doux mille ans.\n                                                                                     Voici les corrections du modelé, faites d’une\n   Lorsqu’on arrive à l’Exposition Rodin, parmi\n                                                                                  série de boulettes plastiques, écrasées sans dis­\nles caisses et la paille du déballage, parmi les\n                                                                                  simulation sur le relief ; voici les cassures, moulées\nplâtres sans ordre, sans socles, épars sur le plan­\n                                                                                  avec la fo rm e; enfin, le métier, surpris on pleine\ncher, ainsi que cela fut à “ La Toison d’Or \"\n                                                                                  hésitation ; sa netteté, sa propreté, comme momen­\nquand j’y arrivai, c’est une impression d’éblouis­\n                                                                                  taném ent négligées, dans une ardeur d'inspiration,\nsem ent lum ineux qui se dégage en prem ière\n                                                                                  interrompue après consignation des points essen­\nligne.\n                                                                                  tiels....\n   On sen t nettem ent, cependant, que cet éblouis­\n                                                                                     Et puis, ces œ uvres neuves, ces corps, ces\nsem ent n'a pas pour origine la blancheur du\n                                                                                  attitudes, sans tête, sans bras, sans pieds, comme\nplâtre; que celui-ci, n’y est que pour peu; mais\n                                                                                  m utilés !\nqu’il y a une autre cause. On ne sait encore,\n                                                                                     Pourquoi ?\ndans ce prem ier m oment, au juste, quelle cause ;\n                                                                                     D’abord, on ne sait pas.\n  (1 ) - Il trav ailla à presque to u te-la décoration de la Bourse avec             Invinciblement, on sent ces choses brisées et\nle statutaire belge Van A elsbro eck et il m' a cite, parmi les mor­\nce au x dont il est l’a uteur, deux des groupes qui décorent la cor­              restées puissantes, étonnamment, voisiner avec\nniche du côté de la rue de la Bourse et toutes les cariatides qui\nornent l'intérieur.\n                                                                                  ses propres souvenirs îles plus belles statues ;\n  Outre les cariatides du Crédit Lyonnais et celles d' une maison du              assurém ent grecques, car la même lumière est,\nboulevard A nspach, aujourd’hui démolie, il est encore l'auteur de\ndeux des adm irables groupes qui décorent le mur du jardin des                    là, qui joue sur e lles de la même façon, qui\nAcadém ies, rue D u ca le : un torse brisé qui est tout a fait dans sa\nm anière définitive, et \" l’Am our mesurant la terre \", dont la grâce             irradie ; et la mêm e impression de substance\nopulente séduit tous ceu x qui ont le goût de la belle statuaire. Rodin\na encore produit à B ru xelles un trav ail considérable et \"les plus              allégée par cette lumière et par la vie.\nintéressant, que fort peu d'entre nous ont v u . C'est la série des\nneuf provinces qui se trouve placée dans le corridor du P alais ro       s.\n                                                                          x\n                                                                          u\n                                                                          eB\n                                                                           ld\n                                                                            ya       On s ’en va, encore une fois sans bien com­\n   Certes, ces diverses œ uvres ne sont pas de celles qui marque ­\n                                                                                  prendre, sentant naître un grand enthousiasme,\nront dans la carrière de R odin : le m aître ne s était du reste encore           — qui vous force de revenir.\n\" tr o u v é \" lui-même            (Le P e tit B le u du    J u in 1899 .)\n"}, {"page_pdf": 225, "page_imprimee": 2, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 6478, "texte": "  2                                                L a Gerbe\n\n   On revient pour cette lum ière ; on revient pour           C’est la vie. Oui. N ettem ent. Mais, quelle vie ?\ncette vie.                                                    Je n ’avais com m e affirmation que le souvenir\n   P ersonnellem ent, il m ’a fallu tout ce tem ps là       de cette phrase du sculpteur : “ Chacun inter­\npour m e détourner de m a prédilection pour la              prète la nature dans le sens qu’il aim e : J ’ai fini\nbeauté calm e et harm onisée à un diapason moins            par m e préciser le m ien ».\nbruyant.                                                      C’était la m êm e question que celle que je m e\n   Rodin, C’est la vie qui existe, qui lutte et qui         faisais.\nm eurt, — avec le s tarés de la souffrance et des             M’en souvenir, m ’affirmait un seul point : que\npassions.                                                   le sculpteur s ’était précisé le sens de son amour\n   Je ne crois pas que Rodin cherché jam ais la             pour la nature, et que sûrem ent les œ uvres,\nb ea u té ; ce sont des form es réalisant une forte         autour de moi, contenaient a v ec précision, la.\nsom m e de vie, qu’il cherche ; e t plus il a com­          réponse.\nmuniqué de vie à quelque statue, m êm e à quelque             Mais, une réponse, enveloppée du mystère de\nfragm ent, — (on m ’a assuré que l’em bryon du              la forme, c’est un peu comme le monde ; le\n« P en seu r » avait été un fragm ent de. g e n o u ),- -   monde qui est là, vivant et admirable autour de\nplus il a, pour lui, réalisé de beauté.                     nous, et difficile à déchiffrer !\n   Car, beauté, e st un m ot froid et vague au sens           A la fin, je m e dis :\nabsolu ; il faut, pour l’entendre, toujours y ajouter         Il m e sem ble que Rodin saisit            le   moment\nun déterm inatif : ne belle œ uvre, ici, c ’est une         essentiel de chaque être.\nœ uvre fortem ent- organisée pour la v ie statuaire.           E t je m ’explique :\n   C’est la m aîtrise de Rodin.                                Chaque être a des états d’esprit qui caracté­\n                                                            risent m ieux l ’ensem ble de son esprit que d’autres\n                                                            états, à d’autres instants. C’est-à-d ire que, par­\n    J ’ai entendu dire, au cours d ’une conférence          fois, on saisit m ieux l’esprit particulier d’un\ndonnée sur Rodin, par Judith Cladèl, puis au                hom m e, en une seconde propice, que si l’on\ncours d’une seconde conférence donnée par Charles           avait vu cet hom m e durant , un an, en dehors\nMorice, que Rodin avait atteint à là beauté.                de cette précieuse seconde, am enée par des cir­\nJ ’avance que non ; et qu 'il n e l’a jam ais pour­         constances particulièrem ent favorables.\nsuivie, la beauté, dans ce sens bref du mot.-                  Cela pour l ’esprit.\nl ’as plus que la nature ne la poursuit, elle qui              Chaque être, a aussi des, attitudes, où son corps\nne vise qu’à la vie, mais cependant -réalise la             est p lu s , particulièrem ent, ..plus ; personnellem ent,,\nbeauté, par hasard.                                         soi, que dans toute autre attitude. -\n   De m êm e Rodin.                                            Eh bien ! R o d i n , m e sem ble toujours rechercher\n   C’est la représentation de l a v ie qu’il recherche;     et fixer le \" mo ment \"de l’esprit et le m    \" om ent \"\net notre admiration vien t de ce qu'il l'obtienne.-         d u corps..\n    Eh effet, c'est tout un m iracle, de com m uni­            Et n’en faire qu’un seul m om ent, celui où le\nquer la vie à la substance !                                corps, son g este reçoit, la pleine : saturation d’un\n    Nous som m es requ is par ce m iracle,- la vie,'        esprit, dans s o n g e s t e , égalem ent.\ncom m uniquée à : la m atière prim itivem ent inerte           Cette conjonction de deux intensités, produit\nd’un plâtre blanc.                                          le m om ent suprêm em ent expressif de chaque vie.\n   L a m atière allégée jusqu'à rem uer sous la                Victor Hugo, au m om ent où il est le p o ète:\nlum ière ! La m atière vivifiée, jusqu’à communier          au m om ent où il écoute et sur le cham p trans­\navec lé profond de nos sens ; jusqu'à nous parler           form e en poésie et en soi, ce qu’il entend.\nd’elle, dans le silence !\n    Voilà un m iracle de l’art, et le m iracle de\nRodin !                                                       B a lzac , au m om ent ou il     agen ce   et soupèse,\n   Regardez Falguières, avec sa tête de petit-     évalue les caractères zoologiques des variétés\ntaureau ardent, c'est hideux ; mais c'est puissant hum aines. (Je parle de la petite esquisse n° 6).\ncomme de la Vie qui vous observe, et l’on sourit     L a Muse, au m om ent où dans l’écroulem ent\nd 'étonnement, devant ce miracle d'incarnation ! - de sa form e lasse, elle semble, épuiser vers le\n   M ettre autant de vie que possible, sur une sur­         poète toute sa vie.\nface, c ’est le tour de force !                                Roche fort, com m e un hom m e qui voit le but\n   Vous eussiez peut-être oublié la t ête de F a l ­        de son élan, m ais dont les paupières clignent\nguières passant dans la r u e : reprise par Rodin,          devant, les obstacles ; ce front qui v a en proue,\nvo us ne l'oublierez plus jamais-, — ni sans doute          a v ec l’air de signifier qu’après lui, le reste arri­\naucun des plâtres exposés, si vous les avez regardés        vera toujours bien.\ncinq m inutes avec attention, — il a un art de                 L a Mort, couverte de fleurs, pelotonnée sous\ngrouper les caractères, sous la form e d’un g este          form e d’une créature b elle et forte, dans une\nde vie, haussé au centuple.                                 paix de som m eil ; des fleurs dégringolant sur ses\n                                                            épaules et serrées en grappes entre ses genoux;\n                                                            et, dans le som m eil, deux doigts en l’air ; deux\n  Prom eneur attentif dans le hall Rodin, je me             doigts lev és vers la vie, pour sentir ce qui se\ndis ensuite :                                               passe dans la brise de la terre, — au-dessus de\n"}, {"page_pdf": 231, "page_imprimee": 7, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 2264, "texte": "                                          R e v u e d ’A r t d é c o r a t i f                                7\n\nla m ort, si ce n ’est pas encore le printemps,               ne lui sont pas fournis ou, surtout, parce qu’ils\npour renaître......                                           ne sont pas demandés par le commerce de\n  Et enfin, une petite m erveilleuse Faunesse                 détail. Or, s’il y avait une tendance du public à\ndebout, qui étire sa chair et se regarde, la chevelure        rechercher certains modèles réellem ent esthé ­\nen torsade, faisant crinière d’animal fier et sen ­           tiques, si on en avait la vente, les types gros­\nsuel, sur le cou ; sur les m oelleux lisses du ventre,        siers disparaîtraient de la circulation.\nla lum ière se concentre, c’est la vie, comme                    Il y a donc là une éducation à faire, du peuple\npour glisser toute, en ondée d’aurore et de fraî­             comme des travailleurs industriels, et la diffusion\ncheur, vers le val d’un sexe pur et frais.                    des beaux modèles fera arriver un jour à un\n  L a m ain de Dieu, quel cœur d’homme, Rodin,                résultat, de ce côté au moins.\npour avoir fait cela : modeler une main, e t y                   Il n’en est pas de mêm e dans les industries\nposer, oh ! tendresse ineffable, un morceau de                plus relevées, où souvent déjà, patrons, ouvriers\nterre !                                                       et clients se piquent d’un souci d’art, que domine\n                                       R ay   Nyst.          pourtant la préoccupation technique et commer­\n                                                              ciale.\n                                                                 Là, vous voyez des céramiques, des poteries\n                                                             de luxe, des foyers ouvragés, des lustres, des\n           ’LA R T E T      L E GOUT DANS                     cuivres tournés ou ciselés. On est obligé d’y\n                      L ’INDUSTRIE.                           reconnaître le désir, presque jamais réalisé, de\n                                                              produire des œ uvres d’art p a r les moyens méca­\n               "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1899-07-n1-013", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 7, "page_fin": 8, "titre_corps": "L’Art et le goût dans l’industrie", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "Edgar Baes", "ancre_debut": "La période actuelle est surtout indus­        niques. 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Il est inutile de songer,          artiste de génie, se déforme dès qu’il doit passer\nau nom de l’art, à protester contre une force                 dans des mains industrielles; il s'aveulit, devient\ntelle que celle de peuples entiers, poussés, par              lourd, confus, sans cach et ni esprit, et les m eil­\nun surcroît de population, à chercher l’activité              leurs trucages, les m eilleures Copies d'une œ uvre\nlucrative qui leur parait un remède à leur                   ancienne, par exem ple, son t reconnaissables à ce\npléthore. Mais il est perm is d’observer que ce              défaut de caractère, dès qu’ils ont du subir le\nm ouvem ent restreint le génie populaire, attente            contact de l’ouvrier après celui de l’artiste.\naux véritables intérêts du progrès, dès qu’il                   Beaucoup de g ens se contentent ainsi d’un luxe\nn églige, dans l e travail industriel la préoccupa­          de m auvais aloi ; d’abord, parce qu’ils n 'y voient\ntion de l’art, c'est-à-dire, du beau, de l’intelligent       goutte, ensuite, parce qu'ils ne trouvent pas\net de l’agréable.                                            autre chose dans l e , com m erce, et qu’il ne leur\n    La form ule des trois huit a dû forcém ent               vient ni l’idée de s ’adresser, comme on le faisait\ncomprendre le travail et le repos, mais aussi le             jadis; à un artiste, ni la Volonté d’y m ettre les\nplaisir ; car en tout, ce plaisir est utile, délas­          frais.\nsant et consolateur. Aucun objet, aucune ten ta­                Mais il s’agit d'industrie et non du travail\ntiv e moderne ne devrait exclure l’esthétique, et            direct de l'artiste. L'industriel, comme interm é­\nc’est dans L’industrie courante que le goût et la            diaire entre l’auteur d’un modèle et le public\nscience des artistes devraient trouver m oyen de             acheteur, n’a pas grand intérêt (peut-ê tre ) à faire\ns ’exercer continuellem ent.                                 soigner minutieusement la partie caractéristique!\n    Beaucoup d’industriels le com prennent vague­            de ses produits ; il calcule la perte de temps, le\nm ent ; m ais les affaires prédominent, et d’ailleurs,       salaire d’un ouvrier -artiste, et préfère faire\nil y a u n e difficulté sérieuse à unir la fabrica­          passer tels quels, des Objets dont le public se\ntion com m erciale aux prescriptions du goût                 contente.\nartistique.                                                     C’est un malheur, et peut-être même une sot­\n    Qu’appelle-t-on en langage usuel : camelote,             tise, car le fini d’une fabrication, et sa beauté,\nsinon un ouvrage fait dans un but m ercantile,               doivent certes entrer en ligne de compte, tout\nsans souci de toutes les qualités qu’on a le droit           au moins pour les acheteurs doués de quelque\nd’exiger d’une m archandise d’usage ?                        connaissance et désireux de ne - p a s se meubler\n    Mais il y a encore une distinction à faire entre         à la façon du premier venu.\nl ’objet de bonne qualité, utile a l’emploi, et le              Il est donc nécessaire, ici encore, de faire appel\nproduit qu’on peut admirer com m e beau.                     au goû t général, de développer sainement ren­\n    E st-ce donc si difficile de faire à la fois bon         seignem ent de l’esthétique, d’inonder le public de\net beau, ou du moins, dans un simple fabrîcat,               form es choisies, e t de proscrire, à l’égal des\nde ne pas heurter le sens esthétique chez ceux               chansons obscènes, la production de choses laides,\nqui sont exposés à devoir se servir de ces objets            ignobles ou banales.\nfabriqués, ou à les rencontrer chez un voisin ?                 Tel serait le devoir le plus strict de toute\n    Dans l’industrie vulgaire, c’est la routine qui          administration moderne, car un État ne peut se\nrègne en souveraine. Un potier, un sabotier, un              désintéresser du progrès, du goût et de l'esthé­\nfaiseur de tuiles conserve des form es légendaires           tique dans les m asses. Il y a là une mission\net grossières parce que des m odèles nouveaux                morale, une tâche d’assainissem ent, en mêm e\n"}, {"page_pdf": 233, "page_imprimee": 8, "debut_caractere": 0, "fin_caractere_exclue": 2725, "texte": "   8                                              L a Gerbe\n\ntem ps que d’encouragem ent pour les efforts sa lu ­      l’exposition Van D yck, dans les locaux du nou­\ntaires. Nous ajouterons même qu’à notre époque            veau m usée.\nd’activité universelle, il y a là une n écessité             A 8 heures. R éception des académ iciens et des\nnationale, et il est à espérer que tout le monde          artistes étrangers, dans les         locaux du cercle\nfinira par le comprendre.                                 Artistique. F ête au jardin.\n   On a divisé jadis les arts en m ajeurs et m i­            Dim anche 13 Août à 10 heures. Inauguration\nneurs. On considère com m e m ajeur celui qui n’a         des peintures exécu tées dans la salle d’escalier\npour but que l’expression de l’artiste et sa              de l’h ôtel de Ville.\ncommunion avec le public, sans u tilité pratique,            A 1 heure, séance solennelle du corps acadé­\ne t com m e mineur ou secondaire, celui qui sert          mique.\nà quelque chose, qui a son usage, qui est appli­             Lundi 14 Août, à 10 heures. V isite des acadé­\nqué, en un mot. Cette distinction est sans doute          m iciens et artistes étrangers à l ’exposition Van\nfactice, car il peut se m ettre autant de science,        D yck et au m usée des Beaux-A rts.\nd’adresse et de pensée en une œ uvre destinée à              De 2 à 6 heures. P rem ière        sortie du grand\nun usage déterm iné, que dans un travail de               cortège représentant : l ’Art à travers les siècles.\nsim ple parade. Mais elle a dû naître spontané­              Mardi 15 Août à 10 heures.         V isite des acadé­\nm ent dans le cerveau de ceu x qui, les prem iers,        m iciens et artistes étrangers au m usée P lantin,\non t vu l’art ornem ental ou décoratif, couvrant          M oretus et autre m onum ents com m unaux.\ntou t sim plem ent un objet usuel, sans intention            De 9 à 11 heures. F ête à l’h ôtel de V ille en\nélevée, et qui ont com paré cet ouvrage à celui           l'honneur des académ iciens et artistes étrangers.\nd’un artiste qui s ’efforce de célébrer un problème          Mercredi 16 Août de 2 à 6 h eures. D euxièm e\nd’histoire, de religion ou de philosophie, ou la          sortie du cortège artistique.\nbeauté idéale hum aine.                                      Dim anche 20 Août de 3 à 7 heures. Troisièm e\n  (à suivre)                          E dgar B a es.      sortie du cortège, et Dim anche 27 de 2 a 6 h.\n                                                          Quatrième sortie du cortège. A 9 heures, à\n                                                          l’h ôtel de V ille, distribution solenn elle des prix du\n               "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1899-07-n1-015", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 8, "page_fin": 8, "titre_corps": "Illustrations", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "G. 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V ictor R ousseau. — C’est\ncertainem ent une des œ uvres les plus m arquantes\ndu jeune m aître statuaire et qui lui valu t un\ngrand succès au Salon de \" Pour l ’Art \" où elle             Le m usée ancien de B ruxelles s’est enrichi\nfût exposée.                                              de toute une nouvelle série de tableaux ; citons :\n   \" B ijo u x et Vases \"\n                        de M. Philippe W olfers. —        Gonzales Coques, p o rtra it de Lucas. Faydherbe ;\n   Ces beaux spécim ens d’orfévrerie artistique           Koffermans, p o rtra it de fem m e ; Inconnu ,p o rtra it\nferont l’objet d’une notice spéciale dans n otre          d'homme ; Jacques Jordeans, Virgile devant A p ­\nprochain num éro.                                         p iu s Claudius ; Thom as De K eyser, p o rtra it\n   \" Meuble-Bibliothèque \" avec vitrages m osaïques       d'homme ; A. De Gelder, le P résen t récom pensé ;\ne t opales par M. L. Bochom s.                            Théodore Van Thulden, A llé g o r ie ; A lexandre\n                                                          Coosemans, Vanitas ; J. de Riberra, Apollon écor­\n                                              G. H.\n                                                          chant M arsyas ; Martin M ellius, N ature m orte;\n                                                          Joachim Beuckelaer, l'Enfant prodigue ; Johannes\n                "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1899-07-n1-016", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 8, "page_fin": 8, "titre_corps": "Chroniques", "titre_sommaire": "Chronique", "rubrique": "", "signature_source": "Georges Hamesse", "ancre_debut": "C H R O N IQ U E S                        Lingelbach, le Campo Vac", "ancre_fin": "Georges H am esse.", "fin_page_complete": false, "fin_avant": "U n e r e v e n d i c a t i o n", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 233, "page_imprimee": 8, "debut_caractere": 4374, "fin_caractere_exclue": 5003, "texte": "C H R O N IQ U E S                        Lingelbach, le Campo Vaccino à Rom e ; G. Van\n                                                          Tilborgh. Les cinq sens, et tout dernièrem ent un\n     Exposition Van Dy ck à A nvers. — Nous appre­\n                                                          superbe portrait par Van D yck.\nnons avec plaisir que le com ité A nglais tra v a ille\nactivem ent à Londres en faveur de l ’Exposition                                            Georges    H am esse.\n\nVan Dyck.\n    Non seulem ent S. M. la reine V ictoria serait\ndisposée à se dessaisir de quelques uns des ch efs-          "}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1899-07-n1-017", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": 8, "page_fin": 8, "titre_corps": "Une revendication", "titre_sommaire": "Une Erreur", "rubrique": "", "signature_source": "L. B.", "ancre_debut": "U n e r e v e n d i c a t i o n . ; A rem arquer", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 233, "page_imprimee": 8, "debut_caractere": 5003, "fin_caractere_exclue": 6484, "texte": "U n e r e v e n d i c a t i o n . — A rem arquer dans le\nd’œ uvres de Van D yck qui figurent an Château            num éro de Mai de l'A rt D écoratif un article\nde W indsor, mais le com ité se serait assuré le          intitulé \" Les M odernistes dans l'A rchitecture \".\nconcours de grandes fam illes A nglaises, notam ­         Dans la nom enclature des architectes de cette\nm ent les Strafford, les Northum berland et les           catégorie le nom de Horta est, com m e à regret,\nPortland, qui possèdent d’admirables p ortraits du        cité le dernier.\nm aître flamand.                                             En toute justice, il eût été désirable, à tout\n    On cherche à obtenir un joyau doublem ent             le moins, de voir associer les nom s de MM. Horta\np récieux pour nous : le portrait de R ubens par          & H ankar, les novateurs du m ouvem ent m oder­\nV an D yck, qui se trouve à la N ationnal G allery.       n iste belge, — dont s ’inspirent souvent m aints\n    Le com ité Anglais déploie autant d’ardeur que        architectes français —.\ns ’il s ’agissait d’organiser une Exposition à Londres.      N ous croyons ne pas être trop exigean ts en\n     Voici le program m e des fêtes Van D yck à           revendiquant pour MM. Horta & H ankar une\nA nvers :                                                 classification plus équitable.\n    Sam edi 12 Août, à 2 h eures. O uverture de                                                             L . B.\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1899-07-n1-018", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": null, "page_fin": null, "titre_corps": "Annonce : Becker et Cie, photographie artistique", "titre_sommaire": "", "rubrique": "", "signature_source": "", "ancre_debut": "BECKER & C° P h o t o g r a p h ie A r t is t iq u e", "ancre_fin": "", "fin_page_complete": true, "fin_avant": "", "segments_controles": false, "controle": "limites et attributions contrôlées sur les images", "pages": [{"page_pdf": 234, "page_imprimee": null, "debut_caractere": 5, "fin_caractere_exclue": 122, "texte": "BECKER & C°\nP h o t o g r a p h ie A r t is t iq u e\n\n           prix Modérés\n 97, C h a u s s é e de W a v r e , 97\n"}]}, {"article_id": "ulb-gerbe-1899-07-n1-019", "volume": "ELB-KBR-a094-1898-1899-000", "pdf_url": "https://digistore.bib.ulb.ac.be/2013/ELB-KBR-a094-1898-1899-000.pdf", "ocr_sha256": "fd6f6db27b8213535de16a72adfa2d72cec26f20927681335ae21fd834606961", "ocr_source": "pdftotext -layout", "texte_sans_correction": true, "page_debut": null, "page_fin": null, "titre_corps": "Annonce : L. 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R a y N y s t .\n                                    L’Art et le goût dans l’Industrie.              E d g a r B a e s.\n\n                                    Chronique..............................................G.Hamesse.\n                                    Une Erreur....................................L. B.\n\n\n                                                    IL L U ST R A T IO N S :\n\n                                       RODIN, W OLFERS, ROUSSEAU, B OCHOMS.\n\n\n\n                                                       HORS T E X T E :\n\n                                                  Le Penseur d e A . R o d i n .\n\n\n                                    J U I L L E T 1899                                          N° 1\n\n\n\n\n                               DIRECTION BRUXE LLES\n                               7 RUE DE L A PEPINIE RE 7\n\nIMPRIMER I E-PHOTOGRAVUR E ,    L.        VANDAMME                         ET       C      JETTE\n"}, {"page_pdf": 221, "texte": "                  LA GERBERE V U E M E N S U E L L E D' ART D É C O R A T I F\n\n\n\nD I R E C T I O N              :     7,    Rue de la                     P é p in iè re ,           7,       à      B ruxelles.\n                                                M. L é o n B O C H O M S , D irecteur\n                                                                          COMITÉ :\n                                      MM. RAY-NYST, Edgar BAES,\n                                          Adolphe CRESPIN, Georges HAMESSE.\n\n                                             T o u tes       le s      c o m m u n ic a t io n s      con cern an t          la\n                                      R é d a c t i o n , r e c t i f i c a t i o n s , m a n u s c r i t s , d o c u m e n ts ,\n                                      d e s s in s , p h o t o g r a p h i e s , d o i v e n t ê t r e a d r e s s é e s à l a\n                                      D i r e c t io n , 7, Rue de la Pépinière.\n                                             L e s m a n u s c r its n e so n t p a s r e n d u s .\n                                             I l s e r a r e n d u c o m p te d e t o u t o u v r a g e , r e v u e ,\n                                      l i v r e s , d o n t u n e x e m p la ir e p a r v i e n d r a à l a D i r e c t io n .\n\n                                                     Reproduction d’articles et de gravures\n                                           L a r e p r o d u c t i o n d e s a r t i c l e s , d e s s in s , e s t a b s o ­\n                                      lu m e n t i n t e r d i t e , m ê m e a v e c i n d i c a t i o n d e s o u r c e d e\n                                      p r o v e n a n c e , à m o in s d ’u n e a u t o r i s a t io n s p é c ia le .\n\n\n\n\nADM INISTRATION :\n                          L. V a n d a m m e & C°, E d ite u rs , à J e tte -B r u x e lle s\n\n                                          ABONNEMENTS :\n            B E L G IQ U E :       Un An. .          6 francs. — S ix M ois.                    .   3 francs\n            ETRANGER :              » »   ..         8 francs.\n\n                                                                     PUBLICITÉ :\n                                          P o u r les annonces, réclam es, e tc ., à in sérer dans\n                                    la R évue, s ’a d resser aux E d ite u rs qui en v erro n t le\n                                    ta r if et tous les renseign em en ts.\n\n\n\n                         AVI S               IMPORTANT\n\nP r iè r e de pren d re note\n   T o u te s les com m unications con cern an t la RÉDACTION d oiven t être adressées à\n                          M . L. B O C H O M S , D ir e c t e u r\n                                                         R U E D E L A P É P I N I È R E , 7, BR U XELLES\n\n\n\n  P o u r les ABONN EM ENTS, ANNONCES, R ÉCLAM ATIO N S, V EN TES, DÉPÔTS,\nCHANGEMENTS D’AD RESSE, etc., etc., s ’a d resser à\n               L. V a n d a m m e A. C°, E d iteu rs, J e t t e - B r u x e l les\nTÉLÉPHONE 4003\n"}, {"page_pdf": 222, "texte": "                                                       AU X le c t e u r s de la G erb e.\n\n\n       C h a cu n a u jo u rd 'h u i r e c o n n a ît c o m b ie n d é s a s t r e u x a é té le r ô le d e p r è s\nque       to u t le X I X e s iè c le d a n s le s q u e s tio n s d ’art d é c o r a tif, d e ce c ô té\nd e l ’A r t q u i a p a s s io n n é le s p lu s g r a n d s m a îtr e s et qui se m b le d e v e n ir ,\nd e p a r l ’é v o lu t io n , l ’e x p r e s s io n a d é q u a te d e l ’é ta t d ’â m e d a n s le s g é n é r a tio n s\nn o u v e lle s .\n      L e m o u v e m e n t s ’a c c e n tu e d é jà p a rto u t a u to u r d e la B e lg iq u e , p etit c e n ­\ntr e p e u n é g lig e a b le p o u r ta n t, .ca r sa v it a lit é n e s ’a c c o m m o d e , p oint d ’u ne\ns im p le s u jé tio n à d e s m o ts d ’o r d r e v e n u s d e l’é tr a n g e r .\n       S i n o s a r t is t e s s in sp ir e n t v o lo n tie r s au x s o u r c e s du B ea u , d ’où q u’e lle s\na fflu e n t , s i n o u s a v o n s sa lu é a v e c jo ie l'a p p a r itio n d e r e v u e s te lle s q u e le\nS tu d io , l ’A r t d é c o r a tif, e tc . q u i n o u s p e r m e tte n t de fr a te r n is e r a v e c d ’a u tr e s\na d m ir a te u r s d e l ’A rt v r a i, n o u s v o u lo n s é c h a n g e r a v e c ce u x ci n os im pres­\ns io n s , le u r m o n tr e r , m ê lé e s a u x le u r s , d e s œ u v r e s in é d ite s d e n o s m a îtr e s\nqu' ils s a v e n t a p p r é c ie r d é jà , et d e s t e n t a t iv e s d e n o s tr a v a ille u r s n o u v e a u x\nq u i m é r ite n t d ’ê t r e p r o j e t é e s à la lu m iè r e .\n       L ’u n io n in tim e d ’un g r o u p e fix é au se in de n o tr e n a tio n peut s e u le faire\nle v e r le s g e r m e s d e s o r ig in a lit é s v é r ita b le s , si p r é c ie u s e s p o u r lu r é v o lu tio n\nd u g o û t e t q u i s o u v e n t n o u s s e r o n t e n v ié e s .\n        A u ta n t La Gerbe sa u r a c h o is ir p arm i le s œ u v r e s u tilem en t b e lle s de\nn o s v o is in s e t le s p r o p o s e r à l ’é tu d e d e s B e lg e s , a u ta n t e lle s ’e ffo rc era\nd ’é te n d r e en d e h o r s d e n o s fr o n tiè r e s la r é e lle c o n n a is s a n c e d e s r e s s o u r c e s\nq u e n o u s o ffr e n t n o s in d u s t r ie s en a p p lic a tio n s o r n e m e n ta le s et d é c o r a tiv e s ,\nd e to u t c e q u i to u c h e à la fo is à n o tr e sé c u la ir e g é n ie a r tis tiq u e et à n ô tr e\nf ié v r e u s e e x p a n s io n d e tr a v a il c o n te m p o r a in .\n        E l le fe r a a in s i, g r â c e a u x c o n c o u r s de fo r c e s v a r ié e s, œ u v r e in t é r e s ­\ns a n t e m a is a u s s i p r o fita b le p o u r c e u x qui lui au ron t a p p o r té leu r p a r t ,\na r t is t e s , e s t h è t e s , m o d e r n e s M é cè n e s.\n        A p r è s a v o ir dû su s p e n d r e sa p u b lic a tio n durant p lu s ie u r s m o is,          les\nd é b u t s p é n ib le s so n t in h é r e n ts à       p a r e ille s e n t r e p r is e s , La Gerbe    vien t r e p r e n ­\nd r e sa p la c e e t s e r é c la m e à n o u v e a u a u p r è s du p u b lie a r tis te et a m a te u r\nd ’a r t q ui p r é c e d é m m e n t a v a it , a p p la u d i à l'in it ia t iv e de la d ir e c tio n .\n        E t a n t d o n n é e s le s. b a s e s n o u v e lle s , su r le s q u e lle s s'a p p u ie l'a d m in istr a tio n\npour        c o n t in u e r la p u b lic a tio n         du jo u r n a l, l ’e x is te n c e de La Gerbe est\nd é s o r m a is a s s u r é e .\n        C e r te s n o tr e form at e s t m o d e s te , m a is n o u s a v o n s le ferm e e s p o ir , eu\ng r o u p a n t le s b o n n e s v o lo n té s et en c o o r d o n n a n t to u s n o s e ffo r ts v e r s le but\np o u r s u iv i, d 'a r r iv e r b ie n tô t à le d o u b le r , à le tr ip le r m êm e : n o u s v o u lo n s\nfa ir e d e La Gerbe un o r g a n e d ’é v o lu tio n a it is t iq u e a p p e lé à d é m o n tr e r q ue\nl ’A r t B e lg e e s t to u jo u r s v iv a c e e t, q u e s ’il lui m a n q u a it une trib u n e où il\n p u is s e s e p r o d u ir e lib r e m e n t, c e t te la c u n e est c o m b lé e .\n\n                                                                                      LA     D IR E C T IO N .\n"}, {"page_pdf": 223, "texte": " MOMBEL-BOSSART ET FILS\n        19, R U E DE B E R L A I M O N T , B R U X E L L E S\n\n                             3, R U E J A N V A N L I E R , A N V E R S\n\n                U s in e à C h e r c q -le z - T o u r n a i\n\n\n   Ciments et chaux de toutes qualités, pierres de taille,\n         Carreaux en ciment, trass-plâtre, etc., etc.\n\nM A T É R IA U X DE CONSTRUCTION EN G É N É R A L\n\n   Pavés lumière Hayward pour l’éclairage des sous-sols,\n                           caves et pièces obscures.\n\n\n             Trous à charbon et ventilateurs Hayward.\n\n\n Ciment blanc anglais super fin. Le plus niche produit pour\n                           façades, vestibules, etc.\n\n\n Grès vert de la Gileppe d’ une teinte superbe, le plus beau\n    de tous les grès, employé dans les façades, églises, villas,\n    châteaux et monuments importants.\n\n\n Carreaux de revêtement Civer, produit en verre-porcelaine\n    pour revêtement des murs, plafonds, vérandas,                                  ter­\n     rasses , etc. — Carreaux blanc de neige et teintes fines.\n\n\n                 Briques et plaques en liège aggloméré\n         Produits de qualité extra, prix très avantageux.\n\n    A V IS IM P O R T A N T . — L a M aison M om b el= B ossart e t F ils , a\n créé un d ép a rtem en t sp é c ia l qui se ch arge de rech erch er, à la\n dem ande de MM. le s a r c h ite c te s, le s a r tic le s et p ro d u its sp é c ia u x\n de to u s p ays.\n"}, {"page_pdf": 224, "texte": "                                               L a G erbe\n                  u g u s t e Rod in .                                           sim plem ent, on savoure l’éblouissem ent ; on goûte,\n\n\n\n\nA\n                                                                                 avec une joie, ce tte lumière qui vient à vous.\n               Je crois que la m atière d’art, de­                                 Puis, si l’on s’en va, jusqu’à attendre pour\n             mande autant de précision dans l’exa­                               revenir que toutes ces choses soient mises en\n             m en, que la m atière scientifique. A vant                          place, cette lum ière ne s’oublie pas ; de largos\n             donc de parler de Rodin, je crois utile                             form es irradiantes restent dans la mémoire, comme\nde faire remarquer que c’est, exclusivem ent, des                                une essence qui se serait ém anée de l’œ uvre et\nœ uvres qui furent exposées à « La Toison d’Or ”,                                resterait, sous form e d’impression im matérielle,\nqu’il est question.                                                              toute légère, sans que le souvenir de la m atière\n  Cette exposition com prenait l’ensem ble des                                   d’où elle s’est ém anée, l’alourdisse.\nouvrages qui se trouvaient en cours dans l’atelier                                 C’est le m iracle de la lumière fouillant et, an i­\nde Rodin, lorsqu’on le décida à en faire une                                     mant la substance.\nexposition.\n  Cet ensem ble peut donc, et doit donc seulem ent\nêtre considéré, avec toute l’intim ité qu’aurait eu                                 Et l’on revient.\nune visite dans l ’atelier du m aître, à Paris.                                     On retrouve avec volupté cette m êm e lumière,\n                                                                                 prodigieusement irradiante, sur toutes ces choses\n                                                                                 m ises en place, et qui apparaissent comme des\n   Ceci n’est pas une étude sur Rodin, m ais une                                 m oulages grecs, avec la sensation du doux ciel\nétude sur l’exposition Rodin, à Bruxelles. Je m ’y                               lum ineux par dessus, où il n’y a cependant que\nbornerai forcém ent, n ’ayant jamais vu une statue                               le vitrage du hall.\ndéfinitive de Rodin, en place, ni un bronze, ni un                                   C’est l’impression d'un allègem ent m iraculeux\nm arbre, où que ce soit (*). Il ne faut pas d’équi­                              de la m atière, qui s’accentue.\nvoque à ce sujet. Quand on parle d’un artiste                                        Quelques détails intriguent :\naussi personnel et aussi varié, on ne saurait,                                       Un m étier singulier en sa forme extérieure,\ntrop n ettem ent, préciser d’abord com m ent on le                               insoucieux des brisures, et de l’encroûtement des\nconnaît.                                                                         retouches sur les surfaces, donnant un équivoque;\n   Parler, d’après des plâtres en chambre, d’un                                  aspect d’œ uvres rongées par u ne lèpre du tem ps;\nsculpteur travaillant pour le m arbre, le bronze                                  les surfaces dessinant la ligne à travers les\net surtout le plein air, sans doute ce serait                                    éclaboussures, im pitoyablem ent m oulées, de la\nimprudent.                                                                       glaise primitive, comme d’œ uvres retrouvées dans\n   Mais on peut se détourner de cette imprudence,                                 un célèbre atelier, où quelque cataclysm e ense­\ne t s’en tenir à ses im pressions vives.                                          velissant, eut interrompu subitement le travail de\n                                                                                  l’artiste, il y a doux mille ans.\n                                                                                     Voici les corrections du modelé, faites d’une\n   Lorsqu’on arrive à l’Exposition Rodin, parmi\n                                                                                  série de boulettes plastiques, écrasées sans dis­\nles caisses et la paille du déballage, parmi les\n                                                                                  simulation sur le relief ; voici les cassures, moulées\nplâtres sans ordre, sans socles, épars sur le plan­\n                                                                                  avec la fo rm e; enfin, le métier, surpris on pleine\ncher, ainsi que cela fut à “ La Toison d’Or \"\n                                                                                  hésitation ; sa netteté, sa propreté, comme momen­\nquand j’y arrivai, c’est une impression d’éblouis­\n                                                                                  taném ent négligées, dans une ardeur d'inspiration,\nsem ent lum ineux qui se dégage en prem ière\n                                                                                  interrompue après consignation des points essen­\nligne.\n                                                                                  tiels....\n   On sen t nettem ent, cependant, que cet éblouis­\n                                                                                     Et puis, ces œ uvres neuves, ces corps, ces\nsem ent n'a pas pour origine la blancheur du\n                                                                                  attitudes, sans tête, sans bras, sans pieds, comme\nplâtre; que celui-ci, n’y est que pour peu; mais\n                                                                                  m utilés !\nqu’il y a une autre cause. On ne sait encore,\n                                                                                     Pourquoi ?\ndans ce prem ier m oment, au juste, quelle cause ;\n                                                                                     D’abord, on ne sait pas.\n  (1 ) - Il trav ailla à presque to u te-la décoration de la Bourse avec             Invinciblement, on sent ces choses brisées et\nle statutaire belge Van A elsbro eck et il m' a cite, parmi les mor­\nce au x dont il est l’a uteur, deux des groupes qui décorent la cor­              restées puissantes, étonnamment, voisiner avec\nniche du côté de la rue de la Bourse et toutes les cariatides qui\nornent l'intérieur.\n                                                                                  ses propres souvenirs îles plus belles statues ;\n  Outre les cariatides du Crédit Lyonnais et celles d' une maison du              assurém ent grecques, car la même lumière est,\nboulevard A nspach, aujourd’hui démolie, il est encore l'auteur de\ndeux des adm irables groupes qui décorent le mur du jardin des                    là, qui joue sur e lles de la même façon, qui\nAcadém ies, rue D u ca le : un torse brisé qui est tout a fait dans sa\nm anière définitive, et \" l’Am our mesurant la terre \", dont la grâce             irradie ; et la mêm e impression de substance\nopulente séduit tous ceu x qui ont le goût de la belle statuaire. Rodin\na encore produit à B ru xelles un trav ail considérable et \"les plus              allégée par cette lumière et par la vie.\nintéressant, que fort peu d'entre nous ont v u . C'est la série des\nneuf provinces qui se trouve placée dans le corridor du P alais ro       s.\n                                                                          x\n                                                                          u\n                                                                          eB\n                                                                           ld\n                                                                            ya       On s ’en va, encore une fois sans bien com­\n   Certes, ces diverses œ uvres ne sont pas de celles qui marque ­\n                                                                                  prendre, sentant naître un grand enthousiasme,\nront dans la carrière de R odin : le m aître ne s était du reste encore           — qui vous force de revenir.\n\" tr o u v é \" lui-même            (Le P e tit B le u du    J u in 1899 .)\n"}, {"page_pdf": 225, "texte": "  2                                                L a Gerbe\n\n   On revient pour cette lum ière ; on revient pour           C’est la vie. Oui. N ettem ent. Mais, quelle vie ?\ncette vie.                                                    Je n ’avais com m e affirmation que le souvenir\n   P ersonnellem ent, il m ’a fallu tout ce tem ps là       de cette phrase du sculpteur : “ Chacun inter­\npour m e détourner de m a prédilection pour la              prète la nature dans le sens qu’il aim e : J ’ai fini\nbeauté calm e et harm onisée à un diapason moins            par m e préciser le m ien ».\nbruyant.                                                      C’était la m êm e question que celle que je m e\n   Rodin, C’est la vie qui existe, qui lutte et qui         faisais.\nm eurt, — avec le s tarés de la souffrance et des             M’en souvenir, m ’affirmait un seul point : que\npassions.                                                   le sculpteur s ’était précisé le sens de son amour\n   Je ne crois pas que Rodin cherché jam ais la             pour la nature, et que sûrem ent les œ uvres,\nb ea u té ; ce sont des form es réalisant une forte         autour de moi, contenaient a v ec précision, la.\nsom m e de vie, qu’il cherche ; e t plus il a com­          réponse.\nmuniqué de vie à quelque statue, m êm e à quelque             Mais, une réponse, enveloppée du mystère de\nfragm ent, — (on m ’a assuré que l’em bryon du              la forme, c’est un peu comme le monde ; le\n« P en seu r » avait été un fragm ent de. g e n o u ),- -   monde qui est là, vivant et admirable autour de\nplus il a, pour lui, réalisé de beauté.                     nous, et difficile à déchiffrer !\n   Car, beauté, e st un m ot froid et vague au sens           A la fin, je m e dis :\nabsolu ; il faut, pour l’entendre, toujours y ajouter         Il m e sem ble que Rodin saisit            le   moment\nun déterm inatif : ne belle œ uvre, ici, c ’est une         essentiel de chaque être.\nœ uvre fortem ent- organisée pour la v ie statuaire.           E t je m ’explique :\n   C’est la m aîtrise de Rodin.                                Chaque être a des états d’esprit qui caracté­\n                                                            risent m ieux l ’ensem ble de son esprit que d’autres\n                                                            états, à d’autres instants. C’est-à-d ire que, par­\n    J ’ai entendu dire, au cours d ’une conférence          fois, on saisit m ieux l’esprit particulier d’un\ndonnée sur Rodin, par Judith Cladèl, puis au                hom m e, en une seconde propice, que si l’on\ncours d’une seconde conférence donnée par Charles           avait vu cet hom m e durant , un an, en dehors\nMorice, que Rodin avait atteint à là beauté.                de cette précieuse seconde, am enée par des cir­\nJ ’avance que non ; et qu 'il n e l’a jam ais pour­         constances particulièrem ent favorables.\nsuivie, la beauté, dans ce sens bref du mot.-                  Cela pour l ’esprit.\nl ’as plus que la nature ne la poursuit, elle qui              Chaque être, a aussi des, attitudes, où son corps\nne vise qu’à la vie, mais cependant -réalise la             est p lu s , particulièrem ent, ..plus ; personnellem ent,,\nbeauté, par hasard.                                         soi, que dans toute autre attitude. -\n   De m êm e Rodin.                                            Eh bien ! R o d i n , m e sem ble toujours rechercher\n   C’est la représentation de l a v ie qu’il recherche;     et fixer le \" mo ment \"de l’esprit et le m    \" om ent \"\net notre admiration vien t de ce qu'il l'obtienne.-         d u corps..\n    Eh effet, c'est tout un m iracle, de com m uni­            Et n’en faire qu’un seul m om ent, celui où le\nquer la vie à la substance !                                corps, son g este reçoit, la pleine : saturation d’un\n    Nous som m es requ is par ce m iracle,- la vie,'        esprit, dans s o n g e s t e , égalem ent.\ncom m uniquée à : la m atière prim itivem ent inerte           Cette conjonction de deux intensités, produit\nd’un plâtre blanc.                                          le m om ent suprêm em ent expressif de chaque vie.\n   L a m atière allégée jusqu'à rem uer sous la                Victor Hugo, au m om ent où il est le p o ète:\nlum ière ! La m atière vivifiée, jusqu’à communier          au m om ent où il écoute et sur le cham p trans­\navec lé profond de nos sens ; jusqu'à nous parler           form e en poésie et en soi, ce qu’il entend.\nd’elle, dans le silence !\n    Voilà un m iracle de l’art, et le m iracle de\nRodin !                                                       B a lzac , au m om ent ou il     agen ce   et soupèse,\n   Regardez Falguières, avec sa tête de petit-     évalue les caractères zoologiques des variétés\ntaureau ardent, c'est hideux ; mais c'est puissant hum aines. (Je parle de la petite esquisse n° 6).\ncomme de la Vie qui vous observe, et l’on sourit     L a Muse, au m om ent où dans l’écroulem ent\nd 'étonnement, devant ce miracle d'incarnation ! - de sa form e lasse, elle semble, épuiser vers le\n   M ettre autant de vie que possible, sur une sur­         poète toute sa vie.\nface, c ’est le tour de force !                                Roche fort, com m e un hom m e qui voit le but\n   Vous eussiez peut-être oublié la t ête de F a l ­        de son élan, m ais dont les paupières clignent\nguières passant dans la r u e : reprise par Rodin,          devant, les obstacles ; ce front qui v a en proue,\nvo us ne l'oublierez plus jamais-, — ni sans doute          a v ec l’air de signifier qu’après lui, le reste arri­\naucun des plâtres exposés, si vous les avez regardés        vera toujours bien.\ncinq m inutes avec attention, — il a un art de                 L a Mort, couverte de fleurs, pelotonnée sous\ngrouper les caractères, sous la form e d’un g este          form e d’une créature b elle et forte, dans une\nde vie, haussé au centuple.                                 paix de som m eil ; des fleurs dégringolant sur ses\n                                                            épaules et serrées en grappes entre ses genoux;\n                                                            et, dans le som m eil, deux doigts en l’air ; deux\n  Prom eneur attentif dans le hall Rodin, je me             doigts lev és vers la vie, pour sentir ce qui se\ndis ensuite :                                               passe dans la brise de la terre, — au-dessus de\n"}, {"page_pdf": 226, "texte": "                                           3\n\n\n\n\nL e   P enseur              R odin\n\n\n\n\n                 La Gerbe, Juillet 1899.\n"}, {"page_pdf": 227, "texte": ""}, {"page_pdf": 228, "texte": "                                                      2\n\n\n\n\n                1\n\n\n\n1. E ve.\n2 . Faunesse.\n3 . Faunesse.\n\n\n\n\n                                                      3\n\n\n                    A U G U S T E R O D I N , PARIS\n"}, {"page_pdf": 229, "texte": "Dem eter   V . Rousseau Bru xelles\n\n\n\n                                                        Bibliothèque —   L . Bochom s, Bru xelles\n\n\n\n\n                  D essins de couverture, X iff e l,   B ru xelles.\n"}, {"page_pdf": 230, "texte": "                                  1\n\n\n\n\n                                                                          3\n2\n\n\n1 . A graffe :   Chardons. O r ciselé.   Améthystes sculptées.\n2 . Boucle de Ceinture : Plum e de paon.        O r,   opales et rubis,\n3 . Boucle or émaillé : Nénuphar.        Opale sculptée et rubis.\n\n\n            W OLFERS. — BRUXELLES.\n"}, {"page_pdf": 231, "texte": "                                          R e v u e d ’A r t d é c o r a t i f                                7\n\nla m ort, si ce n ’est pas encore le printemps,               ne lui sont pas fournis ou, surtout, parce qu’ils\npour renaître......                                           ne sont pas demandés par le commerce de\n  Et enfin, une petite m erveilleuse Faunesse                 détail. Or, s’il y avait une tendance du public à\ndebout, qui étire sa chair et se regarde, la chevelure        rechercher certains modèles réellem ent esthé ­\nen torsade, faisant crinière d’animal fier et sen ­           tiques, si on en avait la vente, les types gros­\nsuel, sur le cou ; sur les m oelleux lisses du ventre,        siers disparaîtraient de la circulation.\nla lum ière se concentre, c’est la vie, comme                    Il y a donc là une éducation à faire, du peuple\npour glisser toute, en ondée d’aurore et de fraî­             comme des travailleurs industriels, et la diffusion\ncheur, vers le val d’un sexe pur et frais.                    des beaux modèles fera arriver un jour à un\n  L a m ain de Dieu, quel cœur d’homme, Rodin,                résultat, de ce côté au moins.\npour avoir fait cela : modeler une main, e t y                   Il n’en est pas de mêm e dans les industries\nposer, oh ! tendresse ineffable, un morceau de                plus relevées, où souvent déjà, patrons, ouvriers\nterre !                                                       et clients se piquent d’un souci d’art, que domine\n                                       R ay   Nyst.          pourtant la préoccupation technique et commer­\n                                                              ciale.\n                                                                 Là, vous voyez des céramiques, des poteries\n                                                             de luxe, des foyers ouvragés, des lustres, des\n           ’LA R T E T      L E GOUT DANS                     cuivres tournés ou ciselés. On est obligé d’y\n                      L ’INDUSTRIE.                           reconnaître le désir, presque jamais réalisé, de\n                                                              produire des œ uvres d’art p a r les moyens méca­\n               La période actuelle est surtout indus­        niques. C ’est ceci, en effet, qui constitue la\n            trielle, et le travail semble, tous les jours    difficulté.\ndavantage, répudier l ’initiative de l’homme et                  Le m odèle le plus original, élaboré par un\nfavoriser le m achinism e. Il est inutile de songer,          artiste de génie, se déforme dès qu’il doit passer\nau nom de l’art, à protester contre une force                 dans des mains industrielles; il s'aveulit, devient\ntelle que celle de peuples entiers, poussés, par              lourd, confus, sans cach et ni esprit, et les m eil­\nun surcroît de population, à chercher l’activité              leurs trucages, les m eilleures Copies d'une œ uvre\nlucrative qui leur parait un remède à leur                   ancienne, par exem ple, son t reconnaissables à ce\npléthore. Mais il est perm is d’observer que ce              défaut de caractère, dès qu’ils ont du subir le\nm ouvem ent restreint le génie populaire, attente            contact de l’ouvrier après celui de l’artiste.\naux véritables intérêts du progrès, dès qu’il                   Beaucoup de g ens se contentent ainsi d’un luxe\nn églige, dans l e travail industriel la préoccupa­          de m auvais aloi ; d’abord, parce qu’ils n 'y voient\ntion de l’art, c'est-à-dire, du beau, de l’intelligent       goutte, ensuite, parce qu'ils ne trouvent pas\net de l’agréable.                                            autre chose dans l e , com m erce, et qu’il ne leur\n    La form ule des trois huit a dû forcém ent               vient ni l’idée de s ’adresser, comme on le faisait\ncomprendre le travail et le repos, mais aussi le             jadis; à un artiste, ni la Volonté d’y m ettre les\nplaisir ; car en tout, ce plaisir est utile, délas­          frais.\nsant et consolateur. Aucun objet, aucune ten ta­                Mais il s’agit d'industrie et non du travail\ntiv e moderne ne devrait exclure l’esthétique, et            direct de l'artiste. L'industriel, comme interm é­\nc’est dans L’industrie courante que le goût et la            diaire entre l’auteur d’un modèle et le public\nscience des artistes devraient trouver m oyen de             acheteur, n’a pas grand intérêt (peut-ê tre ) à faire\ns ’exercer continuellem ent.                                 soigner minutieusement la partie caractéristique!\n    Beaucoup d’industriels le com prennent vague­            de ses produits ; il calcule la perte de temps, le\nm ent ; m ais les affaires prédominent, et d’ailleurs,       salaire d’un ouvrier -artiste, et préfère faire\nil y a u n e difficulté sérieuse à unir la fabrica­          passer tels quels, des Objets dont le public se\ntion com m erciale aux prescriptions du goût                 contente.\nartistique.                                                     C’est un malheur, et peut-être même une sot­\n    Qu’appelle-t-on en langage usuel : camelote,             tise, car le fini d’une fabrication, et sa beauté,\nsinon un ouvrage fait dans un but m ercantile,               doivent certes entrer en ligne de compte, tout\nsans souci de toutes les qualités qu’on a le droit           au moins pour les acheteurs doués de quelque\nd’exiger d’une m archandise d’usage ?                        connaissance et désireux de ne - p a s se meubler\n    Mais il y a encore une distinction à faire entre         à la façon du premier venu.\nl ’objet de bonne qualité, utile a l’emploi, et le              Il est donc nécessaire, ici encore, de faire appel\nproduit qu’on peut admirer com m e beau.                     au goû t général, de développer sainement ren­\n    E st-ce donc si difficile de faire à la fois bon         seignem ent de l’esthétique, d’inonder le public de\net beau, ou du moins, dans un simple fabrîcat,               form es choisies, e t de proscrire, à l’égal des\nde ne pas heurter le sens esthétique chez ceux               chansons obscènes, la production de choses laides,\nqui sont exposés à devoir se servir de ces objets            ignobles ou banales.\nfabriqués, ou à les rencontrer chez un voisin ?                 Tel serait le devoir le plus strict de toute\n    Dans l’industrie vulgaire, c’est la routine qui          administration moderne, car un État ne peut se\nrègne en souveraine. Un potier, un sabotier, un              désintéresser du progrès, du goût et de l'esthé­\nfaiseur de tuiles conserve des form es légendaires           tique dans les m asses. Il y a là une mission\net grossières parce que des m odèles nouveaux                morale, une tâche d’assainissem ent, en mêm e\n"}, {"page_pdf": 232, "texte": "                          1                                       2\n                                                                                                               3\n\n\n\n\n                                                                                                           5\n\n\n\n\n                                      4                                                                   6\n\n1 . Le lys. Cristal gravé, monture vermeil.                           4 . Plum es de paon : P e ig n e noir et émaux à jo u r\n2 . Chrysanthèmes, Vase argent, Em aux opaques et transparents.       5 . Chauve-souris : B ag u e or émaillé et turquoise.\n3 . Orchidées. Cristal gravé, monture argent patiné d'or.             6 . P ieu v re : B roche, or ciselé, et p erle.\n\n\n\n                                          WOLFERS. - BRUXELLES.\n"}, {"page_pdf": 233, "texte": "   8                                              L a Gerbe\n\ntem ps que d’encouragem ent pour les efforts sa lu ­      l’exposition Van D yck, dans les locaux du nou­\ntaires. Nous ajouterons même qu’à notre époque            veau m usée.\nd’activité universelle, il y a là une n écessité             A 8 heures. R éception des académ iciens et des\nnationale, et il est à espérer que tout le monde          artistes étrangers, dans les         locaux du cercle\nfinira par le comprendre.                                 Artistique. F ête au jardin.\n   On a divisé jadis les arts en m ajeurs et m i­            Dim anche 13 Août à 10 heures. Inauguration\nneurs. On considère com m e m ajeur celui qui n’a         des peintures exécu tées dans la salle d’escalier\npour but que l’expression de l’artiste et sa              de l’h ôtel de Ville.\ncommunion avec le public, sans u tilité pratique,            A 1 heure, séance solennelle du corps acadé­\ne t com m e mineur ou secondaire, celui qui sert          mique.\nà quelque chose, qui a son usage, qui est appli­             Lundi 14 Août, à 10 heures. V isite des acadé­\nqué, en un mot. Cette distinction est sans doute          m iciens et artistes étrangers à l ’exposition Van\nfactice, car il peut se m ettre autant de science,        D yck et au m usée des Beaux-A rts.\nd’adresse et de pensée en une œ uvre destinée à              De 2 à 6 heures. P rem ière        sortie du grand\nun usage déterm iné, que dans un travail de               cortège représentant : l ’Art à travers les siècles.\nsim ple parade. Mais elle a dû naître spontané­              Mardi 15 Août à 10 heures.         V isite des acadé­\nm ent dans le cerveau de ceu x qui, les prem iers,        m iciens et artistes étrangers au m usée P lantin,\non t vu l’art ornem ental ou décoratif, couvrant          M oretus et autre m onum ents com m unaux.\ntou t sim plem ent un objet usuel, sans intention            De 9 à 11 heures. F ête à l’h ôtel de V ille en\nélevée, et qui ont com paré cet ouvrage à celui           l'honneur des académ iciens et artistes étrangers.\nd’un artiste qui s ’efforce de célébrer un problème          Mercredi 16 Août de 2 à 6 h eures. D euxièm e\nd’histoire, de religion ou de philosophie, ou la          sortie du cortège artistique.\nbeauté idéale hum aine.                                      Dim anche 20 Août de 3 à 7 heures. Troisièm e\n  (à suivre)                          E dgar B a es.      sortie du cortège, et Dim anche 27 de 2 a 6 h.\n                                                          Quatrième sortie du cortège. A 9 heures, à\n                                                          l’h ôtel de V ille, distribution solenn elle des prix du\n               IL L U S T R A T IO N S\n                                                          cortège artistique et du concours pour l’ornem en­\n                                                          tation des rues.\n   \" Demeter \"     par M. V ictor R ousseau. — C’est\ncertainem ent une des œ uvres les plus m arquantes\ndu jeune m aître statuaire et qui lui valu t un\ngrand succès au Salon de \" Pour l ’Art \" où elle             Le m usée ancien de B ruxelles s’est enrichi\nfût exposée.                                              de toute une nouvelle série de tableaux ; citons :\n   \" B ijo u x et Vases \"\n                        de M. Philippe W olfers. —        Gonzales Coques, p o rtra it de Lucas. Faydherbe ;\n   Ces beaux spécim ens d’orfévrerie artistique           Koffermans, p o rtra it de fem m e ; Inconnu ,p o rtra it\nferont l’objet d’une notice spéciale dans n otre          d'homme ; Jacques Jordeans, Virgile devant A p ­\nprochain num éro.                                         p iu s Claudius ; Thom as De K eyser, p o rtra it\n   \" Meuble-Bibliothèque \" avec vitrages m osaïques       d'homme ; A. De Gelder, le P résen t récom pensé ;\ne t opales par M. L. Bochom s.                            Théodore Van Thulden, A llé g o r ie ; A lexandre\n                                                          Coosemans, Vanitas ; J. de Riberra, Apollon écor­\n                                              G. H.\n                                                          chant M arsyas ; Martin M ellius, N ature m orte;\n                                                          Joachim Beuckelaer, l'Enfant prodigue ; Johannes\n                C H R O N IQ U E S                        Lingelbach, le Campo Vaccino à Rom e ; G. Van\n                                                          Tilborgh. Les cinq sens, et tout dernièrem ent un\n     Exposition Van Dy ck à A nvers. — Nous appre­\n                                                          superbe portrait par Van D yck.\nnons avec plaisir que le com ité A nglais tra v a ille\nactivem ent à Londres en faveur de l ’Exposition                                            Georges    H am esse.\n\nVan Dyck.\n    Non seulem ent S. M. la reine V ictoria serait\ndisposée à se dessaisir de quelques uns des ch efs-          U n e r e v e n d i c a t i o n . — A rem arquer dans le\nd’œ uvres de Van D yck qui figurent an Château            num éro de Mai de l'A rt D écoratif un article\nde W indsor, mais le com ité se serait assuré le          intitulé \" Les M odernistes dans l'A rchitecture \".\nconcours de grandes fam illes A nglaises, notam ­         Dans la nom enclature des architectes de cette\nm ent les Strafford, les Northum berland et les           catégorie le nom de Horta est, com m e à regret,\nPortland, qui possèdent d’admirables p ortraits du        cité le dernier.\nm aître flamand.                                             En toute justice, il eût été désirable, à tout\n    On cherche à obtenir un joyau doublem ent             le moins, de voir associer les nom s de MM. Horta\np récieux pour nous : le portrait de R ubens par          & H ankar, les novateurs du m ouvem ent m oder­\nV an D yck, qui se trouve à la N ationnal G allery.       n iste belge, — dont s ’inspirent souvent m aints\n    Le com ité Anglais déploie autant d’ardeur que        architectes français —.\ns ’il s ’agissait d’organiser une Exposition à Londres.      N ous croyons ne pas être trop exigean ts en\n     Voici le program m e des fêtes Van D yck à           revendiquant pour MM. Horta & H ankar une\nA nvers :                                                 classification plus équitable.\n    Sam edi 12 Août, à 2 h eures. O uverture de                                                             L . B.\n"}, {"page_pdf": 234, "texte": "     BECKER & C°\nP h o t o g r a p h ie A r t is t iq u e\n\n           prix Modérés\n 97, C h a u s s é e de W a v r e , 97\n"}, {"page_pdf": 235, "texte": ""}, {"page_pdf": 236, "texte": ""}, {"page_pdf": 237, "texte": "                     L’ILLUSTRATION\n                                               par les procédés\n\nLe plus complet des établissements\n  graphiques de la Belgique.\n                                            Ty     p o g r a p hiq u e s\n\n\n\n\n         Photogravure                                                       Imprimerie\n\n           ateliers Spéciaux                                   P    r i x   -   C   o   u   r a   n   t s     illu strés\n                 pour l’exécution des\n                                                           C atalogu es                                          „\n    C lich és su r zinc & cuivre                           J        ournaux\n           (Gravure au trait                                       Revues\n           Similigravure\n           Autotypie                                               Prix à forfait, gravure et impression\n\n\n\n\nMATÉRIEL SPÉCIAL POUR L'IMPRESSION DES SIMILIGRAVURES\n\n\n                                               de grand                     lu x e\n\n\n\n       L.Vandamme & C°, Editeurs\n                                        Jette-Bruxelles\n                                                        25,          C H A U SSÉE                           D E D IE L IG H E M\n\nTÉLÉPHONE 4003\n"}, {"page_pdf": 238, "texte": ""}, {"page_pdf": 239, "texte": ""}, {"page_pdf": 240, "texte": ""}, {"page_pdf": 241, "texte": ""}], "calendrier": {"precision": "mois", "ordre_dans_volume": 7, "mois_verifie": true, "numero_verifie": true, "mois_reconstitue": false, "numero_reconstitue": false, "date_tri": "1899-07", "signet_source": "N°1 - Juillet 1899", "preuve": "Date et numéro lus sur la couverture, PDF 220", "methode_reconstitution": "Date et numéro du signet de l’ULB, contrôlés sur la couverture de la livraison quand elle est conservée."}}